Conte Sua História de SP: Ouvinte faz parte da história

 

No Conte Sua História de São Paulo, a ouvinte-internauta Suely Schraner, assídua colaborada deste quadro, faz homenagem aos 20 anos da CBN:

No dia 1º de outubro, dia em que se comemora o aniversário da CBN, é também consagrado à deusa da Palavra, Fides.

No começo era difícil sintonizar. No meio da notícia, entrava um “aleluião”. Rádio pirata evangélica, se interpunha entre o ouvinte e a “All News”. Sintonia fina, finíssima. Melhor nem triscar no dial 780 AM / 90,5 FM.

Na minha “cozinhoteca” (mistura de cozinha, biblioteca e cdteca) o dia passa em ondas “CBêNicas!. Desde “Jerônimo, o justiceiro do sertão”, novela radiofônica dos anos 60, sou totalmente AM. O radinho de pilha embaixo do travesseiro, presente do pai como compensação por uma grande perda. Hoje, moderno AM/FM, me acompanha o tempo todo. Fiel companheiro interativo. A arte de transformar palavras e ações em imagens na mente do ouvinte.

A trilha sonora dos meus passos é como a de muitos cidadãos desta metrópole. Aliviando o tédio nas manhãs geladas,o trânsito caótico ou redimindo uma insônia pertinaz . A locução liberando o pensamento. Conferindo interesse às palavras alinhavadas.

Contribuindo para o estro, a criatividade, elevando os níveis de oxitocina, o Conte Sua História de São Paulo, cumpriu a função de dar vez e voz ao ouvinte. Suscitou desejos, impulsionou uma constelação de memórias para contar algo e, mais tarde, escutar com emoção indescritível. É a CBN se instalando intensamente nas mentes e corações paulistanos. Dialogando com feijões na pressão, batatas ferventes, arroz soltinho. Por isso, um gosto incomparável, um vício prazeroso, inexplicável. A locução e a sonorização numa harmonia perfeita, seguem seduzindo nesses 20 anos.

Ouça este texto de Suely Schraner sonorizado pelo Claudio Antonio

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no CBN SP. Você pode participar enviando uma história por escrito ou agendando uma entrevista em vídeo e áudio no site do Museu da Pessoa.

Gentileza gera gentileza, diz fiscal de trânsito

 

O agentes de trânsito de Vila Velha, no Espírito Santo, Jobson Meirelles, foi referência em campanha na Semana Nacional de Trânsito, em setembro. Por indicação dos próprios condutores e pedestres pelo trabalho desenvolvido no município ele foi homenageado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) com uma placa de honra ao mérito e um vídeo que mostra seu trabalho como guarda na Praia da Costa.

Cidadão adota vereador do Escândalo da Moqueca

                                              

 

Há pouco mais de um ano da eleição municipal, cidadãos começam a pensar como melhorar o legislativo de sua cidade. Incentivado pelo Adote um Vereador, o ouvinte-internauta Jonas Lorenzini decidiu fiscalizar o trabalho legislativo do vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Velha (ES), Almir Neres (PSD). Não precisou muito esforço para descobrir que o nome de seu “adotado” fazia parte de lista de vereadores suspeitos de participarem do Escândalo da Moqueca:

“Levantamento feito pelo Tribunal de Contas na Câmara de Vila Velha, referente ao ano de 2009, apontou gastos irregulares no valor de R$ 1,1 milhão. Entre as despesas dos parlamentares com a verba de gabinete de R$ 7 mil tinham pagamento de casquinhas de siri, moqueca e churrasco” – registra reportagem no site da Rádio CBN de Vitória.

Jonas pede algumas dicas para desenvolver seu trabalho de cidadão. E eu aproveito para reforçar a receita simples do Adote um Vereador:

1. Escolha o nome de um vereador;
2. Levante informações sobre ele no Google, nos jornais, nas emissoras de rádio e nos programas de televisão;
3. Procure dados sobre o vereador no site da Câmara: projeto de lei, presença em plenário, participação em comissões, gastos com verba indenizatória;
4. Mande e-mail e faça perguntas sobre planos para a cidade e outros assuntos que sejam do seu interesse;
5. Ligue para o gabinete e peça explicações sobre o comportamento dele;
6. Publique estas informações em um blog;
7. Divulgue seu blog nas redes sociais

Importante, também, que o “padrinho” dê sua opinião sobre os temas publicados no blog, exercitando sua capacidade de reflexão. Todo este conteúdo ajudará outros eleitores a pensar melhor sobre o seu voto na próxima eleição.

Um último recado para o Jonas: não deixe de nos avisar quando seu blog estiver no ar para que nós possamos inclui-lo na rede do Adote um Vereador

Avalanche Tricolor: Haja paciência !

 

América (MG) 2 x 2 Grêmio
Brasileiro – Sete Lagoas (MG)

Tem certas coisas que vou te contar, viu! Haja paciência. Você fica ali na torcida. Cheio de esperança de que algo vai acontecer. Acreditando, porque nós sempre acreditamos. E acreditando contra os próprios fatos, pois você percebe o esforço para que dê errado. Nem é um esforço proposital. O defensor dá o chutão, o volante corre atrás, o meio de campo tenta trocar passe e o ataque forja alguns lances de perigo – desta vez, até fez dois gols. O goleiro esbraveja com os marcadores, o capitão com o time. O técnico mexe daqui, olha para o banco, remexe, olha de novo, sabe que tem pouco a mudar e muda mesmo assim. Ele está ali para isso. Mas está na cara de que o gol deles vai sair a qualquer momento.

De repente, a frustração. Mau resultado. Dois pontos a menos. Contra um time que tinha um a menos. E assim mesmo você insiste. Não desiste. No fim de todos os jogos, abre a tabela de classificação. Vê o resultado dos adversários e  vê os próximos adversários. Disputa um campeonato de faz-de-conta. E faz muitas contas. Se aquele perder ali, outro empatar aqui, ninguém for muito a frente e a gente ganhar depois. Por que não? Se não deu certo agora, quem sabe fim de semana que vem. Lá vamos nós outra vez pra frente da televisão, torcer, sofrer, acreditar. Nós sempre acreditamos. Mas haja paciência!

De a raça humana

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Você tem medo de quê?

Não precisa pensar muito; basicamente, um tem medo do outro. Nos escondemos, disfarçamos, para não ficar cara a cara um com o outro. Escondemos nosso tesouro na bolsa, no cofre, na gaveta, no banco, no pote de café, no fundo do coração e não nos sentimos, nunca, a salvo.

Há homens e mulheres – assim como você, como eu – que vivem para matar, trapacear, trair, roubar, torturar, esfaquear, queimar com colheres aquecidas na chama do fogão, diante dos teus olhos e dos olhos dos teus filhos, tenham eles a idade que tiverem. As instituições que protegem crianças de filmes que trazem cenas violentas, cenas de sexo, recheadas de palavrão e pornografia, nada podem fazer. Lidam com a superfície, enquanto o outro, teu irmão de raça, atravessa tuas portas e tuas janelas e expõe sua selvageria sem pudor, exalando, ele também, um cheiro acre de medo e de suor.

Quais são os teus valores?

Temos muitos, os dizíveis e os indizíveis. Os nossos sempre válidos; os do outro quase sempre inválidos. Somos amordaçados por leis sociais para não dizermos o que pensamos. Por quê? Porque nem eu nem você somos os santos que apregoamos ser. Vivemos nos dominando, nos controlando, nos ajustando e acabamos formando um bando disforme de desnorteados e desajustados, de fazer dó. Os homens que invadem as casas, torturam e abusam sexualmente de adultos e crianças são teus irmãos, meu amigo, e não pensa que são sempre pobres coitados, não. Muitos e muitas deles e delas compram na Oscar Freire e fazem flutuar de suas carteiras notas polpudas, com dedos sujos de sangue, de vergonha e de dor, e seus narizes manchados de pó.

Onde você vai se esconder?

Numa fortaleza debaixo da terra? Num cano de esgoto carregando um revólver de ouro como fez Kadhafi, antes de ser abusado, machucado, quebrado, torturado e finalmente morto? Onde? Num carro blindado, guiado por você embebedado, injuriado, desanimado, apavorado de perder o que não tem? Debaixo da cama? Atrás do papai e da mamãe?

Debaixo da toga o juiz treme, sob a cartola o cartola se espreme, vestido de fraque o gabola esconde a fraqueza, a moleza, sua falta de educação e de gentileza, que parece ter saído de moda carregada pela pressa de chegar a lugar nenhum.

Você tem medo de quê?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

É tendência que não acaba mais

 

Por Dora Estevam

Enquanto durarem Primavera e Verão, até 2012, você vai ver muito destas tendências nas vitrines. Cedo ou tarde. Cedo porque no Brasil está uma mania de lançar o Verão antecipado (2012 em 2011) e fazer liquidação antes de acabar o ano. E quando o ano começa, o cliente do varejo vai às lojas e já encontra roupa de Inverno. Aliás, nem deveria se chamar Verão 2012, no Brasil, e sim 2011. Foi apenas uma crítica, um desabafo.

Dito isso, prefiro acompanhar os desfiles internacionais – hoje podemos vê-los todos na internet – e acreditar no calendário deles. De todas as marcas quese apresentaram nos últimos meses, consegui separar com ajuda das agências de noticias de moda e revistas internacionais as peças que vão virar hit, ou mania, ou a expressão que você achar melhor para definir esta situação.

O discurso mais ouvido nos últimos tempos, tanto por editoras e consultoras brasileiras como as de fora, é que hoje em dia se usa de tudo, não tem mais aquela coisa definida de comprimento de saia, por exemplo. Usa-se de tudo. O que continua valendo é o bom senso de usar o que lhe cai bem, uma roupa com a qual você se identifica. É mais ou menos aquela coisa antiga de dizer que tal roupa tem a sua cara. É feio mais vale.

Então é assim: pode usar saia micro? Pode.
Pode usar saia longa? Pode.
Pode usar saia midi? Pode.
É por ai.
Bom, vamos às fotos:

Inspiradas em pin-up, água, impressões Africanas, tons pastel, descubra o seu estilo.

Aqui a inspiração no branco monocromático que vem com tudo para as próximas estações. A moda do branco se estende para outras áreas também: automobilística e decoração.

Lembra que falamos dos tons pastel? Rosa clarinho, verde água e azul bebê… para quem quer suavizar a energia dos blocos coloridos. Givenchy, Louis Vuitton e Balman usaram nas coleções.

E tendência minimalista? Lembra? Pois, também reapareceram nas coleções da Lanvin, Givenchy e Roberto Cavalli. Aquele estilo que tem base essencial de se vestir como os homens: tipo blazer-jaqueta nas composições. Como é Verão eles aparecem sem as mangas, sem os bolsos, mas com detalhes de costuras aparentes. Um olhar perfeito para a androginia.

Jaquetas, serão muitas, nos tecidos mais inusitados.
Notaram os tamanhos das saias?

O duo preto e branco também está de volta. Será uma ótima opção para a noite. É uma tendência unânime entre as marcas Christian Dior, Gucci e Stella McCartney. Sofisticação com descrição. Um contraste que será bem-vindo.

Bloguetes, eu adoraria ficar falando das outras tendências que são pelo menos mais 10, mas, ficará para a próxima. Aliás, nos últimos posts falamos das músicas badaladas nas passarelas e da maquiagem que será usada neste verão. Agora sãoas roupas. Tudo perfeito para você passar a Primavera e o Verão em alto estilo.

Aproveite este sábado!

Dora Estevam é jornalista e aos sábados escreve sobre moda e estilo de vida, no Blog do Mílton Jung

Jornalismo em tempos de redes sociais, no MIS

 

Vendendo meu próprio peixe. Neste sábado, estarei no MIS – Museu da Imagem e do Som – a convite dos Twitteiros Culturais de São Paulo para conversar com Mona Dorf e José Luiz Goldfarb sobre o jornalismo em tempos de redes sociais. Arrisco dizer que esta é uma versão do Rádio na Era do Blog, que lancei há quatro anos em palestras de comunicação e bate-papos informais aqui no Blog.

A seguir, o material de divulgação dos organizadores do ETC Sampa:
                                              
No próximo sábado, dia 22 de outubro, das 16 às 17h30, os dois conhecidos jornalistas discutem a influência das Redes Sociais no Jornalismo durante o ETC_Sampa (Encontro dos Twitteiros Culturais de São Paulo), no MIS (Museu da Imagem e do Som), com mediação do multidisciplinar José Luiz Goldfarb (@jlgoldfarb). Entre as questões, estão “Como as redes sociais transformam o jornalismo?”, “Como será o jornal do futuro?”, “Existe algo acontecendo que altera fundamentalmente a produção e veiculação de informações?” e “Como o Twitter interfere no furo jornalístico”. A entrada é franca. O debate pode também ser acompanhado pelo Twitter, através da hashtag #REDEMIS.
 
Sobre o ETC

Criado em 2009, o ETC está em 19 cidades brasileiras e reúne twitteiros que agitam a cultura dentro e fora do twitter. Os convidados debatem temas específicos,  relacionados com o Twitter e a Cultura, sempre com a participação do público, que vai ao evento ou está presente virtualmente, via twitter e stream.Foram desses grupos que surgiram movimentos como o #doeumlivro, que arrecadou 360 mil livros em dois anos (entre novembro e janeiro de 2009/2010 e de 2010/2011). “Agora em Sampa os ETCs passam a ser mensais, no MIS”, afirma Goldfarb. 
   

Mundo Corporativo: Max Gehringer, um cara de sorte

 

“De onde saiu esta, tem muitas outras”. Foi o que disse Max Gehringer a um colega de trabalho que havia perguntado a ele se não temia ter suas ideias roubadas pelos outros. E foi neste ritmo, misturando bom humor, ironia, criatividade e conhecimento, que Max se apresentou na entrevista especial do programa Mundo Corporativo, em homenagem aos 20 anos da rádio CBN. No nosso bate-papo, ele contou o início de sua carreira como office-boy, casos que enfrentou no cotidiano das empresas e sua trajetória no rádio. Com intensa participação de ouvintes-internautas, a entrevista trouxe uma série de dicas importantes para quem está disposto a encarar o ambiente de trabalho – e para quem não está, também.

Assista ao Mundo Corporativo e descubra como a sorte é importante para o seu sucesso:

O Mundo Corporativo vai ao ar, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação de ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Aos sábados, você assiste à reprodução da entrevista no Jornal da CBN.

Aplicativo ajuda a pegar táxi, em São Paulo

 

Semana passada, fim da tarde, deixei um condomínio da avenida Juscelino Kubitschek com pressa para voltar para a casa. O ponto de táxi vazio me fez caminhar até a esquina mais próxima para pegar o primeiro que passasse. Estiquei o braço para um que apareceu no horizonte e para outro mais distante, os dois foram embora. Deviam estar a caminho de uma chamada. Lembrei-me dos filmes americanos, nos quais o mocinho de chapéu e capa deixa o escritório e antes do primeiro passo na calçada, estica o braço e um Yellow Cab aparece para levá-lo a qualquer canto de Manhatan. Mas eu não estava em Nova York e a cena foi substituída pela minha irritação assim que percebi o excesso de carros nas ruas e a ausência de táxis.

Na hora do rush a impressão é que os 32.219 táxis desaparecem da cidade de São Paulo. Chego a reclamar que são poucos, mas os motoristas com os quais converso me convencem de que o problema é o congestionamento que os deixa emperrados e impede número maior de corridas. Esta dificuldade provocou a criatividade de jovens que desenvolveram o aplicativo Moove Taxi que põe no celular e tablet do paulistano informações sobre os pontos de táxi mais próximos de onde estiver. A versão beta foi apresentada em agosto e em dois meses mais de 1.500 pessoas já se interessaram pelo serviço que é gratuito.


Leia o artigo completo no Blog Adote SP, da Época SP

A incrível atração do lixo

 

O novo sistema de varrição pública nas ruas de São Paulo, que impõe uma série de serviços às empresas vencedoras do processo de licitação, deve custar cerca de R$ 2,1 bilhões, em três anos. Enquanto lia reportagem sobre o assunto, recebi foto e mensagem de Devanir Amâncio, colaborador deste blog. E não foi difícil perceber a ironia do texto.

Atraídos pelo lixo , lixo desorganizado

“O lixo exerce irresistível atração e poder sobre a vida das pessoas. Um homem e uma mulher conseguem revirar e retirar objetos de uma lixeira – gaiola protegida com cadeado, na avenida São João, no centro de São Paulo.”

Tem razão, Devanir. o lixo é muito atrativo.