Avalanche Tricolor: vitória mostra que o Grêmio tem futebol para o que der e vier

 

Godoy Cruz 0x1 Grêmio
Libertadores – Malvinas Argentinas/Mendoza-ARG

 

 

O Grêmio jogava na Argentina, quase fronteira com o Chile, lá na América do Sul, enquanto eu estava aqui no norte da América, tão distante quanto ansioso pelo resultado desta primeira partida das oitavas-de-final da Libertadores. Por aqui é feriado, talvez o mais respeitado pelos americanos: o 4 de Julho, dia da Independência. Diante dos festejos nacionais, bandeiras tricolores dominam a decoração das casas, a frente das lojas e os adereços de roupas. Claro, são as cores dos Estados Unidos ostentadas com orgulho pelos cidadãos.

 

Alheio às comemorações, marcadas por desfiles, encontros em família, shows musicais e pirotecnia no céu, meu olhar estava fixado na tela do computador sobre a mesa da casa onde aproveito minhas férias. Com as restrições impostas para a transmissão da partida para outros países, desta vez não pude me valer dos APPs da SportTV ou Fox. Tive de recorrer a um caminho alternativo. Foi o suficiente para me deixar bem pertinho do único tricolor que realmente me interessava nesta noite de terça-feira: o Grêmio.

 

O curioso é que antes mesmo de a bola rolar no computador, o celular já me informava que havíamos marcado o primeiro gol. Tudo porque a imagem transmitida via internet chegava com quase um minuto de atraso em relação a notícia publicada pelo APP do Grêmio. Logo percebi que se a intenção era sofrer junto com meu time, o melhor era desligar o celular e assistir as imagens em “tempo real”.

 

Se fui surpreendido pela tecnologia, não o fui pelo Grêmio.

 

Claro que não imaginava um gol aos 43 segundos do primeiro tempo. Nem eu nem você nem o Renato. Agora, sabemos muito bem que o Grêmio tem conquistado suas vitórias na primeira meia hora de jogo. Dia desses até publiquei aqui uma Avalanche, com o título “o Grêmio não espera acontecer” na qual destacava  estatística para mostrar como essa intensidade se tornou padrão.

 

O gol precoce, resultado de jogada ensaiada, permitiu que o Grêmio mostrasse mais uma de suas facetas: em lugar do futebol vistoso, passe preciso, toque de bola rápido e movimentação estonteante de seus jogadores – que ficou sem espaço em um campo molhado e um adversário violento -, fomos gigantes na defesa, com destaque para Marcelo Grohe, Geromel e Kannemann, e corajosos na marcação, sem tirar o pé mesmo diante das jogadas mais desleais – e aqui quero registrar minha admiração cada vez maior por Ramiro, que, além de tudo, fez o gol. Fomos um Grêmio que soube se adaptar a situação construída por ele próprio e criada pelas circunstâncias do jogo, do campo, do estádio e do clima – fazia muito frio e chovia em Mendoza.

 

Com inteligência, precisão e força, o Grêmio deu passo importante às quartas-de-final, apesar de ainda ter de confirmar a classificação na Arena. A confiança de que passaremos não se dá apenas pelo resultado positivo na casa do adversário, mas por termos a percepção que o Grêmio de Renato é maduro suficiente para vencer com talento quando puder e com raça quando for exigido. Temos futebol para o que der e vier.

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