O discurso do TSE e a eleição com Ficha Limpa

 

Por Antônio Augusto Mayer dos Santos

O discurso de posse do Ministro Ricardo Lewandowski na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, nesta semana que passou, exprime diversos movimentos daquela Corte. Foi uma manifestação erudita e direta que uma vez decodificada, permitirá ao (e)leitor verificar algumas filigranas e o próprio tom do processo eleitoral deste ano.

Neste contexto, é importante lembrar que embora estejamos em abril e a eleição ocorrerá somente em outubro, os pré-candidatos, todos eles, para qualquer cargo em disputa, já estão submetidos à legislação eleitoral, seus limites e penalidades. Pesquisa eleitoral, por exemplo, só pode ser divulgada e referida, em qualquer veículo de comunicação, se estiver registrada com 5 dias de antecedência na Justiça Eleitoral. Caso contrário, pode ocorrer infração, crime, multa e proibição. No horário da propaganda partidária, aquele onde não se pede voto mas onde são apresentadas as lideranças e prováveis candidatos, dependendo da infração, há multa e os programas são retirados do ar. Muitos pré-candidatos – a maioria – já se desincompatibilizou. Traduzindo: deixou o exercício dos cargos públicos. Vale dizer: deixou o poder.

Retornando ao discurso de posse do Presidente do TSE, na passagem onde refere que “A legitimidade dos representantes do povo radica em eleições, cuja base é o sufrágio geral, igual, direto e secreto, que não pode sofrer qualquer restrição em termos de sexo, raça, rendimento, instrução ou ideologia”, o Ministro ressalta duas questões. A primeira, que votar é a maneira pela qual o cidadão pode, de alguma forma, alterar a situação vigente. A outra está na priorização, pela Justiça Eleitoral, do direito de voto pelos presos provisórios. O tema é delicado porque os locais de votação – presídios – são obviamente inseguros. Além disso, não se vislumbra praticidade na medida que, embora discutível, é de índole constitucional (direito de voto por aquele que não tem uma decisão condenatória definitiva pelo Judiciário).

Já a referência de que “O voto há ter também imediatidade, isto é, deve defluir diretamente da vontade do eleitor, sem intermediação de quem quer que seja, e mostrar-se livre de pressões de qualquer espécie”, reforça a tendência de que os processos movidos por compra de voto podem resultar na cassação do acusado quando ficar provado que o mesmo, embora não tenha agido pessoalmente (o que, convenhamos, seria difícil de ocorrer e muito mais de provar), concordou que alguém – assessor, colaborador, militante – comprasse votos em seu benefício eleitoral. Caso recente do TSE cassou um deputado que comprava voto mediante a troca de frete de mudanças mas em juízo alegou desconhecer que da frente do seu comitê partia um caminhão. O relator foi … o Ministro Lewandowski.

Adiante, quando manifesta, quanto ao voto, a “pessoalidade de seu exercício, como também a ausência de qualquer possibilidade de identificação do eleitor” e também que se faz necessária “assegurar a alternância dos representantes no poder”, o novo Presidente do TSE dá coro a duas realidades: a implementação definitiva do sistema biométrico de inscrição eleitoral e às diversas e freqüentes manifestações do Tribunal posicionando-se contrário à reeleição para cargos do Poder Executivo. O TSE sempre, desde o início, expressou contrariedade à reeleição, sendo que diversos foram os seus Ministros que a criticaram e mesmo repudiaram.

Ou seja: os candidatos que partem para a reeleição (especialmente governadores e vices) devem ter cuidados dobrados em suas condutas simultâneas enquanto pretendes a um novo mandato e gestores públicos. Esta tarefa é difícil e vigiada pelo preconceito.

Quando enfatiza que “A missão fundamental que a nossa Constituição comete à Justiça Eleitoral é a de garantir que a vontade popular possa expressar-se da forma mais livre possível. Para isso ela conta com sofisticados mecanismos de coleta e apuração dos votos, a exemplo da urna eletrônica e da identificação biométrica dos eleitores, que dentro em breve será estendida a todos os votantes”, sua Excelência manifesta a autoridade da Justiça Eleitoral nos processos e eventuais cassações bem como a de expectativa de banimento das práticas de eleitores votarem uns pelos outros, sobretudo naqueles colégios eleitorais mais afastados dos centros urbanos, onde predomina o analfabetismo e a troca de favores pelos votos.

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Foto-ouvinte: Vale a pena fazer esta Cãominhada

 

Uma caminhada ao lado do seu cachorro de estimação foi o programa, na manhã de domingo, de muitos paulistanos, na Avenida Politécnica, ao lado da USP, zona oeste. Cenas interessantíssimas foram registradas pelo colaborador do Blog, Luis Fernando Gallo: “Impressionante, o carinho e o amor devotados a esses bichinhos de estimação”, escreveu o autor das imagens que nos passam exatamente estes sentimentos. Bom caminhada.

Cidadão pode controlar gastos dos vereadores, também

 

adoteA denúncia de que vereadores de São Paulo contratam empresas que não tem sede nem nunca prestaram outros serviços demonstra desorganização, despreparo e falta de respeito com o dinheiro público, no mínimo. Não vou sequer entrar no campo da corrupção e desvio pois não tenho subsídio para tanto e seria leviano de minha parte. Prefiro ouvir, nesta segunda-feira, no CBN São Paulo, autoridades que esclareçam em que nível se encontram as irregularidades apontadas pelo Estadão.

Quero, porém, aproveitar para falar com você sobre o levantamento feito pelos repórteres Bruno Tavares, Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli. Eles foram ao site da Câmara Municipal de São Paulo e identificaram 5 mil registros de pagamentos feitos pelos vereadores com a verba de gabinete. Cada um dos 55 parlamentares pode gastar até R$ 14,8 mil por mês para serviços de consultoria, publicação de material gráfico, desenvolvimento de site e combustível, entre outros.

Com os dados em mãos eles fizeram buscas na própria internet atrás das empresas e prestadores de serviços, tentaram fazer contato por telefone e visitaram alguns endereços. Logo descobriram que, apesar de estarem no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, algumas delas não funcionam no local registrado. Há casos, também, de empresas que teriam sido contratadas para trabalhos que não foram executados.

Este levantamento somente foi possível porque a Câmara Municipal de São Paulo, pressionada pela opinião pública, se viu obrigada a divulgar no seu site as notas fiscais usadas para comprovar os gastos de gabinete. E o olhar que os repórteres tiveram pode ser exercido por qualquer cidadão.

Evidentemente, seria impraticável que uma pessoa fizesse esta investigação nas declarações de todos os vereadores. Mas por que não controlar contas de ao menos um deles ? Esta é a ideia que move o Adote um Vereador, lançado logo após a eleição municipal de 2008. Fazer com que o eleitor se transforme em fiscalizador.

Aproveito para deixar um desafio aos que se propuseram a adotar um vereador, em São Paulo e demais cidades brasileiras: entre no site da Câmara, olhe a última prestação de contas do parlamentar, faça uma busca na internet, tente identificar o prestador de serviço, despenda um pouco do seu tempo para saber quem são estas empresas. Se houver dúvida, ligue para o gabinete do vereador e peça explicações. É um direito que o cidadão tem, afinal o dinheiro gasto é público. Ou seja, é nosso.

Conte Sua História: A boiada na Vila Olímpia

 

Conte Sua Historia William EbenauPreso no congestionamento da Vila Olímpia em meio a enorme quantidade de prédios, jamais você imaginaria que por ali passava boi, passava uma boiada. Nem sequer deve ter se dado conta que sob as rodas de seu carro um córrego corre em direção ao rio Pinheiros. Mesmo paulistanos que viveram aquela época, nem tão distante assim, muitas vezes esquecem desta transformação pela passou São Paulo.

No depoimento do ouvinte-internauta Wilson Guilherme Ebenau, você terá a oportunidade de enxergar estas cenas da nossa cidade. Ele começa sua trajetória na zona Norte, andando no trem da Cantareira e mirando o rio Tamanduateí até chegar ao Itaim, onde nadou em piscina artificial ao lado do Pinheiros e teve de se equilibrar para atravessar pinguelas que uniam os dois lados do bairro.

Ouça o depomento de Wilson Guilherme Ebenau ao Conte Sua História de São Paulo, sonorizado por Cláudio Antônio

A história contada por Wilson Guilherme Ebenau marca o início da série de depoimentos gravados na sede do Museu da Pessoa, no bairro da Vila Madalena, em conversa com os entrevistadores da instituição que atua como parceira da rádio CBN neste projeto. Até o sábado anterior, foram reproduzidas – e você pode conferir aqui mesmo no Blog – histórias relatadas por ouvintes-internautas que estiveram no Pátio do Colégio, na festa de aniversário da cidade, dia 25 de janeiro deste ano, promovida pelo CBN SP.

Para conhecer melhor o projeto do Conte Sua História de São Paulo com o Museu da Pessoa, acompanhe a entrevista com o coordenador de comunicação e mobilização de recursos da instituição Erick Krulikowski. Aproveite e agende a sua entrevista pelo telefone 2144-7150 ou no site do Museu da Pessoa.

Avalanche Tricolor: Toninho, o guri de coragem no Gre-Nal

 

Inter 0 x 2 Grêmio
Gaúcho – Beira Rio

Twitter Milton Jung

Com esta mensagem acordei no Twitter esta manhã e refletia sentimento que não se baseava apenas na luz que vazava a janela de casa, aqui em São Paulo. Havia um azul no céu que teimava em aparecer, apesar das nuvens que se esforçavam pra estragar o cenário. A confiança estava nos sinais que chegavam, nas coisas pequenas que surgiam daqui e dali.

No rodapé do caderno de esporte, uma foto do goleiro Vitor ilustrava a chamada para o Gre-Nal que decidiria o Campeonato Gaúcho. Não era nenhum atacante que estava ali, o driblador de plantão ou o goleador do momento. Nem um destaque especial para os jogadores daqueles que “se acham” vencedores de tudo. Era o nosso goleiro, o maior do Brasil , que em campo à tarde justificaria a demonstração de respeito dos jornalistas esportivos de São Paulo.

Estadão Vítor

Os sinais não paravam por aí.

Na primeira página do Estadão, uma camisa do Grêmio estava no alto. Vestida por um menino de 8 anos, Antonio Lazarotto Campanelli, que a convite de reportagem sobre a nova “opinião pública” escreveu em um cartaz a mensagem que gostaria de enviar para o mundo:

Estadão Grêmio

Parabéns, Toninho ! Você é guri corajoso. Não esperou o Gre-Nal deste domingo para gritar à caneta o que seu coração já lhe dizia. Em poucas palavras encarou aqueles que ainda duvidavam do potencial deste time. O Grêmio de Silas é uma equipe constantemente desafiada pelos críticos e por seus próprios torcedores, sempre aguardando um aceno, um lance, uma conquista a mais.

Ganhou a primeira fase do campeonato gaúcho, fez a melhor campanha entre todos, mas não era o suficiente. Superou um, dois, três adversários na Copa do Brasil, chegou às quartas-de-final, mas … Sempre aparecia um mas a duvidar da gente. E a nos dar dúvidas, também.

Para Toninho, não. Para este menino nascido em Porto Alegre, o Grêmio não precisava provar nada, pois mesmo jovem conhece a saga do Imortal Tricolor. E sabe que coragem é nossa marca, confiança é o que nos leva a vitória.

Foi você jovem gremista, mais do que o céu e o Vítor, quem me contaminou e me fez crer que algo de bom estava reservado para este domingo. E como estava.

Twitter Neuton

Foi, aliás, um outro jovem, Neuton, 20 anos, que dentro de campo só fez aumentar minha certeza. Com um carrinho sem medo da falta que seria marcada, logo no início da partida, fez sua estreia no time profissional. Dali pra frente, encarou os marcadores em arrancadas pela esquerda, driblou dentro da área, deu chutão para lateral e comemorou cada roubada de bola como somente os gremistas são capazes de comemorar, sem nenhuma vergonha na cara. Passou no teste.

Houve outros corajosos em campo nem tão jovens como o ala Neuton ou o torcedor Toninho. Mas vou citar apenas mais um e que seja uma homenagem a todos que começam a entender o compromisso que assumiram ao vestir o manto tricolor: Rodrigo.

Nosso zagueiro encarou o adversário que teve o atrevimento de lhe agredir na entrada do gol que defende, não teve medo da punição do árbitro pois sabia que ali era momento de mostrar quem manda dentro da área. Mancou parte do jogo, sem nunca tirar o pé. E foi decisivo ao “chutar” a bola de cabeça e marcar o primeiro gol do Grêmio. Rodrigo, o Patrão da Área, foi, hoje, o das duas áreas.

Os sinais deste domingo se completaram com o gol de Borges que nos ofereceu uma vantagem considerável para a partida final no Olímpico Monumental. Sua comemoração com cambalhotas e piruetas me fez lembrar André Catimba, e a final de 1977, quando assisti ao primeiro título gaúcho do Grêmio.

O de 2010 ainda não vencemos, mas teimo em acreditar na mensagem que recebi ao fim de uma boa conversa durante todo o jogo pelo Twitter

Twitter Marcia Pilar

De dor II

 


Por Maria Lucia Solla

Ouça “De dor II” falado, gravado e sonorizado pela autora

Photo 48-1

Gememos, sofremos, reclamamos.

De quê?
Rejeição, dor, injustiça.

Difícil aceitarmos que alguém não nos ame como queremos ser amados.
Difícil passarmos desapercebidos quando pensamos ter os sentidos alertas e acreditamos perceber tudo e todos.

Na verdade, nossos sentidos têm olhos semicerrados e só percebem vagamente as sombras da ilusão.
Na verdade, somos tão voltados para nós mesmos, para o nosso umbigo, para a imensa muralha que é o nosso ego, que somos, na verdade, absolutamente cegos.

Todos.

Vivemos rotulando: isto é justo, isto não é; isso está certo, aquilo não.
Chove; que droga! Não chove; que secura!
O mundo lá fora não me revenrencia; não é justo!
O outro tropica; justo!

Nossa bússola anda bêbada; louca.
Deixou de ser bússola; virou biruta.

Pois foi numa fase dessas, de bússola-biruta, que chegou a mim uma mensagem da Cabala e me fez ver um raiozinho de luz nas sombras da ilusão em que me encontro.
Trouxe alívio para a dor que me aflige.

A mensagem diz que rejeições, acontecimentos que não consideramos justos, coisas que não vão ou não vêm na direção que queremos, são a chance que temos de não alimentarmos nosso ego. São a chance de libertarmos o nosso verdadeiro Ser.

A mesagem nos convida a apreciar a rejeição; a dar-lhe as boas-vindas. Diz que a dor que sentimos, a dor que quase não suportamos, é o desacorrentar de nossa alma.

Para mim chegou na hora certa; e para você?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e organiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung com dor e paixão

Moda eficiente inclui a todos

 

Por Dora Estevam

Campanha da Debenhams

Sabemos que cadeirantes ou pessoas com deficiência sempre existiram e não é de hoje que lutam pelos direitos de igualdade, antes que alguém diga que é coisa de novela. Mas ainda bem que a novela trata deste assunto. Não que tudo que vemos nela seja tão real, é novela. De qualquer forma ajuda muito na divulgação da causa. E, acredito, os trabalhos alavancados neste momento ficarão para sempre. O que antes era difícil conseguir, hoje com a divulgação se tornou  viável.

Esta é uma das preocupações do governo e de empresários da moda brasileiros.  Em 2009, a Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência, em São Paulo. lançou concurso no qual estudantes – futuros estilistas – criaram roupas para coleção voltada à moda inclusiva. O evento tem o patrocíno da Vicunha Têxtil que ofereceu estágio aos vencedores e se comprometeu a confeccionar as roupas desenvolvidas pelos participantes.

O desafio está lançado novamente, agora, na segunda edição.
 
“Na primeira edição do Concurso de Moda para deficientes ainda não existia novela, foi muito difícil explicar ou fazer os investidores acreditarem ou entenderem o assunto. Hoje, com a novela ficou muito mais fácil atrair novos negócios” – explica Daniela Auller, assessora técnica do projeto Moda e Inclusão.

Shannon MurrayNa Grã-Bretanha, a BBC produziu programa com modelos deficientes incentivando a discussão sobre o tema. E a inclusão na moda foi além, debatendo o preconceito com etnias e tamanhos. Lojas se recusam a estocar roupas “extra-large” e só usam modelos brancas. Para desafiar este cenário, uma grande loja de departamentos, Debenhams, colocou na passarela uma cadeirante como garota-propaganda. De acordo com o site do jornal The Independent é a primeira campanha de moda com este foco.

A modelo é Shannon Murray, 32 anos. A grife investe também em tamanho grande (G e GG) para ficar mais próxima da realidade das pessoas e mostrar aos jovens que o padrão de beleza não é só aquela magreza estendida na passarela nem aquele rosto bonitinho estampado nos editoriais de moda.

Recentemente, uma cadeirante, Caroline Marques, 28 anos, desfilou no Fashion Downtown, que promoveu confecções e comércio no centro de São Paulo. Ela faz parte de agência que tem cerca de 80 modelos com todo tipo de deficiência física.

Você pode imaginar o que são 30 milhões de brasileiros com deficiência sem ter opção para se vestir? Se para uma pessoa “normal” já é complicado … quantas horas você leva para comprar roupa? E para se vestir?

Caroline Marques Paiva (arquivo pessoal)

A palavra-chave para a roupa inclusiva: facilitador.

É uma roupa que facilita a vida das pessoas. A calça com zíper ou puxador maior, que tenha um porta-bengala para as deficientes visuais (as mais jovens esquecem as bengalinhas), uma etiqueta em braille para facilitar a leitura da numeração, aberturas, botões já pregados (falsos) e sapato com elástico ou velcro, que também ajuda quando aplicados nas roupas. Isso significa que as peças podem ser usadas por qualquer pessoa, diz Daniella. 

Aqui no Brasil não se tem conhecimento de confecção que faça este tipo de roupa mais prática. Desta forma, os deficientes se vestem com roupas adaptadas em casa, customização caseira. Não custa nada colocar um bolso maior na frente de uma calça jeans, ficaria prática e simpática para todos nós, sugere Daniella.

Sem dúvida, uma iniciativa que deveria ser integrada em todas as escolas de moda do País.

Serviço
2º Concurso Moda Inclusiva
Inscrições para o concurso: até 30 de abril, no site Pessoa com Deficiência
Entrega dos trabalhos: até 05 de maio
Divulgação dos 20 finalistas: 07 de maio
Desfile: 7 de junho

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados no Blog do Mílton Jung

Debate sobre o Plano Diretor em São Paulo

 

Debate Plano Diretor no CBN SP

Você acompanha neste post o debate sobre o Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo, promovido pelo CBN SP com a participação do ex-secretário de Planejamento e arquiteto Jorge Wilheim, do urbanista Cândido Malta e dos vereadores Antonio Donato (PT) e José Police Neto (PSDB).

Ouça a primeira parte do debate

Ouça a segunda parte do debate

Ouça a terceira parte do debate

Ouça a última parte do debate

Decisão é “irreal” diz prefeitura sobre reciclagem

 

A prefeitura de São Paulo tem um ano para implantar a coleta seletiva em toda a cidade, conforme decisão da justiça paulista. O secretário adjunto de Serviços César Mecchi Morales disse que a medida é irreal e a prefeitura vai recorrer. A coordenadora de Ambiente Urbano do Instituto Polis Elizabeth Grimberg , por sua vez, entende que a organização de parte das 200 cooperativas e entidades que atuam no setor seria possível.

No despacho, o juiz Luis Fernando Camargo de Barros Vidal, da Terceira Vara da Fazenda Pública, determinou que a prefeitura dê todo apoio jurídico, administrativo e operacional para a formação de cooperativas de catadores, instale centrais de traigem de lixo e contrate as próprias cooperativas para fazer o serviço de coleta e reciclagem.

Acompanhe esta discussão e entenda a decisão da justiça, nas entrevistas feitas pelo CBN SP

E aqui você ouve outros temas da pauta do dia no #CBN SP