Deus que nos ouça, por que se depender dos homens … haja violência!

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Gráficos e estatísticas publicados pelo jornal Zero Hora/RS

Não sei se estou ficando repetitivo nos meus textos,ainda mais naqueles em que trato do Rio Grande do Sul e de suas mazelas. Essas não são poucas,e ficam claras quando se acompanha as manchetes dos nossos jornais sobre o que rola nas editorias de polícia,coisa que me levou a comparar Porto Alegre com a antiga Chicago dos tempos em que a máfia era tipo (como a garotada costuma dizer) dona da casa. Acostumamo-nos, inclusive,a assistir à vasta filmografia sobre os “feitos”dos mafiosos.

 

Aqui,os comandantes do tráfico de entorpecentes mandam e desmandam. E como matam gente inocente de todas as idades, no afã de liquidar a tiros os seus rivais, com as famigeradas balas perdidas. Perdi o número de crianças que morreram atingidas por essas.

 

“Ladrões fazem arrastão em vagão do trensurb”

 

Os “artistas” que protagonizaram esse episódio,em sua maioria se deram mal,quem sabe,por serem apenas aprendizes. Os passageiros do vagão, invadido pelos bandidos,assustadíssimos,disseram que não sabiam o que fazer para escapar dos ladrões. Esses,porém,não souberam como fugir dos PMs que os perseguiram no centro de Porto Alegre. Menos mal que esse foi o primeiro arrastão no Trensurb. Entre os ladrões havia menores,tipos que são considerados “coitadinhos” por uma política do meu Estado.

 

Em Dois Irmãos,suspeitos de cometer o assalto no qual foi morto o primeiro sargento da Brigada, Arílson Silveira dos Santos,eram egressos da prisão em que se encontravam ,”só que a Susepe não soube explicar como os detentos escaparam”. Coisas do tipo são comuns no Rio Grande do Sul.

 

Essa,que também rendeu manchete, foi a do médico assaltado no posto de saúde em que trabalhava, situado na Vila Cruzeiro,reduto de ladrões de toda espécie e que chegou a ser desativado faz algum tempo,eis que não era local seguro para os seus funcionários. Foi a segunda fez em que um médico desistiu de prestar serviço no que ficou conhecido como Postão da Vila Cruzeiro,com carradas de razão.

 

Com o que acabei de relatar, creio que as pessoas de Estados mais bem servidos de policiamento do que o nosso Rio Grande do Sul,entenderão por que tenho produzido textos nos quais despejo o meu HORROR diante do que se vê,sem vislumbrar solução de continuidade. Muitos que saem para as nossas ruas, já foram assaltados por “especialistas”em todas as espécies de crimes,desde os mais comuns até os mais perigosos,e correram risco de perder a vida,além dos seus bens.

 

Sexta-feira passada, futuros policiais militares,civis e bombeiros,que aguardam,sem sucesso,a sua convocação,fizeram manifestação, na frente do Palácio do Governo e da Assembleia Legislativa,com a esperança de que as autoridades maiores do Rio Grande do Sul encontrem uma solução que permita a todos nós não precisarmos estampar, na praça da Matriz,frases como:”Economizar em Segurança custa vidas;”Chega de Terrorismo” e “Queremos mais Segurança”.

 

Deus que nos ouça – eis como concluo o texto de hoje. Isso por que, a cada dia que passa, acreditamos menos nos homens. Especialmente nos políticos!!!

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista, mora em Porto Alegre e é meu pai. Escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

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