Sua majestade o tecido

 

Por Dora Estevam

Você já parou para pensar que ao olhar uma roupa na vitrine, o brilho dos nossos olhos fica diferente? Muitas vezes, você nem percebe, mas as cores, as estampas e o modelo que nos seduzem vêm carregados de um detalhe que só quem é do ramo conhece: a qualidade do tecido.
 
O tecido usado nas roupas é que faz virar qualquer olhar. O tecido chic, refinado, caro; ou o tecido simples, barato, comum. Normalmente o consumidor final tem conhecimento dos tecidos mais comuns usados em uma estação. Se eles estão na moda fica mais fácil; caso contrário, fica difícil reconhecê-los.
 
E não é para menos, se você não é daquelas pessoas que ficam esfregando os dedos nas roupas e as virando ao avesso para identificar o tecido,  vai ter muita dificuldade mesmo. É claro que uma consumidora viajada sabe o que é bom ou não, mas as emergentes ainda não conhecem.
 
Eu abordei o assunto de tecidos porque esta semana a consultora de moda Maria Helena Daniel, lançou no mercado o Guia Prático dos Tecidos (Editora Novo Século). Com 30 anos de experiência no mercado de confecção, a consultora resumiu num catálogo, com nada menos que 180 modelos de tecidos, todos fotografados e escritos um a um, tudo o que nós gostaríamos de saber sobre o tema.
 

O vídeo acima foi feito pelo consultor de moda Lula Rodrigues. A conversa girou em torno da inspiração da empresária para montar o livro. A entrevista foi feita dias antes do lançamento. Detalhe especial para a simpatia da escritora.

O Guia vai servir para os estudantes de moda, lojistas que querem treinar as vendedoras, consumidoras cuidadosas e todos que amam o assunto, que por ser mais técnico é menos abordado nas lojas. Até mesmo porque falta tempo para uma boa conversa mais específica.
 
Vai ajudar, também, a consumidora que acha tudo caro a ter uma ideia do mundo que foi movido para aquele tecido estar lá na mão dela. É caro? É. Tem que ser. Na maioria das vezes.
 
Os estilistas mais renomados do Brasil, Alexandre Herchcovitch, Ricardo Almeida e Reinaldo Lourenço, foram consultados por Maria Helena na montagem do catálogo. A consultora também contou com a colaboração das tecelagens Rosset e Santa Constância, marcas nacionais e bem respeitadas.
 
Em 312 páginas, a leitora e o leitor vão entender tudo o que está por trás de uma etiqueta. Decifrar o mundo da tecelagem e aproveitar a experiência nas próximas compras. Você vai ler sobre as tramas, fibras, texturas, costuras e  saber por que a autora chama o tecido de Majestade.
   
Sem falar das curiosidades. Por exemplo, um polyester não troca calor com o meio ambiente; a lã fria pode ser um ótimo tecido em países tropicais; os forros devem usar tecidos de fibras naturais. Todas informações preciosas que precisamos conhecer para um consumo consciente.
 
Entender o mundo dos tecidos pode ser mais fascinante do que você imagina. E como o assunto está em voga aproveitei e separei umas fotos dos tecidos que foram usados nas últimas semanas de moda internacionais: NY, London, Milan e Paris. Tecidos que saíram das cartelas e foram para as passarelas.


 
Agora é com você leitor (a) escolha a peça e divirta-se com os tecidos.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida, aos sábados, no Blog do Mílton Jung. 

Mundo Corporativo: No caminho do coach

 

Profissionais com talento e bom conhecimento técnico podem ter sua carreira interrompida ou prejudicada pela falta de orientação na área do desenvolvimento humano. É para evitar problemas como esses, muitas vezes identificados no ambiente de trabalho, que a técnica de coaching pode ser aplicada, na opinião do consultor e educador Tércio Vitor, um dos autores do Manual Completo de Coaching, lançado pela Editora Ser Mais. Convidado do Mundo Corporativo, Tércio explica como funciona o Coaching Multifuncional e o papel do coach dentro de uma empresa e, também, na relação com profissionais autônomos.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN (www.cbn.com.br), com participação dos ouvintes-internautas pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Aos sábados, a entrevista é reproduzida no Jornal da CBN.

Deputado tira placa que feria Lei Eleitoral

 

Apesar de garantir que não feria a Lei Cidade Limpa e a Lei Eleitoral, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB) recuou e decidiu retirar a placa que estava na fachada do escritório político dele, na Avenida Eng. George Corbisier, 1127. A denúncia do uso indevido do material em local onde atende eleitores foi feita por um colaborador do Adote um Vereador que nos informou que a publicidade foi sacada na noite de quinta-feira. A prefeitura de São Paulo, em nota, avisou que a subprefeitura da região iria ao local para identificar se havia alguma irregularidade. Mas depois não deu nenhuma informação sobre as medidas adotadas.

Veja como ficou:

Deputado tira propaganda

Veja como estava:

Deputado faz propaganda

‘Conselheiro cidadão’ no TCM para conter dívida de SP

 

Pacaembu

No ano que vem, a cidade de São Paulo terá oportunidade de viver um momento muito rico. Refiro-me a riqueza de obras e criatividade. As obras estarão a cargo do prefeito Gilberto Kassab (PSD) que vai botar cada tostão dos nossos impostos para eleger seu sucessor – seja ele quem for. A criatividade será dos candidatos a prefeito que apresentarão planos mirabolantes e ideias geniais para resolver todos os nossos problemas. Nenhum nem os outros darão a menor pelota para o fato de a dívida da prefeitura bater a casa dos R$ 60 bilhões, conforme cálculo do consultor Stephen Kanitz, ou R$ 48 bilhões, nas contas do Tesouro Municipal. Para ter ideia do quanto isso representa: o Orçamento de 2012 previsto pela prefeitura é de apenas R$ 38 bilhões.

Esta conta começou nos descontroles dos prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta que tiveram de renegociar os R$ 11 bilhões de dívida que a cidade tinha com a União. Ao não cumprir com parte de suas obrigações nos governos seguintes, este valor simplesmente explodiu e, mantidas as regras atuais, o subsecretário do Tesouro Municipal, Rogério Ceron, diz que é impossível fechar a conta.

Para não me alongar nesta matemática, explico o problema da seguinte maneira: São Paulo está no cheque especial há muito tempo, recebe bem menos do que tem para pagar, os juros são absurdos e os gastos somente aumentam. Você conhece alguém mais que passa por esta situação? Em lugar de economizar, damos benefícios para construir estádio de futebol e reservamos dinheiro para túneis e avenidas que não resolverão o problema da mobilidade.

Saiba como o “conselheiro cidadão” pode ajudar no combate a dívida de SP lendo o artigo completo no Blog Adote São Paulo, da revista Época São Paulo

Posso sobreviver sem PC, sem celular, não

 

Por Milton Ferretti Jung

O homem vem criando e aprimorando ao longo, em especial, dos séculos XX e XXI (que me desculpem os inventores mais antigos, merecedores do maior respeito), tecnologias que facilitam sobremaneira o nosso dia a dia. Foram lançadas no mercado novidades que, nem faz tanto tempo assim, seriam inimagináveis para os nossos antepassados. Está, entre essas, em lugar de honra no pódio das invenções, sem a mínima dúvida, a internet. Sempre que vou digitar esse vocábulo fico em dúvida. Talvez devesse iniciá-lo com letra maiúscula ou mais que isso, completamente em caixa alta: INTERNET. Meu primeiro computador,um Compaq, foi adquirido em 1996 (já contei isso em postagem anterior). Desde então, aqui em casa e no trabalho, lido com PCs e, claro ,internet. Fala-se, hoje em dia, mais em digitar do que em escrever. Com a chegada do iPad, provavelmente, muitas pessoas (não serei uma delas, garanto) manterão suas bibliotecas, pequenas ou grandes, somente para enfeitar suas casas. Quem gosta de ouvir músicas enquanto caminha dispõe de outra das criações do falecido Steve Jobs, o iPop,aparelhinho que pode ser plugado também em automóveis que dispõe de sistemas de áudio mais modernos.

Entre todas as inovações tecnológicas que sacudiram o mundo existe uma, porém, cuja utilidade rivaliza com as que citei e com outras a que não me referi para não alongar demasiadamente este texto. Trata-se do telefone celular, lançado na cidade do Rio de Janeiro no início dos anos 90 visando, na primeira fase, a suprir a demanda reprimida pelos serviços de telefonia fixa. Nessa etapa, os celulares eram analógicos. Na segunda geração tornaram-se digitais, permitindo voz e dados. São agora aparelhos avançadíssimos e sofisticados. Jamais esqueci que o meu primeiro celular custou os olhos da cara, algo em torno de mil e quinhentos reais. Era um imenso Motorola. Hoje, graças a um plano de 200 minutos, que tenho com uma telefônica, saiu-me de graça um diminuto Nokia C3-00. Posso sobreviver sem PC, mas não sem telefone móvel. Não fosse um deles e eu teria ficado sem socorro quando meu carro sofreu pane tarde da noite numa via pública. Citar outros exemplos dos benefícios prestados por um celular às pessoas seria chover no molhado. Afinal, não há quem não os conheça e tenha deles se valido. O amigo leitor talvez não concorde com a primeira frase desse parágrafo, mas, se pensar um pouco, quem sabe me dará alguma razão.

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Foto-ouvinte: Calçada descalçada na Amaral Gurgel

 

“Há exatos dois anos, a calçada do quarteirão da Rua Amaral Gurgel (59 a 99), entre a Santa Isabel e o Largo do Arouche, está toda quebrada do lado ímpar. (…) Prefeitura começou a trocar todo o asfalto desta rua e se esqueceu de finalizar o serviço. Obtive como resposta da sub-prefeitura da Sé que estava em licitação. Até quando???”

O recado e a foto são do ouvinte-internauta Vlademir Lopes Guimarães que cansou de ver pessoas idosas caíndo no passeio público, motivo suficiente para ele se incomodar com o que diz ser responsabilidade da “inoperância da prefeitura”.

Acampa Sampa tem biblioteca e reciclagem

 

Acampa Sampa reciclagem

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Manoel Del Rio: “Se estivessem acampados na porta da Caixa Econômica Federal – reivindicando moradia para os pobres – ou na frente do Banco Central, na Paulista, contra os juros altos, ninguém segurava “[…]

Mesmo com pouca clareza de objetivos e prioridades, os acampados do Anhangabaú, o ‘Vale do Povo’, região central de São Paulo, pensam com criatividade. O grupo organizou o “cantinho da reciclagem”, que chama atenção de longe. Já tem gente pensando que o Acampa Sampa é para reivindicar do prefeito Gilberto Kassab política de reciclagem para a cidade.

O advogado Manoel Del Rio, presidente da ONG Apoio – Associação de Auxílio Mútuo, foi conhecer a função social do Acampa Sampa e se inteirar sobre as ideias dos jovens espoliados; chegou com livros e a Constituição Federal para a bibliotequinha do movimento.

” Olha, eles estão aqui até agora porque são inofensivos a governos. O acampamento está debaixo do viaduto (Viaduto do Chá), escondido… Se estivessem acampados na porta da Caixa Econômica Federal – reivindicando moradia para os pobres – ou na frente do Banco Central, na Paulista, contra os juros altos, ninguém segurava , as autoridades estariam dando pulos de medo. A adesão seria total, atrairiam a atenção do mundo todo.”

Aristóteles, Platão, Juvenal e o Itaquerão

 

Por Carlos Magno Gibrail

Que a democracia nasceu na Grécia todos sabem, embora muitos desconheçam que Aristóteles e Platão eram contra o regime do povo. Aristocratas, assim como Juvenal. Os intelectuais gregos não conseguiram barrar a democracia. Juvenal conseguiu.

Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, clube originalmente democrata, encabeçou o retrocesso político. Aumentou o mandato enquanto presidente e usufruiu da própria mudança para se manter no poder durante três períodos então aumentados, alegando que o novo estatuto zerava o passado. A partir daí o enredo é similar a todas as ditaduras. Embora convencional por estar inserido no futebol. Atividade apaixonante, mas eivada de instituições autocráticas, com frios cartolas e vivida no momento de Copa do Mundo.

Juvenal após destratar o maior cliente tenta o confronto com Ricardo Teixeira e se dá mal. Fica sem Andrés Sanches, o cliente maltratado, sem a Globo, sem a FIFA e acreditando em Kassab e Lula.

A FIFA, que já sinalizara seguir o COI na preferência pelos BRICS quando fez a China, emergente poderosa, gastar fortunas , deixava claro o indício da estratégia de exigir os mais altos investimentos nos eventos a serem realizados. A Rússia na preparação para a Copa 2018 já faz os maiores gastos da história em preparativos. O estádio Luzhniki de Moscou, de acordo com o Estadão de domingo, cinco estrelas pela UEFA, terá que investir 2 bilhões de reais para atender a FIFA.

Juvenal somava aos desafetos o estádio do Morumbi, um entrave nas pretensões da FIFA e da classe política, ávidas por maciços gastos públicos. Restava apenas o trunfo da cidade de São Paulo, única capaz de receber a abertura. Eis que o “inculto”, mas certamente experiente Andrés Sanches, já habilitado nas lides com os russos e Kia, e, evidentemente apadrinhado pelo “iletrado” Lula, equacionam o Itaquerão. De graça para o Corinthians, o inimigo numero 1 do Juvenal.

Aristóteles e Platão, embora aristocratas, deram à humanidade seus conhecimentos. Juvenal perdeu a chance de fincar a bandeira da democracia nesta aristocracia do futebol. O esporte mais popular do mundo.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e, às quartas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung

Deputado faz “propaganda” e atende eleitor

 

Propaganda eleitoral ilegal

A pouco mais de 2,5 km do Cartório Eleitoral da 320ª Zona Eleitoral, no Jabaquara, São Paulo, o escritório do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá (PTB), que fica na Avenida Eng. George Corbisier, 1127, mantém instalada uma faixa com foto e número da legenda do parlamentar, segundo revela um colaborador do Adote um Vereador. No escritório, sediado na zona sul da capital, o deputado presta atendimento à população. Aos sábados, o local é procurado por dezenas em busca de encaminhamentos médicos, vagas para empregos e outros auxílios. De acordo com populares, o cartaz substitui um semelhante, que estava gasto.

Segundo a Lei Eleitoral, a prática do parlmentar é considerada propaganda antecipada (ou seria atrasada?) – já que não estamos em ano de eleições. Faria de Sá foi reeleito deputado federal em 2010 pela sexta vez.

O exemplo de Jaraguá e outras cidades

 

Antonio Knopf
Ouvinte-internauta do Jornal da CBN

Sou morador de uma pequena cidade do médio vale do Itajaí, Indaial, próxima de Blumenau, onde está ocorrendo uma das maiores festas da América Latina, a Oktoberfest simplesmente indiscritível. A discussão sobre a emenda parlamentar que permite o aumento no número de vereadores, teve repercussão nacional devido a manifestação das entidades organizadas da cidade de Jaraguá do Sul, no norte de Santa Catarina. Ali, a vontade das entidades e da comunidade foi atendida. O número de vereadores permaneceu o mesmo, pois se entendeu que havia outras prioridades: saúde, educação e segurança pública.

Com o sucesso alcançado em Jaraguá do Sul, as demais cidades próximas também se organizaram no sentido de se manifestar contra este aumento. Aqui na minha cidade, Indaial, onde vivem 54.794 pessoas, já tinha ocorrido a primeira votação, que autorizava o aumento de 11 para 15 vereadores. Efetuaram-se enquetes e a comunidade manifestou-se contrária – 92,8% disseram não. Na segunda votação, em 20 de setembro, os nobres vereadores decidiram ficar no meio do caminho: ampliaram para 13 vagas, na Câmara, contrariando a expectativa da maioria do povo indaialense.

O mais constrangedor foram os argumentos apresentados no sentido de justificar este aumento:

Que não haverá mais despesas. O que é inadmissível, pois ninguém trabalhará de graça. E os assessores? As despesas de ofício? O repasse para o legislativo, por tratar-se de município de até 100.000 habitantes é de 7% .

– Melhoria da representetividade. Outra enganação. Faço um paradoxo a cidade de São Paulo (capital) com mais de 11 milhões de habitantes. Seriam, então, necessários 2.946 vereadores? Inadmissível.

Na verdade, o que estes nobres parlamentares pretendem é reduzir o coeficiente eleitoral para que, com menor quantidade de votos, possam se eleger, contando então com os votos da legenda.

Alegaram, também, que o problema relacionado a contenção de despesa está vinculado aos cargos de confiança e/ou comissionados. Resta-me outro questionamento: por que não estabelecer regras claras na lei orgânica do município, quanto a estas contratações? Lei orgânica é de “exclusividade”do “Poder Legislativo”, mas sabem por que não o fazem? Simples, usam como moeda de troca para empregar, acomodar seus cabos eleitorais.

Em  tempo: Blumenau com seus 309.214 habitantes permanecerá com os atuais 15 vereadores; poderiam ser 23 mas atenderam a pressão popular.