Foto-ouvinte: Avenida descartada no lixo

 

Lixo interrompe avenida

Está cada vez mais complicado passar pela avenida Aldo Ribeiro Luz, em Pirituba, na zona norte da capital. E o problema não é o congestionamento de carro, mas de lixo. O ouvinte-internauta Glicério Rocha diz que o irônico da cena e saber que logo após o entulho tem o portão de entrada da Enterpa Engenharia, empresa que, entre outras funções, trabalha no setor de limpeza.

Agora o outro lado:

Resposta da Subprefeitura da Freguesia/Brasilândia

Em atenção à reclamação de ouvinte veiculada no programa CBN São Paulo, cuja fotografia foi publicada no blog do Milton Jung, sobre acúmulo de lixo na avenida Aldo Ribeiro Luz (continuação da Avenida Brasilina Vieira Simões), a Subprefeitura Freguesia/Brasilândia informa que trata-se de um ponto viciado e ali são realizadas constantes ações de limpeza.

Com o objetivo de acabar com o acúmulo e transformar o espaço, a empresa com sede no local entrou com um pedido de Termo de Cooperação para cuidar da área que na verdade é a calçada de sua edificação. O pedido está em andamento e em breve o local estará completamente diferente.

A Subprefeitura ressalta ainda que o depósito de lixo e entulho em via pública prevê multa de R$ 12 mil e apreensão do veículo utilizado para o transporte do material. Qualquer denúncia ou solicitação pode ser realizada pelo telefone 156, Praças de Atendimento da Subprefeitura ou pelo site

Basílica de Aparecida, maior estacionamento do mundo

 

Destacado internacionalmente, o estacionamento do templo religioso no interior de São Paulo recebe quantidade de ônibus que supera a frota da maioria das cidades brasileiras e pode ser considerado um dos maiores terminais de ônibus do mundo.

Por Adamo Bazani

Quatro mil ônibus colocados lado a lado, dos quais 2,5 mil fretados, junto com mais de 6 mil carros, em uma área de cerca de 272 mil metros quadrados, formam o maior estacionamento do mundo que pode ser encontrado na Basílica de Aparecida, conforme registra o Guiness Book, o livro dos recordes.

Para se ter ideia, esse número de ônibus é 10 vezes superior a toda frota municipal de uma cidade como Santo André, no ABC Paulista, que tem cerca de 400. O terceiro maior templo católico do mundo comporta em torno de ¼, mais precisamente 26,6%, da frota que atende a capital paulista onde rodam 14 mil 995 mil ônibus cadastrados.

Sem exageros, a Basílica de Aparecida, na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, pode ser considerado um dos maiores terminais rodoviários do mundo. Isso sem contar que o templo recebe também fiéis vindos de ônibus urbanos e rodoviários de linhas regulares, não fretadas.

A foto, conservada por Jorge A. Ferreira, mostra que o local é testemunha da evolução da indústria de ônibus e do transporte coletivo em geral. A imagem é de 1961, quando a torre da basílica ainda estava sendo erguida. Nela podem ser vistas preciosidades da história dos transportes, como Monoblocos O321, da Mercedes Benz, os primeiros ônibus integrais, que unem num bloco só motor, chassi e carroceria, de alcance nacional e internacional fabricados no Brasil, além de velhos Carbrasas e Nicolas, entre outros.

E quem quer dar um passeio pelo passado e até mesmo pelo futuro da história dos ônibus, uma volta no enorme estacionamento é uma boa pedida. Isso porque, o local, principalmente no dia 12 de outubro, recebe ônibus do Brasil inteiro, de empresas de diferentes portes e passageiros com situações financeiras distintas. Assim, é possível ver os modelos mais modernos do mercado, com computadores de bordo, ambientes para jogos e entretenimentos eletrônicos, até os veículos mais simples do início dos anos de 1980, às vezes até mais antigos.

A Basílica chega a receber em feriados prolongados como este até 400 mil fiéis. E foi essa demanda e a necessidade de receber de forma mais organizada possível que motivou a construção do atual templo. As movimentações para que a Basílica atual fosse construída começaram em 1926 por romeiros e funcionários do templo da época. A estrutura era pequena para o número de religiosos. Mas os pedidos foram negados pelo então arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo, que preferiu concentrar esforços para ampliação de igrejas na capital e do Seminário do Ipiranga, também na cidade de São Paulo.

A iniciativa só foi abraçada em 1939 pelo sucessor Dom José Gaspar. Mas a trágica morte do religioso num acidente de avião, em 1943, interrompeu os planos. As obras tiveram um início tímido em 10 de setembro de 1946, quando foi lançada a pedra fundamental que pouco tempo depois foi roubada. As obras só se intensificaram em 1955 e além de dízimos e doações dos fiéis, recursos públicos foram usados.

O Governo Federal ofereceu o transporte de cimento. Com recurso público foi feita toda a estrutura de ferro da torre principal. As obras de canalização da Ponte Alta e do nivelamento do Morro dos Pitas saíram dos cofres estaduais, além do asfaltamento da praça principal. A Basílica só foi concluída quase 40 anos depois do início das obras, em 4 de julho de 1980.

As empresas de fretamento devem muito a fé, pois Aparecida é um dos maiores mercados para o setor. Em contrapartida, a Igreja Católica tem de agradecer ao serviço de ônibus, sem este não haveria como tantos fieis seguirem a caminho da Basílica.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo e escreve no Blog do Mílton Jung

Foto-ouvinte: Arte no rio morto

 

Arte no Rio Tietê

Por Marcos Paulo Dias

Passando pela Marginal Tietê, no bairro da Penha, zona leste da capital, me chamou atenção este grafite às margens do rio. A primeira vez foi há cerca de um mês, e o trabalho ainda não estava pronto. Não conseguia, porém, parar no local para fotografar devido ao trânsito. A espera foi rentável, a arte foi ganhando forma, contorno, cor e dimensão, contribuindo para a revitalização do local onde o rio “corre morto”, sem oxigênio e com mal cheiro. Não posso dizer o nome do artista nem do personagem, pois das diversas vezes que passei por lá não tive a sorte de encontrá-lo. Mas aqui fica o registro, para compartilhar com vocês a coragem e determinação dele (ou deles), que no meu ponto de vista acredita em uma cidade melhor.

Quem souber o autor deste trabalho, não deixe de nos informar.

Lá vem o Adote um Deputado …

Era inevitável, na primeira reunião do Adote um Vereador após a eleição o rumo da conversa seria como agir com os novos parlamentares. Tem vereador que virou deputado estadual, tem vereador que virou federal, tem vereador suplente que vai virar vereador de verdade. E tem a cobrança para se estender a campanha para as demais casas legislativas.

Desta vez não estive por lá, mas não faltaram café e esfiha nem gente interessada em discutir a importância da cidadania, apesar do início do feriadão de Aparecida. Do Blog Fiscalizando o Ricardo Bezerra, mantido pelo versátil Mário Cezar Nogales, reproduzo alguns parágrafos:

Neste sábado houve mais um encontro da turma do Adote Um Vereador, ali na cantina do Centro Cultural São Paulo, e mais uma vez, entre cafézinhos e esfihas conversamos a respeito do que os parlamentares vem fazendo. Além de mim também estavam presentes o Cláudio Vieira, Sérgio Mendes e Massao ( os três mosqueteiros ) e entre conversas e fotografias trocamos ideias sobre as ultimas eleições e os vereadores que foram eleitos para outras esferas parlamentares.

Como não podíamos deixar de citar, já estou controlando os parlamentares que votei e que foram eleitos, o Aloysio Nunes para o Senado e o Carlos Alberto Bezerra Jr (este último atual vereador), além de estar acompanhando o Vereador Aurélio Miguel, o Deputado Estadual Re-eleito Fernando Capez, e o Senador Suplicy.

Dentre os parlamentares que a turma acompanha temos também a novidade, o Alecir que não pôde comparecer, começou a acompanhar o Candidato Eleito Francisco Everardo, mais conhecido como TITIRICA. Em breve mais parlamentares como Deputados Estaduais e Federais estarão sendo acompanhados por esta turma.

Um ponto da nossa conversa ficou para definição em geral, agora com parlamentares de outras esferas como deveremos nos chamar? adote um politico? adote um parlamentar? adote um deputado? adote um senador? ou todos de uma vez só? Não chegamos a uma conclusão.

Minha preferência é seguirmos a mesma linha do Adote um Vereador e batizarmos os próximos passos de Adote um Deputado e Adote um Senador. Quem tiver ideia melhor, não se acanhe. Mande sugestão para cá. E mesmo que não a tenha, adote alguém, passe a acompanhar o trabalho dele, fiscalize, monitore e controle. E não deixe de compartilhar todas as informações que você levantar em um blog.

Conte Sua História de SP: Ouvindo minha avó

 

Regina Aparecida Lyrio nasceu em 1962 em São Paulo e sua infância foi marcada por momentos muito especiais ao lado da avó. Ela descreveu esses momentos no texto enviado ao Museu da Pessoa e reproduzido no Conte Sua História de São Paulo:


Ouça o texto de Regina Lyrio sonorizado pelo Cláudio Antônio

Tive o privilégio de ouvir tantas histórias de minha avó que às vezes acho que quem viveu aquelas histórias fui eu.

Minha avó materna, italiana, tinha muitos filhos e filhas. Morava cada vez na casa de um. Mas onde ela mais gostava de morar, segundo ela me confiava em segredo, era em nossa casa, onde chegou realmente a ficar mais tempo, indo à casa dos outros filhos pra ficar sempre por pouco tempo e para não deixar ninguém chateado.

Em nossa casa, dormíamos eu, minhas quatro irmãs e minha avó no mesmo quarto. Depois de todo o trabalho que minha mãe tinha, dar banho, escovar dentes e cabelos, dar remédios para minha avó, ela colocava todas nós nas camas, apagava a luz, fechava a porta e dizia:

– Não quero ouvir um pio.

Eu ficava olhando a fresta de luz debaixo da porta, que indicava que minha mãe ainda estava no andar de cima, pois só apagava a luz quando chegava na sala. Aí quase toda noite começava a festa!

Às vezes eu ia até a cama de minha avó, às vezes ela me chamava. Ela trazia consigo sempre o radinho de pilha ligado, geralmente ouvindo o programa do Zé Béttio (que me parecia ficar 24 horas no ar!).

Conversávamos sobre muitas coisas, coisas que ela não conseguia entender, fofoquinhas, mas o que eu mais gostava era que ela contasse ou recontasse as histórias da vida dela na roça, em fazendas de café, na casa de barro. Os partos em casa, os filhos que tinham morrido pequenos, como ela fazia o pão e o macarrão em casa, como era a colheita do café, onde ela comprava os panos para costurar roupa para toda a família.

Eram tantas, tantas coisas, um universo tão diferente do meu, que as perguntas eram muitas, e as histórias muitas vezes repetidas. É que eu queria entender! Aquelas histórias me acompanhavam todo dia, a todo lugar, mas eu não conseguia entender muitas coisas e voltava sempre a perguntar a ela:

– Como assim, a senhora ia para a plantação de café e deixava a tia Nica, ainda bebê, num buraco forrado com panos, debaixo de uma árvore? Não vinha nenhum bicho? Ela não chorava? Como assim, a senhora casou com nosso avô sem conhecê-lo, só por que seu pai mandou?

Até hoje, quando vejo um filme de época, ou uma novela em que aparece a imigração italiana, me envolvo de tal forma naquelas cenas, naquele clima, que me dá a impressão de que fui eu que vivi aquela realidade.

Você pode participar do Conte Sua História de São Pauloi enviando seu texto para o Museu da Pessoa ou agendando uma gravação em vídeo pelo telefone 2144-7150

de morte e vida

Por Maria Lucia Solla

que joão permita
e perdoe a ousadia
de falar de morte e vida
do prosaico dia a dia
de quem nem é severina
mas simplesmente maria

vida e morte
nada a ver com sorte
morte e vida
a ver
com chegada e partida

apenas duas pontas
de linha
sem começo
de caminho
sem fim

apenas bons motivos
para falar de você
e de mim
de encontro
e desencontro

vida é ausência de morte
sendo morte a cada dia
início da carne
da alma o transporte

e serve de pano pra manga
da vã e nem tão vã filosofia

vida é quadro mutante
de olhares arfares
chegares partires
sonhos
e reveses medonhos

morte ganha sempre
mas
finda com a vida um caso
vence numa jogada
de carta marcada
e
determina da vida o ocaso

morte do corpo vida da alma
diz quem diz conhecer
da morte a morada

mas que não venha depressa
seja ela o que for
que chegue com muita calma
dançando
rodopiando
sapateando
pra que eu tenha tempo de arrematar da vida
todos os fios
até então tecidos
outros tecer
e resgatar os esquecidos

porque só a vida
vai chegando de mansinho
e a morte chega assim
de supetão
quando se sente que a vida
ainda nem começou

se ela se anunciasse
se viesse sibilando
em vez de chegar chispando
e desse tempo para que o olhar
mergulhasse e visse mais fundo na alma

a morte entrega de si uma amostra
na sonolência da tarde fria
na chegada da noite
na partida do dia
dá uma provinha
do que seja
quando a vida
de cansada arqueja

morte
na incerteza da vida
é na vida
a única

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: Jogam pela nossa história

Vasco 3 x 3 Grêmio
Brasileiro – São Januário (RJ)


Foi um zagueiro com jeito de brutamonte que após uma dividida com o adversário e com a cabeça erguida teve precisão no lançamento. A bola foi parar nos pés de um atacante de corpo atarracado, daqueles que tem de peito tanto quanto de coragem. Dele saiu a assistência que encontrou um ala nem sempre arrojado, mas que o técnico havia mandado ir mais à frente no fim do jogo. E foi para fechar o placar do jogo.

Paulão, Diego e Gabriel estão distantes do perfil de jogadores que serão aplaudidos como craques pelos comentaristas. Muito menos deverão ter sua força reconhecida pelos adversários. Foram eles, porém, os protagonistas do terceiro gol gremista, aos 43 minutos  do segundo tempo.

Um trio que representa bem o que é o Grêmio hoje no campeonato. Um time que tem o talento aflorando nos passes de Douglas e nos chutes de Jonas, mas que sabe o quanto somente isso não é suficiente para a conquista.

A valentia demonstrada pela equipe no empate deste fim de sábado no Rio de Janeiro, a capacidade de entender seus limites, a força para resistir a pressão e até mesmo a paciência para jogar com um árbitro que não parecia muito simpático à camisa tricolor fazem do time treinado por Renato Portaluppi o melhor deste segundo turno.

Ganhamos pontos pela sétima vez consecutiva e estamos ainda mais próximos dos líderes desta competição. Já disse aqui que pouco me interessa em que posição encerraremos este Brasileiro, pois nossa maior conquista é a nossa história. E esta se preserva na forma com que estes jogadores têm atuado.

NB: E o que foi aquele segundo gol do Jonas com passe do André Lima ?

Coisas de criança grande

 

Por Dora Estevam
 
Crianças adoram, mas os adultos não ficam atrás quando o tema são acessórios com imagens de bichinhos selvagens e fofinhos.

O estilista Marc Jacobs, Louis Vuitton, acaba de lançar a coleção Primavera’11. Tem calças com girafa nas pernas, suficiente para fazer alguém sorrir. Até aí, tudo bem. Eis que surgem sapatos com calcanhares moldados em animais minúsculos com pernas e cascos. Uns diriam que o modelo é exagerado, outros que foi um show exuberante. Eu não sei como ficaria em uma moça de escritório. Mas esse Marc Jacobs está sempre tentando fazer as mulheres felizes, de uma forma ou de outra.

Um dos fotógrafos favoritos das editoras de moda é Tommy Ton, que anda por aí clicando imagens interessantes e com estilo. As fotos dele traduzem bem o que as pessoas estão usando nas várias capitais mundiais.  O moço já mostrou novidades como os estilos curiosos de Kirkwood, das meias tie-dye, dos turbantes de Catherine Baba, dos predomínios das maquiagens, enfim. Mas o que surpreendeu as produtoras da redação da Style foi, certamente, a bolsa Gremlin.

Fascinante saber que alguém pode sair às ruas com uma bolsa nesta apresentação. Vale uma reflexão.
 
Outra figura interessante e arrojada é a diretora e consultora de moda criativa da Revista Vogue Nippon, Anna Dello Russo. É muito comum encontrarmos fotos que destacam o estilo dela em todos os editoriais de internet, em sites, blogs e comentários. Anna está sempre com roupas e acessórios extravagantes, e não poderia deixar de usar frutinhas em suas tiaras. Ela aflorou o lado menininha exagerada com os adereços na cabeça.
 
Sem problema, Anna ! Todas nós gostamos de usar de vez em quando umas peças infantis.
  
Agora, tem gente abusada que põe uma coisa na cabeça e sai assim mesmo. É o caso desta moça, que teve vontade de passear feito Mulher-aranha e cheia de personalidade foi embora. Sem dúvida, é um caso para se pensar.

 
É aquilo que eu falo (e escrevo), tem vontade faz, pensou em uma produção vai e veste. Pode até ser uma simples camiseta, mas se for o seu momento nem pense em desistir da proposta.

 

E para encerrar o nosso momento adulto-infantil, vejam que par de botas incrível esta exposta na vitrine da Miu Miu, clicada por Jack and Jill.

 
Sem dúvida você não passaria sem ser notada em uma festa com estas maravilhosas obras de arte.
 
Vamos ver quais serão as próximas manias dos adultos por aqui. O verão está chegando e com os calor as extravagancias todas são permitidas.

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo, aos sábados, no Blog do Mílton Jung

E aí, vamos controlar esta turma ?

 

A eleição ainda está em curso, a campanha no rádio e TV recomeça hoje e o segundo turno está logo ali. Durante a semana, olhamos e revisamos a lista dos deputados e senadores eleitos. No CBN SP, estiveram alguns deles, inclusive Aloysio Nunes PSDB e Marta Suplicy PT que serão nossos representantes no Senado.

Você que lê este post talvez tenha se sentido satisfeito com o resultado e conseguido eleger o seu representante para o parlamento. É um privilegiado, pois a maioria dos eleitores não conseguiu porque não compareceu às urnas, votou em branco, anulou ou, simplesmente, escolheu alguém que não teve voto suficiente para garantir uma vaga.

Em uma ou em outra situação, o certo é que dentro de poucos dias, semanas, meses a eleição será passado e, muito provavelmente, boa parte do brasileiro esquecerá em quem votou, por isso temos de aproveitar este momento, em que a discussão política ainda está viva, para darmos início a mais uma etapa do projeto Adote um Vereador, que se iniciou em 2008. Vamos ampliar estas fronteiras.

Ainda nesta semana, Mário Cezar Nogalez colocou no ar o Blog Fiscalizando Aloysio Nunes, onde irá postar todas as informações que obtiver sobre o senador eleito. Ele, com apoio de voluntários, já mantém um blog para fiscalizar Eduardo Suplicy PT, desde o ano passado.

Deputados estaduais e federais também devem ser alvo deste controle da sociedade com acompanhamento dos primeiros movimentos antes mesmo da posse e, depois, do trabalho deles no parlamento. Algumas experiência neste sentido já existem na Assembleia Legislativa de São Paulo, mas os resultados mais avançados ainda se concentram nas câmaras municipais.

Participar do Adote (um Vereador, um Deputado ou um Senador) é muito mais simples do que parece e com resultados bem interessantes, seja na forma do parlamentar agir seja na consciência que o ‘adotador’ desenvolve.

Escolha um dos parlamentares eleitos, abra um blog e publique todas as informações que você considerar importante sobre o trabalho dele.

Para conseguir estas informações, não deixe de acompanhar o noticiário no rádio, TV e jornal; crie uma rotina e procure referências ao político nos sites de busca; se for possível mande e-mails cobrando posições e respostas sobre o tema de seu interesse; se quiser vá até o gabinete dele, peça para ser recebido por ele, conheça aquele ambiente de trabalho e reproduza suas sensações.

Encontro neste sábado

Uma vez por mês, integrantes do Adote Um Vererador de São Paulo se reúnem em volta da mesa do bar do Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, a partir das duas horas da tarde. É um encontro informal, marcado pela troca de experiência e contação de história sobre a relação com os “adotados”. Não adianta perguntar para a coordenação do Centro onde estaremos porque eles nunca sabem. Às vezes, nem mesmo nós. Mas lá na lanchonete do Centro, a mesa mais animada e com uma placa do Adote um Vereador em cima é onde estaremos.

Conheça um pouco mais desta experiência no wikisite do Adote um Vereador e no site Adoteumverador.net.

Controle os políticos, antes que os políticos controlem você.

Participe do Blog Action Day’10 aqui no Blog

 

Blog Action Day 2010: Water from Blog Action Day on Vimeo.

Quase 1 bilhão de pessoas vivem sem acesso a água potável. A cada dia 22 mil crianças morrem de causas que poderiam ser evitadas. Na África, quase metade dessas mortes ocorrem devido a diarreia.

E para alertar a população mundial sobre essa tragédia, mais de dois mil blogs se unem para tratar do tema no dia 15 de outubro, sexta-feira. O Blog Action Day é um evento que se iniciou em 2007 e mobiliza blogueiros em centenas de países que se comprometem a postar sobre um assunto escolhido em votação aberta na internet.

Nos últimos dois anos, o Blog do Mílton Jung passou a fazer parte do evento e compartilhou seu espaço com as ideias dos ouvintes-internautas, especialistas e comentaristas que aceitaram o convite para publicar informações sobre os temas propostos. Foram dezenas de posts com textos, frases, fotos, vídeos e opinião dedicados a pobreza, em 2008, e ao aquecimento global, em 2009. Desde o ano passado, também, o programa CBN São Paulo aderiu dedicando sua pauta ao Blog Action Day.

Além de integrar o Blog Action Day’10, você pode colaborar com a campanha de outras maneiras. Por exemplo, incluindo o widget da campanha que incentiva as pessoas a assinar a petição internacional que pretende pressionar o secretário das Nações Unidas, General Ban Ki-moon, a acelerar os trabalhos para que seja oferecida água potável às populações mais pobres do mundo. Ou, ainda, angariando fundos ou fazendo doações diretas para organizações que trabalham com a meta de fornecer água potável aos mais necessitados como a Charity: Water e Water.org.

Você é convidado a participar desta grande rede internacional de blogueiros. Para ter seu material publicado aqui no Blog do Mílton Jung, envie para o e-mail milton@cbn.com.br. Se você tiver o Blog ainda pode se ligar nesta rede registrando-se aqui.