Avalanche Tricolor: um padrão que pode ser tornar em um legado

 

Goiás 0x2 Grêmio
Copa do Brasil – Serra Dourada/Goiânia-GO

 

 

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Luan comemora o segundo gol em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

 

O Grêmio começou hoje mais uma competição importante da temporada, depois de já ter vencido a Recopa Sul-Americana, conquistado o Campeonato Gaúcho, estreado na Libertadores e no Campeonato Brasileiro.

 

Com tantos jogos e disputas no seu caminho, o que mais ouço de torcedores e cronistas esportivos é a discussão sobre as prioridades do Grêmio no ano de 2018.

 

Há os que só pensam na Libertadores, afinal abre caminho para a disputa do Mundial — e quem não está louco para ser bi do Mundo?!

 

Tem que esteja com saudades do Brasileiro, do qual já somos bi — mas a última vez que vencemos foi em 1996.

 

Hoje mesmo ouvi muitos dos nossos falando em início da caminhada ao hexa da Copa do Brasil — seria manter o domínio sobre a competição que é muito querida por todos nós desde a primeira edição, em 1989.

 

Após ver o Grêmio vencer na noite desta quarta-feira, na estreia da Copa do Brasil, e praticamente garantir passagem às quartas-de-final — apesar da necessidade de ainda disputar o segundo jogo, na Arena e, como se sabe bem, todo cuidado é pouco — comecei a enxergar a temporada de 2018 com uma outra perspectiva.

 

Assim como você, caro e raro leitor gremista desta Avalanche, evidentemente também almejo títulos e troféus. Quem não os quer? Poucos têm capacidade de conquistá-los. O Grêmio é um deles, como ressaltam todos os críticos que ouço no rádio, TV, jornal e internet.

 

Para mim, antes de chegar às finais e conquistar as competições, o Grêmio tem uma prioridade neste ano: preservar o padrão de futebol de qualidade e talento que têm marcado sua história recente e ganhado admiradores pelo continente.

 

Hoje, isso ficou muito claro para mim!

 

Foi com seu time principal a campo, manteve a bola sob seu domínio; quando a perdeu, forçou a marcação até tê-la de volta e quando a teve tocou com precisão. Seus jogadores se movimentaram de um lado para o outro; driblaram e entraram na área; tiveram paciência, muita paciência, abriram espaço na defesa adversária; e ganharam o jogo com tranquilidade.

 

O gol de Everton foi genial seja pela assistência de Jael — mais uma vez o Cruel se doando ao time — seja  pelos dribles de nosso atacante, que tirou dois marcadores da jogada e chegou na cara do goleiro para decidir.

 

O de pênalti, cobrado por Luan, também foi resultado do padrão de jogo que Renato construiu. Marcação forte sobre a defesa adversária, a ponto de atrapalhar a saída de bola, provocar o erro e aproveitar-se dele — e com uma cobrança confiante e precisa.

 

A vitória por 2 a 0 no primeiro jogo do mata-mata, mesmo jogando fora de casa e, principalmente, por estar jogando fora, está dentro deste mesmo padrão: tem sido assim que o Grêmio avança nessas competições. Resolve no primeiro jogo, conserva o resultado no segundo.

 

Este é o padrão do Grêmio jogar — e com ele mais taças e vitórias virão. Se na Copa, no Brasileiro, na Libertadores ou seja lá qual for a competição que estivermos disputando, isso só o tempo dirá. Mas este padrão de jogo ninguém vai nos tirar tão cedo. E Renato é o cara perfeito para mantê-lo e torná-lo um legado.

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