Um número que pode salvar o planeta: 350

 

Crianças nas Filipinas formam o 350 em defesa da Terra

Crianças nas Filipinas formam o 350 em defesa da Terra

Neste sábado, 24, milhares de pessoas em torno do mundo farão parte do Dia Internacional da Ação do Clima, enviando uma mensagem clara aos líderes mundiais: não é mais possível adiar as medidas de combate as mudanças climáticas. A intenção é pressioná-los a assumirem compromisso com soluções para a questão do aquecimento global durante o encontro em Copenhagen, Dinamarca, em dezembro. E um número em especial tem de estar diante de qualquer que seja a decisão: 350.

De acordo com cientistas, 350 partes por milhão é o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Há dois anos, após observarem a velocidade do derretimento do gelo no Ártico e sinais assustadores de alterações climáticas, pesquisadores entenderam que o planeta estava em risco de catástrofe natural e humana se as concentrações de CO2 na atmosfera se mantivessem acima das 350 partes por milhão.

O desafio é gigantesco e exigirá mudanças drásticas de comportamento que devem ser decididos no encontro de dezembro. Por isso, é fundamental a pressão cidadã sobre os líderes globais e seus representantes. A coalisão 350.org imagina que haverá mais de 4 mil eventos em 170 países, neste sábado.

Uma das tarefas dos participantes é produzir uma foto com o número 350 e enviá-la pelo site 350.org que se vai construir durante todo o evento gigantesco painel eletrônico no Times Square, em Nova Iorque. Todo o material fotográfico será distribuído para repórteres que cobrirem o evento com a intenção de provocar reações também da mídia.

Veja aqui as atividades propostas para moradores da cidade de São Paulo.

A história do Brasil no site do prêmio Vladimir Herzog

 

A história contada pelos presos políticos ainda nas grades, a partir de cartas escritas com dramaticidade e realismo, deu ao jornal mineiro De Fato o prêmio Vladimir Herzog de jornalismo, em sua primeira edição, em 1979, quatro anos após o assassinato do jornalista paulista por torturadores que trabalhavam para o regime militar. Este trabalho é um documento histórico que nos ajuda a entender como foi difícil reconquistar a democracia no Brasil e como devemos valorizá-la.

A partir de agora, material com esta riqueza de informações está disponível em um site que reúne todas as reportagens – ou quase todas – vencedoras do prêmio Vladimir Herzog. De acordo com o criador do Instituto Vladimir Herzog e filho do jornalista, Ivo, ainda faltam cerca de 270 reportagens a serem digitalizadas. Muito deste material, principalmente os premiados na categoria rádio, se perdeu com o tempo e talvez esteja em poder de jornalistas ou colecionadores.

O lançamento do site do Prêmio Vladimir Herzog
será neste sábado e faz parte de uma série de eventos para lembrar os 34 anos de morte do jornalista. Logo após a apresentação do site que já está no ar, haverá debate “Nenhuma Lei, Novas Tecnologias: o Futuro dos Jornalistas e do Jornalismo” com a presença de Caio Túlio Costa, Rodrigo Savazoni e Igor Ribeiro. O evento será no Espaço Vladimir Herzog, na rua Rego Freitas, 530, centro de São Paulo.

Ouça a entrevista com Ivo Herzog, do Instituto Vladimir Herzog

Para saber toda a progamação em homenagem a Vladimir Herzog acesse aqui.

Você pode ser Boa Praça

 

Boa Praça

“Mãe, eu quero uma pracinha”. O pedido de uma menina de 4 anos mobilizou comunidades na zona Oeste de São Paulo e propiciou a criação do Movimento Boa Praça que, neste domingo, realiza mais um pic-nic – atividade realizada todo último domingo do mês. Desta vez, o encontro será na praça Amadeu Decome, na Av. Cerro Corá quase esquina com Heitor Penteado, das 14 às 18hs.

O Boa Praça já mudou o cenário de três espaços públicos, na região da Pompeia: François Belanger, na rua Pereira Leite, Paulo Schiesari, na rua Pedro Soares e na própria Amadeu Decome. Para conhecer melhor este trabalho e levá-lo para o seu bairro, visite o site do Boa Praça e ouça ouça a entrevista com o jornalista Ricardo Ferraz.

Pra constar: a meninha ganhou a praça que pediu para a mãe, comemorou o aniversário dela por lá e toda a comunidade aproveita o presente até hoje.

Cátia Toffoletto: Olhar de mulher

 

Olhar apurado 1

Na Marginal Tietê, alguns trechos novos foram entregues nesta segunda-feira para amenizar o impacto negativo da interdição parcial de pontes. A Cátia Toffoletto identificou alguns problemas na sinalização e no próprio piso que tinha desnível em um dos pontos. Depois de questionar o diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza sobre estas falhas, ela ouviu: “Só o olhar de uma mulher para enxergar estas coisas”.

Ouça o que disse o diretor do Dersa para a Catia Toffoletto

Não é que o “tal” olhar da Cátia enxergou também este caminhão enorme que cruzava a Marginal, hoje cedo. Teria sido o olhar feminino ou o olhar corintiano ?

Buracos da Cidade: A rua que cai

 

A rua que cai

E tantos moradores reclamando de buraco no meio do caminho. Os da rua João Mirandola, em Parelheiros, tem um problema um pouco maior. Bem maior, aliás. A rua desmoronou sábado passado e a cada dia que passa cede um pouco mais. A intervenção feita até o momento, segundo o ouvinte-internauta Sérgio Farah, foi a colocação de cones para alertar os pedestres e motoristas. Até agora, os moradores esperam uma resposta da Subprefeitura de Parelheiros sobre que procedimento será adotado.

Secretário narra ‘epopéia’ internacional no Twitter

 

Para chegar a Dinamarca, onde participa do Move 09 o secretário municipal dos esportes Walter Feldmann passou por uma aventura, conforme ele próprio descreveu no Twitter. O trem entre Bélgica e Dinamarca teve problemas mecânicos, isto o deixou parado por uma hora no meio do caminho. Ele seguia com a comitiva paulistana para o aeroporto e até chegar teve de trocar de trem duas vezes. No aeroporto, outra encrenca: a bagagem pesava 20 quilos a mais do que o autorizado. “Solução: tirar o máximo de roupas e vesti-las no corpo p/a mala ficar mais leve”. Após atravessar o saguão inteiro para embarcar, transportando malas de mão e vestindo um monte de casacos, sentou-se no avião e sentiu nas costas o joelho de uma passageira de quase dois metros de altura que estava na poltrona de trás. “Mil joelhadas nas costas depois, o piloto deu um cavalo de pau na pista e quase fomos parar no mar”, tuitou.

Já em Copenhague, onde mostrará experiências de atividades de rua, desenvolvidas em São Paulo, descobriu que não havia reserva no hotel onde deveriam ficar hospedados. “Resolvemos, finalmente, e o dia ali se encerrou. Sonhei com o Chico: “Amanhã vai ser outro dia”, postou no Twitter com a hastag #epopeia

Sugiro que você entre no site do Move09 e veja os vários vídeos publicados com programas realizadas em cidades de todo o mundo. Não deixe de ver o que mostra o uso da bicicleta na capital da Dinamarca. Tem material brasileiro, com destaque para Rai e a Fundação Gol de Letra

Um casamento na bicicleta

 

Willian e Priscila casam neste sábado, 24. A cerimônia não seguirá a tradição do véu e grinalda, na porta da Igreja. Menos ainda limosine ou carro preto para levar a noiva. Aliás, os carros não são bem-vindos. O casal é apaixonado pela bicicleta e será pedalando que irá comemorar o “enlace matrimonial”. Eles se encontrarão com os padrinhos e convidados na praça do Ciclista, que fica no encontro da Paulista com a Consolação e de lá seguirão até o cartório na Avenida Jabaquara, ao lado do metrô da Saúde.

De acordo com os noivos, ninguém precisa ficar preocupado com a falta de fôlego, pois o caminho é plano e a pedalada será sem pressa para que todos possam acompanhar. “Estaremos usufruindo do nosso direito de circular de bicicleta pelas ruas da cidade em um grupo grande de ciclistas, o que traz mais segurança para todos”, disse Willian Cruz. Que não chova, para não molhar o vestido da noiva.

A propósito, para participar da Pedalada do Casório basta ter bicicleta.

Foto-ouvinte: Lixo do Minhocão

 

Entulho no elevado

Antes mesmo de o motorista deixar o Minhocão se depara com este amontoado de entulho que atrapalha e polui o caminho do paulistano, na região central de São Paulo. Esta pista é a saída para o Largo do Arouche e, conforme alerta o ouvinte-internauta Marcone Vinícius Moraes de Souza, a faixa para a passagem dos carros está cada vez mais estreita. “Sem contar a turma que usa o espaço para se drogar”, escreveu.

Justiça mantém vereadores cassados na Câmara

 

A Justiça Eleitoral suspendeu temporariamente a cassação de mais nove vereadores da Câmara Municipal de São Paulo. Assim falta apenas apreciar o recurso impetrado, hoje, pelo vereador Ricardo Teixeira, do PSDB que também foi punido por receber doação da Associação Imobiliária Brasileira, durante a campanha eleitoral de 2008.

Os vereadores beneficiados pelo efeito suspensivo foram Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM) e Ushitaro Kamia (DEM). O juiz da 1a Zona Eleitoral da Capital Aloisio Sérgio Rezende Silveira já havia feito a mesma concessão aos vereadores Adilson Amadeu (PTB), Paulo Sérgio Abou Anni (PV) e Wadih Mutran (PP) e ao suplente Quito Formiga (PR).

“A medida permite que os vereadores permaneçam em suas cadeiras, na Câmara Municipal, até que seus recursos sejam julgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo”, diz nota divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral.

As representações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral, que pediu a revisão da prestação de contas desses vereadores com base no artigo 30-A, da lei 9.504/97, e na lei 64/90, que prevêem a cassação de registro e declaração de inelegibilidade por três anos quando comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos.

Ainda nesta quinta-feira, o juiz considerou improcedente a representação proposta contra o vereador Eliseu Gabriel (PSB).

Para entender melhor a situação dos vereadores cassados que receberam efeito suspensivo ouça entrevista publicada no post abaixo.

Vereador cassado pode votar na Câmara de São Paulo

 

Plenário cheio, comissões funcionando, painel eletrônico registrando presença e projetos de lei aprovados. Assim foi a movimentação na Câmara Municipal de São Paulo desde o anúncio de cassação de 13 veredores e a inelegibilidade de um suplente, há três dias. Apesar de apenas quatro terem conseguido a suspensão temporária das punições por terem recebido doação da Associação Imobiliária Brasileira, todos seguiram trabalhando normalmente, ou quase.

Apesar da indignação de cidadãos que não entedem como é possível um vereador cassado continuar a exercer seu cargo, tomar decisões e usar dinheiro público, todos estão respaldados pela lei brasileira que tem o objetivo de resguardar os direitos políticos adquiridos. É o que explicou o advogado especialista em direito eleitoral, Antonio Augusto Mayer dos Santos em entrevista ao CBN São Paulo.

Dentre outros aspectos, é preciso esclarecer que a punição foi decida pela 1ª zona eleitoral da capital – portanto, a primeira instância – e todos os vereadores – aliás, todo o cidadão brasileiro – tem o direito de recorrer às instâncias superiores e, enquanto esperam esta decisão, reivindicar o direito de seguir exercendo suas funções, dentro de determinadas circunstâncias.

Para entender melhor esta questão e tirar outras dúvidas sobre este processo que puniu 14 vereadores de São Paulo e pode cassar mais 17, ouça a entrevista do advogado Antonio Augusto Mayer dos Santos