Avalanche Tricolor: Grêmio é 100%

 

 
Cruzeiro 0x1 Grêmio
Brasileiro – Mineirão, BH/MG

 

 

Kannemann

Kannemann bate aquele papo com o auxiliar 

 

Arthur acertou 99,99% dos passes que deu em mais de 90 minutos de jogo. Seu companheiro de posição, Maicon, não deve ter errado mais de dois enquanto esteve em campo. 

 

No primeiro tempo, o Grêmio ficou com a bola no pé 70% do tempo. Mesmo com um jogador a menos em campo, no segundo tempo, encerrou a partida com 60% de posse de bola.

 

E teve 50% de aproveitamento nos chutes a gol: chutou duas vezes, marcou uma, após jogada genial de Ramiro pela direita, cabeceio de Everton, que desviou para o estreante André fazer a alegria da nossa torcida.

 

A superioridade gremista provada em números e percentuais não me espanta. Tem sido assim partida após partida, independentemente de quem for o adversário e onde seja o jogo: em casa ou fora dela; na Arena ou no Mineirão; no Brasil ou no exterior.

 

O que quero destacar mesmo nesta primeira Avalanche do Campeonato Brasileiro de 2018, porém, é outro número que poucos talvez se deem conta por estarem deslumbrados com o talento que voltamos a apresentar: o desempenho da defesa do Grêmio.

 

Assim como eu, você, caro e raro leitor desta Avalanche, já ouviu falar das reclamações pelos gols de bola área que tomamos — e geram preocupação há algum tempo. 

 

É de falta, é de escanteio ou na chegada pela linha de fundo. Quando a bola sobe em direção à nossa defesa, a turma se arrepia toda e fica torcendo pela intervenção de Marcelo Grohe.

 

Imagine, então, quando somos informados da ausência de Geromel, o melhor zagueiro da América do Sul. Que ao lado de Kannemann forma a melhor zaga do continente.

 

Paulo Miranda foi o substituto e incorporou o Mito. Dominou a área por cima e por baixo. Despachou bola e aquela montoeira de atacantes que o adversário colocou em campo.

 

Kanneman foi gigante ao mandar para longe os zagueiros grandalhões que se atreviam chegar perto de nosso gol. E cirúrgico na decisão de fazer a falta que lhe valeu a expulsão, aos 27 minutos do segundo tempo. Sacrificou-se pela causa.

 

Bressan entrou e deu conta do recado nos momentos de maior pressão em que a bola vinha de todos os lados. Não se mixou diante da cara feia do adversário.

 

Grohe … bem, Grohe foi Grohe. 

 

Apareceu com segurança nas vezes em que foi chamado, especialmente no último lance da partida quando já era adiantado da hora.

 

E para você que gosta de medir tudo através de números, anote aí o mais impressionante de todos. 

 

O adversário teve sete escanteios a seu favor, cinco apenas no primeiro tempo. E a nossa defesa teve 100% de sucesso sobre o time deles todas às vezes em que bola cruzou nossa área.

 

Com essa defesa segura, esse meio de campo talentoso e o ataque preciso, o Grêmio começa o Campeonato Brasileiro com jeito de campeão: 100%

Avalanche Tricolor: sem jamais perder a magia

 

Cruzeiro 3×3 Grêmio
Brasileiro – Mineirão/Belo Horizonte-MG

 

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Ramiro marcou o 3º do Grêmio (reprodução SporTV)

 

Haverá gremista se lamentando porque cedemos o empate e desperdiçamos a oportunidade de terminar a oitava rodada como líder do Campeonato Brasileiro.

 

Eu não!

 

Ouvi Ramiro,no fim da partida, choramingando ao repórter que tinha lhe feito uma pergunta qualquer. Queria ter terminado o jogo com a vitória. E entendo a insatisfação de um jogador que lutou mais de 90 minutos em busca do gol: fez o dele, permitiu que os outros fizessem os seus e esteve presente em boa parte das jogada de ataque. Suou e jogou muito para merecer a vitória.

 

Assim como Ramiro, jogaram demais: Michel, Arthur, Everton, Pedro Rocha e Luan – apenas para citar aqueles que estão na nossa linha de frente. A turma lá de atrás também redobrou-se para sustentar o resultado, diante de uma equipe necessitada de pontos e empurrada pela sua torcida. Foi esse somatório que nos fez jogar sempre na frente do placar, mesmo fora de casa. Infelizmente não foi suficiente, cedemos o empate, e nossos jogadores devem estar incomodados com isso.

 

Insisto: eu não!

 

Independentemente do que chegamos a ter em mãos por alguns momentos desta segunda-feira – a vitória e a liderança do Campeonato -, fizemos hoje no Mineirão um baita jogo de futebol. Uma partida de orgulhar o torcedor pela maneira como o time se comportou em campo, pelo talento com que alguns dos nossos jogadores demonstraram, pelo toque de bola preciso e com categoria apresentado especialmente no nosso meio de campo.

 

O prazer de ver o Grêmio jogar a bola que está jogando sob o comando de Renato não me dá o direito de reclamar do resultado. Estaria, sim, desconfortável se saíssemos com um daqueles empates alcançados com futebol retranqueiro e sofrido. Ao contrário, quem assistiu ao Grêmio nesta noite, teve a convicção de que somos um time para disputar o título. E o título está em disputa, mesmo porque ainda é cedo para qualquer definição.

 

O Grêmio poderia terminar a rodada líder, é verdade; não o fez, mas a encerrou na disputa da liderança. Tem muitos jogos pela frente e adversários diretos já nas próximas partidas. Está maduro, bem formado, com jogadores importantes voltando aos poucos e encantando por onde passa. Temos de ter consciência que para alcançarmos a conquista maior é preciso capacidade de superar reveses e entender placares adversos, sem jamais perder a magia.

 

 

 

Avalanche Tricolor: categoria e vigor deixam o Grêmio próximo da final

 

 

Cruzeiro 0x2 Grêmio
Copa do Brasil – Mineirão

 

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Torcida do Grêmio no Mineirão (reprodução da SPORTV)

 

Raro momento este que exercito agora: escrever esta Avalanche antes mesmo do fim da partida. E se me atrevo a tal, é porque o Grêmio me proporcionou esta oportunidade.

 

Poucas vezes nestes últimos tempos, vi o Grêmio jogar com tanta maturidade. O estádio lotado e a experiência do adversário não foram suficientes para intimidar nossos jogadores.

 

Exceção aos 15 primeiros minutos, o Grêmio dominou o jogo, tocou a bola, se movimentou com inteligência e voltou a desfilar o futebol ensinado por Roger e desenvolvido por Renato.

 

Foi solidário na marcação com os jogadores da frente atrapalhando a saída de bola, deu pouco espaço para que o adversário impusesse perigo e a dupla de área foi de uma seriedade de chamar atenção.

 

O primeiro gol deu a cara da partida com a bola rolando de pé em pé. Foram 23 toques em pouco mais um minuto, com jogadores passando a bola e se deslocando para receber livre, a ponto de desnortearem os marcadores. E um chute genial de Luan que voltou a marcar após 12 partidas. E que gol, ele marcou!

 

O segundo gol foi resultado da vantagem conquistada no primeiro tempo. O Grêmio obrigou o adversário a dar mais espaço, e isso costuma ser fatal diante da qualidade do toque de bola gremista. Foi resultado, também, da forma voluntariosa – nem sempre com bons resultados – com que Marcelo Oliveira atua, pois ao cortar a bola na lateral do campo proporcionou nosso contra-ataque. E, sem dúvida, foi resultado da maneira como Ramiro e Douglas – principalmente Douglas – tratam a bola.

 

Chego ao fim do texto no momento em que a partida se encerra. E nada mudou desde que comecei a escrevê-lo.

 

O Grêmio foi melhor, jogou futebol de verdade e fez o placar que lhe põe muito próximo da final da Copa do Brasil. Mas a gente sabe que nada está resolvido ainda. É preciso confirmar o resultado na Arena semana que vem, pois, como disse lá no inicio, escrever esta Avalanche com o jogo em andamento é coisa rara e sabemos que as conquistas não costumam ser fáceis para os Imortais.

Avalanche Tricolor: consolidados na vaga da Libertadores, ganhamos um ponto

 

Cruzeiro 0x0 Grêmio
Brasileiro – Mineirão

 

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

Meu velho time de botão da década de 70 reforçado pelo goleiro Danrlei

 

Fui colecionador de times de botão, esporte que era muito praticado antes do surgimento dos jogos eletrônicos conquistarem a garotada com as franquias do Fifa e do PES – Pro Evolution Soccer. Claro que os botões com as cores gremistas eram os que mais faziam sucesso na minha mesa com vitórias heróicas sobre os adversários. Um deles também tinha o azul em destaque, era o do Cruzeiro, time que havia sido comprado pelo pai, se não me engano devido a admiração que ele tinha pelo volante Piazza.

 

Era uma época em que as informações não circulavam com a mesma velocidade de hoje nem era possível assistir aos jogos pela televisão com a mesma frequência. Mas os mineiros tinham conquistado a Libertadores e disputado o Mundial de Clubes, naquele tempo chamado de Copa Intercontinental, quando foram vencidos pelos alemães do Bayer de Munique. Talvez isso tenha levado o pai a encomendar o time de botão do Cruzeiro. Se não me engano, aquele time segue por aí guardado em alguma gaveta entre Porto Alegre e São Paulo.

 

Os tempos mudaram, o Grêmio já até foi campeão mundial enquanto seu adversário ainda não foi capaz de alcançar esta glória. Jogar botão não é mais uma prática tão comum, ao menos para mim, apesar de ainda ser possível encontrar muitos adeptos e minha mesa estar armazenada no depósito de casa. De qualquer forma, as partidas lá em Minas são sempre complicadas, especialmente depois da sequência de títulos que o adversário conquistou no Brasil. E hoje não seria diferente, a começar pelo fato de estarmos enfrentando um daqueles técnicos que admiramos: Mano Menezes, chegado recentemente à equipe de Belo Horizonte.

 

Muitas vezes quando empatamos é comum dizermos que perdemos dois pontos, mas, pelas circunstâncias da partida, arrisco dizer que ganhamos um. Sei lá por quais motivos, atacamos pouco e chutamos menos ainda. Foram apenas duas tentativas no gol adversário e em cobranças de escanteio finalizadas pelo zagueiro Geromel, que voltou ao time (será coincidência que ele voltou e não tomamos gol apesar da pressão sofrida?).

 

Aquela troca de bola precisa e movimentação veloz de nossos jogadores não se repetiram. Fomos incapazes de superar a marcação no meio de campo, coisa que já fizemos contra times muito mais competentes neste campeonato. Até parecia que ainda estávamos de ressaca dos acontecimentos do meio de semana.

 

Bem que Roger fez suas tentativas ao colocar no time, no segundo tempo, Fernandinho, Bobô e Max Rodriguez. Mesmo assim, nosso desempenho ficou aquém do nosso potencial. Menos mal que lá atrás nos mostramos firmes e fortes, reduzindo ao máximo o risco de gol.

 

Alguém haverá de lembrar que desperdiçamos a chance de nos aproximarmos do líder, mas jamais devemos esquecer que se há um título que queremos, este será disputado ano que vem na América, não no Brasil. E, a nove rodadas do fim do Brasileiro, estamos cada vez mais consolidados na vaga que nos credenciará a disputar a Libertadores, campeonato que na época dos meus times de botão jamais imaginara ter o direito de vencer.

 

Obs: nessa terça-feira, o técnico Roger será o entrevistado do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, e eu estarei na bancada de entrevistadores. Se você tiver alguma curiosidade e quiser fazer perguntas a ele, pode deixar registrada aí nos comentários.

Avalanche Tricolor: o Grêmio é candidato ao título do Campeonato Brasileiro

 

 

Atlético MG 0 x 2 Grêmio
Brasileiro – Mineirão (BH)

 

 

Douglas

 

 

 

Escrevo o início deste texto muito antes de o jogo se encerrar, portanto não tenho como saber o resultado final. E o faço não devido ao horário em que a partida vai terminar, que beira o proibitivo para quem, como eu, acorda às 4 da matina. Mas fique tranquilo, caro e raro leitor desta Avalanche, não vou desperdiçar, hoje, meu tempo com a velha ladainha da incompatibilidade entre a minha agenda de torcedor e a de trabalhador. Estou aqui, cedo, ainda no intervalo, porque não me contive de satisfação com o que assisti nesse primeiro tempo de jogo, em especial ao gol que abriu o placar. A jogada se iniciou com a bola roubada pela nossa defesa na linha de fundo, lance seguido de uma sequência de passes. A moça da TV falou em dez toques, confesso que contei pelo menos 17 na repetição. Isto é o que menos importa. O impressionante na jogada foram os passes, as escolhas certeiras e rápidas que os jogadores fizeram no momento de tocar a bola e procurar seu companheiro mais bem colocado. Não houve desespero, apesar da competente marcação adversária. Não houve chutão para contar com a sorte e chegar logo no ataque. Houve precisão, confiança, velocidade e excelente articulação com os jogadores se movimentando como se fizessem parte de uma coreografia muito bem ensaiada. E, claro, houve a conclusão forte de Douglas no gol.

 

 

Comecei a escrever esta Avalanche sem saber o fim da história, mas o fiz com a convicção de que, independentemente do resultado, temos um grande time se formando. Um time pelo qual temos o prazer de torcer. E o início do segundo tempo não me desmentiu. O Grêmio foi maduro, apesar da juventude de seus jogadores. Voltou a colocar a bola no chão, trocar passe e, assim, descobriu o caminho para o segundo e decisivo gol. Novamente com a velocidade e precisão que o futebol moderno exige.

 

 

Apesar da vitória, nada estava resolvido enquanto o apito final não soasse – e como demorou para soar. Diante de um adversário que merece respeito e, empurrado pela sua torcida, é incapaz de desistir, tínhamos de ser fortes o suficiente para resistir. E o fizemos com outro talento que tem se sobressaído nos últimos jogos, a nossa defesa. De Grohe já se esperava muito mesmo. É um grande goleiro. A dupla de área foi soberana por cima e por baixo. E o restante do time voltou, marcou, lutou e se fez grande.

 

 

Assim como escrevi, convicto, o primeiro parágrafo deste texto, a despeito do resultado final, o faço agora para concluir meu pensamento, nesta Avalanche: o Grêmio é, sim, candidato ao título brasileiro.

Apesar dos pesares, Felipão e o Grêmio se preparam para iniciar mais uma Avalanche Tricolor

 

Cruzeiro 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Mineirão (MG)

 

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Os comentaristas de resultado já estão com sua língua afiada para criticar Luis Felipe Scolari e o Grêmio que sofreram mais uma derrota, neste Campeonato Brasileiro. Brincadeiras e ironias vão se misturar na boca de torcedores adversários, pois estes têm pouco compromisso com a realidade. Nós, porém, não podemos nos abalar com o que aconteceu na noite desta quinta-feira, em Belo Horizonte. Temos de entender que o time está sendo reconstruído. É apenas a terceira rodada em que Felipão comanda a equipe. Alguém vai lembrar que sua campanha é fraca até o momento: duas derrotas e uma só vitória e contra equipe sem tradição. Não podemos cair nessa armadilha e atrapalhar o trabalho que, nitidamente, vai dar resultado em breve.

 

Diante do único adversário realmente forte nesta competição, e na casa dele, o Grêmio demonstrou futebol mais bem estruturado e lógico do que apresentava até aqui. Com jogadores bem posicionados e um conceito de jogo inteligente, criou mais oportunidades de gols no primeiro tempo. E quando digo oportunidades de gols, não são aqueles chutes fortuitos que os estatísticos registram como válidos. Refiro-me a ataques bem construídos como a primeira jogada de Dudu que infernizou a defesa cruzeirense e só foi parado pelo goleiro. Ou aos dribles de Luan que ludibriava o marcador com suas passadas lentas e olhar insosso.

 

Não lamento o gol que levamos, mesmo porque é difícil conter um ataque tão intenso por tanto tempo. Lamento, sim, não termos marcado quando tivemos chances. Infelizmente, mais uma vez faltou-nos o matador, aquele que decide a partida nos raros instantes em que as oportunidades surgem. Essa sim é uma carência na equipe de Luis Felipe Scolari que foi obrigado a escolher a terceira opção depois de ver dois de seus atacantes principais machucados, em duas partidas seguidas. Assim como foi levado a mudar a equipe no intervalo devido a lesão de um de seus mais consistentes volantes. Gols desperdiçados abalam a confiança e fortalecem o adversário.

 

Independentemente do que disserem, Luis Felipe Scolari e o Grêmio têm de seguir apostando nesta equipe – talvez com mudanças pontuais – e se conscientizar que apesar da diferença de pontos para o líder, não podemos desistir da busca pelo título. Há ainda mais do que um turno pela frente para a nossa recuperação. Ponto a ponto, vitória a vitória, sofrimento atrás de sofrimento. Assim nós conseguiremos asfaltar a caminhada ao topo da tabela. Felipão já mostrou que tem condições de comandar mais uma Avalanche Tricolor.

 

A foto deste post é do site Gremio.Net