Mais um blog de olho em São Paulo

Meu Lugar SP é o blog mantido pelo ouvinte-internauta Robson Leandro da Silva no qual relata cenas do cotidiano da capital paulista. A idéia de tornar público os acontecimentos da cidade surgiu dentro de um dos postos do programa de inclusão digital do governo do Estado.

Robson também publica vídeos para mostrar como o cidadão paulistano é tratado pelo poder público. Em um deles dá para conferir a situação enfrentada pelos passageiros dos trens da CPTM, na linha entre a Estação da Luz e a Estação Guaianazes.

“Minha idéia é mostrar que a falta de qualidade no transporte não depende só do poder público. Se as pessoas colaborarem com um pouco de educação, com certeza as coisas ficam mais fáceis”, comenta Robson.

É Tudo Mentira: Perfume fede mais que história

A chave magnética dos hotéis não assusta mais os leitores deste blog. Se você não lembra – nem tem paciência de rolar a página para baixo -, falamos sobre a lenda urbana que ronda os corredores da rede hoteleira de São Paulo, na qual o cartão usado para abrir as portas conteria todas as informações do cliente, inclusive numero do cartão de crédito. Segundo um ouvinte-internauta, lenda surgida após episódio da série CSI.

Os “poderes” da chave magnética são tão verdadeiros quanto a loira que lhe espera no banheiro da escola. Esta apareceu durante o CBN SP. Não a loira, mas a lenda. A figura de cabelos e olhos claros, e roupa ensangüentada, teria surgido na conversa de professores para restringir as idas ao banheiro durante a aula. Até hoje, tem menininho complexado com o banheiro da escola.

Por mais que eu tenha ido ao banheiro da minha, a única moça que encontrei certa vez foi a “tia da limpeza” – a propósito, longe de se parecer com a beldade da lenda.

Nesta semana, também, voltou a circular a história do “perfume fatal”. “Já está acontecendo em Balneário Camboriú, agora temos um caso em Chapecó”, alerta a mensagem eletrônica que conta o caso da jovem que desmaiou e foi assaltada após ser levada a sentir o aroma de um perfume apresentado por rapazes. Um professor teria escapado do golpe graças a leitura do e-mail. Mesma felicidade não teriam tido estudantes de Brasília.

Ligações telefônicas para as delegacias das três cidades citadas jamais confirmaram esta informação. Mas é claro que sempre aparecerá alguém para dizer que ouviu do primo de um amigo do colega dele que conhece alguém que foi vítima do “perfume fatal”. Outra história que cheira muito mal.

Conexão Rio-SP: Vacina contra dengue com a grife Bill Gates

Uma vacina contra a dengue começará a ser produzida pelo Instituto Butantã, em São Paulo. Na semana que vem, o governo do Estado anunciará convênio com uma fundação mantida por Bill Gates. O acordo será possível porque a instituição comandada pelo americano, com sede na Coréia do Sul, tem um departamento que trabalha, exclusivamente, para tratar doenças infecciosas em crianças e listou a dengue como prioridade.

O Butantã, referência nacional no desenvolvimento de vacinas, já havia fechado convênio com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos para produzir vacinas contra quatro tipos de dengue. Segundo os pesquisados, a técnica usada para combater a dengue se assemelha a das vacinas contra raiva e rotavírus. As duas, há algum tempo, produzidas pelo Butantã.

Os testes começam em julho do ano que vem. Mas ainda não é possível garantir quando a nova vacina estará disponível para os brasileiros. Portanto, por enquanto, não tem outra saída a não ser seguir aqueles velhas – e sempre esquecidas – recomendações para impedir o aumento no número de casos de dengue no País, doença que, mais uma vez, assusta os brasileiros pela quantidade de vítimas que tem feito neste ano.

Inaugurada a “Estação Barbeiro”


A “linha amarela” do metrô, de São Paulo, ganhou versão especial para amantes da Kombi, na fotomontagem enviada pelo ouvinte-internauta Dudu Cruz. Atento aos sabores automobilísticos dos colegas da rádio, ele pergunta em mensagem se o mestre Heródoto Barbeiro é quem banca este investimento no transporte público paulistano.

Foto-ouvinte: Fair play na Móoca

Rivalidade sem meias palavras. No campo da rua Javari não existe esta coisa de torcida visitante. Lá, não torceu para o Juventus, é adversário, sim senhor ! A imagem foi registrada pelo ouvinte-internauta Tiago Cheregati, morador da Móoca, que ressalta na mensagem: “Para mim, a coisa é bem clara: Rivalidade só dentro de campo”.

Prefeitos de São Paulo respondem a 1.200 processos

Uma câmara especial para agilizar os processos contra prefeitos paulistanos foi criada pelo Tribunal de Justiça, neste mês. São cerca de 1200 processos, inquéritos e protocolos denunciando os administradores municipais por irregularidades. Como no Estado são 642 cidades, levando em consideração que contra muitos não há acusação nenhuma, imagina-se que há prefeitos contemplados em vários desses processos.

Com apenas cinco desembargadores, é possível que a câmara já inicie os trabalhos congestionada e sem gente suficiente para atender os casos, mesmo porque ano que vem tem eleição municipal e o número de reclamações aumenta com a excitação dos candidatos.

O procurador de Justiça Luiz Roque Lombardo, responsável pelo setor especial de crimes de prefeitos, entende que será possível reduzir o tempo dos processos que muitas vezes chegam a prescrever.

Ele lembrou que o cidadão pode apresentar denúncias por telefone ou pessoalmente ao Ministério Público. O endereço é na Rua Riachuelo, 115/7º, e o telefone (011) 3119 9277.

É Tudo Mentira: A chave do hotel

Quem nunca recebeu mensagem eletrônica anunciando o mais escabroso e novo golpe na praça – seja ele qual for – pode pular este nota. Tem a do menino encontrado dentro da banheira de gelo sem um rim, ou do assaltante que surge escondido no porta mala do carro, após o motorista deixar o estacionamento do restaurante. Na minha caixa de correio faço coleção destas lendas que sempre existiram, mas ganharam poder de publicação com a internet.

Na maioria das vezes, são notícias criativas e com pormenores capazes de fisgar um “trouxa” no fim da linha. Versões modernas do golpe do bilhete premiado (que, aliás, ainda é aplicado no centro de São Paulo). Incrível é que sempre encontram pessoas dispostas a acreditar por mais absurda que seja a informação.

Apesar da coleção ser extensa, a da armadilha escondida na chave do hotel para mim ainda era novidade. Foi o gerente de uma das grandes redes quem me enviou preocupado com a reação de seus clientes às mentiras que circulam na internet.

De acordo com o e-mail, as chaves eletrônicas usadas em boa parte dos melhores hotéis da cidade guardariam informações tais como o CPF, números do cartão de crédito e a validade, além do endereço parcial do hóspede, número do quarto e datas de entrada e saída. Qualquer funcionário teria condições de copiar os dados em um “scanner magnético” logo após a saída do cliente.

A melhor forma de se proteger deste sistema vulnerável seria não devolver a chave ao hotel, levar embora e destruí-la com uma tesoura, cortando, principalmente, a tarja magnética. As recomendações, consta na mensagem, seriam do Departamento da Polícia Federal.

Pobres gerentes de hotéis, infernizados por esta falsa informação, devem estar calculando prejuízos com o sumiço das chaves.

Saibam os incrédulos que a chave armazena informações sobre o número do apartamento e o código de identificação dela própria, o suficiente para gerar um registro na fechadura do hotel que facilita o rastreamento de quem entrou no quarto.

O resto é mentira, lorota, conversa para boi dormir.

Padre Julio Lancelotti explica denúncia de extorsão

Ameaçado por ex-internos da Febem, o Padre Júlio Lancelotti denunciou à polícia que foi vítima de extorsão. Coordenador da Pastoral da Rua da Arquidiocese de São Paulo e com trabalho de atendimento a crianças abandonadas e vítimas de AIDS, ele explicou ao CBN SP que durante todo o tempo imaginava ser possível mudar o comportamento dos rapazes. Sem sucesso, acabou levando a situação aos policiais que passaram a acompanhar as conversas e gravações telefônicas. Uma das pessoas que faziam as ameaças foi presa, mas há pelo menos mais três foragidas.

Ouça a explicação do Padre Julio Lancelotti ao CBN SP:

Professores pediram proibição de celular na sala de aula

Está proibido usar telefone celular na sala de aula, em todo o Estado de São Paulo, por sugestão dos próprios professores, segundo explicou o autor da lei, o deputado estadual Orlando Morando, do PSDB. Sem capacidade de convencer os alunos a deixarem o equipamento de lado, os professores entenderam que somente com uma lei, aprovada na Assembléia Legislativa, teriam condições de impedir a prática.

Ouça as explicações do deputado ao jornalista Heródoto Barbeiro:

O ouvinte-internauta Ailton Tenório após ouvir a reportagem no CBN SP escreveu perguntando quando será proibido o uso do celular nos presídios paulistas.