Novos assessores podem custar até R$ 7milhões em gastos extras na Câmara Municipal de São Paulo

 

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Danilo Barboza
Movimento Voto Consciente

 

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em votação relâmpago, em três dias, desde o protocolo do projeto à votação em plenário, um aumento de 660 assessores de livre provimento para os gabinetes dos vereadores. Isto é um absurdo.

 

Não estarão contratando assessores, e sim cabos eleitorais – com o nosso dinheiro, pois estes assessores poderão ser usados para “trabalhar nas bases”. Estarão estabelecendo uma vantagem injusta e, a meu ver, ilegal sobre todos os eventuais candidatos que com eles concorrerem em 2016 – o TRE pode ter uma visão interessante sobre isto. De novo: com o nosso dinheiro. Estarão aumentando em muito a disparidade entre a quantidade de funcionários concursados e os de livre nomeação trabalhando na casa.

 

Alegam os vereadores que não haverá custo extra, pois a verba de gabinete, donde sai o pagamento dos assessores, não aumentou. Isto não é verdade, pois o auxílio refeição e o bônus de fim de ano não estão incluídos nesta verba de gabinete. Estima-se um gasto extra com essas duas rubricas de R$ 4 milhões neste ano e de R$ 7 milhões, em 2016.
 

 

O projeto foi aprovado em primeira votação. A próxima sessão da Câmara será hoje quando os senhores vereadores já estarão votando, e, certamente, aprovando em segunda e final votação, o projeto dos assessores.

 

E será que alguém gostaria de patrocinar um bolão sobre o tempo que demorará a apresentação de outro projeto aumentando a verba de gabinete?

 

Será que o Presidente da Mesa Diretora, que protocolou o projeto, aceitaria colocar um artigo proibindo aumentos da verba de gabinete, afora os advindos do crescimento vegetativo do valor?

 

Você pode dar sua opinião sobre a contratação de mais de 660 assessores na Câmara de Vereadores: vote se é a favor, contra ou tanto faz no site do Adote Um Vereador

Associação Comercial vê a atual SP como a ideal. Você concorda?

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Em clara defesa de alguns comerciantes e proprietários de imóveis localizados em áreas com restrições, Alencar Burti, presidente da ACSP-Associação Comercial de SP e da FACESP-Federação das Associações Comerciais de SP, através de artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, sugere que a nova Lei do Zoneamento respeite a realidade atual de São Paulo, pois segundo ele esta é a verdadeira cidade e deve ser mantida.

 

Leia aqui o artigo assinado por Alencar Burti no Estadão

 

Manifestação um tanto parcial, se considerarmos o abrangente papel da ACSP através do tempo quando a entidade destacou-se nos momentos mais relevantes da história brasileira e paulista. Lutando sempre no sentido de romper, mudar e melhorar.

 

Burti, ao propor legalizar as ocupações em áreas desvirtuadas, segundo ele pelo tráfego, desconsidera que os comerciantes ilegais de então participaram da descaracterização tanto quanto a Companhia de Engenharia de Tráfego-CET, que, como sabemos, atua divorciada da cidade, em benefício somente do trânsito.

 

Até a fraca postura da Prefeitura em relação às Zonas Estritamente Residenciais-ZERs é temida por Burti, que é direto na proteção ao comércio:

 

“boa parte do comércio nesses lugares já está instalada e em pleno funcionamento. Proibi-lo causaria prejuízos aos comerciantes, que teriam de fechar as portas ou se reorganizar, buscar outro local que autorize o comércio. Isso não está nos planos do empreendedor, que já sofre as dificuldades de manter um negócio”

 

Burti sugere ainda que as ZERs contemplem espaço para farmácias, padarias, escritórios, etc. Justo esse que é o ponto mais vulnerável e agressivo da proposição. Os moradores das ZERs são categóricos em afirmar que não querem os corredores comerciais e esperam que se ponha fim ao atual sistema de degradação crônica.

 

A cidade de São Paulo oferece um complexo de shoppings, ruas especializadas, centros de convenção, hotéis, cinemas, teatros, bares, restaurantes, casas de show, estádios e tudo o mais. Será que precisamos ainda mais?

 

Ou devemos mudar conceitos e buscar mais qualidade. De vida e de cidadania?

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Elsa e Fred: para pensar sobre a única certeza da vida

 

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA
“Elsa e Fred Um Amor de Paixão”
Um filme de Marcos Carnevale.
Gênero: Amor.
País:Espanha/Argentina

 

Dois senhores se apaixonam… Elsa é cheia de vida e Fred rabugento e melancólico. Fred é o novo vizinho de Elsa e ele acabou de perder a esposa. A urgência pela vida é grande. Os dois não terão um futuro juntos. Querem viver o momento; cada um a seu modo.

 

Por que ver:
É um daquele filmes que te leva a uma reflexão profunda sobre nossas vidas seja qual for o momento dela. Nos leva a pensar sobre a única certeza que insiste em estar presente a cada resfriado que pegamos… a morte. Será que estou inteira em minha vida, no meu trabalho, com meu marido e filho, amigos? Cada vez que assisto a este filme, me dá uma vontade louca de viver, um momento Carpe Diem total.

 

Existem duas versões do filme, uma mais atual, com um de meus atores favoritos na pele de Fred, Christopher Plummer, e, interpretando a Elsa, a Shirley Maclaine; e a versão argentina que foi a que eu vi. Portanto, estou falando da versão original, ok?
Nessa, a atuação do casal é tão soberba, precisa e tocante, que a cada olhar e a cada gesto nos faz estar na pele daquele personagem, expondo nossa própria história com uma crueza cortante. É aí que fica evidente o quanto este filme/roteiro foram construídos em cima do talento destes atores que são capazes de nos despirem com suas atuações.

 

Como ver:
Com alguém bom de papo. A conversa vai durar por horas.

 

Quando não ver:
Se você tiver menos de 10 anos(classificação do filme), no mais, vale tudo.

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Aqui no Blog do Mílton Jung, sempre disposta a oferecer uma boa sugestão para você

Avalanche Tricolor: no futebol, o Grêmio sempre terá a minha preferência

 

Avaí 1 x 2 Grêmio
Brasileiro – Ressacada/Florianópolis (SC)

 

Gremio x Palmeiras

 

O dilema é antigo e, apesar de para mim sempre ter sido coisa bem resolvida, sei que muita gente ainda tem dúvida sobre seus próprios sentimentos: você prefere ver a seleção campeã a comemorar o título de seu time? Nunca pestanejei: quero o Grêmio campeão e azar de quem não gostar do que penso. Prova disso foi o que aconteceu nesse sábado em que o futebol tomou conta da programação a partir da tarde com a rodada do Campeonato Brasileiro e se estendeu à noite com a Copa América.

 

Ver o Grêmio em campo me causa muito mais apreensão e nervosismo do que a seleção. E não é por confiar menos no time gremista. É por torcer mais. Desejar muito mais uma vitória nossa do que qualquer outra (ao menos quando a referência é o futebol). E, nesse sábado, o desejo da vitória começou a ser atendido quando ainda nem havia me ajeitado direito no sofá.

 

Em jogada relâmpago, a pressão gremista provocou o erro da defesa adversária e, com apenas seis toques na bola, a partir da nossa intermediária, Pedro Rocha apareceu na entrada da área para marcar. Soube depois da partida, porque durante o jogo o locutor da televisão insistia em repetir que o gol havia sido no primeiro minuto de jogo, que nosso atacante fez o gol mais rápido do campeonato ao assinalá-lo aos 37 segundos. Foi o suficiente para voltar a ouvir elogios ao talento do jovem Rocha, apesar de não me iludir com isso, pois bastará uma partida dele sem gols, um erro diante do goleiro, para surgirem os que implicam com o futebol do guri. Dia desses houve até quem escrevesse que ele não era um atacante de verdade para explicar o gol desperdiçado na derrota para o São Paulo.

 

Aliás, lembro ter lido em algum lugar qualquer, após aquele mesmo jogo contra o São Paulo, que Luan era um “moscão”, a alegria dos zagueiros, o meia do drible para trás e outras coisas do mesmo nível. Com seu estilo diferente de jogar e difícil de marcar, Luan já é o segundo goleador do time, o que mais finaliza, dribla e dá assistência a seus companheiros. Nesse sábado, ainda marcou um gol em excepcional cobrança de falta. Colocou a bola por cima da barreira e no ângulo, como manda a cartilha. Foi mestre em segurar o jogo quando éramos pressionado e quase voltou a marcar no segundo tempo, após sequência de dribles dentro da área.

 

Claro que a vitória não poderia ser tão tranquila assim, especialmente por estarmos jogando na casa do adversário. A reação haveria de acontecer nem que fosse pela força de vontade, já que tecnicamente éramos superiores. No entanto, nossos laterais substitutos funcionaram bem, com destaque para o garoto Marcelo Hermes. A defesa se garantiu como pode e Tiago voltou a mostrar valor. Os volantes também deram conta do recado, ao menos enquanto Walace e Maicon formaram a dupla à frente da área. E nosso conjunto mesmo pressionado garantiu a primeira vitória fora da Arena.

 

Assim que se encerrou a partida, com o Grêmio beliscando a terceira posição e se aproximando do líder, situação que pode mudar conforme a combinação de resultados deste domingo, satisfeito com a vitória, peguei o casaco para afugentar o frio e me arrumei para assistir à missa das seis da tarde, na capela próxima de casa.

 

Ouvi ainda alguém me perguntar: e a seleção? Que tenha a mesma sorte do Grêmio, pensei comigo. Não teve.

 

A foto deste post é do álbum oficial do Grêmio no Flickr

De pessoa e palavra

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Pensando na palavra, seus significados, cor, textura, sonoridade, gingado, malemolência, me dou conta de que nós somos palavras.

 

começamos com um sim
terminamos com um não
você olha pra mim
acelera meu coração…

 

Começamos sendo um nome, um xis peso e tal medida, e terminamos pesados e medidos na nossa despedida.

 

Hoje entendo melhor uma das frases preferidas do meu pai. Dizia que ‘nosso nome é nosso único bem’. Achava exagero seu, mas ele já sabia do que somos feitos, quando eu nem sabia falar.

 

me revelo
você se revela
nos unimos
separamos
sempre apoiados nela

 

Ando triste de tanto ver nossa Língua Portuguesa abusada por quem deveria ensinar o que não fala, a falar, e o que não escreve, a escrever.

 

Por falar nisso, você sabe como surgiu o termo você?
Vem de Vossa Mercê, que fatiado virou voismicê; daí para o apelido foi um escorregão, e virou ocê, até voltar a você. Só que que gora virou cê – Ce vai? ‘Vô! – c vai – vo.

 

E assim vai a vida.

 

(Inspirado no meu trabalho de hoje, com um delicioso grupo de Costa Rica. Um beijo para eles)

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: vai plantar batata!

 

Por Mário Cúrcio e Onéia Rodrigues

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, nós vamos conhecer história escrita por Dona Oneia Rodrigues, que nos chegou através de seu sobrinho e afilhado Mário Curcio. Dona Oneia morreu em 2011, mas antes deixou esta lembrança para nós:

 

Meu nome é Onéia Rodrigues. Sou de Rio Claro, interior de São Paulo, cidade do ilustre Ulysses Guimarães. Fui a segunda de oito filhos e nasci em 1930. Naquele tempo, Rio Claro ainda era pequena, mas já cortada por ferrovias. Andei muito de trem porque também tinha parentes na vizinha Limeira. Casei em 1952 e tive três meninas, todas nascidas naquela cidade a 163 quilômetros de São Paulo. Trabalhei como professora em diferentes escolas no interior.

 

Na primeira metade dos anos 70 eu me separei. Poucos anos depois, acho que em 1976, vim sozinha a São Paulo para trabalhar como bibliotecária na assembleia legislativa. As meninas, já crescidas, ficaram em Rio Claro num primeiro momento, morando em nossa casa na Rua 3. Ficar longe delas deixou meu coração apertado, mas foi uma decisão acertada.

 

O primeiro bairro em que morei aqui foi Santo Amaro, na casa de minha irmã, onde dividi o quarto com meu sobrinho e afilhado Mário Augusto, na época um menino com dez anos, muito falante. Uma vez por semana eu comprava para ele um saquinho daquelas balas de leite de uma loja famosa por seus chocolates e percebia que ele comia cada uma como se fosse a última. O pai dele, meu cunhado João, sempre fazia piadas sobre meu ex-marido e a falta que eu sentiria dele. “Ah, João, vai plantar batata!” Era só o que eu podia dizer.

 

Um ano depois de chegar a São Paulo, eu consegui alugar um apartamento e pude trazer de Rio Claro as três filhas. Ficamos alguns anos ali na Rua Abílio Soares, bem em frente ao quartel. Vira e mexe, os soldados, com seus 18 ou 19 anos, acabavam se distraindo ao ver as meninas na sacada. O lugar era agradável e bem próximo ao meu trabalho.

 

Dali nos mudamos para um apartamento no Largo do Arouche. O prédio ficava bem ao lado de um cinema decadente mas de uma boa padaria. Quando minha irmã e meu cunhado me visitavam com aquele sobrinho, descíamos para comprar frios e doces, tudo sempre muito fresquinho.

 

Nunca fui de muito luxo, mas adorava meus móveis, objetos e mantinha minha casa sempre arrumada. Já os meus discos do Ray Conniff e do Paul Mauriat eu empilhava no prato da vitrola. Não me dava ao trabalho de tirar um e por o outro. “Besame Mucho” estava quase sempre na ponta da agulha. Aquele apartamento de paredes grossas me dava segurança, mas precisávamos de mais espaço. E como gostava do Arouche, saí daquele para outro apê um pouco maior, também no Arouche.

 

Bem de frente para a nova sacada ficava uma igreja no largo Santa Cecília. Com um bom binóculo dava para espiar até mesmo o altar. Já aposentada, gostava de descer e almoçar por ali nos fins de semana. Com menor frequência, minha irmã vez ou outra aparecia para conversar. Minhas filhas sempre estiveram perto de mim nos últimos anos e foram muito companheiras.

 

O tempo passou e a saúde não permitiu que eu continuasse no Arouche. Por causa disso acabei voltando para Rio Claro. Estou aqui desde 2011, mas sempre lembro com saudade do velho centro de São Paulo, do comércio, das minhas meninas e do corre-corre de quem vive aí.

 


Dona Onéia Rodrigues foi personagem do Conte Sua História de São Paulo. O texto foi enviado por Mário Curcio. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar com textos enviados para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Vijay Gosula, da McKinsey, fala do desafio de melhorar a produtividade da sua empresa

 

 

“Harmonizar as demandas e ofertas durante o processo inteiro é um trabalho que requer muito planejamento e muito entendimento da capacidade produtiva de cada elo da cadeia. Isso requer, realmente, que você sente, observe, mapeie, conte, contabilize, etc, e muita gente não está acostumada a fazer isso”. A opinião é de Vijay Gosula, sócio-diretor da McKinsey, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo da rádio CBN. Gosula apresenta algumas das estratégias para que as empresas aumentem sua produtividade e competitividade. Ele conta que, atualmente, o Brasil produz 20% do que a média dos países da América Latina e um sexto do que é produzido pelas empresas nos Estados Unidos..

 

Você assiste ao programa Mundo Corporativo, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, acessando o site http://www.cbn.com.br. E envia perguntas para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou para o Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

O que empresas de massa têm a aprender com a Gestão de Luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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No mercado do luxo, sabemos que a excelência na qualidade dos produtos e serviços é imprescindível, tanto quanto no atendimento, o que proporcionará a sensação mais importante nesta relação com o cliente: o encantamento. A busca dessa qualificação é necessária também em empresas que não atuam no segmento de luxo. Mas, por estarem em um mercado de massa, os produtos e serviços oferecidos por essas empresas poucas vezes atingirão o mesmo nível. Independentemente disso, com o mundo globalizado e o mercado competitivo, todos precisam estar antenados na arte de encantar – lição aprendida em livro assinado por Guy Kawasaki.

 

Recentemente, observei essa preocupação em um caso envolvendo um casal de idosos e a companhia aérea TAM. Os dois passageiros receberam atendimento de altíssima qualidade nos aeroportos de Guarulhos e de Miami. Um deles, prestes a embarcar em São Paulo, com bilhete em classe econômica, emitido a partir do programa de milhagem, com saúde frágil, sentiu-e mal ao chegar ao aeroporto internacional. No momento do check-in, foi pedido à TAM uma cadeira de rodas para que ele pudesse se locomover. Em menos de 5 minutos, a companhia forneceu não apenas a cadeira, como deixou um funcionário à disposição do passageiro, tendo-o guiado por todo o percurso, desde a passagem pela casa de câmbio, Sala VIP, portão de embarque até entrar na aeronave. Em Miami, no desembarque, o atendimento se repetiu, com o passageiro sendo transportado até a loja de aluguel de carro. O retorno para o Brasil, desde Miami, foi acompanhado da mesma atenção.

 

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As companhias aéreas são geralmente alvo de reclamação no Brasil e têm razão os que as criticam, pois pecam muito em seus serviços, principalmente em terra, por diversos motivos. Nesse caso, porém, é justo elogiar a excelência do atendimento prestado que encantou o passageiro mesmo ele não sendo um cliente da primeira classe ou executiva.

 

A experiência vivenciada pelo cliente é hoje algo percebido não apenas por consumidores de alto poder aquisitivo. Clientes de empresas que não são de luxo nem atuam no mercado premium também têm – e merecem – seu nível de exigência e a expectativa de um bom atendimento. Muitas companhias, de diversos setores, deveriam atentar-se a contribuição que o conhecimento de Gestão do Luxo oferece aos seus negócios, produtos, serviços e marcas, mesmo que atuando em setores mais populares, e aprender como encantar seu cliente, favorecendo a fidelização.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Ameaças às audiências públicas

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Ao término da reportagem de Fabiana Novello sobre a primeira audiência pública da revisão da Lei de Zoneamento, que foi ao ar na manhã dessa terça-feira, no Jornal da CBN, o autor deste blog, Mílton Jung, observou ao Secretário de Desenvolvimento Urbano de SP, ao se negar ouvir uma participante, a necessidade de atender democraticamente a todos. Na verdade, o secretário Fernando de Mello Franco seguiu um procedimento comum às audiências.

 

Assista aqui ao vídeo completo da primeira audiência pública

 

Sergio Reze, conselheiro do Conselho Municipal de Política Urbana, e presente nessa audiência, lembrou-me que o governo abre a reunião, responde às perguntas mas é sempre o ultimo a fechar o assunto. Vantagem considerável em debates.

 

Heitor Marzagão, conselheiro do Defenda SP, me informou que a Lei Orgânica do Município, artigo 143, estabelece que o município organizará sua administração e exercerá suas atividades com base num processo de planejamento descentralizado e participativo, e no 4º parágrafo informa que a Lei disciplinará a realização e a discussão de todo o planejamento. Até hoje não houve esta regulamentação. Portanto há uma ilegalidade neste processo de audiências públicas em andamento.

 

Ao mesmo tempo, fora do âmbito constitucional, identificamos consensuais perversos. Enquanto o interesse pecuniário é claramente visível, no governo e nos negociantes, aos moradores de ZERs é atribuído o fator ambientalista e egoísta. Como se a transformação das ZERs em áreas densas não trouxesse maior valorização ao patrimônio dessas pessoas que lutam pela preservação do ambiente.

 

O interesse de cada uma das partes é concentrado e fica conturbado nas audiências, pois governo e comércio, preparados tecnicamente, com visões desenvolvimentistas e economicistas, racionalmente, enfrentam moradores com visões mais amplas e assertivas, mas com mais emoção. E, menos vale tudo.

 

Se nesse caso a prefeitura de SP desempenhasse o amplo papel social que lhe compete, mesmo sem a regulamentação devida, estas audiências poderiam deixar de ser o sistema perverso que poderá se converter nas próximas 45 que faltam.

 

Aqui você tem o site da Câmara Municipal de SP com informações sobre a revisão da Lei de Zoneamento e o calendário das audiências

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

O rádio onde narrei minhas primeiras partidas de futebol

 

Por Milton Ferretti Jung

 

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Aldo,meu irmão, não faz muito,postou no Facebook a foto do rádio que substituiu o Wells na casa dos meus pais. Esse,produzido nos Estados Unidos,foi o primeiro receptor que conheci. Traz lembranças que,aos poucos,o tempo vai engolindo.

 

Christian, meu filho mais moço,guardou-o com muito carinho. Graças a ele,que adora lidar com antiguidades e coisas do tipo,do alto de uma prateleira,o Wells nos espia. Como funcionava com válvulas e ninguém,creio eu, possui para vender velharias do tipo destas, o rádio,hoje, é apenas motivo de curiosidade dos que visitam a casa na qual o velhíssimo aparelho dorme o sono dos inesquecíveis objetos colecionados pelo meu caprichoso caçula. Não fosse um rádio valvulado que, como já disse,era o que o fazia funcionar em ondas médias e curtas,falta-lhe somente um botão,cuja função não recordo.

 

O Wells Radio não era usado apenas para que se ouvisse música. Na mocidade, os meus avós, que moravam conosco -a vó Luiza e o vô Adolfo – usavam-no para realizar um trabalho interessante: eles controlavam – imagino que para a Rádio Farroupilha,mas posso estar enganado – os comerciais que a emissora punha no ar durante parte do dia. Se não fossem ao ar, os meus avós informavam à emissora, que não podia deixar de veiculá-los. Confesso que não sei quem os contratou, mas ponho a mão no fogo por eles: ouviam a rádio com muita atenção.

 

Já contei isso no blog do Mílton. Permitam-me repetir.A rua onde a gente morava – a 16 de Julho – à certa altura, se reunia com a Zamenhoff. A conjunção se dava bem na frente da casa paterna, por meio de uma pracinha. Bem antes de passar muito tempo ouvindo o Wells, jogávamos no triângulo que unia as duas ruas, todas as espécies de jogos. Bom era que nenhum dos vizinhos reclamava. Aproveitávamos também, ao ficar um pouco mais velhos,a brincar com as meninas,antes mal vistas. Houve até quem namorasse e, bem mais tarde, claro,acabasse casando com uma das moças. A preferida de todos os rapazinhos era a Valderez. Essa acabou casando com um piloto da Força Aérea, nosso vizinho. Ele veio a ser comandante do 5º Distrito da Aeronáutica,em Canoas.

 

Depois dessa digressão,volto ao assunto rádio. Após brincar de locutor nas quermesses da igreja que frequentávamos, na que chamávamos de Voz Alegre da Colina, porque ficava no alto de um morro que, no futuro, seria a nossa paróquia. Foi então que o menino que ouvia rádio desde pequeno, que fazia de conta que transmitia futebol narrando jogos de botão, após descobrir que podia falar por meio de um fone de ouvido acoplado ao Wells. Isso tudo era brincadeira de adolescente.

 

Tudo, porém, mudou rapidamente quando, ouvindo uma rádio nova, que chamava para testes com quem se achasse capaz de ser locutor, arrisquei-me e fiz o teste. Três passaram. Fui um deles. Não imaginava que trabalharia em rádio 60 anos. Talvez pensasse que me eternizaria como Correspondente Renner, narrador de esportes e várias outras funções que exerci durante este mundão de tempo.

 

Quando visito o Christian, não deixo de dar uma boa olhada no Wells Radio para agradecer-lhe por ter, de certa forma, me levado ao Rádio. Não posso esquecer também que minha primeira emissora foi a Canoas. Essa, depois de conseguir licença para instalar uma FM, mudou de nome e virou Rádio Clube Metrópole.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai e, pela história que conta, “culpado” por me fazer gostar tanto de rádio. Toda semana, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)