Público médio da Stock Car é maior do que do Brasileirão

Leio no blog do Juca (o nosso Kfouri) que o público médio do Campeonato Brasileiro de futebol é de 12,4 mil pessoas, segundo pesquisa divulgada pela Deloitte, na revista Mundo Estranho, feita com dados de 2006. Nesta semana, em conversa com pilotos da Stock Car, principal competição de velocidade do País, soube que o número médio de torcedores nos autódromos brasileiros chega a 33 mil, é mais do que o dobro do registrado nos estádios.

Mesmo que se considere o fato de haver apenas 12 provas por ano contra 370 partidas do Brasileirão, a diferença de público é significativa.

Foi este poder de persuasão do automobilismo que levou gente grande como Nizan Guanaez – o cara da publicidade – e Fernando Altério – o cara do entretenimento – a se juntarem a Vicar, empresa que organiza a Stock Car. O futebol precisa de gente assim, disposta a tornar o espetáculo interessante ao público.

Por interessante entenda-se times estruturados, jogadores com potencial para se transformarem em ídolos, estádios confortáveis e seguros, transporte acessível, facilidade para a compra de ingressos, e produtos atrativos que tornem o torcedor cada vez mais fiel a marca.

A mudança da fórmula do campeonato para pontos corridos foi um passo importante. É preciso mais, muito mais criatividade e “futebol” para os clubes se tornem um bom negócio.

De estrelas

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Outubro tem levado consigo, nas asas do outono acima do Equador, cantoras intensas, dramáticas, corajosas, mas romântica e tristemente suicidas. Carregou Edith Piaf em 1963, Janis Joplin, em 1970, e Maria Callas em 1977. Quer mais intensidade do que jorravam? Paro e tento entendê-las; ponho minha vida no compasso de espera, por instantes, navego nas ondas da percepção e concluo que essas mulheres morreram de tanto viver. Cantaram até não poder mais, amaram até não poder mais, vivendo em alta velocidade e plugadas em altíssima tensão. Atingiram todos os limites e entregaram-se de corpo e alma a tudo o que fizeram. Era overdose em cima de overdose. De tudo um muito. Definitivamente, não foram as formas físicas que as fizeram famosas e inesquecíveis. Não foram plásticas, não foram doses maciças de botox e nem implantes de silicone, que na época nem se pensava. Foi a intensidade, a entrega, o dom maior descoberto a tempo, e a paixão. Foi a falta de tudo que as impulsionou. Onde faltou corpo, sobrou alma, onde faltou dinheiro sobrou garra, onde faltou amor, sobrou paixão.

Os tempos são outros, e hoje se morre é de desencanto, de descrença na sociedade, e de desesperança. Os jovens têm pressa de viver, para acabar logo com isso. Em vez do prazer da descoberta do amor e dos projetos de vida, entregam-se a experiências de pequenas mortes, através de drogas como o álcool que embota os sentidos e deforma a realidade, fazendo-a ainda menos atraente do que é, quando vista de cara limpa. Dizem não acreditar no país, nem na honestidade. Não têm mais o sentimento de pátria e argumentam que é isso mesmo, o negócio é participar da bandalheira porque empresário que paga imposto direitinho quebra. Dizem também que a burocracia está aí só para emperrar a máquina e que os administradores do país não querem mudar o status quo porque o sistema, do jeito que está, permite roubalheira desenfreada sob camadas de desculpas esfarrapadas. É muito, muito triste. Posso parecer ingênua, até patética, mas não consigo entender, e entristeço.

Eu faço o que posso e do jeito que sei, mas dou o meu melhor. Reconheço aos poucos meus dons e os exerço com dignidade. Sou teimosa, amo a vida e durmo bem. Não encontrei sucesso estrondoso em nenhuma área por onde andei e nem fui levada à ribalta, mas continuo exercitando meu direito à vida. Meus atributos físicos não me levaram a passarelas e meu livro e meus escritos encontram abrigo, senão no coração, nas prateleiras e arquivos de amigos e parentes. Mesmo assim, rio mais do que choro, sou gentil mais vezes do que agrido, aprendo mais do que ensino, e mantenho os olhos do corpo e os da alma, escancarados. Quero ver tudo, sentir tudo, experimentar cada chance, cada possibilidade de viver e de amar. Louca talvez, mas quando choro, choro mais pelos que se escondem da vida, que tiram mais do que dão, enganam mais do que tudo, entendem que os fins justificam os meios e ainda posam de salvadores da pátria. Agora, reconheço as Leis do Universo e sei que a colheita daquilo que plantam será de frutos amargos como fel.

A solução? Continuar no bom caminho é um bom começo.

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

Promotor bebe, atropela, mata, e não é acusado por dolo

De Adamo Bazani

Apesar de o Ministério Público de São Paulo afirmar que tem averiguado com rigor a situação do promotor Wagner Juarez Grossi, ele vai continuar recebendo normalmente e em liberdade.

O promotor atropelou e matou uma família numa rodovia de Araçatuba, interior de São Paulo, em 7 de outubro deste ano, quando dirigia embriagado e na contra mão, de acordo com as perícias no local do acidente e laudos médicos.

Morreram no acidente, Alessandro Silva dos Santos, Alessandra Alves e o filho do casal, Adriel Rian Alves, com sete anos de idade. A família estava numa moto atingida pelo veículo dirigido pelo promotor.

O Ministério Público Estadual de são Paulo determinou afastamento remunerado de 60 dias e ofereceu denúncia contra Wagner Grossi à Justiça pelos três homicídios culposos, ou seja, cometidos sem intenção, com o o agravante de embriagues.

Na denúncia, o Ministério Público também pediu a apreensão da carteira de habilitação do promotor e o pagamento de uma indenização à família das vítimas, com valor ainda a ser estipulado pela Justiça.

No entanto, apesar da denúncia e do crime, Wagner deve continuar sendo promotor. Isso porque, de acordo com a lei, ele só pode perder o cargo se for condenado a mais de 4 anos de prisão, como explica o procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo, Rodrigo Cesar Rebello Pinho.

O procurador explicou que Wagner não foi preso em flagrante pelo fato de o crime cometido ser culposo, sem intenção de matar, e afiançavel. Rodrigo Cesar Rebelo Pinho negou que Wagner não foi preso pelo fato de ser promotor.

No entanto, crimes semelhantes que ganharam destaque no noticiário nacional foram tratados de maneiras diferentes pela Justiça.

No mesmo dia do acidente envolvendo o promotor, na cidade de Itu, no Interior Paulista, o guia turístico César Waldemarin, de 34 anos, atropelou e matou duas crianças de 4 anos e feriu um adolescente de 14 anos. Ele também estava embriagado. As crianças brincavam com carrinhos de rolimã numa rua recém asfaltada na periferia da cidade.

César foi preso e liberado só após pagamento de fiança de R$ 1.500,00 . O promotor Wagner não ficou preso e sequer chegou a pagar fiança.

O professor e coordenador do Curso de Direito Penal da Fundação Getúlio Vargas, Celso Vilardi, admite que o crime seja considerado culposo, mas acredita que Wagner Grossi deva ser considerado como cidadão comum na apuração do caso e na punição pelo crime

Há cerca de dois anos, na Avenida Paulista, na Capital de São Paulo, um homem foi preso em flagrante por crime doloso, com intenção, por atropelar e matar uma mulher. Ele dirigia embriagado. Os policiais que registraram o boletim de ocorrência entenderam que ele cometeu o dolo eventual, ou seja, não tinha intenção de matar, mas assumiu o risco por dirigir embriagado.

O acusado cumpriu pena, mas depois, em juízo, a tese do dolo eventual foi derrubada, pagou fiança e foi liberado.

OAB do Rio não aceita caçada humana

Apesar de o fato já estar em portais de notícia reproduzo na íntegra a carta da OAB do Rio de Janeiro, levando em consideração a repercussão que mensagem de um ouvinte-internauta do CBN SP, publicada logo abaixo, teve entre a turma do blog.

Leia, opine, critique, participe:

01. Nessa semana a sociedade carioca assistiu, mais uma vez, e já quase sem qualquer espanto, a um novo episódio da guerra travada na cidade em nome do combate à criminalidade. Dessa feita, além das costumeiras mortes de pessoas sem nomes, a tragédia vitimou uma criança de 04 anos de idade e um policial. Mas o que chamou mesmo a atenção de todos, e ganhou espaço nobre no Jornal Nacional, foi a caçada promovida pelo helicóptero da polícia a dois fugitivos, aparentemente desarmados, que a custo tentaram escapar da mira dos atiradores, mas ao final sucumbiram.

02. A OAB/RJ, assim como toda a sociedade, chocou-se com tamanha crueza. E mais ainda, indignou-se sim com a forma pela qual as forças policiais perseguiram aqueles dois jovens, que, pelas imagens, não exibiam armas, e ainda assim foram caçados e mortos sem qualquer direito de defesa.. E a nossa indignação motivou críticas de vários setores, notadamente do Governador do estado, criando a falsa idéia de que a criminalidade somente poderá ser combatida à margem do ordenamento legal e sem investimentos sociais capazes de oferecer alternativa de vida digna à juventude pobre criminalizada e sem horizontes.

03. Não é aceitável, insistimos, que um aparato policial-militar, mais apropriado para a guerra do que para uma operação policial, faça incursões em comunidades carentes de cidadania e habitadas por milhares de pessoas, e não faça qualquer levantamento prévio de inteligência que possibilite identificar o cidadão de bem, o pequeno infrator e o criminoso que realmente possa trazer risco à sociedade. E mesmo detentora de tais informações, apenas se afrontada é que a força policial poderá reagir com a mesma intenisdade e força. Fora desse contexto, o que se afigura é uma política de extermínio pura e simples, sem qualquer eufemismo.

04. Pois bem. A OAB/RJ se orgulha de seu passado de lutas contra o arbítrio e pelo restabelecimento do Estado de Direito Democrático. Junto com o povo brasileiro, nós, advogados, dirigidos por nossa valorosa entidade, dissemos não à tortura, aos desaparecimentos, aos assassinatos promovidos pelos órgãos de repressão incrustados no Estado brasileiro. E foi assim que ultrapassamos o regime de terror, lançando os alicerces para a construção de uma sociedade melhor. Assim foi no passado e assim será sempre que as garantias individuais, a dignidade humana e os pilares da democracia forem afrontados, como o foram no recente episódio da invasão da favela da Coréia. Não aceitamos, contra tudo e contra todos se for preciso, que o ser humano seja tratado como animal de abate, independente do pretexto que o Estado adote para assim agir. É o nosso compromisso com a civilização e com o futuro de uma sociedade mais justa e decente.

WADIH DAMOUS

presidente da OAB do Rio de Janeiro

Parece piada

A prefeitura de São Paulo desembolsou R$ 1 mi para retirar o entulho e o lixo acumulados diante da porta de uma escola municipal, na favela de Paraisópolis que deveria atender a 300 crianças. A “montanha” , que já estava lá antes da construção, impedia o acesso ao prédio. O custo pela falta de planejamento seria suficiente para construir mais uma escola na região que tem 6 mil crianças de até seis anos sem colégio.

Em tempo: o material depositado no decorrer dos anos é resultado da falta de fiscalização e de consciência cidadã. O local era usado por moradores de várias partes da cidade como “lata de lixo”.

Nossa Caixa é empresa pública mais confiável em São Paulo

O Ibope foi às ruas saber qual a empresa pública do Estado mais conhecida e confiável dos paulistas. A opinião dos 1200 entrevistados foi favorável a Nossa Caixa que liderou as duas listas. A Sabesp veio em seguida.

Ouça a opinião do gerente de atendimento e planejamento do Ibope Inteligência Maurício Garcia sobre o resultado da pesquisa, na entrevista para o CBN SP:

A mais conhecida de São Paulo

Nossa Caixa 57%
Sabesp 37%
CDHU 37%
CPTM 22%
DERSA 22%
CESP 17%
CETESB 17%

A mais confiável de São Paulo

Nossa Caixa 39%
Sabesp 31%
CDHU 20%
CESP 11%
DERSA 10%
CPTM 8%
CETESB 6%

Tropa de Elite: Execução sumária no Rio

Senhores,

“Dois homens armados atiram contra uma viatura policial. Avaliando que não podem resistir, jogam suas armas ao chão e correm. Nesse momento os policiais atiram rajadas de metralhadoras e os matas. Qual o nome que se dá a isso? Execução Sumária.
Foi isso que o Brasil e o mundo assistiu no Rio de Janeiro. Dois homens correndo desarmados sob uma chuva de balas vinda do helicóptero da polícia. Foram executados sumariamente.
Combate ao crime orgizado sim. Mas o Estado e seus agentes não tem o direito de praticar atitudes criminosas. Se governo do Estado do Rio de Janeiro justifica e aceita esse fato, o Ministério da Justiça deve agir e exigir rigorosa apuração e punição dos responsáveis.
Temos que demonstrar nossa indignação para que fatos como esses não voltem a ocorrer. Inclusive atingindo inocentes.

Antonio José Marques
ouvinte-internauta do CBN SP
São Caetano do Sul – SP “

Foto-ouvinte 2: Verde que te quero


“Eu estava, sexta passada, me preparando para atender uma ocorrência com minha equipe, aqui no posto da Polícia Científica, em Santo André, quando avistei um visitante inesperado”.

Assim, o fotógrafo pericial e ouvinte-internauta do CBN SP Marcos Manocchi descreve a surpresa que teve ao se deparar com o periquitinho verde que ganhou o privilégio de ser personagem da coluna foto-ouvinte deste blog.

Marcos completa mensagem dizendo que a foto é homenagem à Dona Olga Schulack, ouvinte assídua do CBN SP, e torcedora fanática do Palmeiras: “Ele é o verdadeiro retrato do nosso Verdão !”

O milagre da fórmula 1

A polícia está atenta a todos os movimentos oferecendo segurança privilegiada aos moradores. Nas ruas, o asfalto é capaz de competir em qualidade com o que cobre a pista do autódromo. O mato que você enxerga em vários pontos da cidade não incomoda os vizinhos do bairro de Interlagos. A grama está aparada. O fio da calçada, após varrido, foi repaginado com cal branca. As pontes também perderam o adorno das pichações, sem contar as grades consertadas. E todos os que necessitam de transporte público estão alegres com a inauguração de uma estação de trem.

O cenário descrito acima foi batizado pela ouvinte-internauta Riselda Marques com o titulo de “O Milagre de Interlagos”. Segundo conta, as melhorias se repetem todos os anos às vésperas do Grande Prêmio de Fórmula Um. Ela está disposta a convencer os barões do automobilismo a realizarem mais provas durante o ano para que a prefeitura, pelo menos durante a semana de disputa, se lembre do bairro.