Onu quer saber o que você faz pelo meio ambiente

 

A Organização das Nações Unidas promove campanha na qual convida você a enviar uma foto ou um vídeo que mostre o que está fazendo pelo meio ambiente. A intenção é que a sua atitude inspire outras pessoas a cuidar do planeta. As imagens tem de ser tiradas e gravadas em telefone celular, acompanhado por um texto explicativo de até 100 palavras.

O material pode ser enviado até o 1o. de junho de 2010 para o site da ONU Verde. E a escolha será feita por um comitê que destacará 10 fotos que traduzam os temas da campanha e integrarão uma exposição. Os cinco vídeos selecionados serão veiculados pela MTV Brasil no dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho.

Rádio na Era do Blog: Eu foco, tu focas, por Ruy Castro

 

Na fusão de mídias, confundiu-se muita coisa. A línguagem, entre elas. Tem texto de rádio escrito como se fosse para jornal; tem texto na internet lido na televisão; tem jornalão redigido como folhetim. Copia-se de um e se cola no outro, sem que se pare para pensar a necessidade do público de cada uma das mídias. Além disso, há expressões que usamos pelo hábito. Sem reflexão. Sem noção. Foram sobre algumas dessas que o jornalista e escritor Ruy Castro escreveu, neste sábado, na Folha. Um alerta para redatores de rádio, cada vez em menor número, e para redatores de blog, que não param de crescer.


Eu foco, tu focas, ele foca

RIO DE JANEIRO – Já tratei do assunto nesta coluna, mas, como diria o Cony, ninguém tomou providências. Continuamos a chamar um filme de “longa”, mesmo que ele tenha a rotineira hora e meia de projeção -o que, somando os trailers, os comerciais e o tempo que se gasta indo lá fora comprar pipoca, perfaz uma sessão ideal de duas horas. Então, por que “longa”?

Deve ser para distingui-lo dos “curtas”, que têm 12 ou 15 minutos. Mas quantos curtas você vê por ano a ponto de obrigarem um filme normal a ser chamado de longa? Longas, até outro dia, eram “E o Vento Levou”, “Os 10 Mandamentos”, “Ben-Hur” e “Lawrence da Arábia”, que duravam para lá de quatro horas. Se, hoje, qualquer filme é um longa, o que seriam aqueles queridos mamutes?

Ou, quando se trata de filmes do passado -digamos, “A Malvada”, com Bette Davis, ou “Barnabé, Tu És Meu”, com Oscarito-, lê-se às vezes que eles foram gravados assim ou assado. Só que os filmes do passado não eram gravados. Eram filmados. Quem grava imagens é a televisão, e o cinema, pelo menos o anterior a 1990, sempre dependeu de película, laboratório, revelação e outras práticas ancestrais.
Falando em gravar, não perdemos a mania de escrever que “Fulano entrou em estúdio para gravar seu novo CD”. Mas onde queriam que ele o gravasse? Na rua, do outro lado da calçada? “Entrar em estúdio para gravar” é o mesmo que “apostar todas as fichas”, “correr atrás do prejuízo” ou “dar nó em pingo d’água”. É escrever sem ter de pensar. Uma palavra puxa outra, como uma locomotiva que arrasta vagões vazios.

Mas minha grande birra é com o verbo focar. Quando leio, por exemplo, que “Ronaldo foca voltar à seleção”, conjugo imediatamente eu foco, tu focas, ele foca, e imagino o Fenômeno batendo as nadadeiras. Com todo o respeito.


O texto original você acessa aqui se tiver assinatura do UOL

Eventos e cursos para pessoas com deficiência

 

Da importância da comunicação a oportunidade de capacitação, há uma série de abordagens sobre a pessoa com deficiência desenvolvida em seminários, encontros e cursos. Para o comentarista do Cidade Inclusiva, Cid Torquato, é uma sinal de que a sociedade começa a se preocupar com o tema e passa a enxergar de maneira mais clara a pessoa com deficiência, seja por imposição do mercado de trabalho, seja pela conscientização resultado de uma série de ações nos últimos anos.

Conforme combinado durante nossa conversa de hoje, publico a relação de eventos sobre os quais falamos no comentário Cidade Inclusiva, que vai ao ar às segundas, logo após às 11 da manhã, no CBN São Paulo.

Seminário Internacional Comunicação e Exclusão
Sesc Vila Mariana
Dias 27, 28 e 29 de outubro 2009
www.sescsp.org.br

II Congresso Nacional de Inclusão Social do Negro Surdo
Memorial da América Latina
Dias 6 e 7 de novembro 2009
www.cbsurdos.org.br

Projeto Preparar para Incluir (Curso de qualificação)
Instituto Paradigma e Instituto Camargo Corrêa
www.instutoparadigma.org.br

Programa de Aprendizagem Profissional para Surdos e Pessoas com Deficiência Física
Faculdade Integradas Rio Branco
www.cepro.org.br

Canto da Cátia: Porta na cara

 

Dia do Servidor Público

O paulistano foi surpreendido nesta manhã com as sedes da burocracia do Estado fechadas devido a antecipação do feriado do Dia do Servidor Público, que se comemora na quarta, dia 28, mas que prejudica o atendimento hoje. A Cátia Toffoletto esteve no posto do Poupa Tempo, no centro de São Paulo, e conversou com pessoas que precisavam usar o serviço, não estavam informadas do feriado e deram com a cara na porta.

O feriado para o funcionalismo é um privilégio que deveria acabar ?

Buracos da Cidade: Scrapbook

 

Bueiro da Sabes

Argentino e paulistano, Matias Vazquez cansou de apenas assistir aos buracos que surgem nas ruas de São Paulo. Decidiu montar um álbum de fotografias sobre o tema no Flickr e começou a coleção com os da rua João Moura com Atlântica, no Jardim Paulistano, em São Paulo, onde, recentemente, perdeu o para-choque do carro. Enquanto fotografava, conversou com um agente da CET que contou a ele que todo dia a subprefeitura de Pinheiros é informada da buraqueira e nada é feito. A situação teria piorado com a intervenção da Sabesp que após resolver um vazamento tapou o buraco com a cara do …. Sem ofensas.

Foto-ouvinte: Os fios da Arizona

 

Emaranhado de fio na Arizona

Esta é a situação enfrentada pelos moradores da rua Arizona, próximo da avenida Roberto Marinho, zona sul de São Paulo, desde que um acidente provocado após perseguição policial abalou o poste e a fiação caiu. O ouvinte-internauta Fernando Gomez Carmona chama atenção para o risco que correm os pedestres. Eu presto atenção no emaranhado de fios que ficam expostos e provocam poluição visual.

A história dos vazamentos de Ipanema, a rua

 

Os vazamentos na rua Ipanema, Jardim Copacabana, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, foram motivo de reportagem no início do ano. Estão de volta agora em “carta” escrita pelo ouvinte-internauta Cláudio Fernandes. Ele pediu uma “notinha” no CBN SP, mas com tantos detalhes a serem descritos decidi publicar o texto por inteiro e montei um slideshow com as imagens que ajudam a entencer a história:

Vazamento na Rua Ipanema

Clique aqui e assista ao slideshow com a história dos vazamentos da rua Ipanema

 

“Mais uma vez retorno ao auxilio de vocês, dessa vez para denunciar a desorganização do Consórcio Drucker Toltec, empresa terceirizada a serviço da Sabesp.

O Jardim Copacabana, localizado em São Bernardo do Campo, sofre a mais de 10 anos com o rompimento crônico da rede de distribuição de água.

Para se ter uma idéia da situação desse local, existe um trecho na Rua Ipanema, local do mais recente rompimento, que se pode contar exatamente 12 remendos de asfalto num trecho de 15 metros de rua.

A maioria dos rompimentos ocorre por vezes em menos de um mês. Alguns não duram sequer quinze dias. Cada vez que ocorre um desses eventos, centenas de milhares de litros são perdidos rua abaixo. Não se trata, portanto apenas de um desleixo, descaso com o desperdício d’água que ela, a própria
Sabesp tenta diminuir através de campanhas educativas de conscientização. O que vem ocorrendo é mais que isso: é um crime ambiental, um crime contra economia popular, um desrespeito a todo cidadão de São Paulo.

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Avalanche Tricolor: Palavras, não são apenas palavras

 

 

Eles 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Porto Alegre

 

Ousadia sf (ousado+ia1) 1 Qualidade de ousado; coragem, galhardia. 2 Arrojo, atrevimento, audácia.

Coragem sf (fr ant corage) 1 Força ou energia moral ante o perigo; ânimo, bravura, denodo, firmeza, intrepidez, ousadia. 2 Constância, perseverança: Sofrer com coragem. 3 Desembaraço, franqueza, resolução. Antôn: covardia, medo.

Confiança sf (de confiar) 1 Ação de confiar. 2 Segurança íntima com que se procede. 3 Crédito, fé. 4 Boa fama. 5 Segurança e bom conceito. 6 Esperança firme. 7 Familiaridade. 8 pop Atrevimento, insolência, malcriação. Antôn (acepções 1, 2, 3 e 6): desconfiança. Com confiança: cheio de confiança.

Vigor sm (lat vigore) 1 Força física, robustez. 2 Energia, atividade. 3 Esforço enérgico da alma ou do corpo. 4 Força, eficácia, valor, valia. 5 Vigência. Antôn (acepção 1): fraqueza.

Após um domingo reservado a organizar a estante de livros, foi um dicionário de capa amarelada pelo tempo e com as páginas amarrotadas pelo uso, que trouxe lá de Porto Alegre, a tábua da salvação. Nos 90 minutos de futebol jogados na tarde de hoje, me esforcei para encontrar o sentido de cada uma dessas palavras.

A ousadia se perdia na troca de passes sem objetivo; a coragem era arrancada nas divididas de bola (perdemos todas); a confiança estava contida em uma planilha com as tais estratégias táticas que apenas revelam medo; e o vigor não transpirava na camisa que os gremistas imortalizaram.

Não incluí talento nesta lista, pois nossa história não foi forjada com toques refinados ou dribles desconsertantes. Nunca precisamos disto para sermos vencedores. Nunca exigimos isto de nossos jogadores. No futebol jogado em nossos sonhos não tem embaixadinha, passe de calcanhar, pé sobre a bola ou chutes de efeito. Queremos apenas gente com alma e vergonha na cara, e ousadia, e coragem, e confiança, e vigor.

E com a Alma Tricolor – e esta palavra não encontraremos no dicionário.

De amanhã

 


Por Maria Lucia Solla

Ouça “De Amanhã” na voz da autora

Céu de São Paulo

a gente se considera importante demais achando que ego é eterno
como se só houvesse o agora o tempo moderno
e onde é que fica a História
a gente está mesmo perdendo a memória

ofende-se demais perdoa-se de menos
percebe-se menos fala-se demais
e não se divide nada
a gente está sempre ocupada
não dá atenção a ninguém
e acaba só também

fazemos tudo automaticamente
como se estivéssemos plugados todos a uma só mente

a criança quer moda
não brinca mais de roda
mais e mais
nada mais a satisfaz

ainda não foi entendido
que a Era mudou
e o homem continua menino brincando de mocinho e bandido
ainda não se tocou

a mulher por sua vez que saiu da casa do pai
pra casa do amor
Salvador
vive hoje sem um nem outro
e chora e se enche de droga
ai
e nem sabe de onde vem tamanha dor

nem pense que eu me atreva a divulgar qualquer solução
a vida está sempre sendo escrita
e só vai ficar mais bonita
com a tua e a minha ação

portanto meu amigo meu irmão
olha para o lado um pouco
para de rodar daqui para ali feito louco
e vamos nos dar a mão.

Maria Lucia Solla é terapeura, professora de língua estrangeira e realiza palestras na área de comunicação e expressão. Reescreve aos domingos no Blog do Mílton Jung o livro “De bem com a vida mesmo que doa” e conta com a sua opinião.

Conte Sua História de São Paulo: Virou gente grande

 

Por Teresa Botton
Ouvinte-internauta

 

 

Nasci e fui criada em S. Paulo Eu me sinto muito paulistana, e gosto disto. Lembro-me que quando criança, meu avô me levava até a praça da República para ver os patos. Naquela época, a praça era linda, limpa, cheia de árvores, gostosa, as pessoas bem arrumadas passeavam por lá, e os fotógrafos lambe-lambe tiravam fotos.

 

Eram passeios muito gostosos, lembranças agradáveis.

 

As casas de chá, o Fasano, na Barão de Itapetininga. Não me esqueço que uma vez uma prima fez o aniversário lá. Cada coisa mais gostosa que a outra.

 

E a Dulca ? Meus irmãos e eu adorávamos o “merengue” e o “cisne”. Além do que, nos aniversários o bolo era o mil folhas, todo coberto de açúcar de confeiteiro e quando o aniversariante assoprava a velinha, quem estivesse na frente tomava um banho de açúcar e ficava todo branco.

 

Tinha também o Mappin e a Clipper. A gente tirava o dia para fazer compras e ia para o salão de chá comer um misto quente e tomar um sundae ! Que glória!!

 

Sempre gostei de andar no centro.

 

Quando criança, ia ao dentista toda semana, na rua Quirino de Andrade. Eu adorava fazer o percurso a pé desde a Praça da República até lá. O movimento do centro, as lojas, tudo isto sempre me atraia. Gostava de entrar nas livrarias e ficar olhando os livros. Quando na faculdade tínhamos de comprar livros em espanhol, tipo obras completas do Freud, íamos a um importador na rua São Bento, que os vendia num bom preço e em três vezes. Ter que ir ao centro era uma excursão muito prazeirosa tanto para mim quanto para minhas amigas!

 

A gente sentia que estava fazendo turismo, e ia olhando tudo nas ruas: as pessoas, o movimento, as lojas, a paisagem, e, principalmente, a arquitetura. Ah, a arquitetura é o que mais me atraia!

 

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