Avalanche Tricolor: nossos meninos de ouro

 

Flamengo 2×1 Grêmio
Brasileiro – Mané Garrincha/Brasília

 

futebol

 

O estádio Mané Garrincha mantinha resquícios dos Jogos Olímpicos que passaram por lá. No alto do túnel por onde as duas equipes entrariam no gramado, a marca Rio2016 aparecia em destaque. Assim que a vi, lembrei de Luan e Walace e a conquista de ambos no dia anterior. Os dois meninos gremistas que saíram do banco e ajudaram a por ordem na equipe brasileira. Uma garotada que amadureceu durante a competição, colocou a bola no chão, teve talento para passá-la e se movimentou em campo com maestria.

 

Walace, mais atrás do que Luan, deu segurança à defesa e jogou como volante moderno, que desarma, eleva a cabeça e não se limita a tocar a bola para o companheiro mais próximo. Tenta sempre o mais bem colocado, aquele que pode dar sequência na jogada. Ainda tem a aprender, é lógico. Às vezes, ele esquece que na posição em que está faz parte do roteiro o chutão de bico para frente.

 

Luan, mais à frente do que Walace, manteve na seleção o toque refinado na bola que estamos acostumados a ver. Movimentou-se com desenvoltura como se veterano fosse. Rodava no meio de campo em busca da melhor jogada. Tocava para seus companheiros, deslocava-se para facilitar o passe dos companheiros e apareceu dentro da área para marcar quando foi exigido – como se estivesse no Grêmio. A cobrança de pênalti que encaminhou o ouro brasileiro foi a síntese do futebol elegante que imprime em campo.

 

Eles não eram os titulares quando a Olimpíada começou, mas os percalços nas primeiras partidas os levaram para o time. E ao entrarem, os dois provaram que de lá não deveriam sair. Tiveram talento e personalidade para assumirem o posto que lhes dariam o mérito de fazer parte da primeira equipe de ouro olímpico do futebol brasileiro.

 

Hoje, nossa bandeira tem uma estrela dourada para celebrar Everaldo que foi tricampeão mundial, em 1970. Já podemos pensar em ter mais duas para representar o ouro olímpico que ajudamos a garimpar.

 

Sobre a partida da manhã desse domingo, assim que os dois times deixaram aquele túnel com a marca da Rio2016 em destaque, percebi que Luan e Walace não estavam ali e fariam falta. E fizeram mesmo!

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