Combustível limpo é um mito, diz Osvaldo Stella

O uso do GNV como combustível ajuda a melhorar a qualidade do ar, mas não é a solução. O alerta foi feito pelo comentarista Osvaldo Stella, do programa Ambiente Urbano, que vai ao ar no CBN São Paulo, segundas-feiras, logo após às 11h da manhã. Provocado pela participação de ouvintes-internautas, Stella explicou que “combustível limpo é um mito”.

Ouça um trecho do comentário de Osvaldo Stella, no CBN São Paulo:

Leve-Leite se transforma em Deve-Leite, em São Paulo

Há três meses, o programa Leve-Leite da Prefeitura de São Paulo deixou de atender 116 mil crianças da rede pública de educação, na zona norte da capital, devido ao rompimento de contrato com a empresa Tangará. De acordo com o programa, cada criança tem direito a levar para casa 1 quilo de leite em pó por mês.

A repórter Vanessa Di Sevo, da CBN, conversou com uma das mães que sofrem com a interrupção do programa, Patrícia de Paula Carvalho, que tem dois filhos no Centro Educacional e Infantil Benedito Coelho, Vila Mirante:

Em tempo: O vereador Donato (PT) informou ao CBN São Paulo que o problema deve se expandir para as demais regiões de São Paulo porque a Prefeitura não realizou licitação pública para a renovação do programa. A Prefeitura não confirma esta informação.

Ouvinte-internauta descreve situação em aeroporto de Buenos Aires

Por Antonio Carlos de Oliveira Freitas exilado na Argentina

“Sirvo-me dessa mensagem para atualizá-lo sobre o caos que centenas de brasileiros e pessoas de outras nacionalidades estao vivenciando no aeroporto de Ezeiza (Buenos Aires), por conta da TAM. Há dois vôos (8003 e 8007), ambos com mais de 400 passageiros, algumas pessoas como no meu caso estao aqui desde às 2:00 horas e se nao fosse obter informacao na chamada “sala vip” e questionasse o que estava acontecendo ninguém saberia qual providência estava sendo tomada. Nenhum dos empregados da TAM sabe o que está havendo, apenas culpam o tempo, mas apenas em parte isso é verdade, pois faz 1 hora que um vôo da empresa LAN decolou daqui e ao serem questionados nao sabiam (TAM) qual o motivo disso. Nao existe qualquer responsável para administrar essa crise. Há centenas de pessoas deitadas no chao do aeroporto, inclusive pessoas idosas, como no caso de minha mae, nao têm qualquer diferenciacao, quicá respeito. A funcionária da TAM (VIRGINIA) disse que a empresa nao cobre despesas por problemas de tempo e quando questionada acerca da hipótese de a situacao prolongar-se por muito tempo, entao ela disse que: “nao sabia, achava que cada um devia fazer o que entendesse melhor, pois a empresa nao arca com esse tipo de imprevisto – clima” – Entretanto, quando indagada sobre a decolagem do vôo da empresa LAN, restou lacônica, apenas desabafando: “nao sei o que está acontecendo, meus chefes nao me informam”. Desculpe pelo desabafo, mas é ultrajante a situacao em que dezenas, centenas de pessoas se encontram, sendo que apenas agora houve uma mudanca de bilhete, onde afirmam que um Airbus 330 virá buscar todos, em vôo que sairá daqui às 15:45 hs…..será verdade???”

O país do oxímoro

Enviado pelo ouvinte-internauta do CBN São Paulo Rinaldo Possebon

“Segundo o dicionário Houaiss, oxímoro é uma figura de retórica na qual se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas
que, no contexto, reforçam uma expressão. Por exemplo: o grito do silêncio, silêncio ensurdecedor, obscura claridade, contentamento descontente, ilustre desconhecido, e por aí vai. Escola Superior de Guerra, noutro exemplo, é um oxímoro, na opinião de Millôr Fernandes. Segundo ele, sendo de guerra não poderia ser superior. O Brasil, além de tudo, é mesmo um país oximoroso. O autor da desoberta é o professor de português Sérgio Rodrigues. Há um tremendo oxímoro que não sai das manchetes dos jornais nos últimos
dias: Conselho de Ética do Senado”

Heródoto Barbeiro: Fora do ar

Fãs, admiradores, seguidores e afins do professor Heródoto Barbeiro não se assustem com o título acima. “Fora do Ar” é apenas o título do novo livro (não me perguntem quantos até agora, porque a produção dele já alcançou números impossíveis de serem registrados) assinado pelo mestre que reúne crônicas sobre o cotidiano do jornalismo.O lançamento pela Ediouro será, às 16 horas, no dia 30 de junho, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional. Além da presença do Heródoto e seus autógrafos, haverá apresentação do espetáculo “A Era do Rádio”, sob regência de Eduardo Fernandes e direção cênica de Reynaldo Puebla.

Este blog antecipa uma das crônicas que fazem parte do “Fora do Ar”. Divirta-se”

O D E B A T E
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Heródoto Barbeiro

Raimundinho tinha desaparecido por quase um ano. Estava preso por ter ferido um desafeto com tiro no peito depois de uma chaçada seguida de briga em plena praça pública. Estava de volta para criar mais confusão e não se cansava de desafiar os petistas de plantão, muitos deles jornalistas conhecidos. Depois de tomar uma três ou quatro com Cambucí saiu pela rua gritando que eles contaram com o ovo no cú da galinha e por isso Lula não tinha levado no primeiro turno. O bom senso mandava que as tevês concorrentes formassem um poll para propor um único debate com lula e Alckmin, candidatos do segundo turno das eleições presidenciais. Provavelmente tudo seria organizado pela TV Caramelo, pela sua importância política, econômica e liderança de audiência em toda a região. As demais reagiram e divulgaram que só aceitariam se houvesse uma discussão sobre a produção e apresentação do programa e cada uma ficasse responsável por um bloco do debate. Os ânimos se acirraram, os interesses individuais se sobrepuseram ao coletivo e tudo terminou com a decisão que cada uma faria o seu próprio debate. Taiaçupeba dava o exemplo para o Brasil. Nunca uma eleição tinha sido alvo de tantos debates como essa. Bastaria que os candidatos assumissem o compromisso que compareceriam e não como no debte do primeiro turno, quando Lula não compareceu. No segundo turno era diferente e ninguém ia perder a oportunidade de falar diretametne para o eleitorado.

Instalou-se o salve-que quem puder pressionar mais os candidatos para o debate. As equipes de jornalistas saíram a campo e formaram verdadeiras equipes competidoras para conseguir a melhor data, horário e exposição em todos os outros meios e veículos. Os chefes de jornalismo tomaram a frente da organização pessoalmente e daí prá frente foi um vale tudo. Só não valia dedo no olho e xingar a mãe. A TV Caramelo saiu na frente e conseguiu alugar o salão paroquia, graças a uma amizade com o Padre Sérgio, local que daria uma solenidade especial para o debate, ampla participação dos convidados dos candidatos, serviço de bufê contratado diretamente com a confeiteira Olinta e bebidas servidas pela Lenilza. Um rígido esquema de segurança foi montado para receber os candidatos, com a guarda municipal uniformizada, presença da fanfarra para entreter o povo enquanto o debate não começasse e a escolha das casas do Ludinho e da Noêmica para que os contendores aguardassem separada e reservadamente o início da transmissão. A iniciativa da TV Caramelo deixou os concorrentes raivosos. Seria a primeiro debate do segundo turno, com transmissão ao vivo pela tevê e pela rádio Caramelo, capaz de atingir até o Sertão dos Freires, onde a distância e a pobreza impedia os moradores de verem na telinha. Os jornalistas se degaldiavam todas as noites nos botecos da praça, batiam boca sobre a exclusividade do debate e, mais uma vez, vestiam as camisas de suas empresas, as mesmas que criticavam tão duramente fora dessas ocasiões especiais.

A disputa eleitoral contaminou as redações e acusações sobre preferências partidárias começaram a circular quando a revista Cidade Taiaçupeba publicou uma reportagem acusando os demais de tucanarem. As acusações se intensificaram de lado a lado e até um debate entre editores foi organizado no programa De Olho na Cédula, da tevê pública de Taiaçupeba. A TV Caramelo estabeleceu um rídido critério para entrar no auditório da igreja. Tinha que entrar com convite, e os jornalistas credenciados foram confinados em uma sala ao lado, reduzidos a acompanhar a refrega através do telão; Uma ofensa. Uma humilhação . Só mesmo o poder da Caramelo seria capaz de estabelecer essas imposições. Todos eles queriam ter acesso ao bastidor, ao plenário onde estariam os convidados especiais, ao palco modificado por um cenário futurista e acompanhar os cuxixox que os assessores fariam durante os intervalos, enfim, nenhum jornalista queria ficar de fora do burburinho e de ser tornar parte ativa dos acontecimentos. Afinal, havia luz e holofote, pancake para todos.

Os convidados puderam entrar no salão paroquial poucos minutos antes do debate entrar no ar. A campainha de silêncio não parava de tocar pedindo silêncio, e a produção da Caramelo estranhou que entre os presentes estava o Ramundinho, depois de ter tomado tudo que podia. O primeiro impulso foi expulsaá-lo, depois se perguntou se ele não era convidado de um dos candidatos e a tevê resolveu deixá-lo no auditório, mas com dois seguranças bem próximos a ele. As nove em ponto as cortinas de abriram e Meloso Neto, o âncora mediador, com uma voz grave, quase soturna, disse para as câmaras que devido ao mau tempo os helicópteros dos candidatos não puderam voar e o debate estava suspenso. Em casa, todos viram a figura pequenina e de voz esganiçada do Raimundinho gritar ” Bem feito, contaram com o ovo no cú da galinha .!!!!!!!!!

Faixas de políticos desrespeitam Lei Cidade Limpa

Comerciantes estão retirando as placas que cobriam as fachadas de suas lojas e empresários de publicidade externa tiveram de rever seus negócios, devido a aprovação da Lei Cidade Limpa, em São Paulo. No entanto, alguns políticos com cargo no parlamento insistem em desrespeitar as normas pendurando faixas em locais proibido. Nem o nome do prefeito Gilberto Kassab (DEM), principal incentivador da implantação da lei, escapa. Outros nomes citados em reportagens e mensagens enviadas por ouvintes-internautas do CBN São Paulo são os dos deputados estaduais Campos Machado (PTB) e Milton Leite Júnior (DEM) e dos vereadores Dalton Silvano (PSDB), Milton Leite (PMDB) e Goulart (PMDB).

O caso do deputado estadual Campos Machado (PTB) vem sendo acompanhado há algum tempo pelo CBN SP. Ele mantêm dois anúncios indicativos diante do escritório político na avenida Nove de Julho, 4100, que escondem uma bela árvore como já mostrou este blog a partir de simulação feita pela prefeitura de São Paulo. O nome dele reaparece agora na fotografia de um dos ouvintes-internautas indignados com o desrespeito a Lei Cidade Limpa. Carmen Mascarenhas, presidente da Ação Pró 9 de Julho, enviou a foto abaixo registrada nas ruas do bairro do Bixiga e escreveu: “O mais intrigante é que essas faixas como você pode ver na imagem é de um deputado que tem pregado o respeito ao meio ambiente”.

Uma placa que, segundo a Folha, é elogiosa ao prefeito Gilberto Kassab e ao vereador Dalton Silvano “aparece como que do nada” sempre que uma equipe da prefeitura cuida dos jardins de um canteiro da rua Pedra Azul, na Aclimação, zona sul. A prefeitura disse ao repórter Evandro Spinelli que não sabe quem põe o anúncio. O vereador também não. Kassab informou, por meio de sua assessoria, que não sabia da irregularidade e a placa teria de ser tirada.

Tem mais gente que pega carona no nome do prefeito, conforme denunciou um ouvinte que encaminhou os dados ao CBN São Paulo mas pede para que não sejam divulgados. Ele conta que o deputado estadual Milton Leite Junior (DEM) e o pai dele, o vereador Milton Leite (PMDB), colocam faixas penduradas nos postes agradecendo a Kassab pelas melhorias na zona sul, base eleitoral deles. Cita que o material pode ser encontrado na avenida Guarapiranga, Estrada do M’Boi Mirim, avenida Senados Teotônio Vilella, avenida Robert Kennedy e avenida Dona Belmira Sampaio. “Prá lá da ponte da Avenida Interlagos e da nova ponte do Complexo Jurubatuba o espaço é ocupado por uma trinca: o deputado estadual Jorge Caruso (PMDB), o vereador Goulart (PMDB) e o candidato a deputado federal Benjamim”, escreve o ouvinte-internauta.

Quem tiver fotografia dos abusos mande para o endereço milton@cbn.com.br que a gente publica aqui no blog.

De Anjos e Confortos

Maria Lucia Solla é professora, terapeuta e autora do livro “De bem com a vida mesmo que doa”, lançado pela editora Libratrês. Aos domingos, estará neste blog com textos sobre o cotidiano:

Olá,

Você já percebeu que estamos cercados de anjos de carne e osso, e que em vez de prestarmos atenção neles, e no que dizem, ficamos escarafunchando os céus e procurando dentro de igrejas?
Santa ingenuidade!
Os anjos de outras dimensões vivem recebendo pedidos, de nós humanos, por uma vida melhor para nos sentirmos felizes, e para que nos protejam do mal.
Vamos pensar juntos. Em primeiro lugar, alguém fora de nós, mesmo tão poderoso quanto um anjo, não poderia saber o que cada um considera uma vida melhor e do que exatamente precisa para se sentir feliz; até porque vivemos mudando de opinião. Vida melhor é um conceito diferente para cada indivíduo e muda ao sabor da época e circunstância. No entanto, nosso pedido vai sem especificação. Queremos uma vida melhor, e pronto. Como se pudesse chegar por Sedex, num lindo pacote.
Ora, estamos cansados de saber que se não avaliamos muito bem cada passo, acabamos no buraco.
E falando em buraco, pensei na minha cidade, que justiça seja feita, não é só feita de buracos. A Operação Cidade Limpa, aqui em São Paulo, por exemplo, me deixa feliz, e portanto melhora minha qualidade de vida. Poluição visual me faz muito mal. No entanto, tenho um amigo que adorava os gigantescos outdoors da Marginal Pinheiros e sente falta deles.
Pobres dos anjos, debatendo-se para satisfazer o desejo dele e o meu. Precisam sair lá da Cidade dos Anjos – onde não deve ter poluição visual e nem buracos, e onde há paz – e se digladiarem por nós. Não é justo levarmos anjos, seres divinos e pacíficos, a se digladiarem. Uns tentando arrancar os outdoors e outros tentando mantê-los bem firmes, nos seus gigantescos e horrendos suportes metálicos.
Mas, conversando com um anjo-homem, domingo pela manhã, ouvi dele que se queremos sucesso, em qualquer área de nossas vidas, precisamos sair da zona de conforto. Incrível. Nem ele percebeu o impacto da frase, em mim. Não foram necessárias orações, nem velas de sete dias. Simplesmente, numa fração de segundo, ele me deu de presente um mapa para uma vida melhor. Deu uma sacudida na minha consciência, que tirava um bom cochilo, e sorriu. Fez-me lembrar que só eu tenho a varinha de condão e que sou arquiteta e decoradora da minha própria vida. A cada passo, decido o caminho. Faço escolhas e me dou conta de que cada uma delas implica em abrir mão de outra direção. Sou assessorada por anjos incríveis que me cercam e que eu mesma atraio para a minha vida.
Quanto aos anjos nos protegerem do mal, tenho cá as minhas dúvidas. Não que eu abra mão de uma oração, de um papo direto com o Criador, seja ele quem for, como for, que formato tenha. Mas a cada oração, tento manter presente uma certeza. A de que estou aqui com a missão de ser feliz, e de que a responsabilidade é minha e de mais ninguém.
Minha zona de conforto andava espaçosa demais, mas já estou dando um jeito nisso.
Pense nisso, e até a semana que vem.

Domingo, é dia de festa e muito respeito

São Paulo promove a 11ª Parada Gay, apelido do evento que, oficialmente, se chama Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo, mas que, na prática, também reúne heterossexuais, pois da festa, que tem como ponto central a avenida Paulista, participa um público cada vez mais eclético, diversificado, o que, aliás, vai ao encontro dos temas defendidos pelos organizadores.

Neste ano, o grito que vai se ouvir é “Por um Mundo Sem Racismo, Machismo e Homofobia”. Haverá, também, gritos de alegria por parte do comércio e do turismo. Fala-se que teremos a participação de dois milhões de pessoas. Entre os turistas brasileiros, o maior número vem do Rio. Entre os estrangeiros, vem dos Estados Unidos e Austrália. Esta turma toda deixa por aqui cerca de 120 milhões de reais. Em número de participantes supera a Fórmula 1, em dinheiro fica logo atrás. Por curiosidade, neste ano, só a visita do Papa Bento 16 trouxe mais gente do que todos os demais eventos.

Apesar dos números que entusiasmam, não se pode perder de vista o que pretendem os gays neste momento: respeito. E como diz o velho ditado quase sempre em tom de ameça “respeito é bom e eu gosto”.

Destaque da semana: a “poupança” da prefeitura

A prefeitura de São Paulo mantém em fundos de investimentos, de quatro insituições bancárias, R$ 5 bilhões que representam cerca de um quarto do Orçamento do Município, R$ 21,5 bi. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) explicou que não há motivos para críticas porque o dinheiro é resultado de correções em contratos feitos pela sua administração:

O especialista em contas públicas Amir Khair, ex-secretário de finanças do município, na administração Luiza Erundina, considera um exagero o valor mantido nos bancos, enquanto alguns serviços públicos são precários:

Empresas prestadoras de serviço da prefeitura de São Paulo se surpreenderam ao saber que o município tem R$ 5 bi depositados em fudos de investimento, enquanto mantém dívida com alguns dos associados. O vice-presidente do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Ermínio Alves de Lima Neto, que cobrar na justiça a dívida que a prefeitura tem com parte dos prestadores de serviço:

De acordo com o subsecretário do Tesouro Municipal, Walter Fasterra, o dinheiro depositado em fundos de investimentos já têm destino certo. Ele lembrou que a prefeitura tem antecipado parcelas dos pagamentos às empresas que aceitaram a renegociação da dívida: