Câmara de SP é do povo ou dos vereadores ?

 

O site da Câmara Municipal de São Paulo segue servindo aos vereadores e não ao público, que deveria ser seu objetivo principal. Em nenhum momento noticiou a decisão da Justiça Eleitoral que cassou 13 vereadores e tornou inelegível um suplente que está na função. Quando entrou no assunto foi para desinformar o cidadão.

Eram 5h09 da tarde quando publicou a notícia de que haviam sido suspensos os efeitos da decisão do juiz Aloísio Sérgio Silveira da 1a zona eleitoral, beneficiando os 13 vereadores cassados.

Notícia errada: a medida suspensiva beneficiou apenas os vereadores Wadih Mutran (PP), Adilson Amadeu (PTB), Abou Anni (PV), que haviam sido cassados, e Quito Formiga (PR), que foi punido com a perda dos direitos políticos por três anos. É bem possível que os demais parlamentares também ganhem o direito de se manterem no cargo enquanto aguardam julgamento final de recurso impetrado, mas não era o que ocorria até o momento em que o site daquela que se denomina “A Casa do Povo Paulistano” publicou a informação.

Kassab também tem contas investigadas, lembra promotor

 

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) também recebeu doação da AIB durante a campanha eleitoral à reeleição, em 2008, e está sendo investigado pela Justiça Eleitoral, assim como os 14 vereadores condenados, nesta segunda-feira. O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, autor das denúncias, entende que a Associação Imobiliária Brasileira não poderia contribuir financeiramente para os candidatos e partidos políticos, pois é entidade sem fins lucrativos.

O promotor disse, em entrevista ao CBN SP, que também vai recorrer da decisão da 1a. zona eleitoral que absolveu quatro vereadores da cidade de São Paulo ao entender que as doações não foram relevantes na campanha Ele explicou que as denúncias atingem vereadores de todos os partidos políticos na Câmara Municipal de São Paulo e o fato, por enquanto, de apenas parlamentares da base governista terem sido cassados, é uma coincidência.

Ouça a entrevista com o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, ao CBN SP (20.10)

O vereador Quito Formiga (PR) citado na entrevista não foi inocentado como disse o promotor Maurício Antonio Lopes. Como vereador suplente ele perdeu o direito de se candidatar nos próximos três anos.

Uiraquitan, inovação nos anos 70

 

Por Adamo Bazani

Modelo desenvolvido em São Bernardo do Campo para Curitiba, que tinha motorista em “mirante” sobre os passageiros, assustou indústria na época, mas deu importantes lições para novos modelos e sistemas de ônibus

Uiraquitan. Você já ouviu falar deste modelo de ônibus? Pois, foi uma das oportunidades da cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, ter tido influência direta na implementação do sistema de ônibus expresso Segregado, de Curitiba, inédito no País. Mas as inovações propostas na época pelo DEPV – Departamento de Pesquisa de Veículos, da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial da Fundação Educacional Inaciana de São Bernardo do Campo assustaram e o modelo não passou de uma miniatura e vários desenhos. O projeto foi encomendado pelo IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), no início dos anos 70, que na contramão dos investimentos ferroviários, decidiu, de maneira bem sucedida, investir em linhas de ônibus de grande demanda, troncais, em corredores exclusivos, e linhas alimentadoras, que serviram de modelo até para outros países, como a Colômbia que implantou o Transmilênio.

O Uiraquitan, desenvolvido pelos engenheiros da FEI, de São Bernardo do Campo, já revolucionava pela posição do motorista, que ficava numa alta cúpula de vidro, acima dos passageiros. Isso mesmo, se hoje, vemos alguns ônibus panorâmicos com o salão de passageiros sobre os motoristas, no projeto do ABC para Curitiba, o motorista que ficava em cima do passageiro. O objetivo do “mirante” era oferecer maior visibilidade tanto para motorista como para passageiros.

Não bastasse essa inovação, a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, que hoje é obrigatória em todas as carrocerias produzidas desde julho de 2009, já foi preocupação dos engenheiros da época, que planejaram o Uiraquitan para que o salão de passageiros ficasse a 20 centímetros de altura em relação ao solo.

O modelo, projetado em 1973, teria também painel eletrônico (algo adotado recentemente nos ônibus urbanos), que informava, além de itinerário e número de linha, quantos assentos estavam desocupados. Os engenheiros da FEI também tinham preocupação ambiental. Projetaram uma série de filtros no motor que já nos anos 70 reduziriam em até 50 por cento os níveis de poluentes.

A capacidade para transportar passageiros sentados, de acordo com o projeto, seria maior que um articulado de hoje: 80 sentados. Os articulados tem, aproximadamente, 60. Isso seria possível porque o posto do motorista ficaria acima do salão de passageiros e pelo fato de os bancos serem longitudinais. Os corredores também seriam mais largos.

No entanto, o ônibus não saiu da fase de miniatura, por vários motivos, entre eles, o desenho inovador para época, dificuldade de fabricação de alguns equipamentos e necessidade de uma barra de direção muito longa, por conta do “mirante do motorista”

Fracasso? Não, apesar de o Uiraquitan não ter sido fabricado. Assim como no mundo da moda, onde vemos roupas inimagináveis de serem encontradas nas ruas, mas que ditam tendências, o Uiraquitan apontou caminhos que depois de adaptados à realidade da indústria nacional de carrocerias viriam solucionar vários problemas, alguns ainda recorrentes, como a necessidade de ônibus acessíveis e menos poluentes.

De pronto, o Uiraquitan deixou a herança da maior visibilidade para motoristas e passageiros e de um salão de passageiros com melhor aproveitamento. Logo após a recusa do Uiraquitan, depois de analisar projetos de encarroçadoras como Nimbus, Marcopolo e Caio, o Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba, escolheu o modelo Marcopolo Veneza Expresso, com grande área envidraçada na carroceria. O IPPUC fez questão de exigir algumas características do Uiraquitan, como a visibilidade, o desenho diferenciado e o motor mais silencioso, traseiro, com no mínimo 200 cavalos de potência.

Com um pouco do Uiraquitan, em 22 de setembro de 1974, começam a circular os Marcopolo Veneza Expresso trazendo ao setor, o conceito de BRT – Bus Rapid Transit -, os ônibus rápidos de corredor segregado, termo usado em todo o mundo.

As propostas do Uiraquitan também foram usadas por outras encarroçadoras que aos poucos vinham assimilando os conceitos apresentados pela FEI. Alguns destes conceitos viraram obrigação por órgãos concedentes e fiscalizadores e opção de modelo de encarroçadoras, que o desenvolveram.

Por isso, dizer que o Uiraquitan foi um fracasso da engenharia do setor de transportes é um equívoco. Talvez, sem as idéias, consideradas loucuras na época, de seus projetistas, a indústria de ônibus nacional, uma das mais respeitadas do mundo, não teria chegado ao atual patamar.

O Uiraquitan pode ser visto apenas em miniatura, como na foto de nosso acervo publicada na abertura deste post. Já o Veneza Expresso, deixado de lado nos anos 80, por conta da maior demanda de passageiros e novas necessidades, teve um exemplar restaurado em 1999, com o uso de três carrocerias abandonadas, achadas em ferro velho de Curitiba e vários dias de trabalho.

Adamo Bazani é jornalista da CBN e busólogo. Toda terça-feira, escreve no Blog do Milton Jung

Vereadores julgados pela Justiça Eleitoral

 

Lista de vereadores que tiveram as contas da campanha eleitoral de 2008 impugnadas pelo Ministério Público Eleitoral, em São Paulo, e estão sendo investigados.

1. Abou Anni (PV) – Condenado
2. Adilson Amadeu (PTB) – Condenado
3. Antonio Carlos Rodrigues (PR) – Em julgamento
4. Adolfo Quintas (PSDB) – Condenado
5. Arselino Tatto (PT) – Em julgamento
6. Floriano Pesaro (PSDB) – Absolvido
7. Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) – Condenado
8. Carlos Apolinario (DEM) – Condenado
9. Claudinho (PSDB) – Condenado
10. Dalton Silvano (PSDB) – Condenado
11. Domingos Dissei (DEM) – Condenado
12. Eliseu Gabriel (PSB) – Em julgamento
13. Gilson Barreto (PSDB) – Condenado
14. Ítalo Cardoso (PT) – Em julgamento
15. Jooji Hato (PMDB) – Em julgamento
16. José Américo (PT) – Em julgamento
17. José Police Neto (PSDB) – Em julgamento
18. Juliana Cardoso (PT) – Em julgamento
19. Mara Gabrilli (PSDB) – Em julgamento
20. Marta Costa (DEM) – Condenada
21. Natalini (PSDB) – Em julgamento
22. Noemi Nonato (PSB) – Absolvida
23. Paulo Frange (PTB) – Em julgamento
24. Quito Formiga (PR) – Condenado
25. Ricardo Teixeira (PSDB) – Condenado
26. Toninho Paiva (PR) – Absolvido
27. Ushitaro Kamia (DEM) – Condenado
28. Wadih Mutran (PP) – Condenado
29. Antonio Goulart (PMDB) – Absolvido

O Ministério Publico Eleitoral anuncia que são 35 os nomes investigados no caso da doação de dinheiro da AIB para campanhas eleitorais, mas ainda não confirmou o nome dos seis investigados que estariam faltando. Assim que recebermos esta informações, iremos atualizar esta lista. O MP vai recorrer da decisão em relação aos vereadores absolvidos pelo juiz da 1ª zona eleitoral.

3.107 dias depois, Igor cumpre pena por assassinato

 

Oito anos mais velho, pesando pouco menos de 50 quilos, o que o fez parecer ainda menor do que já era, com os cabelos ralos de sempre, dentes apodrecidos e visivelmente extasiado. Com toda esta aparência de derrota, o ex-promotor de Justiça Igor Ferreira da Silva não perdeu a arrogância ao ser preso oito anos depois de fugir da condenação pelo assassinato da mulher que estava grávida. Convenceu a delegada que teria lhe dado voz de prisão a não colocá-lo no camburão da polícia, anunciou que estava se entregando e denunciou ter sido vítima de desrespeito aos direitos humanos durante a prisão.

Igor terá de cumprir os 16 anos e poucos meses de prisão, mas pode alegar problemas de saúde para ter a situação amenizada. Vai manter a tese de que a mulher foi morta por um assaltante e defender sua inocência. Todos os recursos possíveis e impossíveis serão usados por ele e família para tornar a condenação mais branda. Será persuasivo como já havia sido com seu advogado de defesa, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, a quem convenceu de que ficaria em casa enquanto o Órgão Especial do Tribunal de Justiça julgava seu destino, em abril de 2001. Tinha o direito de não comparecer diante dos colegas promotores. Assim que a sentença foi anunciada ele desapareceu.

Há oito anos, a polícia recebe notícias do paradeiro de Igor, algumas vezes policiais disseram ter estado muito próximos dele, mas nunca conseguiram colocar as mãos no ex-promotor. Teria tido aparições em Florianópolis e no Chile. Jamais confirmadas. Ele alega que sempre permaneceu no Brasil. A maneira como foi preso, após denúncia anônima, na calçada de uma rua da Vila Carrão, na zona leste, como se esperando a Justiça chegar, sinaliza que tenha cansado de fugir.

Durante três anos, os ouvintes-internautas do CBN SP acompanharam contagem progressiva do tempo de fuga do ex-promotor. A cada aniversário da condenação, realizávamos entrevistas com autoridades e especialistas no tema. Quase sempre o programa era seguido de um telefonema de membros da família de Patrícia Longo afirmando que confiavam na inocência de Igor Ferreira da Silva. Sim, os pais dela e irmão nunca acreditaram que o ex-promotor tenha sido o assassino. O pai dele, advogado, chegou a escrever um livro sobre o assunto acusando procedimentos ilegais da polícia e dos promotores que o julgaram.

Nos últimos anos, confesso, havia desistido de falar do caso.

A prisão aconteceu após 3.107 dias de fuga e concluiu o árduo trabalho da procuradora Valderez Deusdedit Abbud, que sustentou a acusação contra ele, convenceu os 25 desembargadores mais antigos da corte paulista, superou todas as barreiras impostas pelas manobras do experiente acusado e o desgaste de ter de condenar um colega do Ministério Público Estadual, mas que até esta segunda-feira não havia tido a oportunidade de ver a pena sendo cumprida.

Buracos da Cidade: Eu não disse !?

 

Carro é engolido em cratera da Gabriel

Eu avisei. Fui irônico, mas avisei. O buraco no ínicio da alameda Gabriel Monteiro da Siva, onde ela se aproxima da avenida Rebouças, começou com uma rachadura há algumas semanas, foi crescendo como menino faceiro e deixando suas marcas nos pneus dos carros. De traquinagem em traquinagem, virou gente grande e, na manhã de segunda-feira, ao passar por lá fiquei espantado com o fosso que havia aberto sob o asfalto. Falei sobre isto no CBN São Paulo e comentei do risco que havia no local. Para minha surpresa no início da noite encontrei a motorista Marcela Ayala da Fonseca ao lado de seu carro que havia sido engolido pela cratera. Parei para conversar e fotografar, enquanto o motorista do guincho quebrava a cabeça para saber como tirar o carro lá de dentro.

Ainda desolada com o acidente que, felizmente, não lhe causou nenhum dano físico, além do bruta susto de ver o carro sendo sugado pela incompetência pública, Marcela ao chegar em casa me enviou a mensagem a seguir:

Gostaria de deixar aqui minha indignação com relação aos “Serviços Públicos” de nossa cidade. Ou “desserviços”, em muitos casos. Hoje às 18:40 passei pela altura do no. 77 da Gabriel Monteiro da Silva e o meu carro simplesmente “AFUNDOU” no meio da via pública. Segundo comerciantes da região, aquilo era um buraco feito pela SABESP e que estava aberto há mais de uma semana. E para “cobrir” temporariamente o buraco durante os trabalhos, foi utilizada uma mistura de brita e areia, dando a ilusão de que ali se poderia trafegar. Ao passar por essa parte da rua, ela simplesmente CEDEU, pois havia uma camada de apenas 10 cm de areia e brita cobrindo uma CRATERA de 5m de comprimento, 1m de largura e mais de meio metro de profundidade. Sim. Parece inacreditável mas é a pura verdade. Depois de quase 2 horas tentando tirar o carro da cratera, com auxilio de 3 funcionários da seguradora, agentes da CET e diversas boas almas que apareceram para ajudar, me restará acionar meu seguro, pagar pelos danos, processar a Prefeitura e esperar sentada para que algum dia dentro dos próximos 20 anos eu seja ressarcida. Me sinto totalmente agredida. É vergonhoso tamanho descaso. Espero que NO MÍNIMO a cratera seja coberta para evitar que o problema se repita.

Processar a prefeitura e a Sabesp parece ser um dos caminhos a serem adotados neste caso, mesmo com a demora de uma ação na Justiça. Mas é a única forma de chamar atenção para a responsabilidade dos órgãos públicos.

“Associação é uma fraude à lei”, diz juiz sobre vereadores

 

A origem da cassação de 13 vereadores da cidade de São Paulo foi a doação de R$ 10.672.000,00 feita pela Associação Imobilária Brasileira aos candidatos e diretórios municipais e estaduais de partidos políticos, na campanha eleitoral de 2008. De acordo com o juiz eleitoral Aloísio Sérgio Rezende Silveira não é preciso nenhum exercício de inteligência para entender que a associação é “uma verdadeira fraude à lei”. Não tem funcionários, não tem receitas, sequer tem associados, segundo escreveu na sentença final.

O juiz Aloísio Silveira afirma que os associados ou colaboradores da Associação poderiam ter feito doações diretamente aos candidatos no limite percentual de 2% do faturamento bruto no ano anterior à eleição. A entidade para ele, já que não existe senão formalmente, teria como única função encobrir doações de eventuais fontes vedadas, dentre elas entidade de classe ou sindical.

Desde que surgiu a denúncia, a Associação era suspeita de servir de braço do setor imobiliário para doar às campanhas eleitorais. Entidades como o Secovi – o Sindicato da Habitação – estão impedidas por lei de participar do processo de doação e os donos das empresas que atuam no setor prefeririam se esconder atrás do anonimato. Esta não é a primeira vez que a AIB doa dinheiro para campanhas eleitorais.

Em primeira instância, a Justiça entendeu que os vereadores foram beneficiados por estas doações ilegais e teriam de estar ciente da impossibilidade da Associação ter rendimentos para transferir o dinheiro. Em alguns casos, a doação da AIB representou até 60% do dinheiro arrecado na campanha eleitoral.

Foram analisados, por enquanto, apenas 18 casos, dos quais 14 foram cassados (um é suplente) e quatro inocentados. Mais 17 vereadores estão na mira da justiça eleitoral

O advogado de nove dos vereadores cassados, Penteado de Freitas, disse que todos receberam as doações de maneira transparente, prestaram contas à justiça eleitoral e tiveram esta prestação aprovada, inclusive pelo Ministério Público. Em entrevista ao repórter Luiz Motta disse que vai recorrer dentro do prazo previsto em lei que é de três dias.

Pontes interditadas: São Paulo não precisava disso

 

Obras na Marginal Tietê

A partir de amanhã, os motoristas que precisam passar pela Marginal Tietê enfrentarão sérios problemas de congestionamento com a interdição parcial de três pontes, intervenção necessárias para execução da obra de ampliação da via. Em novembro, mais duas pontes terão trânsito restrito. Para o urbanista e arquiteto Cândido Malta a cidade não tinha necessidade de enfrentar este transtorno, pois a ampliação da Marginal, além de gastar mais de R$ 1,5, não irá beneficiar o fluxo de tráfego na região.

Ouça a entrevista do urbanista Cândido Malta, ao CBN SP

O CBN São Paulo tentou conversar com a Dersa e a CET durante toda a manhã desta segunda-feira. Aliás, no sábado já havia convidado algum representante da empresa responsável pela obra na Marginal. Apesar da entrevista com a Dersa estar marcada para às 11 da manhã, a empresa disse que não poderia mais falar devido a outros compromissos.

Em relação a Companhia de Engenharia de Tráfego, de quem se pretendia apenas orientação de trânsito de como os motoristas deveriam se comportar a partir de amanhã, a informação foi de que somente o secretário municipal dos Transportes Alexandre de Morais poderia conceder entrevista sobre o assunto. Como, porém, estava ocupado nesta manhã, ninguém, da CET falaria.

Historicamente, coube ao ocupante da secretaria e da presidência da CET – funções exercidas por Morais, que também é secretário municipal de Serviços – falar da parte administrativa, ficando as orientações de trânsito e explicações sobre operações especiais aos técnicos. Mas parece que o atual secretário não confia em seus subordinados.

Prestação de serviço

As três pontes que serão interditadas parcialmente nesta segunda-feira, às 11 da noite:

Ponte da Freguesia do Ó

centro-bairro: primeira faixa à direita interditada
bairro-centro: primeira faixa à direita interditada

Ponte da Casa Verde

centro-bairro: última faixa à esquerda interditada
bairro-centro: sem interdição

Ponte Jânio Quadros

centro-bairro: interdição total
bairro-centro: sem interdição

As pontes do Limão e das Bandeiras serão interditadas, em novembro.

Cassados 13 vereadores e um suplente em São Paulo

A denúncia de que vereadores de São Paulo receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira na eleição de 2008 listou o nome de 29 parlamentares paulistanos. A justiça, até agora, condenou 14 com cassação de mandato, dos quais um é suplente. Quatro foram absolvidos. Os demais esperam a decisão final.

Esta é a lista dos que teriam recebido doação, segundo denúncia que foi feita em reportagem do jornal Folha de São Paulo. Atente-se para o fato de que o suplente Marcus Vinícius não estava nesta lista:

Os condenados pela Justiça que tem direito a recurso:

Domingos Dissei (DEM)
Marcus Vinícius de Almeida Ferreira – Quito Formiga (PR), suplente
Marta Costa (DEM)
Carlos Apolinário (DEM)
Adilson Amadeu (PTB)
Gilson Barreto (PSDB)
Dalton Silvano (PSDB)
Adolfo Quintas (PSDB)
Abou Anni (PV)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Wadin Mutran (PP)
Ushitaro Kamia (DEM)
Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB)
Claudinho (PSDB)

Os absolvidos, são:

Antonio Goulart (PMDB)
Noemi Nonato (DEM)
Floriano Pesaro (PSDB)
Toninho Paiva (PR)