Velocidade da internet: Abuso ao consumidor

 

Imagine você assinar um contrato em uma escola de inglês para fazer 20 aulas por mês, mas esta se reserva o direito de dar apenas duas aulas. Certamente você iria reclamar, pedir o dinheiro de volta e cancelar o contrato com a empresa. Esta relação absurda e desrespeitosa com o consumidor ocorre sempre que você assina contrato com operadoras de banda larga. Está lá no texto assinado e não-lido por você que a empresa pode oferecer apenas 10% da velocidade contratada. Ou seja, se você compra o serviço que oferece 2 MB corre o risco de receber apenas 256 kbps e não pode se quer reclamar. Ou pode, mas ainda terá de esperar por algum tempo para que a Anatel – empresa que deveria regular o mercado e evitar abusos como esse – mude as regras na compra de serviços de internet, segundo a representante do Procon de São Paulo Selma do Amaral.

Na entrevista ao CBN SP, ela criticou a atuação da agência e disse que as regras criadas para regular o mercado são distorcidas e imperfeitas. Selma comentou, ainda, que contratos assinados com esta cláusula que permite a empresa entregar uma pequena parcela daquilo que foi comprado é um abuso ao direito do consumidor

Ouça a entrevista de Selma do Amaral, do Procon-SP (22.10)

Rádio na Era do Blog: A linguagem de Rui Barbosa

Para o editor Michael Gold, da PC World, a audiência na internet é preguiçosa, egoísta e impiedosa. Ele conta que o internauta tende a não ficar mais de 30 segundos sem dar um clique enquanto navega em um site. A persistirem os sintomas, o esforço para conquistar este público passará pelas características do texto e este terá de se aproximar, e muito, daquele recomendado para o rádio: simples, direto e objetivo.

As três palavrinhas mágicas – consideradas por mim, o mantra da boa comunicação – me vieram à cabeça nesta sexta-feira, assim que li a história que reproduzo a seguir e que teria tido Rui Barbosa como protagonista. Falo no condicional, pois o fato estava em um e-mail de fonte que desconheço. Mas não gostaria que isso fosse motivo para desperdiçar a graça do fato:

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

– Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência do que o vulgo denomina nada!

E o ladrão, confuso, diz:

– Dotô, resumino: Eu levo ou deixo os pato?

Vida de rico

 

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

Milton e Nego no Jd Europa

O morador de rua, Costinha, mudou da Avenida Paulista para o Jardim Europa. Ele e o cão Nego, da raça labrador, estão morando há dois meses na Praça Coração de Maria. Mílton Costa, quando gesticula, lembra o ex-prefeito Jânio Quadros. ”O Nego é um grande companheiro… Seu latido é forte! Este cachorro tem uma grande história… A Paulista já era! Virou rota da pobreza. Lá, cansei de pepepê, pepepê. As pessoas olhavam para mim e dizia: coitadinho! Aqui, os pássaros cantam na madrugada. Entenda bem! O mundo dos ricos é silencioso. Os verdadeiros intelectuais se realizam na observação… A cada dia as palavras estão perdendo a sua inocência, o seu significado… O Nego sente o cheiro de caviar de longe… agora – 20.10.09, 17h – está comendo macarrão especial com peito de peru desfiado… O que ele come ou deixa de comer não interessa. Daqui a pouco vão pensar que vim pra cá atrás de esmola grossa. Vão achar que estou achacando rico. Olha minhas roupas, são todas de marcas! Não peço nada… os ricos chegam discretamente… pobre, pobre ajuda um parente e abre o gogó. Enquanto Costinha discursava, apareceu uma senhora: “senhor, senhor, o senhor gosta de caqui espanhol?”Ele está lendo um livro sobre anatomia humana.

N.E: Mílton, meu Xará, foi coadjuvante de Nego em reportagem que fez parte da série sobre animais de estimação produzida pela Tv Record e apresentada pela jornalista Abigail Costa, que escreve – quando consegue – neste blog. Lá, porém, Nego era chamado de Hans.

Buracos da Cidade: Tá no lixo

 

Buraco na São Paulo

 

 

O caminhão de lixo da empresa Loga não escapou da fome dos buracos nas rua São Paulo, centro da capital. Pesado com a sujeira jogada fora pelo paulistano, fez o piso de asfalto ceder. Uma das rodas traseira foi engolida pela cratera que se abriu e uma da frente ficou suspensa, impedindo que o motorista tirasse o caminhão do local. Com o flagrante foi feito pelo ouvinte-internauta Alessandro Marques, este é o terceiro caso que mostramos no Blog do Mílton Jung, em menos de uma semana, de carro que fica preso no buraco.

Inspeção veicular “tirou” 195 mil carros de São Paulo

 

A inspeção veicular em São Paulo teria resultado em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195 mil veículos, segundo dados da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, divulgado nesta quarta-feira. A informação faz parte de nota que comenta a decisão do Conama que tornou obrigatório o serviço em todas as cidades brasileiras. A ideia sempre foi defendida pela prefeitura de São Paulo através dos secretário do Verde Eduardo Jorge.

Confesso que ainda não havia me deparado com dados que mostrassem a eficiência do programa implantado há dois anos na capital paulista. Nesta quinta-feira, vamos tentar esclarecer um pouco mais estes números para entender que metodologia foi usada pela que a prefeitura bancasse esta informação.

Por enquanto, deixo registrado aqui a nota divulgada pela prefeitura e a opinião sobre a inspeção veicular obrigatória:

A Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, acompanhou o processo que levou à aprovação, pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), da extensão do Programa de Inspeção Veicular com abrangência nacional. A experiência de São Paulo foi base para a aprovação da nova resolução, fixando os novos parâmetros para a inspeção nacional.

Se em 2009, com a frota inspecionada o controle resultou em um ganho ambiental equivalente a retirada de circulação de 195.000 veículos, com os novos limites o ganho ambiental será ainda maior.

O Programa de Inspeção Veicular Ambiental da Cidade de São Paulo realizou desde seu início 1.123.117 inspeções, com uma média de 7 mil inspeções diárias. O Programa foi sendo implantado gradualmente: iniciou-se em 2008 tendo como frota alvo os veículos a diesel registrados na cidade; em 2009 ampliou a frota, incluindo todas as motos e parte dos automóveis e, em 2010, atingirá toda a frota registrada na cidade, como já havia sido divulgado na portaria 126/2009.

A adesão ao programa registra índices por final de placa de 80%, no caso dos automóveis de passeio, e este percentual chega a 100% após a data limite; 23% no caso das motos, chegando a 37% após a data limite; 35% no caso do diesel leve, chegando a 50% após a data limite; 60% no caso dos ônibus, chegando a 75% após a data limite. O calendário 2009 para caminhões foi iniciado em julho deste ano para final de placa 1 e 2, cujo prazo limite expirou em setembro. 30,97% da frota realizou inspeção até a data limite.

Foram realizadas até o momento 24 blitze de trânsito com a Polícia Militar, específicas para a inspeção veicular, nas quais foram abordados 558 veículos e autuados 127 veículos. As blitze continuam diariamente.

Nos dois primeiros anos, a Inspeção teve caráter educativo, para que os paulistanos se adaptassem com a nova rotina. Quem não realizar a inspeção tem seu licenciamento bloqueado e está sujeito a multa de R$ 550,00.

A cultura da periferia em alta

 

Cooperifa no CEU Campo Limpo
“O povo só consome coisa ruim porque é servido coisa ruim, mas que fique bem claro que ele gosta é de coisa boa”, escreveu Sérgio Vaz, entusiasmado com o resultado da Mostra Cooperifa, na zona sul de São Paulo. No CEU Campo Limpo e CEU Casablanca, atividades artísticas e culturais marcaram estes últimos dias de festa e reflexão,

No Casablanca, mais de 500 crianças assistiram ao espetáculo da Cia Babalina da Espanha e a intepretação mágica de bonecos. “Cada riso, cada grito, cada olhinho brilhando era a prova que todo o trabalho e luta para levar arte e cultura para a periferia, está valendo à pena”, disse Sérgio.

No Campo Limpo, atividade em dois tempos. De dia, houve debate sobre cultura e ativismo na periferia: “Foi puro alimento para a alma”, descreveu. À noite, as pessoas lotaram o teatro para assistirem às apresentações de dança dos grupos Cia Sansacroma (Rascunho de Solano) e o Balé Capão Cidadão. “A platéia foi ao delírio e o teatro quase veio a baixo. Muitos aplausos, sorriso e lágrimas de alegria. Catarse !”

Canto da Cátia: De última hora

 

Sinalização de última hora

No segundo dia da interdição parcial das pontes na Marginal Tietê, a prefeitura ainda coloca a sinalização que orienta o motorista a escapar dos congestionamentos, segundo registro da Cátia Toffoletto. O improviso não ocorre somente neste fato. Pedestres e passageiros de ônibus também foram esquecidos e enfrentam dificuldades nestes primeiros dias.

Futebol é negócio ?

 

Por Carlos Magno Gibrail

Sim, é negócio dos mais interessantes e interessados com múltiplos interesses.
A recente discussão sobre os pontos corridos e mata-mata reflete a diversidade de objetivos entre a TV Globo, a CBF, o Clube dos Treze, os demais clubes, os consumidores e o futebol propriamente dito.

Há duas semanas num seminário de MAXIMÍDIA em São Paulo, o diretor da Globo Esportes, Marcelo de Campos Pinto , embora o tema fosse a Copa 2014, colocou um assunto fora do contexto : “Futebol não é entretenimento. É negócio. E, por isso, precisamos tomar muito cuidado com o atual formato do Brasileirão. Estamos largando dinheiro na mesa” . J.Hawilla, concessionário Globo, e Paulo Saad, parceiro global, o apoiaram. Apenas Júlio Casares contestou ao que ouviu: “Você acha que esse modelo funciona porque o SPFC é tricampeão”, como se não tivesse sido também antes dos pontos corridos.

“Se o argumento da Globo prega que futebol é negócio, é necessário entender de que negócio se está falando. Se o negócio é o futebol, os clubes melhoraram suas receitas com bilheteria e seus contratos de patrocínio na era dos pontos corridos. Também acabaram com o risco da eliminação em novembro. A Globo pensa no bem do futebol ou da TV? Afinal, que negócio é esse?” Paulo Vinicius Coelho.

“Tenho 80 mil argumentos para defender os pontos corridos. No ano passado, apenas uma partida chegou à rodada decisiva sem valer nada. A média de público de 17 mil pessoas é semelhante a da França” Ricardo Teixeira, CBF.

Nos bastidores do Clube dos 13, Marcelo Campos Pinto, começou a campanha para a volta do campeonato em que os oito melhores se classificam e disputam, em mata-mata, uma vaga na final.
A Rede Globo ganhou um importante aliado nesta briga. A diretoria do Corinthians. Mas, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, gremista, tem o apoio da diretoria do São Paulo e de parte de seus integrantes para seguir com os pontos corridos. “Hoje, há maioria entre os dirigentes de clubes, pela continuidade dos pontos corridos” é a fala de outro peso pesado, o palmeirense Luiz Gonzaga Belluzzo.

Em dezembro de 2007, a GGSV, Golde Goal Sports Venture, empresa especializada em gestão esportiva, publicou uma análise do Brasileirão daquele ano e, apesar de constatar que a média de público por partida (17,4 mil) havia sido a melhor dos últimos 20 anos, concluiu que isso não bastava para se afirmar que o sistema de ‘pontos corridos’ havia caído no gosto popular. Para a GGSV , o maior responsável pelo aumento de público em relação ao campeonato de 2006 (39%) foi principalmente a presença dos 12 clubes de maior torcida do país na Série A – algo que jamais havia ocorrido desde a introdução dos pontos corridos.

Recentemente a GGSV editou: “Público no Brasileirão 2008 e reflexões sobre o modelo dos pontos corridos”. A previsão para 2008 era de que a média de público caísse substancialmente devido a fatores como: a ausência do Corinthians, a alta no preço dos ingressos e, principalmente, a saída da promoção da Nestlé. Pois eis que com tudo isso, o campeonato teve uma boa média de público: 17 mil torcedores por jogo ( pequena redução, relativa ao ano anterior).

Mas, como sabemos, o futebol é paixão antes, durante e depois de qualquer coisa. Não há isenção, mesmo que se queira.

Veja então os motivos que os autores relacionam para “provar” que “pontos corridos” não é bom:

1. Em 60% das partidas o público foi inferior àquele da média do campeonato; ou seja, o público se concentra nas partidas mais importantes
2. Há a valorização de objetivos secundários (briga por vaga na Libertadores) para aqueles que não brigam pelo título até o fim
3. No formato atual, muitos clubes são ‘eliminados’ muito cedo da competição
4. Os campeonatos mais importantes do mundo têm mata-mata (Champions League, Libertadores, Copa do Mundo)

Podemos intuir que para os partidários dos pontos corridos estes motivos provam exatamente o contrário:

1. É o que também acontece nos campeonatos com mata-mata
2. Libertadores é meta principal assim como outros objetivos são benéficos
3. Eliminados de verdade serão os times fora dos 8. “Eliminados” muito cedo podem ser campeões como o SPFC com 11 pontos a menos e o Real Madrid agora bem perto do primeiro colocado.
4. Campeonatos importantes mata-mata são por falta de tempo. Já temos Libertadores, Copa do Brasil, Sul Americana, Paulistão. Para que mais?

Consta que o Clube dos 13 fará uma pesquisa para saber a opinião dos torcedores, que, certamente, refletirá a paixão. Times fortes e organizados deverão gerar votos nos pontos corridos. Consumidores e torcedores de times fracos e desorganizados preferirão torneios de mata-mata e regionais. Libertadores é para quem conhece Geografia.

É o que confirma Milton Jung: “Em um futebol no qual a honestidade nem sempre é a principal marca, a fórmula de pontos corridos é a mais honesta com os clubes que investem seriamente no esporte”. E, convenhamos é uma opinião a ser levada a sério, pois o Grêmio é time forte em mata-mata.

Juca Kfouri, instigado pela descoberta do diretor global, de que entretenimento não é negócio e intrigado com Ricardo Teixeira defendendo boa causa, insinua surgimento de teorias. Certamente a conspiratória, publicada no Painel FC da Folha de ontem, onde se leu que Marcelo Campos é próximo de Teixeira, que o blinda, e o apóia ante a resistência ao mesmo dentro da Globo. A ponto de facilitar a Copa 2018 e até mesmo a sucessão na CBF.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e bate um bolão aqui no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Sabesp vai pagar prejuízo de carro que caiu no buraco

 

Carro engolino por buraco Gabriel

A Sabesp avisou, em nota, que vai ressarcir os prejuízos materiais da motorista do carro que caiu em um buraco na alameda Gabriel Monteiro da Silva, próximo da avenida Rebouças, na noite de segunda-feira, conforme denunciado no Blog do Milton Jung.

Marcela Ayala da Fonseca passava pelo local às 6h40 da tarde quando ficou presa em um congestionamento no acesso da Gabriel para a Rebouças. O piso cedeu e o carro dela foi “sugado” para o buraco. A Sabesp havia prometido fazer contato ainda nesta terça-feira com a ouvinte-internauta.

Leia a nota enviada pela empresa:

A Sabesp lamenta o ocorrido. No local foi realizado o conserto de um coletor de esgoto. As obras haviam sido concluídas há alguns dias, quando foi fechada a vala e feita a base de concreto, restando apenas a capa asfáltica. Com as fortes chuvas, porém, a base de concreto cedeu cerca de 30 cm. Uma equipe da Sabesp trabalha, neste momento, no local.

A Sabesp entrará em contato com a proprietária do automóvel e irá ressarci-la de eventuais danos que tenham ocorrido com o veículo.