Avalanche Tricolor: prazer em revê-lo!

 

Brasil 1×3 Grêmio
Gaúcho – Centenário/Caxias do Sul

 

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Foto:Lucas Uebel/Álbum oficial do Grêmio, no Flickr

 

O estádio era o velho Centenário, na Serra Gaúcha, onde assisti a muitos jogos pelo Campeonato Gaúcho – e lá também trabalhei, nas épocas de repórter de campo pela Rádio Guaíba de Porto Alegre. A imagem da vizinhança sobre a laje das casas que rodeiam o local, transformada em arquibancada, permanece. A impressão é que os arredores, no bairro de Marechal Floriano, pararam no tempo, apesar do crescimento da cidade de Caxias do Sul.

 

O adversário na estreia do Campeonato Gaúcho também era bem conhecido, aliás é um dos mais tradicionais do Rio Grande: o Brasil de Pelotas, que teve de migrar para Caxias, neste primeiro jogo, devido a punição imposta pela Federação Gaúcha de Futebol, ainda na competição do ano passado. O time tem sido o melhor do interior gaúcho nas últimas temporadas, acaba de subir para Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro e sempre é empurrado por uma fanática torcida

 

Apesar de Caxias, o Centenário e o Brasil de Pelotas me trazerem boas lembranças dos tempos em que morei no Rio Grande do Sul, a saudade que sentia, até a bola começar a rolar, era do Grêmio que encantou o futebol brasileiro no ano passado. Era daquele estilo de futebol que Roger nos ensinou a gostar: marcação sobre pressão, pouco espaço para o adversário jogar, time se movimentando com rapidez, bola saindo de um pé para o outro sem precipitação e muita precisão.

 

Já havia assistido às duas partidas anteriores, o amistoso contra o Danubio e a estreia na Copa Sul-Minas-Rio, ambos sem muito entusiasmo, seja porque a primeira nada valia, seja porque a segunda era com time reserva, que pouco se entendia.

 

Hoje, não! Hoje começava a temporada propriamente dita.

 

Time titular em campo e competição tradicional em disputa faziam desta partida a mais importante até aqui. As circunstâncias do jogo tornaram o resultado ainda mais relevante, pois encaramos um adversário esforçado e com marcação persistente, um árbitro metido a disciplinador e um gramado que se desmontava a medida que era pisoteado pelos jogadores. Não bastassem essas intempéries, ainda falhamos na marcação logo no início da partida e saímos atrás no placar.

 

Apesar das dificuldades iniciais e da irritação aparente de alguns jogadores, o Grêmio não abriu mão de sua maneira de jogar. O pouco espaço que restava em campo, devido ao sistema defensivo bem montado pelo técnico adversário, era usado para fazer a bola rolar de pé em pé.

 

O time parecia consciente de que somente tendo o domínio total da bola é que conseguiria chegar ao gol. Apesar de ter criado poucas chances, no primeiro tempo, o talento foi premiado com a jogada pelo lado direito em que Luan foi forte na marcação e veloz para encontrar Maicon, que corria em direção à área. De presente, Luan recebeu o passe de volta e empatou a partida.

 

No segundo tempo, ficou evidente que a conversa com Roger no vestiário mais uma vez colocou as coisas nos seus devidos lugares. Luan e Maicon voltaram a ser protagonistas ao servirem com categoria Everton e Pedro Rocha, no primeiro e no segundo gol, respectivamente.

 

O Grêmio está de volta!

 

Foi um prazer revê-lo!

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