Mundo Corporativo: tudo que marca constrói a marca

 

A marca é uma espécie de esponja de todas as provocações e experiências que a empresa causa, desde o discurso do presidente a postura do motoboy que entrega a encomenda. A definição é do estrategista de marcas Arthur Bender, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, que lançou o livro “Paixao e Significado da Marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, lançado pela editora Integrare Business. Bender fala, entre outros temas, sobre o poder das redes sociais e, principalmente, das mulheres na reputação de uma marca: “perca uma, perca todas”.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Avalanche Tricolor: um time esforçado, sem dúvida

 

Grêmio 0 x 1 Coritiba
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

Há dias em que as letras não surgem no papel, as palavras não se formam, as frases parecem sem sentido e os parágrafos apenas ocupam espaço. Dá vontade de não começar a escrever, seja por falta de inspiração, seja por falta de tesão, seja por falta de habilidade (provavelmente, em muitos casos, a última opção se sobrepõe às demais). Como sou um cara esforçado, e sempre o fui, desde os tempos em que a baixa estatura exigia um suor a mais para sobreviver nas quadras de basquete, estou aqui, pronto para encarar o desafio de falar sobre o que assisti na noite de ontem, pela televisão, em Porto Alegre.

 

Havia um time esforçado, como eu, que não se entregava apesar da desvantagem no placar e a pouca inspiração – boa parte do tempo a inexistência desta. Tinha gente querendo mostrar à torcida que somos melhores do que aquilo que estávamos apresentando, que merecíamos ser aplaudidos e incentivados. Ficava evidente esse espírito nas corridas em direção a bola, na tentativa de parar o adversário, nos cruzamentos para ver se ficávamos mais próximos do gol, na cara e gestos de nosso treinador e nos tombos para quem sabe sermos salvos por uma boa cobrança de falta. O problema é que tropeçávamos na nossa ineficiência e incapacidade que foram muito além do normal.

 

Se insistir até a última hora para escrever um texto não significa que este terá qualidade e vai convencer o leitor, caro e raro no caso deste blog, ser apenas esforçado no futebol não nos levará a vitória. É preciso mais. E temos time para tal.

Conte Sua História de SP: pegar umas minas na Mooca

 

Por Jaime Diniz
Ouvinte-internauta da CBN

 

Nasci em Belo Horizonte, estou com 52 anos e me considero desde sempre “Mooquense”. Cheguei em São Paulo no início da década de 1970. Estava com 11 anos. O bairro escolhido pelo s meus pais não poderia ter sido melhor. Verdade que a primeira impressão não foi das mais animadoras.

 

Os dias em São Paulo pareciam sempre nublados. A garoa insistia em não sair de minha porta. Da fresta de minha janela, num antigo sobrado da rua Borges de Figueiredo, pelejava para ver uma bola rolando entre pés da molecada, mas isso não era comum de se ver nas ruas do bairro. Onde estavam os campos de várzea? Por que meus vizinhos eram apenas galpões e fábricas?

 

Foi aí que meu pai me explicou: “Filho, a Móoca é um bairro único, aqui nós temos muitas fábricas e galpões mas temos também a tradição de um povo acolhedor e trabalhador. Você vai se acostumar”. E não é que meu pai tinha razão? Aos poucos comecei a entender e a me apaixonar pelo bairro. A diversão era sempre garantida. Tínhamos o saudoso “Desafio ao Galo” na Javari. Era o melhor futebol de todos os tempos. 

 

À noite podia-se comer uma bela pizza de balcão da São Pedro. As matinês do cine Ouro Verde e do velho Patriarca eram imperdíveis. o Teatro Arthur Azevedo oferecia peças e shows para todos os gostos. As domingueiras do Juventus eram o melhor lugar para se pegar umas minas. Nas missas de domingo da São Rafael podia-se ouvir sem custo os melhores tenores e sopranos da cidade, oriundos de familias Italianas que aqui residiam.

 

Para se conseguir um emprego bastava visitar às fábricas da Henry Ford. Para os muitos que ainda não conhecem este bairro vai uma dica: a Móoca continua até hoje a mexer com os corações paulistanos!   

 


 

A meia-entrada dos jovens e a perícia meia-boca

 

Por Milton Ferretti Jung

A SANÇÃO SELA UM PACTO COM A JUVENTUDE BRASILEIRA

Foi o que afirmou a presidente Dilma ao sancionar o Estatuto da Juventude na última segunda-feira. É o primeiro resultado positivo das manifestações dos jovens brasileiros em praticamente todo o Brasil. Tanto isso é verdade que um projeto esquecido há nove anos, repentinamente, acabou sancionado. Pergunto-me por que foi necessário que os moços e moças saíssem às ruas para que fosse atendida uma de suas reivindicações.

 

Embora as novas normas, entre elas a que prevê que 40% dos ingressos deverão ser reservados para meia-entrada, o que beneficiará 51 milhões de pessoas com idades entre 15 e 29 anos, só entrarão em vigor em 2014, trata-se de uma vitória incontestável da mocidade brasileira, conquistada contra o pouco caso demonstrado pelos políticos no que diz respeito a aprovação de projetos de grande interesse popular.

 

Os efeitos do Estatuto da Juventude sobre os preços dos ingressos de quem terá de pagar entrada inteira já começa, porém, a ameaçar essa parcela de público com aumentos por força dos descontos. Será que os “idosos” terão de pagar o pato? Não é de se duvidar. Aliás, quem paga todas as bolsas disso e daquilo existentes em nosso país são mesmo as pessoas com mais de 30 anos. Creio que seria demasiado, no entanto, que fosse aprovada a meia-tarifa no transporte interestadual. Afinal, o projeto previa subsídio governamental, sem repasse às empresas.

 

Permitam-me, sem estranhar, que trate ainda de um episódio vivido por uma senhora de 88 anos, residente em Caxias do Sul, cidade onde nasci. Dona Odete Hoffman confessou ter matado um bandido, que havia invadido o apartamento no qual morava sozinha, alvejando-o com três três tiros disparados por um revólver Smith & Wesson, calibre 32. Ela foi acordada pelo invasor e reagiu em legítima defesa. O caso aconteceu no dia 9 de junho de 2012. Mais de uma perícia foi efetuada e até agora a polícia não decidiu se foi mesmo Dona Odete a autora do homicídio. Tivesse ela sido vítima do ladrão e não o contrário, esse já estaria em liberdade condicional. Que baita incompetência pericial!

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Serviço oficial da Câmara "reclama" ausência de cidadão em reunião da Mesa

 

“As reuniões são abertas para organizações da sociedade civil, mas apesar disso ninguém compareceu”. A frase encerrou boletim produzido por Jean Silva, da Web Radio da Câmara Municipal de São Paulo, serviço de informação do legislativo paulistano. Ele se referia a reunião da Mesa Diretora que se realizou na terça-feira, quando entre outros temas a Casa anunciou que estuda a compra de um novo painel eletrônico do Plenário com tecnologia full HD de 51 polegadas. Segundo o informativo oficial não teria havido a presença de nenhum cidadão no encontro além de um grupo restrito de vereadores, todos devidamente nomeados na reportagem. A frase pode ter sido usada de forma casual, incluída sem nenhuma intenção obscura, mas soou como puxão de orelha nas entidades que se comprometem a fiscalizar a ação dos parlamentares. Um indevido puxão de orelha diga-se de passagem. A começar pelo fato de que ninguém tem obrigação de estar assistindo às reuniões do parlamento. Mas, principalmente, porque foi a própria Mesa Diretora que fechou as portas à participação popular, no primeiro semestre do ano. A justificativa é que nos encontros dos integrantes da Mesa estariam sendo discutidos temas referentes a licitações públicas que deveriam ser mantidos em segredo para não causar prejuízos ao processo. Pelo visto, estes assuntos foram superados e, portanto, as reuniões da Mesa voltam a ser abertas e os cidadãos passam a ser bem-vindos, novamente, pelos vereadores. Boa notícia, infelizmente contada de forma provocativa. Desculpe-me, ao menos que soou provocativa, pois a mesma reportagem, por exemplo, esqueceu de informar ao cidadão o nome dos parlamentares que – assim como as organizações da sociedade civil – estiveram ausentes da reunião (talvez nem fosse necessário lembrar, mas os parlamentares, estes sim, têm obrigação de comparecer as atividades da Câmara).

 

Apenas mais uma referência ao caso: assim como as portas, as transmissões pela internet da reunião da Mesa também podem ser reabertas, isto aumentará a participação de cidadãos. Parece-me que a reunião de terça não foi transmitida. Se eu estiver enganado, por favor me corrija, porque quando erro gosto de pedir desculpas em vez de fazer ameaças.

The Washington Post: resultado de investigação

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Roberto Campos, em 1967, prefaciando a obra de Herman Kahn do Hudson Institute “O ano 2000”, lembrava que o fascínio do numero milenar explicava o interesse mundial pelas previsões do futuro naquele momento, diferentemente do ar endiabrado nos anos 1920 e nos raros antepassados que ousaram focar tais “bruxarias”. Mesmo porque os homens sempre atentaram ao mapeamento das estrelas ou a ler vísceras de animais para conhecer a sua origem ou destino. O surto, então iniciado, gerou uma série de inovadoras publicações, que não se esgotaram, até o ano 2000.

 

Ao lado de respeitáveis acertos houve erros de previsão dos quais a redução da jornada de trabalho talvez seja o maior deles. Assim como se apostou mais na robotização do que na informatização pessoal, que como sabemos gerou infinitos gadgets disponíveis e facilidades como as transações bancárias e o pedágio eletrônico. A última década do século passado intensificou o mundo virtual, chegando a propiciar uma bolha eletrônica, levando muitos investimentos ao fracasso. Gerando dúvidas, pois até os de sucesso não davam lucro. A Amazon, talvez a principal estrela deste universo, demonstrava vigor excepcional, crescimento expressivo, mas prejuízo operacional.

 

Segunda-feira, ao saber que Jeff Bezos, o dono da Amazon, comprou o Washington Post, não pude deixar de avaliar o inestimável valor histórico político e social de um lado e o valor inovador de outro. Concebidas em 1877 e 1995, resta saber se Bezos conseguirá manter os 118 anos da empresa que acabou de adquirir. Para isso seus sucessores precisarão ter a visão que a criou. Uma correlação feliz ao procurar no catálogo da Sears a sugestão de um negócio novo. E encontrou quando ficou evidente que os livros eram os produtos menos vendidos devido à necessidade de espaço para visualizar, obstáculo facilmente resolvido na internet. A previsão do futuro fica claro, então, é menos uma questão de adivinhação e mais um caso de investigação.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Participe: Humberto Dantas faz palestra sobre como fiscalizar os vereadores

 

Plenario da CMSP as 16 horas

 

O uso da política para o desenvolvimento da sua cidade é uma das propostas da rede Adote um Vereador, que incentiva o cidadão a controlar seus representantes na Câmara Municipal, desde 2008. De forma voluntária e independente, o eleitor escolhe um vereador da sua cidade e se compromete a fazer o acompanhamento do trabalho legislativo dele. A intenção é que as informações que forem levantadas sejam compartilhadas em blogs, sites e redes sociais fazendo com que este conhecimento se espalhe na sociedade e ajude a qualificar nossas escolhas nas eleições. Nesse sábado, a rede Adote um Vereador de São Paulo convidou o cientista político Humberto Dantas a realizar palestra LEGISLATIVO E CIDADE – Uma relação estratégica no contexto da democracia. Dantas tem colaborado nas ações de acompanhamento do trabalho parlamentar por cidadãos brasileiros e incentivado a participação dos eleitores para influenciar a política em suas diferentes esferas.

 

Para Humberto Dantas, quando se exerce bem as tarefas de legislar e fiscalizar se consegue Câmara Municipais menos clientelistas. Para o cidadão fazer um bom acompanhamento do vereador, ele cita alguns critérios: eficiência do parlamentar como legislador e fiscalizador, a capacidade de ser coerente com as posições do partido, a habilidade enquanto gestor e a transparência do mandato.

 

A palestra de Humberto Dantas será no auditório do Pátio do Colégio, no centro de São Paulo, entre 14 e 16 horas, neste sábado, dia 10 de agosto. O evento é gratuito. Como o local tem lotação limitada, a entrada será por ordem de chegada, portanto chegue cedo.

Avalanche Tricolor: um Gre-Nal em família

 

Grêmio 1 x 1 Inter
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

Foram intensos estes dias em que comemorei os 50 anos, em especial pela presença da família. Estar com o pai quando se chega a essa idade é sempre animador, ao menos porque nos dá a sensação de que não somos tão velhos quanto os outros imaginam. E temos a chance de exercitar o papel de filho, o que sempre nos oferece a oportunidade de sermos ainda mais novos. Os irmãos também colaboram muito nesta tarefa porque não se cansam de nos lembrar de quando éramos crianças. Desde pequenos aprendemos juntos a torcer por um time de futebol lá no Rio Grande do Sul, e você, caro e raro leitor deste Blog, sabe bem da escolha que fiz. Se chega aqui pela primeira vez, bastará um pouco de atenção ao nome da coluna e a cor da escrita para ter a resposta certa.

 

Foi assistindo ao Grêmio no clássico gaúcho que encerrei estes dias agitados, em São Paulo. Boa partida do jogo vi atirado no sofá ao lado do meu pai, como já havíamos feito no passado muitas outras vezes. Aliás, foi com ele que aprendi a ter comedimento diante das conquistas temporárias de uma partida de futebol, mesmo que tenha alguns rompantes diante de lances incríveis como um carrinho salvador que despacha a bola para longe e o adversário para fora (que ninguém me leia) ou uma chegada firme que evite o ataque contrário e quem sabe ajude a armar o contra-ataque. No entanto, sei que boa sequência de ataque não significa gol, da mesma forma que a sinalização de pênalti pelo árbitro. Preferímos esperar a bola na rede para comemorar de verdade. Estamos convencidos há algum tempo que ter o domínio da bola, jogar melhor e se impor ao time contrário não são suficientes para chegarmos a vitória. Um vacilo e tudo se vai: uma falta mal marcada, um cartão não dado ou exagerado, lances fortuitos mudam o destino de um jogo.

 

O horário restrito do voo de volta para Porto Alegre nos tirou de frente da televisão e nos fez assistir ao restante da partida na tela do Ipad até quase a sala de embarque, em Congonhas. No que foi possível prestar atenção, enquanto dávamos preferência às lembranças do fim de semana, pouca coisa mudou desde aquilo que vimos no início da partida: houve mais faltas, mais expulsões, mais pressão e mais nenhum gol de ambas as partes. Terminou empatado o primeiro Gre-Nal na Arena. Menos mal – disse meu irmão ao saber do placar, pouco antes de se despedir. Pelo que jogamos não merecíamos um resultado negativo além disso terminar o fim de semana com um revés não estaria a altura da alegria que foi conviver estes dias com a minha família gremista.