Avalanche Tricolor: comemorando diante da imprevisibilidade do futebol e da vida

Grêmio 2×0 Bahia

Brasileiro – Arena Grêmio

Diego Souza e Lucas Silva em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA

Publico o mais rápido que posso essa Avalanche. Porque há instantes na vida que não se desperdiça. Aproveita-se cada segundo. Cada frame. Especialmente nestes tempos em que o relógio não avança e o ano marca passo diante de tantas dificuldades e sofrimentos. Sei que essa frase serve tanto para o que todos estamos experimentando desde o início de 2020 quanto para o que os gremistas estamos vivenciando em 2021. Como esse espaço é dedicado as minhas angústias e alegrias futebolísticas, é evidente que você, caro e cada vez mais raro leitor desta Avalanche, sabe que a frase se refere ao que tem acontecido lá pelos lados de Humaitá.

Hoje, alcançamos pela primeira vez a segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. A primeira por diferença de mais de um gol e a quarta desde que a competição se iniciou, há 16 rodadas (nós temos um jogo atrasado ainda). Sabe-se lá quando isso se repetirá novamente. Então, comemoremos com a mesma alegria que nossos dois centroavantes festejaram os gols marcados.

Borja, ops, São Borja concluiu uma só jogada em gol em toda a partida. E dentro do gol. De cabeça. Em um cruzamento do outro lado da área, em que ele soube se posicionar por trás do zagueiro e saltar mais alto do que qualquer marcador para concluir nas redes. É o terceiro gol em quatro partidas em que vestiu a camisa do Grêmio.

O goleador gremista no Brasileiro foi substituído nos minutos finais pelo goleador gremista na temporada, Diego Souza, que depois de sofrer com a Covid, por duas vezes, voltar com claras dificuldades físicas, ainda teve lesão que o afastou por bom tempo do elenco. Em poucos minutos, Diego mostrou sua força. Na primeira, a bola lhe escapou do pé diante do goleiro. Na segunda, ele lutou por ela, desbravou o campo recheado de marcadores e com a determinação de quem sabe que precisa brigar pela posição — aos trancos e barrancos —- venceu na força todos seus adversário e concluiu nas redes.

Dentre tantas raridades desta noite de sábado, preciso registrar a performance de Lucas Silva, um leão na frente da área, que fez uma das suas melhores partidas desde que chegou ao Grêmio. E a intensidade do jogo de Douglas Costa que ensaiou dribles, colocou os companheiros em condições de chutar, brigou pela bola e lutou o quanto pode pela camisa que fez questão de vestir.

Paro por aqui meu relato e o publico o mais breve que posso para aproveitar este momento de ascensão no campeonato, a despeito de ainda estar naquela-zona-que-não-pode-ser-nomeada. 

E se lá no começo disse que aquela frase sobre o tempo difícil que vivemos se referia ao futebol gremista, fecho esta nossa conversa lembrando que a lição que pratico hoje no futebol —- celebrar o momento, mesmo que fugaz — deve ser aplicada na vida. É o que tenho feito em família, ao lado de quem amo e respeito, porque nunca sabemos quando isso pode acabar. Se o futebol é imprevisível. A vida, ainda mais.

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