O medo de perder o emprego e a necessidade de manter o cliente

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Bel Pesce, no Jornal da CBN, ontem, entrou na linha do artigo publicado por Mílton Jung: “O medo nosso de cada dia no mundo corporativo”. Ao lembrar que a admissão foca a competência e a demissão o comportamento, ela endossa uma excelente perspectiva para análise do sistema empresarial sob o aspecto técnico e emocional diante do desafio das demissões.

 

Gostaria de enfatizar o aspecto comercial, que impregna todo o processo das organizações e que em época de crise é revalorizado. Afinal, ao encolhimento do mercado a solução é buscar a excelência nas vendas.

 

Aparentemente as funções distantes das áreas comerciais estariam mais propensas aos cortes de pessoal. Entretanto, muitas vezes o diferencial de uma companhia pode ter origem em outras funções.  Desde que comprometidas com o atendimento aos clientes.

 

Kotler, por exemplo, enfatiza que o Marketing é muito importante para estar restrito à área de Marketing.

 

Neste momento de redução de procura, um comportamento focado no atendimento poderá ser um trunfo para aqueles que motivados e comprometidos, não importa a área em que operem, venham a fazer a diferença.

 

A realidade é que a excelência em produtos e serviços não é a regra. Fato que corrobora a excepcional oportunidade para quem estiver disposto a buscá-la. Enquanto é tempo, pois o futuro dos empregos ainda está por ser desenhado.

 

Jeremy Rifkin, por exemplo, economista especializado, acredita que ou o trabalho se reinventa ou ficaremos sem ele. Apenas com o caos.

 

A verdade é que hoje, o medo de perder o emprego, se funcionário, ou de perder o próprio negócio, se dono, é inevitável.

 

A saída em qualquer dos lados é só uma, como nos alertava Sam Walton, da Wal-Mart:

 

“Clientes podem demitir todos de uma empresa, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

 

Portanto, antes de perder o emprego nosso de cada dia, vamos fazer com que o trabalho nosso de cada dia mantenha os clientes de todos os dias.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O medo nosso de cada dia no mundo corporativo

 

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Acordar de madrugada para trabalhar exige mudança de hábito e comportamento controlado. Fui obrigado a me adaptar à rotina há seis anos quando passei a apresentar o Jornal da CBN, que se inicia às seis da manhã.

 

Levanto às quatro da matina para cumprir todas as tarefas que antecedem o início do Jornal, e inclua nestas o direito ao café da manhã bem tomado, pois energia é essencial para quem precisa começar com todo o pique. Tem a leitura de sites e jornais, a conferência das notícias que rolaram durante à noite e a discussão com a produção sobre os temas que devem ser destaque no programa.

 

Costumo ouvir de minha mulher que sou o único cara que ela conhece que acorda disposto às quatro da manhã. É bem provável que existam milhares de outras pessoas que mantém a mesma rotina que a minha e o fazem com prazer e satisfação.

 

Gostar do que se faz é fundamental para que estejamos prontos para o trabalho logo cedo. Imagine que dura é a vida de quem sabe que vai ter de encarar um patrão mala, uma empresa decrépita e um serviço insosso; tudo isso depois de dormir pouco e acordar antes de o sol aparecer.

 

Admirar sua função, saber o quanto você pode impactar a vida de outras pessoas e curtir a relação com seus colegas não significa, porém, que o ambiente de trabalho esteja livre de problemas. No escritório, na firma ou na redação, todos os dias, temos de encarar desafios que vão desde atender às metas impostas até entender as políticas corporativas.

 

Todos temos nossos medos de cada dia.

 

Há algumas semanas, dividi palco na HSM ExpoManagement com meu colega Sérgio Chaia, que já foi empresário e hoje é conselheiro de executivos de alta performance. Na CBN, Chaia apresenta o quadro Terapeuta Corporativo, no qual tira dúvidas de profissionais que ocupam cargos de liderança em suas empresas.

 

Na nossa conversa, ele elencou as maiores dores do universo corporativo, em uma lista que tinha no topo o medo de ser demitido. Em seguida apareceram estresse, ansiedade e falta de reconhecimento.

 

Há motivos para se ter tanto medo de perder o emprego. A crise pegou de cheio as empresas, o dinheiro encurtou, os resultados pioraram e as demissões se transformaram em rotina. Nesse cenário, a recolocação se torna mais difícil e se ocorrer é provável que seja para cargo e salário menores.

 

Diante deste medo, o maior risco é você se demitir antes de ser demitido. Ou seja, impactado pela possibilidade de perder o emprego, você perde o foco nas suas tarefas dentro da empresa e deixa de dar os resultados que o mantinham na função até aquele momento. Ao mesmo tempo, transforma seu chefe em inimigo sem mesmo saber se ele tem a real intenção de afastá-lo do cargo. O diálogo fica prejudicado, a desconfiança aumenta e a paranoia corrói sua relação.

 

Admitir o medo de ser demitido e compartilhar esta sensação com pessoas de confiança, incluindo na lista sua esposa ou marido, é o primeiro passo para enfrentar este problema. Em seguida, entre em ação: identifique os pontos que podem ser melhorados, verifique se é possível oferecer à empresa resultados acima daquilo que é pedido, colabore com seu chefe para que ele possa ter performance melhor e esteja genuinamente à disposição para novos projetos.

 

“A melhor maneira é admitir e agir, para sair da inércia, do aprisionamento que o medo da demissão nos impõe”, ensina Chaia.

 

Caso o seu medo se concretize e a demissão se torne inevitável, bem-vindo ao clube. Você não está sozinho. Perder o emprego não é o fim do mundo nem motivo de vergonha, especialmente em um cenário tão complicado como esse no qual vivemos. Para enfrentar esse período de transição de carreira nada melhor do que ter se planejado. Portanto, em vez de perder tempo com o medo, use-o desenhando um plano B para sua vida profissional. E feliz recomeço!

Conte Sua História de SP: Terra da garoa, terra de gente boa

 

Por José Maria Pires

 

 

Terra da garoa

Terra de Gente Boa

 

Terra que não descansa

Terra de esperança

 

Terra de gente de Fé

Terra também do café

 

Terra da Independência

Terra com Jurisprudência

 

Terra de nações e suas crenças

Terra em paz com suas diferenças

 

Terra das artes e das Ilusões

Terra de oportunidades mediante as ações

 

Terra que riqueza produz

Terra que a pureza conduz

 

Terra de muitos amores

Terra que espanta temores

 

Terra de vitórias mil

Um pedaço desse continente chamado Brasil.

 

 

Conte Sua História de São Paulo tem sonorização de Claudio Antonio e narração de Mílton Jung. Você participa enviando textos para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Sílvio Broxado mostra os caminhos para aposentar e empreender

 

 

O empreendedorismo está na veia, no genoma das pessoas, apesar de a maioria de nós sermos empregados. Porém, diante da longevidade e a necessidade de nos mantermos ativos por mais tempo, é preciso reacender esta visão do empreendedorismo. A sugestão é do consultor Sílvio Broxado em entrevista ao programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, apresentado pelo jornalista Mílton Jung. Autor do livro “Aposentar e empreender – enxergar novas oportunidades e ganhar mais significância social”, Sílvio Broxado fala de como planejar sua carreira após os 50 anos.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, no site e na página do Facebook da rádio CBN, às quartas-feiras, às 11 horas. O programa vai ao ar aos sábados, a partir das 8h10, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Juliana Causin, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves.

Outlander: espetacular!

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Outlander”
Uma série de Ronald D. Moore, baseada nos livros de Diana Gabaldon
Gênero: Ação/Romance/Drama/Épico
País:Inglaterra/USA

 

Uma enfermeira chamada Claire sai em uma segunda lua de mel com seu marido Frank, logo após o término da Segunda Guerra Mundial. Estão há 5 anos sem se ver, e precisam retomar a intimidade. Escolhem uma cidadezinha escocesa e vão observar um grupo de bruxas em um ritual. No dia seguinte ao passeio, Claire volta ao local pois viu uma florzinha que ela quer colher, além de pesquisar a botânica no bosque. Chegando lá, Claire toca em uma pedra e acaba voltando no tempo, mais precisamente 200 anos!!!

 

Por que ver:

 

Lendo a sinopse parece ficção científica mas não é… Tenho até dificuldade em descrever esta série a ponto de fazer jus a mesma, de tão boa que ela é!

 

Na primeira temporada, as cenas de sexo são simplesmente espetaculares e passam uma verdade sem fazer sensacionalismo…

 

A direção parece ter um joystick nas mãos enquanto assistimos às cenas, tanto as de sexo quanto as violentas; cada sensação nos é imputada com uma precisão cirúrgica, e parece que fazemos parte daquela vida de uma maneira tão intensa que me deixei levar completamente.

 

Os atores são excepcionais e viscerais. Um em especial, Tobias Menzies, que faz um vilão chamado Jack Randall… Que virtuosismo! Um balé!

 

Apenas uma advertência…Cuidado ao ver pois a série não te poupa…Sabe aqueles momentos que você é levado a supor algo pois aquilo é muito forte para ser mostrado? Seja um assasinato… um estupro… sexo… então, nada nesta série fica na suposição ou sugestão… tudo é escancarado com uma crueza cortante.

 

Como ver:

 

À noite, só, ou com seu amor…

 

Quando não ver:

 

Com crianças NEMMMM pensar!!! É uma das séries mais fortes que já vi…Com a vovózinha então…esqueça… Bom, falei isto para minha avó e adivinhe: ela esta vendo sozinha…. rsrsrsrsrs

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

A solução sempre estará na Democracia

 

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Doze vereadores de Foz do Iguaçu foram presos pela Polícia Federal suspeitos de envolvimento em desvio de dinheiro da prefeitura em obras e serviços mal ou sequer prestados. O prefeito e seus secretários já tinham caído durante as investigações. Restaram três vereadores na Câmara Municipal. E a vergonha dos moradores que pagam impostos e assistem a estas falcatruas.

 

No Rio Grande do Sul, professores com mestrado e doutorado, gente da elite intelectual da universidade federal estão na mira da polícia porque desviam dinheiro de bolsas de ensino e passavam alunos em cursos de pós-graduação sem que eles precisassem assistir às aulas.

 

No Distrito Federal, médicos falsificavam atestados médicos para justificar a ausências nos postos de saúde e hospitais públicos. Crime descoberto após a reclamação frequente de pacientes que procuravam a rede pública mas não encontravam profissionais à disposição – apesar de eles existirem na folha de pagamento.

 

Diante desses fatos, não há como se surpreender com o que surge nas delações premiadas e investigações da Operação Lava Jato. Por um lado, o Estado é usado para financiar partidos e pessoas, aceita pagar mais caro às empreiteiras, desde que estas devolvam parte do dinheiro aos seus agentes. De outro, políticos vendem emendas e projetos de lei para beneficiar quem paga mais alto. Uma gente que decidiu privatizar o mandato público.

 

Se a política não presta, aposta-se na Justiça. No entanto, seus agentes também estão dispostos a negociar em troca de benefícios corporativos. Querem manter regalias, evitar que cortem supersalários e garantir privilégios sustentados pelo contribuinte.

 

No jogo de poder, Legislativo e Judiciário tomam medidas para conter os abusos, mas o fazem apenas por chantagem. Assinam projetos e concedem liminares que aparentam justeza no ato; no entanto, em vez de se pautarem pelo interesse público, o fazem pelo interesse próprio.

 

Já o Executivo, em lugar de buscar uma saída para a crise, está muito mais preocupado em se safar das acusações.
Apesar de tudo isso, não se engane com os aproveitadores: a solução sempre estará na Democracia, mesmo porque só podemos saber da existência de todos os desmandos e denunciá-los por causa dela.

 

Que seja preservada para todo e sempre!

A motivação é a melhor receita e a Economia Comportamental é o remédio

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Dan Ariely, um economista comportamental americano de origem judaica, lança uma instigante obra sobre “A oculta lógica que modela nossas motivações”, e a denomina de “Bonificação” (“Payoff”). E explica a sua motivação pelo trabalho apresentado:

 

“Da sala de reuniões à sala de estar nossa regra com fator motivador é complexa, e por mais que tentamos motivar sócios e crianças, amigos e colaboradores, fica mais claro que a história da motivação é de longe a mais intrincada e fascinante que enfrentamos”.

 

Neste ponto, é fácil retroceder à origem com Elton Mayo da Universidade de Harvard na experiência realizada em Chicago, no bairro de Hawthorne, na Western Eletric Company. De 1927 a 1932. O resultado gerou a Escola de Relações Humanas, ao comprovar que o fator preponderante à motivação era a atenção recebida da administração e a interação permitida, relegando a segundo plano outras condições de trabalho como iluminação, conforto, remuneração.

 

Dan Ariely pesquisou exclusivamente fatores emocionais. Buscou a natureza da motivação e nossa parcial cegueira para descobrir como ela funciona. Por meio de pesquisa metodológica ou de fatos reais chegou à conclusão que existem aspectos aparentemente menos importantes que são fundamentais. Autoria, realização e reconhecimento, precisam ser considerados.

 

Num dos estudos, premiou os grupos com bônus, pizzas entregues nas casas e cartas de reconhecimento pelo bom trabalho realizado. Descobriu que as cartas surtiram mais efeito, e os bônus com valores altos foram desmotivadores.

 

De outro lado, analisou o caso da mistura de bolos Duff, que foi lançada em 1940 nos EUA, e não tinha sucesso, até que se descobriu que a simplicidade de adicionar água e ir ao forno para obter um bolo delicioso era o problema. Ao obrigar a colocar leite e ovos, a consumidora poderia receber os elogios da família sem que se contestasse a sua autoria.

 

A motivação é essencial. Sem ela, não há genialidade alguma que dê conta de coisa alguma.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

Obs. Obras de Dan Ariely
Payoff: The Hidden Logic That Shapes Our Motivations,
Irrationally Yours,
 The Honest Truth about Dishonesty
 The Upside of Irrationality,
 Previsivelmente Irracional: Aprenda a Tomar As Melhores Decisões

Time grande cai sim, viu Inter?

 

Prometi que publicaria dois textos mostrando pontos de vista diferentes em relação ao Internacional, rebaixado à Segunda Divisão, nesse domingo. O primeiro foi do José Renato Santiago, com o título “A queda do Imortal Colorado”, que você pode ler correndo a página para baixo. Agora, o outro lado: o gremista e jornalista Airton Gontow manda o seu recado. Aproveite e compartilhe:

 

Por Airton Gontow

 

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Chega de falácia!

 

Chega de frases de marketing!

 

O Inter, que não ganhou diversas competições, não é “Campeão de Tudo”!

 

O Inter, que pintou o mundo de vermelho, como um belo entardecer, não é mais campeão do mundo que o Santos, de Pelé, Pepe e Coutinho ou o Flamengo de Zico, Júnior e Adílio.

 

Não, o Mundial do Inter não vale mais que o do Grêmio, “porque o Mundial não era Fifa”.

 

Em 83, Renato Gaúcho, Hugo de Leon, Mário Sérgio e Paulo Cesar Caju desmentiram Yuri Gagarin e mostraram que a Terra não é só Azul, mas Azul, Branca e Preta.

 

Há centenas de matérias, como na decisão da Libertadores de 1980 entre Inter e Nacional, com dirigentes, jogadores e torcedores colorados falando sobre seu sonho de ser campeão do mundo no final do ano, em Tóquio.

 

Aliás, foi um castigo do destino que o pior dia da tua história tenha caído exatamente na data em que nós, gremistas, festejamos os 33 anos da conquista do nosso maior título, que tanto procuras deslegitimar.

 

Time grande cai sim!
E tu és grande, Inter!
És o maior campeão gaúcho!
És tri campeão brasileiro, o único invicto!
És campeão da Copa Sul-Americana, a Segunda Divisão da América!
És bicampeão da Libertadores!
És um campeão mundial!

 

Tu tiveste Falcão!
Tiveste Carpergiani.
Tiveste Manga e Tesourinha.
Claro que és grande!

 

Saiba, caro rival Colorado, que time grande cai até mesmo impulsionado pela própria grandeza. Quando tudo dá errado, para o grande é na maioria das vezes até mais difícil reverter a queda. Como um caminhão (ou um trator) desgovernado ladeira abaixo.

 

Um dia, passado o choque de realidade, tu voltarás ao teu lugar de Direito (sem trocadilho, claro, com tuas ações no STJD).

 

Triste, né, que teus fanáticos torcedores tenham recebido o choque de realidade de forma tão doída?

 

Era tão óbvio!

 

Se um time que tem sete títulos nacionais, como o Grêmio, cai, porque um time que conquistou quatro títulos nacionais não cairia um dia?

 

Se cai para a Segundona uma equipe que tem um moderno estádio para 60 mil pessoas, a Arena (para muitos o mais belo do País) porque um time com um velho e belo estádio restaurado, com 50 mil lugares, não poderia ir para a Segunda Divisão, também?

 

Se o tricolor gaúcho, sexto colocado no ranking das maiores do País, já foi para a divisão de Acesso, porque o Colorado, com seus torcedores, que formam a nona torcida do País, não iria um dia cair para a segunda divisão, também?

 

Se os azuis, que em 2017 disputarão sua 17ª. Libertadores – a Primeira Divisão da América – desce para a Segundona, porque os vermelhos, que sonham em um dia jogar sua 12ª. Libertadores, não iriam cair um dia?

 

Se o Clube com a terceira posição em número de sócios do País já conheceu o inferno da Segunda Divisão, porque o quarto colocado em quantidade de associados não amargaria também a divisão de baixo do Campeonato Brasileiro?

 

O time que formou, desde gurizinho, o mais famoso jogador de futebol brasileiro das últimas décadas, Ronaldinho Gaúcho, já caiu!

 

O primeiro colocado no Ranking da CBF já caiu!

 

Então, quem é que acreditava de fato que um Clube que não conquista um Brasileiro desde 79 e uma Copa do Brasil desde 92 ficaria eternamente na Primeira Divisão do Campeonato Nacional?

 

– Elementar meu caro Carvalho, quer dizer, Watson!

 

Para os colorados, um alento: se o Inter mereceu descer, desta vez, vocês não mereciam essa queda, tamanha as demonstrações de amor e fidelidade. Não, vocês não mereciam, mesmo com a vossa arrogância da última década. Afinal, ela é de direito dos torcedores vitoriosos. Mas não dos dirigentes que comandam um clube.
Mal vejo a hora de começar 2017.

 

Como sempre na história da rivalidade gaúcha, a “secação” estará em campo em todos os jogos. Afinal, torcemos tanto pelas vitórias do nosso time quanto pelas derrotas do maior adversário.

 

No ano que vem, nós gremistas estaremos de olho na tv para que o Inter não consiga retornar à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Já os colorados estarão torcendo, desesperadamente, para que o Grêmio não chegue à sua terceira Libertadores e ao seu segundo Mundial.

 

A queda do ‘Imortal’ Colorado

 

 

O caro e raro leitor deste blog há de considerar estranho. Acostumado que está em ler minhas Avalanches apaixonadas pelo Grêmio, depara-se com um post dedicado ao Internacional, e logo após o seu rebaixamento à Segunda Divisão. Desde domingo, tenho recebido uma série de colaborações de leitores, ouvintes e amigos que curtem o futebol como eu. Decidi, então, escolher dois deles para representar os dois grupos majoritários desses escrevinhadores: os que torcem para o Inter e os que torcem contra o Inter.

  

 

O primeiro deles é de José Renato Santiago, autor do site Memória Futebol, que conta sua admiração pelo colorado; o segundo, que será publicado em seguida, é do Airton Gontow, gremista de quatro costados.

  

 

Vamos a eles:
 

 

 

Por José Renato Santiago
Do site www.memoriafutebol.com.br

  

 

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Salvador, 23 de dezembro de 1979.

  

 

Estava com meus pais e irmãos na casa do meu tio, onde iríamos passar o Natal.
Naquele dia, no estádio do Beira Rio, Internacional e Vasco da Gama decidiriam o título brasileiro.

  

 

O Colorado, por ter vencido a primeira partida das finais no Maracanã, 2 a 0, com dois gols de Chico Spina, já era considerado o virtual campeão. Aos cariocas caberiam o improvável.

  

 

A equipe gaúcha estava invicta e buscaria o terceiro título brasileito, algo inédito até então.

  

 

Juntamente com meus primos, éramos 10 pessoas. Apenas um deles, vascaíno. Resolveu-se fazer um bolão. Dentro de uma caixa foram colocados números de 2 a 11. Saudade do tempo em que eram apenas estes números (e que goleiros não marcavam gols). Cada um pegaria um número. O vencedor seria quem pegasse o número do autor do primeiro gol da partida.

  

 

Se não tive a sorte de pegar o número 9 dos centroavantes, Bira, goleador que viera do futebol paraense, e de Roberto Dinamite, fiquei com o 8, do colorado Jair e do cruzmaltino Paulinho.

  

 

A cada jogada, a minha torcida era pelo 8.

  

 

Aos 40 minutos do primeiro tempo, em jogada iniciada por Mário Sérgio, a bola soprou nos pés de Jair que driblou o goleiro Leão e abriu o placar. Minha primeira e uma das raras vitórias em um bolão.

  

 

No segundo tempo, foi apenas ver a aula de futebol daquele time de vermelho.

  

 

O Internacional jogava demais.

  

 

Comandados pelo técnico Enio Andrade, Benitez, João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão, que marcou o segundo gol, e Jair; Valdomiro, depois Chico Spina, Bira e Mário Sérgio, confirmaram o título, com uma vitória por 2 a 1 que só não foi maior por conta de uma grande atuação de Leão, o goleiro da equipe carioca.

  

 

A vitória colorada, no entanto, significou muito mais para mim. Como imaginar que alguma equipe conseguiria algum dia chegar ao feito de ser tricampeão brasileiro, e ainda mais de forma invicta. Talvez por conta disso, sempre tive certo fascínio pelo Internacional, ainda que não seja seu torcedor.

  

 

Creio que até mesmo para muitos colorados nenhum time foi tão forte quanto aquele que dominou o futebol brasileiro durante a década de 1970, e que deixou para trás as equipes do eixo Rio-São Paulo, que costumavam dominar este cenário.

  

 

Cabe lembrar que até aquele momento o Internacional já era tricampeão, enquanto Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Santos sequer tinham conquistado um único campeonato brasileiro, que começou a ser disputado em 1971.

  

 

Também por conta disso, que entre as cinco equipes que até este ano jamais tinham sido rebaixadas, – além dos gaúchos, Cruzeiro, Flamengo, Santos e São Paulo, ainda que por tabela a Chapecoense jamais tenha sido também – sempre imaginei que o Internacional seria o único que se perpetuaria na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

 
 

 

Pois é, o destino trouxe, mais uma vez, às quatro linhas algo inapelável a qualquer clube, seja de que tamanho ele for.

  

 

Uma pena.

Adote um Vereador: Vai pegar geral!

 

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Ao contrário do que possa imaginar, com base no título deste texto, aqui não escreverei sobre a Lista da Odebrecht e o estrago que fará em quase todos partidos políticos brasileiros, apesar de o assunto que será tratado ter a ver com a necessidade de fiscalizarmos a atuação dos políticos que elegemos. E não me venha com esse papo de que “eu não votei nesses aí”. Se participamos do processo eleitoral – e todo brasileiro, a partir dos 18 anos, é obrigado a participar -, somos responsáveis pelo resultado das eleições.

 

“Pegar geral” foi a expressão que me veio a cabeça assim que recebemos à mesa do café do Pateo, centro de São Paulo, um grupo de jovens interessados em desenvolver o projeto Adote um Vereador, na cidade de São Bernardo, no ABC Paulista. Neste segundo sábado do mês, como fazemos desde 2008, nos encontramos para conversar sobre a experiência que cada um vivenciou no exercício da cidadania.

 

A turma de São Bernardo, formada pela Isabela, Sarah, Emerson e William, chegou bem intencionada e esperamos que siga com este ânimo todo. Queriam saber como levar o Adote para a cidade e qual estrutura deveriam criar para o projeto ser aceito na cidade. E pela Câmara Municipal.

 

Uma das ideias que surgiram foi de convencerem 28 moradores de São Bernardo a participarem do Adote, pois assim teriam um “padrinho” para cada vereador que assumirá o cargo no dia 1º de janeiro. Um desafio e tanto se levarmos em consideração a dificuldade para se mobilizar pessoas em torno dessa causa. Mesmo que a maioria de nós pragueje o tempo todo contra os políticos, e motivos não nos faltam, poucos estão dispostos a reservar um tempo da sua semana para fiscalizar o trabalho deles e cobrar decisões que atendam a necessidade do cidadão.

 

Quando surgiu, o Adote tinha a pretensão de colocar um ou mais cidadãos atrás de cada um dos 55 vereadores da capital paulista. Criaríamos uma rede de informação que ajudaria outros cidadãos a entender melhor o que cada vereador fez (ou deixou de fazer) em seus quatro anos de mandato. Até hoje é comum as pessoas quererem saber quantos vereadores estão adotados. No sábado mesmo, o Ricardo, em nome de mais dois amigos, esteve com a gente pela primeira vez para saber se uma das vereadoras que eles querem acompanhar já tinha “padrinho”. Não, não tinha, e mesmo que tivesse, isso não os impediria de fiscalizar o trabalho da dita cuja. Quanto mais gente de olho, melhor.

 

Mesmo que alguns ainda sigam este ou aquele vereador – e é bom que o façam -, faz algum tempo que percebo ser muito mais prático desenvolver ações em conjunto, ou seja, olhar para a Câmara como um todo, às vezes focando em algum parlamentar que se destaque por iniciativas absurdas ou por comportamento estranho ao parlamento (confesso que fiquei em dúvida quanto a expressão “comportamento estranho”, pois alguém haverá de pensar que estranho no parlamento é fazer o dever de casa). Ou seja, diante de nossos limites, creio que a iniciativa possa ter resultados mais efetivos se decidirmos “pegar geral”!

 

Há um outro projeto em andamento na cidade de São Paulo: no Gabinete 56, criado pelo hacker Pedro Markun, a ideia inicial é mobilizar cada cidadão a escolher um vereador, o que retoma a pretensão inicial do Adote e pode ter resultado positivo a medida que a organização está baseada em tecnologia, o que sempre facilita a vida das pessoas. Ainda não sei quantos aderiram ao projeto e tenho a expectativa de que seja um tremendo sucesso.

 

Além da turma de São Bernardo que ficou de nos atualizar com as informações do trabalho que vão iniciar na cidade, e do Ricardo, que saiu do Pateo decidido a começar o controle de uma das vereadores paulistanas, todos os demais que sentaram ao nosso lado são velhos conhecidos de guerra cidadã: Eliana, Alecir, Rute, Gabriela, Lucia, Nina e Silma.

 

Este foi nosso último encontro de 2016.

 

Em 2017, vamos “pegar geral”!