Lições de Monte Carlo, Brasília e Osasco

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Na tarde de domingo, na final do ATP de Monte Carlo, onde Nadal ao vencer o francês Monfils se igualava a Djokovic em número de conquistas de torneio deste nível, com a 28ª vitória, Dácio Campos ao cobrir o evento pelo SPORTV criou um meme explosivo.

 

Diante de imagens dos camarotes onde a realeza de Mônaco era destaque, Dácio enalteceu os ricos, afirmando que através deles o pobre pode ficar menos pobre, ingressando na classe média através dos investimentos nas áreas produtivas realizados pelos ricos.

 

Os memes apareceram e o UOL Esporte foi confirmar, e Campos, que já tinha comparado Nadal a Moro, não fugiu à responsabilidade, reiterando a opinião.

 

Em Brasília, o evento político da votação na Câmara pelo impedimento da Presidenta, superou a tradicional espetacularização devido ao esdrúxulo desempenho dos deputados. Um desastre oral, funcional e léxico.

 

À The Economist, como a mídia geral, ficou claro que a ocultação das contas do governo pela Presidenta, tema do impedimento, não foi citado, enquanto os interesses pessoais foram a tônica dos votos. A revista, que há poucos dias publicou matéria defendendo o impedimento, ao mesmo tempo em que lembrou a necessidade de eleições gerais, teve a prova de que estava certa.

 

Se a cara da política brasileira era escancarada ao Mundo, no início da noite em Osasco, o nosso velho e saudoso futebol incorporou no time do Audax. A goleada sobre o SPFC teve 462 passes certos contra 215 e 33 errados para ambos. Um show, com alegria, talento individual e sintonia coletiva.

 

Se Dácio Campos pode externar sua opinião, se o Audax pode incorporar o verdadeiro futebol brasileiro, não há dúvida; o que é inadmissível é a exorbitância do êxtase a que fomos submetidos no espetáculo de Brasília.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: fizemos por merecer

 

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Libertadores – Arena Grêmio

 

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O gigante Ramiro marca o gol aos 15min na foto de Lucas Lebel/GrêmioFBPA

 

A sensação de assistir à partida pela Libertadores sem a tensão da busca pelo resultado é incomum. Verdade que esta tranquilidade só pode ser conquistada porque muito esforço, suor e talento foram despendidos até aqui. Sofremos na primeira, na segunda e em todas as demais rodadas desta competição porque assim é a Libertadores. Superamos todos os desafios impostos por adversários considerados pelos críticos, assim que os grupos foram sorteados, como os mais difíceis a serem vencidos. E nos demos ao luxo de chegar a esta última partida da fase classificados, sem riscos e ainda jogando diante da torcida.

 

A tranquilidade desta noite se construiu, também, quando a bola começou a rolar, pois fomos capazes de impor o futebol que tem sido nossa marca desde que Roger assumiu o comando da equipe: marcação intensa, sem espaço para o adversário, toque de bola veloz, muita aproximação e deslocamento.

 

Tenho chamado atenção também para outro fator que se repete jogo após jogo, ao menos a seis jogos seguidos: gols marcados nos primeiros 15 minutos. Hoje, após alguns chutes sem muita pretensão, quando o relógio já se aproximava do primeiro quarto de hora, diante de forte marcação do adversário, e depois uma série de troca de passes com presença de quase toda a equipe, Luan e Ramiro protagonizaram belíssima jogada feita de categoria e atitude.

 

Luan, como sempre, com a bola dominada no pé e a cabeça erguida, deu um passe magistral, foi talentoso e preciso. Ramiro, redescoberto lateral, se agigantou entre os zagueiros. Antes de disparar para dentro da área acenou para seu companheiro de equipe e surpreendeu a todos. Um golaço para tornar a noite ainda mais tranquila.

 

Uma noite tão tranquila que consegui, pela primeira vez neste ano, escrever esta Avalanche durante o segundo tempo da partida. Eu merecia. Nós fizemos por merecer.

 

Mas, como diria Tio Ernesto, é bom não acostumar, porque daqui pra frente só tem decisão.

Empreendedorismo: errar faz parte do negócio

 

 

Oportunidade oferecida por alunos da Fea Júnior, me fez mediar debate sobre empreendedorismo, nessa segunda-feira. Gente interessante no palco e interessada na plateia, facilitam o trabalho do mediador. E foi o que aconteceu nesse encontro.

 

Trago esta experiência para cá, pois ouvi de Heygler de Paula, responsável por parcerias e alianças do programa StartUp Brasil, o comentário de que o erro é parte do processo de construção das startups. Ele chamou atenção para a necessidade de aceitarmos a cultura do erro, pois somente assim conseguiremos aperfeiçoar nosso produto ou serviço.

 

Esta conversa com Heygler e outros parceiros de palco serviu para ratificar o pensamento que desenvolvi com o objetivo de responder a uma das perguntas feitas no “Papo de Professor” do Sebrae Pronatec, que compartilho com você neste post.

Empreendedorismo: perguntas e respostas

 

 

Fui criado com a ideia de ser funcionário com carteira assinada, porém as andanças na profissão me mostraram que havia outros caminhos a seguir. O jornalismo me abriu perspectivas diferentes com a realização de palestras, cursos na área de comunicação e até mesmo com o lançamento de livros. Mesmo dentro do curso natural da profissão, percebi que era necessário desenvolver visão empreendedora no negócio, inovando na forma de fazer o jornalismo e no uso dos instrumentos à disposição, liderando equipes de trabalho e atuando com independência e responsabilidade. Características que considero importantes para quem pretende abrir seu próprio negócio.

 

O tema do empreendedorismo, no entanto, foi entrar de forma mais frequente na minha pauta quando, há cinco anos, passei a apresentar o quadro Mundo Corporativo, na CBN, onde entrevistamos empresários, executivos, consultores, analistas e todo tipo de especialista no assunto. Há cerca de dois anos, tenho entrevistado, também, jovens empreendedores para o quadro CBN Young Professional, e, mais recentemente, criamos a faixa “Cuide da Sua Carreira”, no Jornal da CBN.

 

Foi, provavelmente, a partir dessas experiências na rádio, que fui convidado pelo Sebrae para o projeto Papo de Professor, no qual tive de responder a perguntas sobre empreendedorismo. Professores que participam do Sebrae Pronatec inscreveram perguntas no site do programa e três delas eram selecionadas por dia para serem respondidas, em vídeo. Pode parecer lugar comum, mas foi, sim, um tremendo desafio, pois a cada questão obriguei-me a dar lógica a muitas das ideias que venho desenvolvendo sobre o tema.

 

O resultado desse trabalho, que foi publicado semana passada para os integrantes do Sebrae Pronatec, compartilho com vocês a partir de hoje aqui no Blog e nas redes sociais (no Facebook e no Twitter). Originalmente, respondi três perguntas por vídeo, mas para facilitar o acompanhamento, editei os vídeos e cada um tem uma questão respondida e será publicado separadamente. Falei de inúmeros temas relacionados ao empreendedorismo, desde os mais confortáveis como o que trata de comunicação até os mais complexos, para os quais foi exigido um pouco mais de pesquisa e fontes referenciadas.

 

No primeiro vídeo, que publico acima, respondo como saber se estamos diante de uma oportunidade ou apenas uma ilusão empreendedora.

Quintanares: Pequena crônica policial

 

 

Poesia de Mário Quintana
Publicada em Antologia Poética
Interpretada por Milton Ferretti Jung

 

“Jazia no chão, sem vida,
E estava toda pintada!
Nem a morte lhe emprestara
A sua grave beleza…
Com fria curiosidade,
Vinha gente a espiar-lhe a cara,
As fundas marcas da idade,
Das canseiras, da bebida…
Triste da mulher perdida
Que um marinheiro esfaqueara!
Vieram uns homens de branco,
Foi levada ao necrotério.
E enquanto abriam, na mesa,
O seu corpo sem mistério,
Que linda e alegre menina
Entrou correndo no céu?!
Lá continuou como era
Antes que o mundo lhe desse
A sua maldta sina:
Sem nada saber da vida,
De vícios ou de perigos,
Sem nada saber de nada…
Com a sua trança comprida,
Os seus sonhos de menina,
Os seus sapatos antigos!”

Mundo Corporativo: Fernando Perri, da Vivenda do Camarão, e os processos para tomar uma decisão

 

 

“Eu costumo passar por quatro processos antes de tomar uma decisão: proposição, deliberação, decisão e ação. A proposta, quando eu faço, é baseada no que eu tenho visto no mercado; analiso aquilo com calma e delibero com gente que entende do mercado; tem pessoas que deliberam, deliberam e não decidem nada, você tem que tomar a decisão; a última etapa, sem dúvida nenhuma, é a ação, ter a coragem de agir, marcar a tua presença”. Essa é a sugestão do empresário Fernando Perri, dono da rede de alimentação Vivenda do Camarão, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

A Vivenda do Camarão surgiu como única solução para diminuir o prejuízo provocado por uma operação de exportação fracassada, a qual Fernando Perri foi obrigado a realizar, em 1984. Desde o susto que tomou, assim que abriu a primeira casa, em São Paulo, até agora, o empresário já conseguiu construir uma rede com cerca de 170 lojas, das quais 50 funcionam dentro do sistema de franquia. Recentemente, Perri lançou um modelo de micro-franquia.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Avalanche Tricolor: alguém aí tinha medo de jogar no Grupo da Morte?

 

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Libertadores – Estádio Casa Blanca,Quito(Equador)

 

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Festa nas alturas, foto de Lucas Lebel/Grêmio FBPA

 

Desde a classificação às oitavas-de-final, na noite de ontem, até o momento em que começo a escrever este texto, já se passaram muito mais horas do que geralmente costumam passar quando transcrevo para esta Avalanche a história escrita pelo Grêmio em campo.

 

A partida se encerrou tarde e prendeu minha atenção até muitos minutos depois do jogo, dada a tensão e emoção provocadas pelo desempenho gremista na altitude de Quito. Difícil colocar a cabeça no travesseiro logo após o apito final do árbitro, enquanto o coração ainda bate acelerado e sabendo que se tem de madrugar para trabalhar no dia seguinte. E o dia seguinte começou sob um turbilhão de informações no campo político e uma dezena de obrigações profissionais. Sim, a cobertura jornalística também está tensa e emocionante.

 

Nada, porém, seria capaz de me impedir de compartilhar com você, caro e raro leitor desta Avalanche, a satisfação de ver o Grêmio jogar com a maturidade com que jogou. Momentos como os vividos na noite dessa quarta-feira precisam ser saboreados. Porque não resultaram do acaso, do imponderável que muitas vezes cruza nosso caminho – a favor e contra. São fruto do planejamento; de um time que teve paciência para se reconstruir no início de temporada, da persistência para preservar seus valores; do cuidado em recolocar as peças no lugar; e da sensibilidade para preparar a cabeça (e o pulmão) de jovens e veteranos para os desafios que teriam de enfrentar.

 

O temor da altitude, justificável pelos transtornos gerados nos times da planície que são obrigados a jogar lá no alto da montanha, foi driblado com maestria, chegando-se cedo, tomando todos os cuidados possíveis e jogando com inteligência. Os mesmos fatores que permitiram que se superasse o prejuízo provocado pelo gramado encharcado.

 

Claro que altitude e charque atrapalham muito e oferecem vantagens ao adversário. Sempre vão exigir, como exigiram, esforço extra, superação e muita confiança. Porém se somarmos talento, planejamento e coragem seremos, como fomos, capazes de vencer a todos.

 

Dos muitos aspectos que me agradaram, está o fato de termos sabido substituir o medo da altitude pelo respeito, o que nos permitiu jogar de forma mais confortável mesmo diante da pressão adversária. Soubemos fazer a bola passar de pé em pé, esticando-a para fugir das poças d’água e encurtado-a para chegar na área, onde o campo parecia mais seco. Houve eficiência, também, pois atacamos duas vezes e marcamos nas duas – aliás, você já percebeu que pelo quinto jogo consecutivo marcamos antes dos 15 minutos. Ainda tivemos maturidade, a medida que mesmo com a ameaça no início do segundo tempo, mantivemos o controle, a ponto de ampliarmos a vantagem no placar. E diante de alguns sustos, soubemos nos defender.

 

O conjunto desta obra, orquestrada por Roger, permitiu que, com uma rodada de antecedência, o Grêmio já esteja classificado à próxima fase da Libertadores. Se alguém pensou que ter caído no grupo da morte seria fatal para as pretensões gremistas, esqueceu da escrita de nossa imortalidade.

Ruído: a solução está na educação (e no mapeamento sonoro da cidade)

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Em 27 de abril, será comemorado o Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído, propondo a educação como solução à poluição. Nessa data, após os 60 segundos de silêncio comemorativo, os candidatos às eleições municipais poderiam fazer barulho simbólico empunhando a bandeira contra a poluição sonora, considerada mundialmente como um problema de saúde pública.

 

O combate à poluição sonora  poderá ajudar numa plataforma ambientalista, aqui em São Paulo.

 

É bem verdade, que o PV – Partido Verde e o candidato Andrea Matarazzo estão mais próximos do tema. O PV pelo conceito partidário. Já Andrea Matarazzo é o autor do PL 075/ 2013 que cria o Mapeamento Sonoro da cidade de São Paulo.

 

O Mapeamento depois da primeira aprovação em plenário segue para a segunda votação. Se passar na Câmara de Vereadores, vai à sanção do prefeito Fernando Haddad. Será importante porque poderá remediar em parte as prerrogativas dadas aos comerciantes e demais agentes de ruídos dentro da nova Lei do Zoneamento.
É bom lembrar que o novo Zoneamento diminuiu as multas aos causadores de ruídos e aumentou os decibéis permitidos. Nesse PL do Mapeamento tal permissividade será corrigida. As fontes emissoras de ruídos em cada bairro serão identificadas e serão estabelecidas Zonas de Tranquilidade.

 

Matarazzo, em entrevista à Pró Acústica News, da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica, ressaltou que:

 

“São áreas que devem ser protegidas e, por meio de um mapeamento, será possível identificar esses tipos de zonas que atualmente possuem um nível muito alto de ruído e, portanto, necessitam da intervenção do poder público para se readequarem”.

 

O Mapeamento resolverá também a atual questão da fiscalização, pois o PSIU não atende domicílios. Com a regulamentação será determinada a entidade que irá cobrir a questão da poluição sonora para cada necessidade.

 

Enquanto esperamos pelo Mapeamento, a graça está no PSIU, que, segundo matéria na Veja SP, atendeu 2.710 casos em 2015 e até março está com 4.457. Quantidade irrisória, mas grande crescimento. Já a gracinha veio de seu diretor, que justificou a redução do valor das multas: “não queremos uma indústria de multas”. Ah, tá!

 

PS: A Bracustica desenvolveu estudo de mapeamento de ruído urbano mostrando o impacto acústico nas proximidades do Minhocão que permite avaliar os níveis de ruído que suportam as fachadas dos prédios do seu entorno. O resultado deste estudo você assiste no vídeo disponível neste post.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

“Star Wars, O Despertar da Força”: bela dica e sem spoiler

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Star Wars O Despertar da Força”
Um filme de J.J Abrams.
Gênero: Ficção Científica.
País:USA

 

Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso enviam através do pequeno robô BB-8, o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill).

 

Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem. (Gente, perdão, copiei a sinopse original pois é muito detalhe e não corro o risco de cometer spoiler)

 

Por que ver:
Amei a Heroína Rey!!! Além de gata é muito poderosa!!! Enfim uma mulher no comando!

 

Acho demais toda e qualquer participação do eterno “Indiana Jones” Harrison Ford.

 

É um filme inocente, que te prende em um balanço de ação e roteiro… Apesar de ser ficção Científica, e nós mulheres não gostarmos tanto, garanto que vale a pena.

 

Como ver:
Do modo mais tradicional possível, Coca Cola e pipoca, se preferir nacionalizar a coisa, Guaraná e pipoca.

 

Quando não ver:
Meu marido estava louco para que meu filho nos fizesse compania, porém ele ficaria sem dormir uns bons dias, pois só tem 4 anos e muitas cenas aparecem monstros, portanto papais, segurem a vontade de incluir os baixinhos nesta, pelo menos até uns 6/7 aninhos.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Adote um Vereador: para incluir na sua agenda cidadã

 

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Um sábado para encher a agenda. Assim foi o encontro do Adote um Vereador, no café do Pateo do Collegio, centro de São Paulo, nesse fim de semana. O calor, parece, afugentou alguns, pois o quórum foi menor do que nos encontros anteriores. Os que lá estiveram, porém, não economizaram esforços para convencer os parceiros de mesa a seguirem em frente na caminhada em favor da cidadania.

 

No Adote, e já falamos sobre isso, discordamos em alguns aspectos relacionados à política, nem todos comungam da mesma ideologia; isto não nos impede de sentamos à mesa e conversarmos sobre os instrumentos que temos para acompanhar o trabalho no parlamento ou transformar nossa cidade.

 

Lei de Acesso à Informação Pública

 

O Danilo Barboza, acompanhado da Sonia, ambos incansáveis na defesa da cidadania, sugeriu que ficássemos atentos ao trabalho que a Rede pela Transparência e Participação Social vem desenvolvendo em favor da Lei de Acesso à Informação, que completará quatro anos, em maio. Estudos do grupo mostram como governos, legislativo, judiciário e ministério público respondem às iniciativas da sociedade na busca de informações que lhe são devidas. Duas certezas: tem muita gente dando as costas para essa lei e muitos de nós ainda não sabemos como usá-la a nosso favor.

 

Para colocar na sua agenda: dia 18 de maio, a partir das 18h, a RTPS estará reunida apresentando alguns casos, na sede da Ação Educativa, na rua General Jardim, 660

 

Aliás, com base no direito do cidadão de ter acesso às informações públicas, a Gabriela Cabral, que sempre está conosco, enviou e-mail à Câmara Municipal para saber como funcionam as emendas parlamentares – aquele dinheiro que os vereadores conseguem separar no Orçamento para atender, suas próprias demandas: geralmente para arrumar uma praça no bairro onde costumam pedir votos, colocar grama sintética em campo de futebol na vila que está no seu reduto eleitoral ou garantir a festa dos amigos do funk, do samba, da marcha por Jesus ou qualquer quer outro segmento que lhes prometa ajuda na próxima eleição.

 

A resposta que recebeu:

 

“Em atenção às solicitações encaminhadas a este setor, cabe esclarecer que não há normatização predefinindo número ou valor de emendas por vereador que serão acolhidas no relatório final (na Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO ou na Lei Orçamentária Anual – LOA). O valor acolhido varia a cada ano conforme o relator do projeto (LDO ou LOA) e das emendas apresentadas. Complementarmente, a Câmara Municipal de São Paulo disponibiliza em seu site a relação das Emendas Parlamentares aprovadas com os seus respectivos autores, valores, descrições e órgãos.

 

Segue, a seguir, o link para acessar essas informações

 

Emendas parlamentares aprovadas no Orçamento de 2016

 

Vale a pena dar uma espiada no destino que os vereadores pretendem dar a R$ 165 milhões dos R$ 54 bilhões que compõem o Orçamento da Cidade de São Paulo. Aquele valor se refere a 800 emendas parlamentares que foram aprovadas no ano passado. De acordo com o relator do Orçamento, vereador Milton Leite (DEM), em entrevista na época da aprovação, o valor é para que os vereadores possam investir conforme demanda da população encaminhadas aos mandatos.

 

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Conselho Participativo das Subprefeituras

 

A Gabriela é conselheira participativa da Subprefeitura Aricanduva/Vila Formosa/Vila Carrão assim como a Rute Pereira, que, também, sempre se faz presente no encontro do Adote. As duas, mãe e filha, além de compartilharem com a gente a experiência no conselho, deram publicidade ao abaixo-assinado que pede ao prefeito Fernando Haddad a apresentação de lei que torne permanente a existência dos conselhos participativos. A lei aprovada em 2013 dá apenas caráter transitório à instituição. Ou seja, os conselhos podem deixar de existir na troca de Governo municipal.

 

Para saber como apoiar esta iniciativa, entre em contato com a Gabriela através de seu perfil no Facebook.

 

Leia mais sobre os conselhos participativos.

 

Cuidando do ambiente urbano na Aclimação

 

Convite que nos foi apresentado, em meio a bate-papo entusiasmado, também foi feito pela Eliana Lucania, que, entre tantas outras atividades, é da Associação dos Moradores da Aclimação. No dia 14 de maio (coloque mais esta na agenda), a entidade vai promover discussão sobre o direito à água e preservação do meio ambiente no Centro de Educação Especial Helen Keller, na rua Pera Azul, 314. Várias entidades se reunirão com o objetivo de definirem iniciativas em favor da recuperação de córregos da região, proteção do lençol freático e melhoria na qualidade de vida dos moradores do bairro. Pelo endereço, você perceberá que o encontro será bem em frente ao Parque da Aclimação – nada mais inspirador.

 

E como o sábado foi dedicado a falar sobre eventos e ações importantes para nossa agenda cidadã, nunca é de mais lembrar que este ano temos eleições municipais e, mais uma vez, você está convocado a escolher seu candidato a vereador. Como os nomes ainda não foram lançados, um bom exercício é começar a pensar como seria o seu candidato ideal.

 

Responda a si mesmo e compartilhe com a gente: o que você espera do seu candidato a vereador?