Avalanche Tricolor: Ferreirinha é o futebol jogado com prazer

Grêmio 3×1 Lanús

Sul-Americana — Arena Grêmio

A bola a caminho do gol, em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Um time com personalidade. Disposto a provar sua superioridade. Retomar o futebol que encantou o Brasil e a América, mesmo que para isso precise rever posicionamento, reajustar peças e revezar jogadores. Desde a primeira rodada da Copa Sul-Americana, o Grêmio tem tido 100% de aproveitamento, superando adversários dentro e fora de casa —- respeitando-os, com certeza, mas expressando em campo o futebol mais elevado que construiu nos últimos anos.

Hoje, entramos em campo com uma formação um pouco diferente daquela que estamos acostumados. O Grêmio deixou no banco jogadores que precisam retomar o fôlego para as partidas finais do Campeonato Gaúcho, demonstrando a importância de se ter um elenco equilibrado e o compromisso que assumiu de provar que, a despeito do revés inicial na temporada, segue grande e vitorioso.

Tiago Nunes escalou um time reforçando na entrada área com dois volantes que ofereceram mais segurança à defesa, sem perder a qualidade na distribuição de jogo: Thiago Santos, que tem se destacado positivamente, e Lucas Silva, que fez sua melhor partida desde que chegou ao Grêmio.

Havia ainda um terceiro falso volante na equipe: Matheus Henrique. O pequeno gigante do nosso meio de campo estava mais livre para armar lá na frente e chegar à área.

Como dizem os comentaristas de esporte: volante moderno tem de colocar o pé na área. Assim como havia feito na partida do fim de semana, pelo Gaúcho, Matheusinho surgiu entre os zagueiros para marcar de cabeça, aos dois minutos de jogo. Concluiu jogada construída por Ferreirinha.

Aliás, caro e raro leitor desta Avalanche, se você ainda não tirou algumas horas do dia para assistir a este guri jogar bola lá pelo lado esquerdo do Grêmio, não demore muito. Gente da qualidade de Ferreirinha não costuma ter vida longa no Brasil. Em breve, algum gringo estará assediando o menino. Ele faz chover. Raro atacante que dribla sem vergonha. Que irrita o marcador com seu talento. Que joga pra frente, em direção ao gol. E invariavelmente consegue chegar ao seu destino. Hoje, além da assistência para Matheus Henrique, marcou mais duas vezes. A primeira, depois de encontrar Rafinha livre na direita e correr para dentro da área para fulminar de cabeça no gol adversário. E a segunda, empurrando a bola bem passada por Diego Souza. Não por acaso, em quatro partidas nesta Copa Sul-Americana, Ferreirinha foi considerado o melhor jogador em campo em três delas —- incluindo a de hoje. Ferreira é o futebol jogado com prazer. 

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  1. Pingback: Avalanche Tricolor: o Tetra é nosso, os guris do Grêmio! | Mílton Jung

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