Frase estampada em camiseta usada por “funcionário” do tráfico na favela Dona Sinhá, zona leste do Rio
Frase estampada em camiseta usada por “funcionário” do tráfico na favela Dona Sinhá, zona leste do Rio
“Milton, tenho acompanhado esta luta de seu programa contra o nepotismo na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores de São Paulo e acredito que a grande maioria da população está aplaudindo esta iniciativa. Só que o problema é mais complexo do que simplesmente eliminar a nomeação de parentes, senão vejamos. Se continuar havendo a possibilidade de nomeação sem concurso público, sem comprovação de competência para o exercício do cargo ou da função, por que um politico deixaria de nomear a sua esposa para nomear a esposa de outra pessoa que, talvez, ele mal conheça? Ou deixaria de nomear um filho, um sobrinho para nomear outras pessoas que não são de sua intimidade? Não vejo muito sentido nisto. Então, sabiamente o serviço público exige Concurso Público, que depois da Constituição cidadã de 1988 passou a ser exigência que não se cumpre e quando é feito o concurso para cumprimento da lei os candidatos não são chamados dentro do prazo. Outros aspepctos importantes é que o Concurso Público deve ser feito por entidade idônea como a Fuvest ou Vunesp e, também, uma vez admitidos os melhores profissionais concursados haja uma estrutura que realmente funcione dentro do serviço público, caso contrário até os bons acabam se perdendo em meio de tanta politicagem que hoje impera no órgãos públicos. O problema é realmente complexo, mas tenho certeza de que tratado adequadamente e com persistência certamente pode ser resolvido se não a curto prazo, pelo menos a médio prazo. Um abraço.”
Luiz Antonio/São Paulo

A suposição de que o mestre Heródoto Barbeiro havia deixado o Jornal da CBN um pouco mais cedo, na terça-feira, para corrigir os “pés de galinha” flagrados pelo fotógrafo da Agência Estado, Robson Fernandjes, motivou o ouvinte-internauta Paulo Guimarães a realizar uma “cirurgia plástica digital”.
Foi parar na cadeia o delegado Pedro Luís Porrio que atuou no Denarc, departamento responsável pelo combate ao narcotráfico, e acusado de extorquir dinheiro do colombiano Juan Carlos Abadia, no ano passado.
Abadia foi preso em operação recente da polícia pelo crime de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Era considerado uma dos mais perigosos e influentes traficantes a atuar na América do Sul. Não havia caído antes nas mãos da polícia pois teria “comprado” a liberdade através de agentes da segurança pública.
Porrio seria um dos que teriam participado do esquema de extorsão mediante seqüestro contra membros da qaudrilha do traficante.
De acordo com o que levantou o repórter Adamo Bazani, da CBN, a prisão de Porrio foi determinada pela Terceira Vara Criminal de Campinas, no interior de São Paulo, não pela extorção, mas por outras irregularidades cometidas.
Foram dez dias de entrevistas, ligações para gabinetes de deputados, assessores de imprensa bravos e ameaçadores, e uma centena de mensagens eletrônicas de ouvintes-internautas falando sobre os projetos de lei que pretendem acabar com o nepotismo na Assembléia Legislativa de São Paulo.
Durante este período, ouvimos boa parte dos lideres do partidos políticos que têm o poder de decidir qual proposta será votada em plenário.
O PT disse que queria votar; o PSDB, discutir, apesar de o PSOL garantir que o Serra não deixaria; o PSB falou que pretendia esperar, enquanto o PTB fez de conta que o assunto não era com ele. O PMDB e o PSC posicionaram-se a favor dos textos que têm como objetivo proibir a contratação de parentes na Assembléia. O DEM foi ainda mais longe: seu líder, o deputado Estevam Galvão, prometeu que levaria o tema para discussão na reunião que haveria na semana seguinte. Verdade que, antes de desligar o telefone, deixou-se ouvir pela produção do programa quando reclamava para um funcionário mais próximo: que saia justa eu me meti.
Ouça o que disseram os líderes dos partidos ao CBN SP.
Os líderes se reuniram uma, duas, três vezes desde que a série de entrevistas foi ao ar no CBN SP. Apenas na primeira alguém tocou no assunto, sem que tivesse havido um avanço sequer.
Não que eu esperasse comportamento diferente dos deputados que cada vez mais demonstram dar de ombros aos interesses do cidadão e às regras de boa conduta no parlamento. Poderiam ao menos levar em consideração a palavra que empenharam durante as entrevistas. Mas não têm nenhum tipo de constrangimento em assumir compromisso diante do público e após negá-lo quando protegidos pelas paredes dos gabinetes.
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Falácia parlamentar. É assim que os deputados agem para manter no emprego seus filhos, irmãos, sobrinhos, sogros e simpatizantes.
Comentarista-fundadora do quadro Mais São Paulo, do CBN SP, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik é um dos nomes mais respeitados no país na área de planejamento e gestão das cidades. Foi secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades e atua na implementação e desenvolvimento de políticas habitacionais e urbanas.
Raquel Rolnik escreveu para este blog o comentário que você lê a seguir, no qual critica a pressa da prefeitura de São Paulo em encaminhar o texto que revisa o Plano Diretor Estratégico:
“Acaba de chegar à Câmara Municipal projeto de lei de revisão do Plano Diretor de São Paulo, apesar do legislativo municipal – e do próprio Ministério Público – terem concordado que mesmo previsto em lei, não havia sentido e nem fundamentação em promover uma revisão SEM QUE QUALQUER AVALIAÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO, condição prevista pelo Estatuto das Cidades para que a revisão deva acontecer , tivesse sido feita pela prefeitura.
Mas, aparentemente, a prefeitura ( e parte dos vereadores também?) tem pressa! Há uma “urgência”, por exemplo, em ampliar o potencial construtivo de pedaços da cidade, assim como aumentar a área das operações urbanas. Áreas em que as regras gerais de uso e ocupação do solo não valerão em função de um plano específico, que, evidentemente, também poderá aumentar a capacidade da área de receber novos metros quadrados de área construída.
O argumento “vamos aumentar o potencial construtivo de áreas em volta dos metrôs e trens para que mais gente possa utilizar estes serviços”, é uma das maiores falácias urbanísticas da nossa cidade. POTENCIAIS CONSTRUTIVOS MAIORES EM NOSSAS CIDADES SÃO, EM GERAL, MUITO MAIS METROS QUADRADOS DE ÁREA CONSTRUÍDA, MUITOS CARROS E POUCA GENTE.
Pois, basta estudar nossas cidades para perceber que as maiores densidades demográficas NÃO ESTÃO AONDE SE CONCENTRAM OS PRÉDIOS ALTOS e, sim, nas periferias e nos bairros populares, horizontais – aonde temos muita gente em pouca área construÍda… Desde quando o modelo da verticalização , destinado para classes médias e altas, gerou adensamento populacional? Nunca…
Por que então a pressa? Ora, QUANTO VALE UM AUMENTO DE POTENCIAL CONSTRUTiVO ? E QUEM SERÁ BENEFICIADO POR ELE?
No contexto de crédito abundante e boom imobiliário não é difícil encontrar a resposta! É evidente a pressão enorme das incorporadoras e construtoras, que, aliás, estão exercendo o seu papel procurando ampliar seu mercado, aproveitando todos os metros quadrados disponíveis.
O problema é que o interesse das incorporadoras e construtoras é apenas UM DOS INTERESSES QUE COMPÕEM A CIDADE. E a função da Prefeitura e da Câmara Municipal é encontrar justamente o ponto de equiíbrio ENTRE OS DISTINTOS INTERESSES, GARANTINDO UM INTERESSE PÚBLICO COLETIVO!
Existem muitas possibilidades de intervenção construtiva na cidade, sob o marco do Plano Diretor em vigor. Por exemplo, porque não enfrentamos de uma vez o desafio de implementar as ZEIS , aumentando a oferta de moradia popular, onde reside o verdadeiro déficit de habitabilidade nesta cidade, já que também neste momento temos crédito subsidiado para o população de menor renda? Por que não reabilitamos edifícios inteiros e bairros inteiros vazios e subutilizados em plena cidade consolidada, fazendo de toda a cidade em espaço bom de se viver?
Ora, São Paulo não carece de oportunidades imobiliárias dentro do Plano Diretor em vigor, o que padece, sim, é de um mal que os cidadãos não suportam mais : um vale tudo pelo lucro fácil, imediato e para poucos!!!!!!
Raquel Rolnik”

Com combustível mais limpo, consumo até 70% maior e custo cerca de 3% superior ao do modelo a diesel, o ônibus movido a etanol começa a rodar na região metropolitana de São Paulo e põe à prova o interesse do País em tecnologia ambientalmente amigável.
O modelo que você vê na foto vai circular no corredor Jabaquara-São Matheus da EMTU e em linhas da SPTrans, durante um ano, em um período de teste. O ônibus a etanol vai passar por São Paulo, Diadema, São Bernardo e Santo André, e será apresentado nesta terça-feira, na USP.
A iniciativa faz parte de projeto internacional desenvolvido no Brasil que pretende mostrar ao mundo a importância do etanol no transporte público. O uso do combustível reduz em até 90% a emissão de material particulado lançado na atmosfera. Se o Brasil já mantivesse frota de ônibus a etanol, o impacto dos corredores na qualidade de vida do cidadão tema que tem sido debatido desde que a prefeitura anunciou a construção de mais cinco vias rápidas e exclusivas seria bem menor.
Em Estocolmo, na Suécia, o combustível renovável já abastece 20% da frota de 2 mil veículos e pode chegar a 100% até 2020. Por lá, os modelos a etanol circulam desde 1989.
Fortaleza já usou biodiesel em ônibus
A prefeitura de Fortaleza, no Ceará, anunciou ter firmado convênio com o governo alemão para implantar a Linha Verde, uma frota composta por dez ônibus movidos a biodiesel. A cidade usou o modelo para transportar empresários durante o 23o. Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em julho.

Reprodução do Jornal da Tarde
O mestre Heródoto Barbeiro em entrevista ao Jornal da Tarde na qual fala de seu novo livro “Meu Velho Centro – Histórias do Coração de São Paulo” (Boitempo).
Há que entenda a frase como “militar em causa própria”. Outros estão a discutir o que provocou este largo sorriso da fotografia em um fim de semana tão desastroso para o Corinthians.
Um projeto que beneficia parte dos paulistas e cariocas tem surpreendido os organizadores, opositores e simpatizantes. Me refiro as bibliotecas populares que estão montadas em estações de metrô, trêm e ônibus. Aqui em São Paulo é possível encontrá-las nas estações Paraíso, Tatuapé e Luz, enquanto no Rio, a biblioteca está na Estação Central.
Aquela cara de biblioteca que muitos de nós lembramos, não existe. Grandes prateleiras, uma monteira de livro didático, capas e páginas amareladas a espera de consulta. Tudo isso foi substituído por balcões, onde os livros são expostos como em uma livraria, na qual é possível encontrar os últimos lançamentos e uma variedade de estilos.
O cidadão antes de pegar o trem faz sua inscrição e tem o direito de escolher o livro que gostaria de ler, lê no vagão, leva para casa e ao terminar a leitura devolve quando passar novamente pela estação. E entrega apenas deixando o livro em uma espécie de caixa de correio, sem burocracia.
O primeiro preconceito era de que o povo não lê. Já são 48 mil inscritos nas bibliotecas.
O segundo: se lê, lê auto-ajuda. O índice de livros de auto-ajuda retirados equivale aos de poesia.
O terceiro, os livros vão desaparecer. E aí a maior surpresa. Em São Paulo, segundo cálculos do Instituto Brasil Leitor, organizador das bibliotecas populares, o nível de evasão é de apenas 1,5%. No Rio, cercado de preconceito pela violência que se enxerga, este nível cai para ZERO. Todo livro retirado foi devolvido.
Com um detalhe: como a entrega em atraso gera um gancho, alguns dias sem direito a retirar outro livro, há leitores que devolvem o livro com atraso e escrevem uma carta justificando, pedindo para não serem prejudicados pela importância que a leitura tem no cotidiano dele.

Uma das principais mudanças a serem implantadas na Tv Cultura de São Paulo, emissora financiada com dinheiro dos impostos dos paulistas, é o fortalecimento de seu portal na internet. O número de acessos tem surpreendido a presidência da Fundação Padre Anchieta que mantém as TV e rádio Cultura.
Foi a insistência dos internautas, aliás, que trouxe de volta para a grade de programação infantil o X Tudo em formato de flashes. Apesar de estar fora do ar há alguns anos, e sem destaque na página da emissora, o programa era o mais procurado entre os navegadores do site. O mesmo ocorreu com o programa de educação Alô Escola que tem como objetivo agregar informações às atividades escolares. O número de page views, a maioria através de sites de busca, chama atenção.
Com base na participação do telespectador-internauta, a Fundação entende que uma das apostas tem de ser a implementação de um portal com conteúdo educativo e infantil que poderá dar sustentação à programação da emissora.
Ouvinte-internauta
A Rádio Cultura que sofreu mudanças em sua grade, também, vai lançar dentro de um mês seu projeto na rede de computadores. A emissora de rádio pretende marcar sua presença na vida do cidadão paulista como a rádio da internet.
Infantil sem comercial
A programação infantil da TV Cultura deixará de veicular publicidade, abandonando prática que se iniciou há oito anos durante uma das mais fortes crises financeiras e políticas que a emissora enfrentou. Os comerciais devem se restringir aos programas culturais e jornalísticos. Uma das novidades para as crianças, em breve, é a retomada de Vila Sésamo, co-produzida com a TV Globo, nos anos de 1970.