Avalanche Tricolor: talento e juventude põem mais uma Libertadores na conta

 

Grêmio 2×1 Atlético MG
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Futebol não é matemática, mas a soma de alguns fatores tende a um resultado positivo. Quer um exemplo?

Troca de bola precisa + triangulação de jogadores + drible + chute certeiro =  gol.

E assim foi o primeiro gol do Grêmio.

 

Everton, Marcelo Oliveira, Everton de novo, o drible, o espaço conquistado sobre o marcador e o chute distante do goleiro. Foram eles que protagonizaram a jogada pelo lado esquerdo, capaz de desestruturar o adversário. Poderiam ter sido quaisquer outros dos gremistas em campo, pois Roger teve a capacidade de montar uma equipe que se impõe pelo talento, mesmo que em alguns momentos demonstre imaturidade.

 

Fomos imaturos muitas vezes nesta competição, o que nos fez desperdiçar lances de gols após belas tramas construídas pela equipe; ou ao perder pontos com gols levados nos minutos finais em contra-ataque; ou, como hoje, quando a ansiedade pelo resultado nos impediu de segurar a bola da maneira devida, o que parece ter levado Roger à loucura.

 

Como reclamar, porém, dos efeitos da juventude deste time se foram os jovens, a começar pelo próprio técnico de 40 anos, com idade bem abaixo da média nacional, os responsáveis por alguns dos momentos mais importantes no Campeonato Brasileiro. Hoje, além de Everton, de 19 anos, Luan, do alto dos seus 23 anos, nos ofereceu a alegria da vitória.

 

A propósito: a matemática, esta que não tem quase nada a ver com o futebol, também nos foi favorável no segundo gol. A cobrança de falta foi desenhada na planilha dos jogadores que se reuniram em torno de  Luan. O goleiro deles bem que percebeu que alguma surpresa sairia daquela falta e tentou impedir com todos seus artifícios. Mas nosso atacante calculou com precisão como bater na bola, a força necessária, o ponto certo por onde deveria passar e a distância que esta precisaria percorrer para chegar ao seu destino. O esforço para encontrar o resultado certo incluiu até uma variável: a possibilidade de deslocamento do goleiro. Puxando o traço: mais um gol do Grêmio.

 

Sei lá quanto foi calculada aquela defesa de Bruno Grassi, aos 44 do segundo tempo, mas o lance não poderia deixar de ser citado nesta Avalanche,  até porque, também por causa dele, somamos mais três pontos na tabela de classificação, o que nos permite, entre outras coisas, a chegar ao fim da temporada com desempenho invejável contra os primeiros colocados.

 

Você já fez as contas? Ganhamos quatro pontos de seis disputados com o Corinthians e seis pontos dos seis disputados com o Atlético Mineiro. Isso diz muito do time de Roger.

 

A combinação de resultados na última rodada ainda pode nos dar de presente o segundo lugar e cerca de R$ 6 milhões na conta bancária.  Mas o  que interessa mesmo é que hoje, independentemente da matemática, podemos comemorar com muita alegria a passagem para a Libertadores que, afinal de contas, é o nosso objetivo maior.

 

A foto deste post é do álbum Grêmio Oficial no Flickr

De terror, mudança e Era de Aquário

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Desde o final dos anos 1960, nossa consciência empreende incríveis mudanças e avanços, todos os dias, a toda hora. Quase banal; mas valores que eram até então respeitados vêm sendo estraçalhados. Criança, menino e menina, tem boca mais suja que pau de galinheiro, tem comportamento de marginal e sem sombra de dúvida aprende em casa o que exibe na rua. Só para começar a descrever o panorama.

 

Valores? Mas o que são valores?

 

Nada que se possa comprar com o vil metal, meu caro. Valores são o verdadeiro luxo: nossos talentos, a moral e a ética, que parecem ter ido para a cucuia, como dizia meu pai.

 

Educação Moral e Cívica não dá para encomendar da China pela internet. Sorry, não dá! Esse valores é o que a gente aprendeu em casa e na escola, ricos e pobres, matéria obrigatória em todas elas. Antes de entrar para as salas de aula, os alunos se agrupavam em forma de coro, respeitosamente, em silêncio, a bandeira era hasteada e o Hino Nacional Brasileiro cantado por todos, todos! a plenos pulmões. E era nesse clima que começávamos o dia de estudos de verdade, e a equipe da escola, seu dia de trabalho.

 

Hoje, uma imitação grosseira do civismo se casou com a intolerância e deram à Luz o terrorismo, o ódio e muita morte, muita violência física, moral e de todo tipo que se possa imaginar hoje, porque amanhã nascerão outras. Infelizmente.

 

Incrível como é simples matar um humano e impossível matar uma ideia…

 

O vil metal é o único que continua reinando soberano. Mentira, fuxico, violência e roubalheira formam o hit do momento; um hit fétido e incompreensível.

 

Não sinto que haja um embate entre os que podem mais e os que podem menos; entre os que sabem mais e os que sabem menos, os que ganham mais e os que ganham menos. Sinto que existe uma força nos fazendo acreditar nisso, para tirar vantagem. Conheço o tipo.

 

Mas é o fim do mundo?

 

Nananinanão; é só o começo, meu bem, da limpeza, do expurgo, da desinfecção dos órgãos de dentro e aqueles de fora, para que a gente possa viver e respirar melhor. Nós todos, toda gente, de todo tipo, de toda cor, de todo tamanho e feitio. Toda gente de toda religião, de todo gosto, de expressões únicas e intransferíveis. E respeito, respeito e mais respeito.

 

Eu gostaria de ver, antes de partir desta vida, o povo em paz, sem medo um do outro, sem a diária intenção de desarmonia entre os que invejam tua alegria. Sem a disputa malvada, inescrupulosa e peçonhenta que vemos fermentar. Na Era de Aquário, que vem chegando, devagar, mas vem, tudo isso será História, e as pessoas nem vão acreditar no que vão ler nos seus aparelhinhos, que nem posso imaginar como serão.

 

A tarefa de preparo para que isso tudo aconteça ainda melhor do que podemos imaginar é tua e minha, dele e dela, nossa e deles. Igualmente. Vamos arregaçar as mangas! É em casa que se começa.

 

#éemcasaquesecomeça

 

Pensa nisso, fica com Deus, e até a próxima.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de São Paulo: a primeira pizzaria da cidade

 

Por Elmira Pasquini

 

 

Nasci no Paraíso, em Janeiro  de 1927. Com  10 meses, meus pais mudaram para Itaquera, subúrbio da cidade de São Paulo, a apenas 45 minutos de trem. Naquele tempo, um lugar lindo e gostoso  de se viver.   As ruas eram de terra, não havia luz elétrica nem água encanada. Nossa água de poço era uma delícia, pura, leve e sempre geladinha, muito bem cuidada por papai que era caprichoso em tudo que fazia.  Nossa chácara era à esquerda  da ladeira que saía da estação do trem e terminava no alto onde havia uma igreja católica. Ficava no centro da segunda grande quadra,  sem vizinhos em volta, Tinha um belo jardim, uma gostosa casa, quintal todo cultivado, com horta, pomar e um grande galinheiro, onde até peru tínhamos. Havia muitas chácaras  espalhadas  e uma grande colônia de japoneses, que cultivavam e ainda cultivam flores.

 

Para irmos a cidade dependíamos da Maria Fumaça que descia a ladeira chegando de São Paulo, apitando lá em cima do morro: PIiiiiiiiiiiiiiiiiiiii  … anunciando que estava  pronta com seus vagões para deixar ou pegar passageiros na estação. Quando subia a pequena mas íngreme ladeira puxando o comboio, ia gemendo: “muito peso, pouca força, muito peso pouca força”… e mais lenha na caldeira era colocada.

 

Quando crianças, nossas idas à cidade eram raras, porém anualmente,  uma delas sempre foi marcante. Era na semana entre Natal e Ano Novo. Era um passeio muito aguardado. Papai trabalhava no jornal ” As Folhas” onde, após 36 anos, se aposentou. Quando o bonde que nos trazia da estação do Norte chegava no ponto final, papai já nos aguardava ao lado do relógio da Praça da Sé. Meus dois irmãos e eu vestidos para a ocasião especial, felizes ao lado de mamãe, o procuramos. Ele sempre estava lá, sempre elegante, feliz e sorridente. Por toda nossa vida, isso sempre nos deu muita segurança.
Toda essa expectativa era para, em família, saborearmos uma bela pizza na famosa Cantina do Papai, que era a primeira e única pizzaria de São Paulo na época. Nos acomodávamos, observando tudo ao nosso redor. Pessoas chegavam, saiam e o ambiente era sempre agradável.  Pizza só havia de mussarela,  com ou sem aliche. Estas eram um pouco maiores do que as grandes pizzas de hoje. Papai sempre pedia meio a meio. Era tão saborosa… Para beber, só havia Guaraná e Soda Limonada.

 

Era tão bom ver a família reunida, alegre e feliz. Saboreávamos sem pressa, pois sabíamos que papai voltaria no trem para casa conosco. A festa era completa por tê-lo conosco. Aliás, ele e  mamãe eram lindos e seus rostos transmitiam muita paz.

Mundo Corporativo: Rodolfo Araújo, da Edelman, mostra resultado de pesquisa global sobre inovação

 

 

A relação das pessoas com inovação está muito ligada a solução de problemas contemporâneos, então é para isso que as empresas precisam prestar atenção. A constatação é de Rodolfo Araújo, líder de conhecimento e pesquisa da Edelman Significa, agência que realizou pesquisa com 10 mil pessoas em 10 países, inclusive o Brasil, para entender a cabeça do consumidor diante do tema inovação. O resultado deste trabalho você encontra na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN. Araújo disse que,apesar de algumas empresas serem inovadoras não são boas divulgadoras, pois os investimentos na transformação de produtos e serviços não são percebidas pelo público.

 

O Mundo Corporativo pode ser ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Gestão de marcas: luxo acessível e como evitar a banalização

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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O luxo em si é raro, limitado, de acesso a um número restrito de pessoas, portanto caro.

 

Muitas marcas, porém, mesmo de luxo, mantém em seu portfólio produtos considerados acessíveis ou, como costumamos chamar, produtos de entrada. A ideia é atrair consumidores que admiram e desejam a marca e, claro, ganhar no volume de vendas.

 

É essencial ressaltar que criar um produto de luxo acessível não tem relação alguma com política de descontos ou liquidações. São produtos geralmente de valor muito menor do que os produtos-chave da marca. Grifes de bolsas, carros, moda masculina e feminina são alguns exemplos que apostam nessa estratégia.

 

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Mas poderia uma marca de luxo se tornar banalizada por isso?

 

Se a gestão da marca for rigorosa e seletiva, dificilmente a grife será banalizada ou perderá seu valor perante o consumidor. Os exemplos são diversos como Louis Vuitton, Ralph Lauren, Tiffany&Co., Gucci ou Salvatore Ferragamo, marcas essas tradicionais que oferecem produtos de luxo intermediário e produtos acessíveis como chaveiros, porta-cartões e outros.

 

A francesa Louis Vuitton é exemplo do que falamos anteriormente, ou seja, a grife tem produtos acessíveis sem praticar política de desconto ou liquidação em nenhuma de suas lojas no mundo.

 

Um produto de luxo acessível não abre mão da alta qualidade e mantém ainda uma política de preço e distribuição menos seletivas como faz a grife Armani Exchange, se comparada as demais marcas do Grupo – Emporio Armani, Armani Collezioni ou Giorgio Armani.

 

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Em geral, os produtos de luxo acessível são feitos em série e em grande número de unidades, como os perfumes que têm em seus frascos o nome dos criadores.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Os meus carros e algumas transgressões

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Promessa é dívida. Se alguém leu o texto que produzi, na semana passada, postado na última quinta-feira,dependendo da idade do leitor,talvez nunca tenha visto, nas ruas de Porto Alegre,o carro francês que ilustrou o que escrevi. Tratava-se de um Citröen,novinho em folha,com o qual os meus pais,para minha surpresa, foram visitar-me no Colégio São Tiago, em Farroupilha,onde estava internado. Eu estudava em uma escola marista,em Porto Alegre. Essa,no meio do ano, costumava dar apenas quinze dias de férias aos seus alunos, coisa que me irritou e levou-me a concordar em ser internado. Seja lá como tenha sido, arrependimento à parte, tive o meu primeiro contato com o automóvel novo do meu pai no São Tiago. Fui e voltei nele de casa para a escola e vice-versa.

 

Todas as vezes que ia para casa por pouco tempo, na hora de retornar à escola eu sempre criava um caso. O seu Aldo,meu pai.descobriu um modo de me levar para Farroupilha sem choradeira:me deixava dirigir o Citroën.

 

Não se espantem: eu sentava bem perto dele,o suficiente para que pudesse lidar com a direção. Depois de um ano e meio,voltei para casa. Aos poucos,o meu pai foi me deixando controlar o acelerador, depois, passar para o lugar dele,eu no lado esquerdo,ele, como carona,no direito. Aos domingos,consegui tomar conta do carro com a desculpa de que iria apenas até a Igreja do Sagrado Coração de Jesus para assistir à missa. Se o seu Aldo soubesse que eu ia para a Carlos Gomes correr com o Citroën de uma ponta à outra, ida e volta,não acreditaria.

 

Sempre passava pela igreja no fim da missa para não gerar desconfiança ao meu pai. Em um certo domingo,vi uma vizinha saindo da missa e resolvi lhe dar carona. Vai daí que, ao abordar o último cruzamento antes da minha casa,um táxi, cuja marca não lembro,mas um carro bem forte,bateu no para-lama traseiro do Citroën. Quando parei em casa,papai estava na porta. Precisei mostrar-lhe o estrago,que não chegou a ser grande,mas… O meu pai me deixou um bom tempo sem o “francesinho”,como eu havia apelidado o nosso carro.

 

Na ocasião, eu ainda não possuía carteira de motorista porque estava somente me aproximando dos dezoito anos. A primeira providência que tomei ao completar a maioridade foi pedir ao papai que me emprestasse o Citroën a fim de que eu pudesse ir até o Palácio da Polícia. Em uma de suas dependências os candidatos a tirar carteira de motorista mostravam se estavam aptos para dirigir um veículo.

 

Não se espantem,novamente: ninguém me acompanhou,coisa que tive de fazer quando os meus filhos prestaram exame de sinais e mostraram que sabiam dirigir. Um guarda aproximou-se de mim e mandou que eu entrasse no Citroën. Obedeci e ele me ordenou que desse uma volta na quadra ou algo assim,não lembro bem. Recordo-me –isso jamais esquecerei– que após rodar muito pouco, o inspetor tirou do bolso um livreto no qual estavam impressos os sinais de trânsito. Pensei:agora,ficarei sabendo se passei no exame ou rodei. O policial civil, calmamente, passou o livreto às minhas mãos,disse-me quanto esse custava e me encaminhou para um gabinete em que a minha carteira estava prontinha para ser usada.

 

Faz algum tempo,quem pretendia seguir dirigindo,era obrigado a fazer um exame, proposto em um computador,visando a saber se continuava apto para ter sua carta aprovada.Sofri mais nesta do que no meu primeiro exame.E saibam que me exercitei muito para não cometer erros fatais.

 

Volto ao Citroën para recordar que o “francesinho” morou vinte anos na casa paterna. Já casado e pai de três filhos,comprei-o do avô deles em módicas prestações e levei o automóvel para pintar e recuperar a parte mecânica. O meu pai nunca decidiu dar a segunda mão na pintura opaca com a qual ele desembarcou e foi direto para a revenda de um “cavalheiro” que ficou de pintar o Citroën com o preto brilhante. Seria a sua tinta original,não fosse o fato de o Snizek, essa a revenda Citroën e esse o sobrenome do empresário, “esquecer” da pintura capaz de deixar o automóvel bem mais bonito. Seja lá como tenha sido,após o “tratamento” que deram na oficina especializada em chapeamento e pintura, deixei-o em uma oficina especializada em radiadores. Rodei mais um pouco com o carro e tive de parar na Rua Washington Luiz: abri o capô e o automóvel foi coberto pela fumaça provocada pelo excessivo calor do motor. O seu Aristides, mecânico, que era nosso vizinho e onde eu guardava o Citroën,deu um jeito visando a minimizar o estrago sofrido pela máquina.

 

Só então,após ter perdido a paciência com o já velhote “francesinho” e seus muitos percalços,pus o Citroën à venda. Um dos técnicos da Rádio Guaíba e meu colega,resolveu comprar o automóvel,mesmo sabendo que seria arriscado. Não me perguntem por quanto o vendi. Nessa altura,o meu pai já havia concordado em comprar um Volks novinho em folha. As trocas por Volks zero quilômetros foi quase anual. O seu Aldo Jung dirigiu automóvel até perder a confiança em si próprio. Ah,desulpem-me: ia esquecendo que, se não estou enganado,a cada ano ou pouco mais do que isso,o meu pai comprava um Volks novo e eu ficava com os que, agora, são chamados de seminovos.

 

Antes,porém,dessas rápidas trocas de um Volks por outro Volks e assim por diante,Pedro Pereira,que aprovei na condição de chefe dos locutores da Rádio Metrópole e,mais tarde,facilitei o seu ingresso na Guaíba,depois que ele trabalhou na Difusora,levou-me à Copagra,onde achei um Gordini que me agradou e o qual comprei. Fiquei com esse carrinho por um tempo razoável e não me arrependi. Era valente e me serviu direitinho.

 

Tenho mais assuntos sobre carros novos e usados,mas vou pedir ao Mílton,comandante deste blog,que me dê um descanso (risos). Vou,com Malena,ver o que o homem que está assumindo a Presidência da Argentina e que já deu um trato em Buenos Aires,quando foi prefeito da Capital,fará para o seu país. Gostei de saber que,antes mesmo de comandar o seu país,não vai aceitar que a Venezuela continue fazendo parte do Mercosul,algo sem nenhum sentido,principalmente por ser governado por um ditador.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Mulheres, ocupem os espaços de decisão!

 

Milena Franceschinelli
Movimento Ocupe os Conselhos

#AgoraÉQueSãoElas

 

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O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015, elencou entre seus 10 eixos prioritários da política pública de gênero o “Fortalecimento e participação das mulheres nos espaços de poder e decisão”. Mesmo entre as prioridade, esses espaços de poder e decisão muitas vezes são desconhecidos da maioria das brasileiras. A maior cidade do País, São Paulo, é um triste indicador: prestes a completar aniversário de cinco anos, tramita a passos lentos, desde 2011, na Câmara Municipal paulistana, o Projeto de Lei de criação do Conselho Municipal de Direitos da Mulher de São Paulo.

 

Os Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher são promotores e fiscalizadores locais das políticas públicas dos direitos da mulher. São a instância primeira, a base de sustentação da participação social nas cidades, as mais próximas das cidadãs. Não ter o conselho é estar mais vulnerável.

 

A articulação entre a administração pública municipal e a sociedade civil está entre as importantes atribuições dos Conselhos. Em pesquisa realizada, em 2013, o IBGE destaca que somente 17,5% dos municípios do País tinham esse tipo de conselho, refletindo a “reduzida interlocução entre as reivindicações das mulheres e os gestores locais”.

 

A invisibilidade dos conselhos em funcionamento é outro fator alarmante para todas as mulheres. É o que acontece com o Conselho Nacional de Direitos da Mulher com mais de 30 anos de existência: permanece ignorado pela maioria da população.

 

Ocupar os conselhos em todas as instâncias de poder é fundamental para dar celeridade nas conquistas por novos direitos e resistir diante de ameças como a PL 5069.

 

Apenas 12% de Prefeitas no Brasil e somente 17,5% dos municípios contam com Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher, segundo o IBGE

 

Desde 1997, a legislação eleitoral prevê a determinação das cotas de sexo, 30% no mínimo e 70% no máximo de cada gênero. Essa cota foi sistematicamente descumprida pelas agremiações partidárias e contaram também com a tolerância do Poder Judiciário. Somente em 2014, o TSE fez um enfrentamento público da questão lançando a campanha nacional “Mais Mulheres no Poder”.

 

As Prefeitas são representativas quando falamos de poder de decisão das mulheres no Brasil. Em 2001 eram apenas 6%. Dobrou em 2013, chegando a 12% ou 675 cidades onde mulheres estão à frente do executivo municipal, segundo o IBGE. Mesmo com mais formação educacional, as prefeitas tem menos chances de serem reeleitas. Se mulheres votarem apenas em mulheres este cenário já sofreria grandes mudanças.

 

A participação dos diferentes grupos populacionais focalizados pelos órgãos gestores da política de gênero evidencia um perfil de mulher onde as prefeituras investem. As idosas são o primeiro grupo a ser considerado com 83,7% e as mulheres com deficiência o segundo, com 47,9% preferidos das Prefeituras. As preteridas são as mulheres indígenas com apenas 15,9%, seguidas de lésbicas com 26,2% e negras com 38,1%

 

Hoje, em 2015, a mulher brasileira com maiores chances de participação e acesso as políticas públicas de gênero são idosas, com deficiência, brancas, residentes em cidades grandes (população acima de 500 mil pessoas).

 

Você está dentro do perfil ?

 

FONTE: 11a edição, a Munic – Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE investigou todas as 5.570 municipalidades existentes no País, sendo o Bloco Política de Gênero resultante de convênio institucional firmado entre o IBGE e a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Charis Tsevis no Flickr e segue as recomendações de criação comum

Piora geral no Zoneamento de São Paulo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A apresentação da nova lei do Zoneamento prometida pela Comissão de Política Urbana para terça-feira da semana passada foi suspensa sem prévio aviso. No dia seguinte, quarta-feira, 17, foi colocada na internet e marcada, para segunda feira, 23 a primeira audiência pública.

 

O texto provisório da Lei do Zoneamento, que contém 64 páginas, 16 quadros e 33 mapas, teria que ser analisado durante o fim de semana prolongado. E a forma de apresentação não facilitava a análise do conteúdo. Os mapas setorizados com as regiões são únicos sem apresentar os limites de cada área. Além de não indicar o nome das ruas, apenas das avenidas.

 

Não bastasse a discriminação na recepção aos grupos de moradores e a suspensão na hora da apresentação do projeto, surgiu também esta exiguidade de prazo para análise. Fato que levou algumas entidades ao Ministério Público para solicitar prazo maior para a primeira audiência. E, obtiveram resultado, transferindo as audiências. Apenas a de ontem foi realizada porque não havia tempo para transferência.

 

Embora chamada de “participativa” pelo Poder Público, as restrições e os cerceamentos que caracterizaram esta fase operacional não foram levados ao conteúdo do projeto. Muito pelo contrário. No geral as irregularidades de ocupação comercial foram liberadas e ampliadas, como a Av. Morumbi que passa a ser corredor em toda a sua extensão, assim como a Rua Estados Unidos.

 

Esta postura liberal ao comércio é bastante questionável, pois o passado tem demonstrado que a tendência é transgredir e ocupar espaços preservados. O poder público ao se antecipar e liberar áreas residenciais para atividade de negócios está se arriscando. Tanto no aspecto da administração municipal, restringindo áreas de preservação, quanto na visão comercial, ampliando as regiões potenciais, como se faltasse hoje na cidade espaço para lojas, consultórios, e escritórios.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mãos Talentosas: A História de Benjamin Carson

 

 

FILME DA SEMANA:
“Mãos Talentosas: A História de Benjamin Carson”
Um filme de Thomas Carter
Gênero: Biografia
País:EUA

 

A História do neurocirurgião talentosíííííssimo Ben Carson – sim, o atual candidato a vaga à presidência dos EUA.

 

Por que ver:
A vida deste homem é repleta de superações. Ele era pobre, não tinha pai, sua mãe analfabeta e ia mal na escola… Mas com muito eforço e estudo, se torna uma lenda viva ao separar, com sucesso, dois gêmeos siameses ligados pelo cérebro…

 

Eu amo biografias, e de médicos então… Esta história é imperdível e um grande exemplo de alguém conseguir por puro mérito um lugar ao sol.

 

Como ver: Pega aquela molecada preguiçosa para estudar e vejam juntos… hoje em dia sinto muita falta de heróis, e este certamente é um deles.

 

Quando não ver: Esta desconfiado que o lançamento do filme e a candidatura do Sr. Ben não foi nenhuma coincidência e, portanto, vai boicotar o filme? Vai fundo então, mas aviso que você vai perder um filmaço!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos e agora está te desafiando, vai amarelar?

Já não se faz mais como antigamente

 

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Em conversas frequentes com estudantes de jornalismo, esforço-me para mostrar que a escolha que fizeram faz muito sentido em uma época na qual a informação e, por conseguinte, o desenvolvimento de conteúdo são essenciais. Tento não repetir o que ouvia já nos meus tempos de faculdade – e lá se vão mais de 30 anos – quando éramos visitados por profissionais, alguns bastante respeitados pelos jovens, que insistiam em nos desestimular pela falta de perspectiva que haveria na profissão: “já não se faz mais jornalismo como antigamente”. E não se fazia mesmo. Como hoje, aliás. Esse, porém, é assunto para outro texto.

 

Escrevo sobre o saudosismo que me parece permear as emoções de muitos dos profissionais já estabelecidos no mercado, e alguns, inclusive, afastados por aposentadoria consentida ou forçada, para destacar opinião do ex-jogador Tostão, publicada em reportagem do jornal O Globo, na edição de sábado, 21 de novembro. O gancho para o texto do jornalista Carlos Eduardo Mansur foi a reclamação de alguns dos atuais jogadores da seleção brasileira, expressa em entrevista por Daniel Alves, quanto as críticas proferidas por comentaristas esportivos que já jogaram futebol.

 

É verdade que a seleção brasileira, treinada por Dunga, não é empolgante e o porre do 7×1, sob comando de Luis Felipe Scolari, deixou-nos com uma ressaca que será eterna enquanto dure. Mas também é verdadeiro o fato de que projetar as glórias, táticas e dribles do passado para os gramados atuais é uma injustiça, pois a forma de jogar futebol mudou por completo diante de estratégias mais bem organizadas e pelo desenvolvimento físico de atletas – haja vista a força e a velocidade com que atuam hoje.

 

Não quero, porém, me ater ao futebol. O que me interessa na opinião de Tostão é a explicação que dá para esta reação comum na maioria de nós quando nos referimos a realidade vivida no passado, às vezes, recente:

 

“Isso não é pecado, não é deturpação, não é vigarice. É da vida, é de todo tipo de atividade. Há o ex-jogador que vive ligado ao passado, não assume ou não se identifica com a sua vida atual. Vive enamorado do que ele foi: “Na minha época era melhor”. É a tal memória afetiva. O sujeito vive uma época de glória e tem dificuldade de viver o momento. São componentes humanos habituais, até mesmo o receio de que surja alguém melhor do que ele foi”.

 

Gosto de ler o craque – do jogo e das palavras – porque sintetiza com clareza pensamentos que minha capacidade de se expressar, muitas vezes, não permite.

 

A reflexão feita por Tostão deve servir de alerta para profissionais de todas as áreas, independentemente de onde atue. Em nome do saudosismo, criticamos o que é feito aqui e agora, ficamos a nos lamentar e a praguejar o novo com o qual nos deparamos no escritório e na empresa (ou na redação, no caso dos jornalistas). Exaltamos o passado por temer nossa incapacidade de se adaptar ao que está para acontecer. Assim como remetemos o pensamento ao que foi porque a memória é seletiva e nos faz esquecer quanto difícil eram os processos e quantos erros cometíamos.

 


Sem perder as referências que ajudaram a construir seu conhecimento, deixe o saudosismo para trás, prepara-se para as mudanças e se adapte a regra do jogo. Ou invente o seu próprio jogo. Pois já não se faz mais nada como antigamente.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Rhea Monique, no Flickr, e segue as recomendações de criação comum