A intenção de compra do brasileiro e as lições para o Varejo, em meio a pandemia

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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foto Pixabay

A IEMI Inteligência de Mercado pesquisou os consumidores de roupas e calçados, e afirma que 67% dos brasileiros não deverão comprar nas próximas semanas durante a crise do coronavírus.

Convenhamos, é uma informação catastrófica para os que atuam neste mercado.

 

 

Entretanto, vale atentarmos aos demais dados da pesquisa, realizada em 31 de março e 1º de abril, com amostra via web de 410 pessoas. Universo Brasil de classes A B e C, D, E.

 

 

Usando como fonte dados próprios e do IBGE, a IEMI registra que para os 210 milhões de habitantes correspondente a população brasileira, é vendido o montante de 6,3 bilhões de peças de roupas ao valor de R$ 231,3 bilhões, o que significa um consumo per capita de 30 peças ao ano, equivalente a R$ 1.100,00.

 

 

Dos  R$ 231,3 bilhões,  98,3% vêm da venda de lojas físicas e apenas 1,7% de e-commerce.  O detalhe é que o crescimento que está havendo anualmente é de 2,5% para o mundo físico contra 33% para o virtual.

 

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Foto Pixabay

 

 

O mesmo processo aparece com os calçados: dos R$ 55,4 bilhões,  97,8% são de vendas físicas e 2,8% virtuais. Também no setor, o crescimento é de 1,2% para as vendas físicas contra 28% para o e-commerce.

 

 

Cabe ressaltar que esses índices, nessa tendência crescente, deverão se acentuar devido a digitalização generalizada que todos estamos vivenciando com a quarentena estabelecida em função do coronavírus.

 

 

Dentre as mudanças previstas, uma certeza entre nós brasileiros: a universalização dos processos digitais. Essa situação em que o varejo de forma geral, considerando as 5 milhões de lojas físicas contra 50 mil digitalizadas, ou seja, 1% com e-commerce, dará obrigatoriamente um passo à frente, talvez até maior que o de Armstrong.

A pesquisa da IEMI informa ainda que do grupo dos consumidores que pretendem comprar roupas e calçados, neste período do coronavírus, 76% o farão pela internet.
Os canais de comunicação que estão sendo usados com as lojas são o site das marcas (58%), o WhatsApp (38%), o aplicativo da loja (38%) e o Instagram (37%).

O futuro, mesmo que distante minimamente, é sempre um desafio, entretanto, neste caso, é muito pouco arriscado dizer que o omnichannel é uma obrigatoriedade para o varejo. Assim como foi a computação, e  até como foi o telefone.

 

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

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