Meu Jardim Suspenso ainda está lá

 

Democrático, mesmo no futebol, este blog abre espaço, nesta terça-feira, para reproduzir texto do ouvinte-internauta Luis Fernando Gallo, diretor de fotografia, fotógrafo de primeira e palmeirense de coração. Ele foi ver como estavam as obras da arena de seu clube, construída no mesmo espaço do Parque Antarctica. Fez algumas imagens e revelou outras que estavam em sua memória:

Divina Memória: obra no Palmeiras

Resignado, assustado e emocionado, me deparo frente ao meu Palestra Itália, o meu Parque Antártica, cuja arquitetura deixava o campo num lindo Jardim Suspenso. Foi lá que, em 1965, meu pai me levou pra ver um Palmeiras e São Paulo. Eu, com seis anos, já estava sendo doutrinado para o reduto tricolor da família. Mas a memória infantil é um “Super HD”, nunca mais você apaga suas emoções. Foi o que aconteceu. Quando vi o elegante Djalma Santos, que, usando sempre a força das suas mãos, o primeiro brasileiro a fazer da cobrança de lateral em um cruzamento para a área adversária, foi algo inesquecível.

O sucesso atual dos treinadores gaúchos pelos clubes da nossa cidade, Mano Menezes, Tite, Carpeggiani, e Luis Felipão Scolari, não apagam a lembrança do pioneiro de Taquara (RS), no banco, com aqueles óculos imensos e sempre fumando, bicampeão Brasileiro e Paulista na década de 1970, o mestre Oswaldo Brandão.

Como apagar as imagens das jogadas elegantes e clássicas do “Divino” Ademir da Guia, o “Pai da Bola”, maior jogador que vi jogar, depois de Pelé. Junto com e Dudu, formaram um meio campo que jogaram juntos por 10 anos.

Essas memórias de minha infância iam se apagando diante do que eu me deparava, tudo no chão, aquelas máquinas demolindo tudo, fui fotografando sem parar toda aquela transformação.

Lá na frente, junto com os meus netos com certeza terei muito que contar. Agora, definitivamente, com obras a todo vapor, e com “dinheiro privado”, a nova Arena Palmeiras, com sua ótima localização, será com certeza um grande marco cultural e esportivo para a nossa cidade. É a torcida de um alvi-verde paulistano da gema!

Ah! Com toda modernidade empregada meu “ Jardim Suspenso” será mantido !!

Sinalizador ajuda cegos a pegar ônibus, em Londrina

 

Placas que lembram os sinalizadores usados antigamente pelas equipes de fórmula 1 têm ajudado pessoas com problemas de visão a pegar ônibus, em Londrina, no Paraná. A ideia foi do presidente da Adevilon – Associação de Deficientes Visuais de Londrina, Antônio Carlos Ferreira, virou lei na cidade e está valendo desde a semana passada, leio em post do Blog Ponto de Ônibus, do colega Adamo Bazani. Foram distribuídas até agora 100 dessas placas feitas de papelão, divididas em três filetes, presos em espiral e com letras e números convencionais e braile. O equipamento serve para as pessoas que têm dificuldade de identificar o número da linha de ônibus que está chegando no ponto. Assim que ouvem um ônibus se aproximando, estendem a placa com o código da linha e o motorista para facilitando o embarque. Até então, era necessário contar com a ajuda dos demais passageiros ou parar todos os ônibus quando se estava sozinho no ponto.

Leia a reportagem completa no Blog Ponto de Ônibus

Foto-ouvinte: Chafariz “revitalizado” na Nove de Julho

 

Por Marcos Paulo Dias

 

Chafariz

Já que a prefeitura não passou por lá, o artista foi.

O recado foi dado aqui no Blog do Mílton Jung, em 28 de maio de 2010, no post “Nove de Julho desrespeitado”:

O Túnel 9 de Julho pode ser considerado um patrimônio? Lancei a questão no Google e, logo, veio a resposta, no sítio da Prefeitura: ”Com 460 metros de extensão, foi o primeiro túnel da cidade e, durante muito tempo, considerado em símbolo da modernidade da metrópole.” Hoje, o que se vê por lá é muita sujeira, resto de alimentos, descaso e abandono. O chafariz permanece desligado, além do vazamento em um dos canos na parte interna. Acumula lixo e, também, água da chuva, o que facilita a proliferação de insetos. Moradores de rua usam o espaço como dormitório.

Voltei lá semana passada (21/09/11), um ano e quatro meses depois e a situção é a mesma, nada mudou. Melhor, pouca coisa mudou. Encontrei dois grafites, talvez com a intenção de contribuir com a revitalização do local ou chamar atenção para o descaso. Infelizmente não posso dizer o nome do artista, pois não tive a sorte de encontrá-lo. O que eu ainda não consigo entender é o descaso da Prefeitura com o patrimônio da nossa cidade.

Conte Sua História de SP: As mamonas da Mooca

 

No Conte Sua História de São Paulo, Argemiro Navarro Ortega, 72 anos, lembra das batalhas de mamonas na rua dos Trilhos, na Mooca, onde foi morar assim que deixou a cidade de Santo Anástico, interior paulista. Ele tinha apenas dois anos quando a família Ortega decidiu se instalar no bairro famoso por ser reduto de italianos. Das brincadeiras de criança, gostava também dos banhos de rio na região. Dos tempos da juventude, se divertia nos bailes de formatura, onde conheceu sua esposa:

Ouça o depoimento de Argemiro Navarro Ortega, gravado pelo Museu da Pessoa, editado pela Juliana Paiva e sonorizado pelo Cláudio Antonio

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, sábados, logo após às dez e meia da manhã, no CBN SP. Você também pode contar mais um capítulo da nossa cidade, gravando um depoimento ou escrevendo texto para o site do Museu da Pessoa.

Compre aqui o livro “Conte Sua História de São Paulo” lançado pela Editora Globo.

Avalache Tricolor: E da-lhe, da-lhe, da-lhe Mário !

 

Avaí 1 x 2 Grêmio
Brasileiro – Florianópolis (SC)

Nossa torcida, na Ressacada, em foto no site gremista aovivo.ducker.com

Foram seis toques com o pé direito até a bola ser ajeitada para o esquerdo, que concluiu cambaleante mas com força suficiente para passar pelos braços do goleiro adversário. Douglas que acabara de escapar para dentro da área pelo lado direito, certo de que seria o destino final da jogada, não teve tempo de reclamar pela decisão individual de seu colega. Foi sensível o suficiente para, com os braços abertos, pedir que André Lima deixasse a bola escorregar para dentro do gol que premiaria um dos jogadores mais incríveis do Grêmio, nesta temporada: Mário Fernandes.

Com apenas 21 anos – completados no início da semana – , Mário foi centro-avante nas primeiras peladas, chegou ao futebol profissional zagueiro e, pelas circunstâncias, se travestiu e ala direito. E foi nesta posição que, recentemente, teve sua primeira convocação para a seleção brasileira principal. Haverá alguém para lembrar que esta apenas se fez devido a restrição imposta a Mano Menezes de chamar os jogadores “estrangeiros”. Que pense assim ! Nosso lateral (como sempre gostei de chamar os que atuam nesta posição) demonstra enorme capacidade para estar entre os titulares do Brasil na Copa 2014, a persistirem os sintomas. É moderno, não no cabelo nem no modo de se vestir, mas na performance, no jeito com que avança em direção ao gol. Mistura força e talento como na arrancada que resultou na abertura do placar na tarde deste domingo, em Florianópolis.

Sempre que o vejo, fico com a impressão de que não vive aquele ambiente. Olha para algum lugar, sem definição. Expressa uma leve depressão no semblante. Quando a bola chega a seus pés escapa pela lateral do campo até a linha de fundo, fazendo atalhos entre as pernas dos marcadores a caminho da área, atropelando quem se atreve a parar na frente. É quase irresponsável nestas escapadas. Uma irresponsabilidade saudável, ressalte-se, pois se beneficia da falta de medo em errar. E se errar, volta com velocidade pronto a abortar o contra-ataque adversário e começar todo o trajeto, novamente. Faz tudo isso como extrema simplicidade. Sem reclamar, espernear ou chiar. E, assim, se transforma em um guerreiro (desculpe-me André Lima, mas este, sim, merece o apelido).

Por tudo isso, merecia aquele gol. E merecia marcá-lo em uma tarde na qual o Grêmio reencontraria a vitória com todos os percalçados e defeitos que nos são comuns nesta temporada.

Em tempo: não bastasse tudo isso, Mário Fernandes ainda carrega nas costas o meu número 13. Dá-lhe, Mário !

Veja mais foto da vitória em Florianópolis, no site Ducker.com

De estar feliz

 

Por Maria Lucia Solla

Das nuvens

Ouça este texto na voz e sonorizado pela autora

Felicidade é estar com a barriga cheia e o sono em dia, com tudo funcionando como deve: coração batucando legal, rins fazendo a sua função, sem greve, sem rebelião. Felicidade é enxergar bem, respirar o ar da vida e não o da morte, e saber que os que te cercam têm isso também

Estar feliz é poder ir daqui-pra-lá-e-de-lá-pra-cá, principalmente se o daqui for de um canto confortável e gostoso, e se o pra-lá for um lugar que faz o coração batucar, ainda mais forte e mais depressa, animado pela adrenalina que brota da excitação. Felicidade pode ser estar numa cantina num vilarejo escondido na Bolívia, pode ser o sushi do restaurante favorito comido em casa, sentado no chão, apoiado na mesa de centro na frente da TV, assistindo a um programa que faz a gente sorrir feito bobo, ou lendo um livro que não dá para largar e interrompendo a refeição um milhão de vezes para anotar as ideias que não param de chegar, para engolir o que mastigou, para digerir o que leu, para assimilar o que pensou.

Estar feliz é ter confiança nos dirigentes do país, do ônibus, do trem e do carro, sentindo que o barco vai bem conduzido, não faz água e fica longe do perigo. Estar feliz é poder viver com a consciência tranquila e o coração em paz. É saber que ninguém está espreitando atrás da fresta para te pegar no pulo e tirar vantagem de você. É poder receber o que comprou sem precisar lutar na justiça por meses, às vezes por anos, perdendo saúde e sono. É poder ter respeitado o que é seu, oferecendo respeito em troca.

Estar feliz é confiar que o banco cuida do teu dinheiro, que o médico que te atende sabe o que está fazendo, é ter consciência do que está comendo. Felicidade é poder acreditar em quem diz que gosta de você, é não usar o outro até gastar e aí não ter mais, é deixar ir quando o prazo termina, não iludir, não ser manipulado, roubado, emboscado, traído.

Estar feliz é ter mais motivo de sorrir do que de chorar, é ter quem a gente ama gostando de ser amado e se deixando amar. Estar feliz é trabalhar no que gosta, ou ao menos gostar do que faz, e ter a oportunidade de escolher o que fazer. É saber que o ônibus vai chegar, que a gente vai sentar e, a viagem, nem vai perceber. Estar feliz é andar descalço na praia com o sol acariciando o corpo, a brisa desmanchando o cabelo e cara de idiota, chupando um picolé e se sentindo o maioral. Nem que seja uma vez por mês no bate-volta.

Estar feliz é viver intimamente com a arte, é criar, é recriar, não matando o já criado; reinventando, reinventando, reinventando. É garantir cadeira cativa para a ilusão. Estar feliz é aceitar que a gente está aqui e pronto, e a partir daí pavimentar dia a dia o caminho para estar feliz cada vez mais vezes e por mais tempo. É transformar num só conceito de amor, criatura, criação e criador.

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Cada semana com a sua moda

 

Por Dora Estevam

… E esta foi a vez da semana de moda londrina. Cerca de 70 grifes apresentaram suas coleções primavera-verão 2012. Veja como foi a movimentação:

Show também para os homens. Designer, organização, tudo maravilhoso. Novas experiências, novas ideias, tudo fashion.

Embora as coleções apresentadas façam muito sucesso por serem atrativas visualmente, tem uma turminha que consegue chamar atenção dos holofotes mesmo fora da passarela, são as celebridades.

Deu para notar a mistura de cores, padronagens e tecidos?  É a moda particular de cada uma delas. As informações estão no ar e ninguém precisa seguir a risca nem copiar dos outros, faça da moda a sua moda.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida no Blog do Mílton Jung, aos sábados.

Mundo Corporativo: Estratégias para reter talentos

 

Empresas bem estruturadas e com planejamento estratégico costumam ser atrativos para a retenção de talentos, mais do que a própria política salarial. Esta é uma das conclusões após entrevistar o vice-presidente de Recursos Humanos da Pepsico, João Senise, no Mundo Corporativo da CBN. Nesta conversa, Senise explica quais são as ações que a sua empresa utiliza para manter os principais colaboradores em um mercado extremamente competitivo.

O Mundo Corporativo vai ao ar, ao vivo, às 11 horas da manh, toda quarta-feira, no site da rádio CBN. E aos sábados, no Jornal da CBN, você acompanha a reprise da entrevista. Participe pelo Twitter @jornaldacbn e pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br

Avalanche Tricolor: Alucinações

 

Grêmio 0 x 1 Botafogo
Brasileiro – Olímpico Monumental

Foram impressionantes os chutes a gol, havia precisão e força, surpreendendo a defesa. A troca de passes veloz confundia a marcação quase não permitindo a organização tática do adversário. E, claro, mais uma vez nossos jogadores foram cruelmente caçados em campo, alguns dentro da área, sem que a punição fatal fosse imposta pelo árbitro. Este mesmo árbitro que congelou no momento em que deveria sinalizar a irregularidade flagrante no único gol que o inimigo foi capaz de marcar. Nem preciso dizer que os nossos gols, estes sim, foram anulados, em mais um ato de injustiça com o Imortal. Na realidade – se é que algo de real existe neste cenário – não sei bem se a bola chegou a tocar as redes, mas tinha esta intenção com certeza.

Escrevia esta Avalanche quando alguém, bisbilhotando sobre o ombro, teve o atrevimento de me alertar de que nada do que teclava havia acontecido no jogo da noite de ontem. Mandei-o às favas. Quem era ele para achar que eu estava louco, que escrevia insanidades? Mas agora, quando arrumei um tempo para publicar este post, comecei a ter dúvidas sobre meu comportamento. Teria meu amigo razão? Teríamos perdido porque esquecemos como se marca gols? Ou porque não conseguimos mais anular os goleadores inimigos?

Confesso, não sei mais o que é real. O Grêmio, ultimamente, tem me deixado alucinado.

De cada 5 leis só uma tem impacto, na Alesp

 

A produtividade e a independência da Assembleia Legislativa de São Paulo estão em baixa, é o que mostra relatório sobre o desempenho dos parlamentares no primeiro semestre deste ano, divulgado pelo Movimento Voto Consciente. Em quatro meses e meio, os deputados estaduais aprovaram  148 leis e destas 119 tratavam de assuntos de pouca relevância (como denominações e homenagens). Apenas 29 tinham alguma importância, sendo um desses projetos a Lei de Diretrizes Orçamentárias – que faz o primeiro rascunho do que será o Orçamento do Estado no próximo ano.

A avaliação do Voto Consciente também chama atenção para o baixo grau de deliberação e discussão no parlamento. Muitas decisões foram aceleradas de acordo com o interesse do Executivo através de ferramentas disponíveis como a apresentação de requerimento de urgência e a indicação de relator especial que substitui os debates nas comissões específicas. Apenas sete dos 28 projetos considerados de impacto receberam emendas dos deputados. O que chama atenção é que todos os 28 projetos foram aprovados por votação simbólica em vez de votação nominal – aquela em que o deputado declara seu voto.

Em outro ponto do relatório se identifica mais uma situação curiosa, quando a ONG avalia a concentração e dispersão dos custos e benefícios de cada lei. Em 13 dos projetos com impacto aprovados na Assembleia toda a sociedade paga os custos da lei e apenas uma parte específica dela se beneficia.

Está na hora da Assembleia Legislativa de São Paulo retomar seu papel e deixar de ser escritório de despacho do Governador do Estado.