Avalanche Tricolor: durma-se com um time desses

 

Newell’s Old Boys 1 x 1 Grêmio
Libertadores – Marcelo Bielsa (ARG)

 

 

Meu desafio pessoal de me manter acordado até o início da madrugada para levantar logo em seguida e trabalhar, você, caro e raro leitor deste Blog, já conhece bem. É uma escolha que faço em nome de paixão que tenho. Convenhamos, sofrimento encarado com prazer. Tem gente em casa que torce o nariz, me olha com cara feia, pois não entende como sou capaz de me sacrificar “apenas” por um jogo de futebol.

 

É preciso entender que não estamos falando de futebol. Falamos do Grêmio. De um Grêmio Gigante que nunca se entrega. Imortal como prova sua história. Que tem jogado com talento, força e coragem. Time que não se amedronta diante das dificuldades nem se abate com a injustiça de um revés. Que tem um técnico que já incorporou a alma tricolor e mostrou isto claramente ao sacar um lateral para escalar um atacante. Que não teme perder, pois está consciente da sua capacidade de vencer. Que acredita até o último minuto, até o último cruzamento, até o último cabeceio, até o último jogador, até o último suor. Até Barcos deixar a área para cruzar na cabeça de Rhodolfo, zagueiro que deixou a sua área para se aventurar na do adversário.

 


Um Grêmio que acredita até o último sonho, que é o de conquistar a Libertadores.

 

Bons sonhos, boa noite!

O Bom Senso não acabou

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

No momento em que o futebol começa a ganhar espaço na mídia e nas conversas do dia a dia com a Copa do Mundo, é uma boa notícia o retorno do movimento que pretende melhorias mais que tardias. À proximidade do evento máximo da FIFA, somaram-se o recorde de Messi, o retorno do fantasma de Grafite, a soltura dos invasores do CT Gravas e a reunião de segunda feira do Bom Senso FC.

 

Enquanto o feito de Messi será difícil de repetir, o de Grafite surgirá sempre que regulamentos mal feitos ou paixões e fanatismos acentuados se apresentarem. Tanto que até em Copas do Mundo já houve entrega de jogos para evitar adversários mais fortes. O próprio Corinthians de Mano já perdeu do Flamengo em jogo em que a vitória favoreceria o SPFC. É o “Vale Tudo” ao que o Alberto Helena se referia no “Bem Amigos” com Muricy. Ao mesmo tempo a liberdade aos invasores do CT corintiano demonstra a disfunção existente entre clubes e torcedores, agravada neste caso pela inacreditável justificativa do juiz.

 

De qualquer forma, o surgimento do Bom Senso FC vem com proposta para reordenar as relações funcionais e hierárquicas entre clubes, federações e jogadores. A reunião no auditório da UNINOVE na Barra Funda reforça a premissa básica dos jogadores envolvidos, que se propõem a promover a mudança de calendário, reduzindo o número de jogos, ao mesmo tempo em que admitem o fair play financeiro, que deverá ocorrer em função da diminuição do trabalho. Ou seja, do número de partidas. O destaque do evento foi a ampla cobertura dada pela mídia e a presença marcante do goleiro Rogerio Ceni cuja atuação teve repercussão geral, e avaliação sem unanimidade. Críticas favoráveis e discordantes apareceram. As positivas ressaltam a amplitude de suas colocações, citando até mesmo os Mensaleiros, ao mesmo tempo em que outras são negativas pelo mesmo motivo, além de apontar diversificação de discursos entre Dida, Alex e Ceni.

 

Efetivamente na fala de Ceni não há como discordar da cobrança aos dirigentes e políticos da atenção às propostas do Bom Senso FC e do pedido de espaço à mídia.

 

A mídia já respondeu positivamente, inclusive a Rede Globo, alvo principal pela importância e poder no âmbito do esporte. Esperamos que dirigentes e políticos façam o mesmo.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Políticos e ladrões de olho no Google Glass, nos Estados Unidos

 

 

No início desta semana, Ethevaldo Siqueira, comentarista de tecnologia do Jornal da CBN, mostrou que as tecnologias vestíveis já são alvo de cobiça dos ladrões ao contar o caso de uma jovem americana que ao ser assaltada, na saída de um bar em São Francisco, alertou os bandidos de que o óculos dela, um Google Glass, estava gravando as cenas. Temendo serem descobertos, arrancaram o equipamento e a bolsa dela, provocando reação imediata da vítima que conseguiu salvar seu gadget. A bolsa ficou com os larápios. Por coincidência, no mesmo dia, leio em material divulgado no site da NPR, rede de rádios públicas dos Estados Unidos, reportagem do editor de política em Washington, Don Gonyea, impressionado com o interesse dos coordenadores de campanhas políticas e partidos em conhecer esta tecnologia.

 

Ouça as duas reportagens nos links publicados ao fim deste texto

 

Gonyea descreve que em conferência de políticos conservadores encontrou ativistas fazendo experiências para identificar como os voluntários podem explorar o Google Glass em benefício das campanhas eleitorais. O republicano Peter Idelfonso disse ao jornalista que dois membros de sua equipe relataram que os óculos têm mais capacidade para gravar vídeos e de forma menos intrusiva do que os celulares, vantagens significativas especialmente em eventos e comícios públicos dos adversários políticos.

 

A tecnologia vestível também chama atenção dos estrategistas digitais do presidente Barack Obama que enxergam no Google Glass a possibilidade de enviar informações com mais agilidade aos seus voluntários, por exemplo, quando estes estiverem prestes a abordar um eleitor. Poderiam até mesmo ter suas visitas assistidas instantaneamente pelos escritórios políticos, permitindo análises de comportamento. Betsy Hoover, do 270Strategies, lembra que o Twitter e o Facebook foram importantes na campanha de Obama porque as pessoas podiam acessar as informações e compartilhar através de seus smartphones. O Google Glass coloca esta relação em um outro nível, pois as pessoas serão acessadas enquanto estiverem caminhando na rua, lendo placas de rua ou esperando ônibus.

 

Daniel Kreiss, professor da Universidade da Carolina do Norte, que estuda o impacto das tecnologias nas campanhas políticas, entende que a popularização da tecnologia vestível tem potencial para engajar pessoas que estejam desmotivadas ou afastadas da política. Assim como o Twitter surgido antes das eleições de 2008 somente foi absorvido pelas campanhas presidenciais em 2012, ele acredita que a tecnologia vestível não impactará as eleições deste ano, mas pode se transformar em protagonista na disputa seguinte.

 

Aqui no Brasil, não se conhece nenhum experimento dos óculos do Google para fins eleitorais. Confesso que já ficaria bem feliz se alguns políticos passassem a usar os óculos certos para enxergar as reais necessidades dos eleitores.

 

 

Miss Indígena revela beleza e cobiça que causam ciúmes nas tribos

 

 

O concurso Miss Brasil Indígena, que será realizado em Brasília, tem sido a oportunidade para a apresentação da beleza das índias brasileiras e, ao mesmo tempo, para se descobrir como elas têm sido cobiçadas por homens que não fazem parte das populações indígenas. Devanir Amâncio, sempre atento ao comportamento humano, que por muito tempo colabora com suas histórias neste blog, conta que muitas dessas moças não se casam com índios mas seus maridos acabam vivendo nas aldeias, o que estaria aumentando à população de homens brancos nestes locais:

 

“Muitas delas nem sempre se casam com índios, mas com juruás ou brancos. Aumenta o número de brancos nas aldeias de São Paulo. Só são aceitos na Casa de Reza depois que ‘assimilam’ a cultura e comportamento dos índios. Há quem até se finge de índio para se casar mais rápido. Quando não são aceitos, roubam a índia de madrugada.

 

“Preteridos por belas índias, índios enciumados acusam os juruás de exploração do sentimento e busca de vida fácil nas comunidades indígenas. Muitos se encostam mesmo… a ponto de brigar com o governo por mais dinheiro, segundo um índio adolescente da favela indígena do Jaraguá, Zona Norte, São Paulo. “Alguns juruás se dão ao luxo de ter amantes brancas”, comenta Pedro, filho do cacique. A maioria se casa vivendo numa acomodação total na aldeia – desfrutando, sem esforço, de todos os direitos indígenas, critica um ex-cacique. Faz questão de lembrar que não são todos malintencionados”.

 

O concurso que está sendo divulgado por Olívio Jekupé, da aldeia Krukutu, em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, e Carlos Alberto Dias, da Fundação Nacional do Índio, será no dia 14 de setembro, em Brasília. Desde já, muitas das concorrentes desfilam no perfil do Facebook de ambos.

Conte Sua História de SP: na casa do vigário

Por Sônia Maffei

 

 

Minha história sobre a querida metrópole,tem início no fim de 1940,até início de 1960, morava com minha família na cidade de Itu,onde nasci,assim que podia minha mãe,eu e minha irmã, vínhamos para a capital visitar parentes, para mim era uma alegria imensa ,quando era anunciada a viagem,e nem dormia devido a ansiedade.

 

Viajávamos apenas,eu,minha saudosa mãe,e também minha falecida irmã, papai também já em outro plano espiritual, ficava trabalhando, pois era advogado,e nunca tirava férias,pois teria que se manter por conta própria,como todo profissional liberal. Veja como as coisas mudaram em São Paulo, geralmente ficávamos hospedadas na Casa Paroquial de Santa Cecília, pois duas tias de minha mãe,minhas tias avós,tia Ditinha ,e tia Inacinha, eram funcionárias da casa paroquial,e o vigário,gentilmente permitia que parentes das empregadas ali fossem hospedadas.

 

A Casa Paroquial ,era situada à rua Frederico Abranches,e posteriormente transferida para a Fortunato,passeávamos com segurança pelas ruas das imediações, pois,o bairro dos Campos Elíseos,ali perto era onde estava a sede do governo estadual.

 

São Paulo era uma cidade bem policiada,e o trânsito organizado quando eu era criança, vínhamos de trem,para cá ,desembarcávamos na estação Júlio Prestes e caminhávamos com segurança até o bairro de Santa Cecília. O bairro já não é mais o mesmo,mas a majestosa igreja de Santa Cecília lá permanece,testemunha de nossa história.Tenho esperança de que as coisas melhorem,pois tenho fé.Graças a Deus, após minha aposentadoria consegui me mudar para esta querida metrópole,que sempre visitava nos finais de semana,e nas férias.

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participartar enviando sua história para milton@cbn.com.br ou agendando entrevista em vídeo com o Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: é de pequeno que se aprende

 

Grêmio 3 x 0 Pelotas
Gaúcho – Estádio do Vale (Novo Hamburgo)

 

 

Muitos anos depois, voltei a praticar golfe, nesse sábado. Sinceridade? Praticar não é a palavra certa. Fui lá no campo tentar acertar na bolinha com o mínimo de jeito. Foi sofrível. Algumas tacadas sem destino nem classe deixaram evidente a necessidade de treinar muito antes de me arriscar à frente de amigos e conhecidos. Um deles tentou me convencer que o fato de ter me iniciado no esporte mais tarde (mais velho, quis dizer) torna a tarefa complexa, principalmente por não me dedicar como deveria nem buscar orientação de um professor para corrigir vícios: não se preocupe, dá pra aprender ainda, me incentivou. Tenho certeza que a garotada de casa, que começou bem mais cedo a jogar golfe, mesmo sem treinar com frequência, se voltar aos tacos não encontrará dificuldade. Os jovens conseguem se adaptar muito mais rapidamente e não esquecem os gestos aprendidos quando criança. Por isso se costuma dizer que nunca se esquece como andar de bicicleta. Se aprende quando pequeno. Ao crescerem, somam ao hábito à experiência e alcançam bons resultados.

 

Vamos deixar o golfe e a bicicleta para outra oportunidade, mesmo porque o espaço aqui se dedica a falar de futebol, especialmente o do Grêmio, time que, por sinal, teve como grande mérito, na tarde deste domingo, a juventude. Decidido a descansar os titulares para a difícil tarefa do meio de semana, quando enfrentaremos o Newell’s Old Boys, na Argentina, pela Libertadores, Enderson Moreira escalou time bastante jovem com média de idade de 21 anos – segundo os cálculos do matemático Osvaldo … nada disso, segundo a minha calculadora mesmo. O adversário já rebaixado, mesmo sendo tradicional e retrancado, só foi capaz de segurar a meninada no primeiro tempo quando o esforço gremista era desperdiçado em bolas alçadas para dentro da área – muitas sem destino definido, parecendo minhas tacadas no dia anterior – para tentar encobrir o ferrolho que o técnico visitante montou. No segundo tempo, porém, colocou-se ordem na casa e os meninos brilharam, em especial Jean Deretti, 20 anos, que entrou e marcou dois gols, decidindo a classificação em primeiro lugar no grupo, o que nos permitirá decidir em casa a vaga à semifinal do Campeonato Gaúcho. No primeiro, aproveitou jogada iniciada por Everaldo, 22 anos, e no segundo de Yuri Mamute, 18 anos. Coube a um garoto mais novo ainda concluir a goleada: Everton, de apenas 17 anos, que chutou a gol depois de novas participações de Everaldo e Mamute.

 

Apesar de o jogo ter dado a aparência de treino, foi muito bom saber quantos jovens estão prontos (ou quase) para representar o Grêmio. Alguns dos que estiveram em campo com o time devem, inclusive, se juntar a delegação que vai para a Argentina e, se não saírem como titulares, podem entrar no segundo tempo. Dudu, 22 anos, Alan Ruiz, 20 anos, além do próprio Jean Deretti são exemplos de jogadores novos que têm condições de desequilibrar a partida e ajudarem o Grêmio a voltar com a liderança do Grupo da Morte, na Libertadores.

 

Seria ótimo que estes meninos aprendessem desde pequeno a serem campeões pelo Grêmio.

 

Foto: Bruno Alencastro/Agência RBS

Contribuição e retribuição

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Designers e artistas de todas as áreas, alonguem as asas da criatividade! É hora do povo espreguiçar corpo e mente e sair da inércia tropical e do papo valente e inconsequente de fundo de quintal.

 

Queremos colchões com compartimentos para guardar dinheiro e joias. Pobres banqueiros ricos! Passaremos por calçadas opostas às suas, depois de fecharmos nossas minguadas contas. Joias, para quê? Pela correntinha dourada, seu moço, corre-se o risco de perder o pescoço. E, atenção, se o seu relógio for roubado, mantenha-se calado, para não melindrar o meliante. Gastar seus reais para viajar? Nem pensar. O Grande Irmão, demagogo e populista, ameaça te enquadrar. Acordem, mentes brilhantes; é preciso ousar, atiçar, converter, subverter a fim de se proteger.

 

De estudar pode esquecer, que cultura aqui virou defeito. Vamos cruzar os braços, jogar baralho, descansar o esqueleto em redes esticadas nas árvores que sobrarem, do desmatamento que ninguém vê, encher a cara de cachaça, morar em agrupamentos e viver do Bolsa Família que é mais seguro e não cansa. Dane-se o país e o rio São Francisco, que o Grande Irmão vai mudar tudo mesmo, como nunca antes se fez! De empreender, nem cogite, pra não ser rotulado de elite.

 

O menino mimado e recalcado pela infância pobre, e que agora tem vida de rei, perdeu uma partida e ameaça levar a bola para casa para jogar com a camarilha.

 

Estilistas, avante com lápis e tesouras! O povo precisa de cuecas e calcinhas funcionais, não para guardar dólares surrupiados, mas uns parcos reais suados.

 

Brasileiro sonega sim, você sabe tão bem quanto eu; mas sonega por quê?
 Brasileiro sonega, não porque não concorde com justa distribuição de renda, sonega porque rechaça o assistencialismo obsceno praticado pelo pacau de plantão. Brasileiro não deixa de pagar imposto por gosto, por não querer que o país seja como a Suíça, onde tudo funciona. Brasileiro não sonega porque abomina privilégio de primeiro mundo. Brasileiro deixa de pingar alguns reais nos cofres públicos para impedir que o fruto de seus esforços, honestos na grande maioria, termine nas mãos de vagabundos, ou em cuecas escusas de políticos deslavadamente sujos.

 

Brasileiro sonega, sim, para pagar do próprio bolso a substituição de pneus estourados em crateras aviltantes, nas estradas do país. Brasileiro paga dois terços de imposto porque recebe zero de assistência à saúde e zero de segurança pública, um oitavo na área da educação, iluminação meia boca e um sétimo do que a dignidade humana, esfacelada constantemente, merece. Brasileiro sonega porque cansou de ver farra e lambança e de ouvir histórias pra criança. Cansou de ver homens e mulheres do planalto encherem as burras de dermatologistas, cirurgiões plásticos e estilistas da hora, e sorriso zombeteiro na cara, pateticamente esticada, de político de meia tigela.

 

Se você movimenta, no banco, a fortuna de R$ 833,00 por mês, meu amigo, cuide-se e seja ágil, porque o leão quer mais pra comprar eleitor no próximo sufrágio.
Acorda Brasil, é 2008!

 

NA: Texto publicado há seis anos, em 06/01/08, no blog do Mílton Jung, sob o título: ‘De contribuição e retribuição’

 

Se você recebe a fortuna mensal de R$ 2.046,00 por mês, meu amigo, cuide-se e seja ágil, porque o leão continua querendo mais, para comprar eleitor no próximo sufrágio. De novo, de novo, e de novo…

 

Acorda Brasil, é 2014!

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Felipe Gomes, da Allianz Seguros, fala da estratégia na Arena do Palmeiras

 

 

O grupo Allianz Seguros pretende alavancar seus negócios no Brasil a partir do investimento que fez para comprar o direito de explorar o nome da arena multiuso do Palmeiras, que está sendo construída pela WTorres, e deve ser inaugurada no segundo semestre do ano. A estratégia é semelhante a usada pela Allianz em mais cinco países, onde grandes praças de esporte e espetáculos levam a marca do grupo. O diretor executivo da Allianz Felipe Gomes explica as ações que já estão sendo planejadas para que a empresa recupere o investimento feito ao longo de 20 anos, nesta entrevista ao programa Mundo Corporativo, feita pelo jornalista Mílton Jung.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras,11 horas, no site da rádio CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Rede de hotéis de luxo oferece roteiro de arte em avião exclusivo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A rede de hotéis de luxo Four Seasons, conhecida por seus hotéis em destinos como Paris, Londres, Maldivas, Seychelles e muitos outros, criou edição especial de seu produto “Volta ao mundo a bordo de um avião privativo”. O programa, que ocorre em edições limitadas, oferece viagem para destinos diversos a bordo de avião exclusivo para grupos reduzidos de pessoas, com hospedagem em hotéis da rede e serviços customizados, tanto a bordo como durante todo o roteiro da viagem.

 

Esta edição terá foco em artes com acesso exclusivo, por exemplo, à icônica Duomo de Milão e à apresentação no Estates Theatre em Praga. A intenção da rede Four Seasons é oferecer a seus clientes experiência única com imersão nas artes e cultura de diversos países.

 

Com previsão de saída em 20 de abril de 2015, os viajantes irão desfrutar de 16 dias de acesso privilegiado a experiências excitantes da Europa, em parceria com a La Fugue, de Paris, famosa por projetar itinerários sob medida nos setores de arte, música clássica e ópera. O roteiro inclui hospedagem em Lisboa, Milão, Istambul, São Petersburgo, Praga e Paris, além de todo o trajeto aéreo. Tudo isso a bordo de um private jet para até 52 passageiros. O preço? A partir de USD 69.000 por pessoa, baseado em ocupação dupla.

 

 

Acesso especial a coleções de arte, apresentações de musicais exclusivos, jantares privativos em restaurantes com estrela Michelin e apreciar – com um olhar muito apurado – algumas das preciosidades culturais da Europa, são algumas das experiências que os apaixonados por artes mais exigentes poderão vivenciar nesse roteiro.

 

Diferentemente do luxo no passado, o consumidor contemporâneo não busca torneiras de ouro ou lustres e decoração requintados. Para ele, o luxo está nas experiências de bem-estar que o hotel e o destino oferecem, adquirir conhecimento e, principalmente, o sentimento de sentir-se único ao receber tratamento personalizado, ter seus desejos realizados, e a sensação de encantamento.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: líder, invicto e muito com o que se orgulhar

 

Grêmio 0 x 0 Newell’s Old Boys
Libertadores – Arena Grêmio

 

 

A partida recém havia se iniciado e os meninos aqui em casa começavam a arrumar o material e a roupa para a aula de amanhã cedo. Melhor deixar tudo pronto agora à noite em vez de ter de procurar as coisas em meio ao sono e correria da manhã. Eles iriam dormir com certeza antes de saber o placar final, pois têm mais responsabilidade que o pai, que apesar de acordar ainda de madrugada para trabalhar é incapaz de ir para cama antes do último apito do árbitro. O adversário era difícil e a disputa equilibrada, sem direito a falhar. Impossível prever o resultado. Isto não intimidou o mais velho na escolha do “uniforme” escolar. Separou a camisa azul com a frase “Grêmio Manda” no peito, que será vestida na sexta-feira independentemente do que acontecesse na noite desta quinta-feira. Senti uma ponta de orgulho na escolha feita por ele, pois apesar de ter nascido aqui em São Paulo demonstra ter incorporado o espírito Imortal. É isso que sempre se espera de um gremista, que acredite no seu time e nas suas cores, aconteça o que acontecer.

 

Amanhã quando chegar na escola, o mais velho saberá pelo mais novo – que resistiu até o fim ao meu lado – que o Grêmio empatou a partida e fez um belo segundo tempo depois ter se apresentado de forma indiferente no primeiro. Meu ídolo particular, Pará, teve até chance de se consagrar ao explodir a bola no travessão no momento em que o Grêmio, claramente, dominava o adversário. Dudu levantou a torcida e levou o time junto tornando cada jogada de ataque um lance de perigo. Alan Ruiz também entrou bem e ajudou na mudança de comportamento da equipe. Maxi Rodriguez – o nosso -, como sempre, se esforçou muito. E Barcos esteve próximo de marcar seu primeiro gol nesta Libertadores.

 

Terminamos o primeiro turno líder da chave considerada mais complicada da competição e com três pontos de vantagem em relação ao segundo colocado. Teremos dois jogos fora de casa na sequência, o primeiro deles contra este mesmo adversário. E encerraremos a fase de grupos diante de nossa torcida novamente. Ou seja, a classificação está encaminhada, mesmo ainda tendo muita estrada pela frente.

 

Posso dormir tranquilo e orgulhoso. Do meu time, e dos meus meninos.