As “peruas” na vida dos mineiros

A redução do tamanho dos ônibus e o aumento das “peruas” foram destaque no Conexão Rio-São Paulo, de sexta-feira (07/10). O ouvinte-internauta Marcelino Mendes Rodrigues, acompanhava o bate-papo diário com o Sidney Rezende, pela internet, lá de Belo Horizonte, e mandou a mensagem a seguir para retratar como funciona o transporte público na capital mineira e as “peruas” da terra:

“Aqui em Belo temos desses ônibus pequenos, há uns quatro anos. Todavia funciona em sistema suplementar. O preço só é mais barato em face de o percurso ser menor e circularem no sistema bairro-a-bairro. Agora, conforto não tem, uma vez que, principalmente os da marca Volare, são apertados e comprimidos, pelo seu curto tamanho. Já os de marcas Mercedes e Volkswagen são bem melhores, mas por serem menores. O número de pessoas “de pé” é grande, e nesse caso os solavancos são maiores e a suspensão parece mais dura. Aqui, também, vão passar a fazer a ligação bairro-metrô, a fim de se suprimir o volume de ônibus no hipercentro e, ainda, às estações diametrais que concentram os ônibus dos bairros que não vão ao hipercentro. Saliente-se que esses ônibus são de propriedade de partciulares, que outrora eram “perueiros”, e a gestão é do sistema municipal de trânsito (BH Trans)”.

De vida, morte, e seus odores

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Tudo vive e morre a cada instante, dentro e fora de nós. Em cada pulsar de cada partícula de vida, há um cíclico viver e morrer; um suceder infindável e arrítmico de vida e morte. Há que fluir com o seu fluir. Acontece que nós, os humanos, aprendemos quase nada sobre morte e sobre vida. Ficamos entalados em gargalos estreitos que retardam nosso processo de crescimento e evolução, fugindo das duas.

Contraditório, porque dizem que a Terra existe há aproximadamente quatro bilhões de anos e que nós, pobres mortais, estamos aqui há cerca de um bilhão apenas (!). E a história mostra que desde que chegamos ao planeta, não temos feito outra coisa a não ser lutarmos pela sobrevivência, ou seja, pela vida. Enfrentamos a voracidade de répteis, mamíferos, aves e anfíbios, para quê? Para continuar vivendo. Desde os parasitas, em todos os níveis de vida, às formas mais sofisticadas e empreendedoras, todos lutamos por ela. Anarquistas e seguidores da ordem, bactérias e abelhas, ignorantes e doutores, peixes e cães, ricos e pobres, moços e velhos, estamos todos de acordo num ponto, escolhemos viver. Excelente ponto de partida para qualquer empreitada, pois forma a base mais sólida possível. Somos unanimidade.

No nosso planeta dual, onde tudo tem seu complemento, o Ser é acompanhado pelo Não Ser, mas por alguma estripulia da nossa natureza humana, ele trocou de parceiro e passou a viver com o Ter. Então, em algum ponto do processo a receita desandou, o equilíbrio foi para o brejo e nós confundimos tudo. O Ter trancafiou o Ser, para poder tê-lo, assumiu o comando e tem ditado as regras. Não me entenda mal, o Ter é de tão boa cepa quanto o Ser, e juntos e equilibrados chegam muito perto do ideal, mas o ser humano optou por ter razão, dinheiro, poder, controle e prazer, a qualquer custo, mesmo à custa do ser justo, honrado, fiel, amoroso, amigo, irmão, solidário; ser feliz. E então, já não somos livres. O Ter trancou nossas portas e janelas uma vez que a violência cresceu livre dos limites do Ser, encontrando terreno fértil na obsessão e no fanatismo, dos dois lados do rio.

Eu que me considero mulher de vanguarda, moderna e corajosa, talvez seja, na realidade, apenas triste remanescente de dinossauros, ainda ligada a valores antigos. Mas se somos unanimidade em relação à vida, onde é que perdi o rumo, se é que perdi. Continuo acreditando que antes de nos tornarmos seres partidários, fechados em células oposicionistas por definição, precisamos nos religar à origem, diretamente e sem intermediários, e assumirmos de vez nossa condição humana. Só assim deixaremos de temer a morte e a vida.

O mundo tem se voltado para o transcendente porque é o rumo a seguir, mas grande parte é impulsionada por não suportar mais o cheiro de carniça do imanente. Que voltem os leques antigos da Europa sem banho. O cheiro da vida anda insuportável por aqui!

Pense nisso, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, está neste blog com textos sobre o cotidiano.

O Rio é aqui


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Traduzir a violência no Rio de Janeiro, em 60 segundos, foi o desafio de nove jovens brasileiros que levaram um dos prêmios do Film Your Issue, realizado em Nova Iorque. Para que a platéia estrangeira percebesse a gravidade da situação enfrentada na mais famosa cidade do Brasil, eles decidiram traçar um paralelo com guerras e confrontos que estão no noticiário da mídia internacional.

A turma de boa cabeça que conquistou os jurados do prêmio, que pela primeira vez aceitou inscrições estrangeiras, é formada por Danilo Marcondes, Rachel Nascimento Lino, Eduarda Ferreira Franco de Castro Guedes, Thais Justen Nogueira, Ricardo Oliveira dos Santos, Camila Soares Lippi, Lucas Almeida Paes de Melo, Katja Augusto e Juliana Ono.

Ex-secretário defende prefeitura de críticas a ônibus


É disso que a população reclama na zona Sul

A cobrança em relação ao transporte público, em São Paulo, aumentou consideravelmente desde a decisão da prefeitura de afastar a Cooperauthon, responsável por três incidentes, um deles resultou na morte de um pedestre. Nesta semana, uma série de mensagens foram enviadas pelos ouvintes-internautas do CBN SP reclamando da falta de ônibus nas áreas atendidas pela cooperativa. A prefeitura paulistana anuncia que a situação começará a mudar neste fim de semana com a mudança de linhas a ser implantada.

O ex-secretário municipal dos Transportes Frederico Bussinger enviou ao programa e-mail reproduzindo texto que foi encaminhado, também, ao Jornal da Tarde, que, nesta quinta-feira, publicou editorial no qual cobrava a renovação da frota.

Vamos ao que escreve Frederico Bussinger em defesa da administração municipal:

“O editorial “A que ponto chegamos”, do JT de 4/OUT/07, cobra redução da idade dos veículos e a promoção da “tão prometida e nunca realizada renovação da frota”. A cobrança ignora fatos relevantes:

Durante os primeiros 2 anos e meio da Gestão Serra/Kassab, como amplamente divulgado pela imprensa e pelo próprio JT, entraram em circulação na Cidade mais de 3.500 veículos zero-quilômetro; investimento superior a R$ 800 milhões. Até DEZ/2008 serão 5.000 (1/3 da frota) para aposentar, definitivamente, veículos com idade superior a 10 anos. Fato inédito no sistema paulistano; lembrando que no início da gestão havia veículos de até 15 anos!
Esse acelerado processo foi registrado pelo Valor Econômico em 12/JUL/07 (“Frota nova paulistana favorece o melhor ano em vendas de ônibus”), tem produzido filas de espera nas montadoras e redução de preços no mercado de veículos usados (excesso de oferta). Tem também resultado em contínua redução da idade média da frota (vide site da SPTRANS): No início da gestão ela era de 6 anos e 2 meses. Em JUL/07 5 anos e 2 meses para as empresas e, surpreendentemente, 4 anos e 4 meses para as cooperativas. Com isso, São Paulo já tem uma das frotas de menor idade média do Brasil.

Em paralelo, para toda a frota, várias outras medidas: Inspeção veicular com periodicidades diferenciadas em função da idade do veículo, restabelecimento de inspeções nas instalações da SPTRANS para os casos mais críticos, projeto de requalificação tecnológica das garagens, reorganização das equipes de fiscalização da manutenção e operação, contratação de 600 fiscais para substituir os da empresa terceirizada de apoio, fiscais esses já com perfil adequado à “era GPS”. O monitoramento via satélite já uma realidade em 3 das 8 áreas, e o será em todas elas até o final deste ano.

Melhorar o transporte coletivo na Cidade é tarefa que não comporta improvisações. Trata-se de processo que requer planejamento, ações coordenadas, um diuturno e tenaz esforço de implementação; que é o que vem sendo feito. Quanto aos episódios atípicos das últimas semanas, melhor aguardar-se as conclusões das investigações policiais quanto a sabotagem.

Nepotismo: PSC é a favor e quer votar

Sobre o projeto de lei que acabaria com o nepotismo nos três poderes do Estado, o PSC divulgou nota enviada ao CBN SP:

“A Liderança do Partido Social Cristão (PSC) na Assembléia Legislativa é favorável ao Projeto de Lei (PL) 249/2005, de autoria do deputado Pedro Tobias (PSDB).

Se depender desta Liderança o PL segue imediatamente para plenário para que os deputados votem a matéria.

Vale lembrar que o próprio deputado Pedro Tobias nunca procurou esta Liderança para falar sobre o assunto, mas quero deixar uma coisa muito clara, eu apoio e voto a favor do PL não por conveniência, mas por princípios éticos e morais que norteiam minha conduta.

Deputado Said Mourad
Líder do PSC”

ONG vai à Justiça para ter informações da Câmara, em SP

As dificuldades impostas ao cidadão para acessar dados sobre o funcionamento da Câmara Municipal de São Paulo levou a ONG Voto Consciente a ingressar com mandado de segurança. A intenção da entidade, que testemunhou fraude em painel de votação da Casa, é ter informações dos gastos da Câmara e das presenças oficiais dos vereadores em suas comissões permanentes e no plenário.

De acordo com a ONG, o número de vereadores presentes às sessões não confere com o apresentado no painel elétrico, o que tem possibilitado a aprovação indevida de diversos projetos de lei. A denúncia foi comprovada pelo Terra TV que mostrou o painel de votações registrando a presença de vereadores que não estavam em plenário.

O mandado de segurança impetrado pede que o presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos Rodrigues, seja notificado judicialmente a prestar essas informações em até 15 dias úteis, sob pena de multa diária. Humberto Negrão, advogado da Conectas, entidade que apoia o “Voto Consciente”, sustenta que “o princípio da publicidade é cotidianamente desrespeitado pelos órgãos da administração pública, em todas as instâncias”.