Avalanche Tricolor: só não foi atípica aquela coisa-que-você-sabe-bem

 

Grêmio 1×2 Vitória
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Roger tenta acertar o time, em foto de LUCAS UEBEL/GrêmioFBPA

 

Há 34 anos e 17 jogos nosso adversário não vencia da gente em Porto Alegre, ouvi agora mesmo, ao fim da transmissão da partida pela SporTV, se é que meus ouvidos não me traíram por ainda estarem sob o impacto da derrota de quinta.

 

Um resultado atípico em um jogo atípico.

 

Como foi atípico o lance, aos 34 minutos do primeiro tempo, em que o árbitro – parece-me que é da Fifa, não é? – sinalizou o pênalti que não apenas nos deixou com um jogador a menos em campo como permitiu a ampliação do placar.

 

Um erro definitivo e marcado com convicção pois estava diante do lance e mesmo assim entendeu que houve falta em um momento em que Bressan apenas tirou o corpo para não tocar no atacante, que se jogou no chão e foi beneficiado.

 

Por falar em atípico, como definir o erro de Luan aos 45 minutos do segundo tempo, quando escapou livre em direção ao gol, ficou diante do goleiro, escolheu o canto onde colocaria a bola e chutou para fora?

 

Luan é dos melhores jogadores em atividade no Brasil; é o melhor jogador do Grêmio; decidiu partidas incríveis; dribla como poucos e tem desequilibrado os jogos a nosso favor. Jogar aquela bola para fora é atípico, eu não tenho dúvida.

 

Só uma coisa não foi atípica na partida, e esta aconteceu aos 25 minutos do primeiro tempo, veio pelo alto, saiu da lateral, passou por boa parte da nossa defesa e teve como ato final o cabeceio do atacante adversário. Aquela coisa-que-você-sabe-bem e sobre a qual prefiro nem dizer o nome. A coisa que, torço muito, Roger ainda haverá de acertar.

 

No mais, é lembrar que a vida segue em frente como nós seguimos no terceiro lugar e há apenas alguns passos atrás dos primeiros colocados, ou seja, em condições de alcançá-los em breve, apenas tendo que recuperar os pontos perdidos nesta partida atípica.

 

E lutar pelas nossas conquistas, mesmo em desvantagem, não tem nada de atípico na nossa história.

2 comentários sobre “Avalanche Tricolor: só não foi atípica aquela coisa-que-você-sabe-bem

  1. Decepção total. Não tenho forças nem para reclamar de mais um erro clamoroso do árbitro contra nós que definitivamente influenciou de forma fatal no resultado na partida. E não consigo reunir forças porque o primeiro gol me faz lembrar que teremos que conviver com Bressan e Fred enquanto o Geromel estiver fora. Aí dá uma tristeza enorme!

  2. Os homens que comandam o Grêmio,pelo jeito,jamais pensaram que o nosso time perderia os seus dois zagueiros titulares e nos deixaria com reservas cujo futebol está bem longe do praticado por seus substitutos e deixa a equipe carente logo na defesa,que é onde tudo começa e,por isso,precisa ser muito forte. Não culpo,porém,os dirigentes. Bem que tentaram melhorar o setor com defensores mais qualificados,mas o preço de bons zagueiros ficou longe da bolsa gremista. E tivemos a repetição das piores exibições do Grêmio. Não bastassem as ausências dos titulares e, ainda por cima,novamente precisamos enfrentar um árbitro que já a ninguém consegue enganar e
    vai ficando pior a cada partida. Prefiro não escrever o nome desse “soprador de apito”.

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