“Influência de vereador não é administrativa”, diz secretário

 

Os vereadores não indicam os funcionários que vão trabalhar na subprefeitura, mas são consultados quando necessário. Foi o que entendi da entrevista do secretário municipal de Relações Governamentais Antonio Carlo Malufe, da prefeitura de São Paulo. Mas se são consultados, não sinaliza que eles influenciam na decisão da escolha dos funcionários ? Esta foi a parte que não entendi.

Para que você entenda alguma coisa. A conversa teve origem na reportagem do Estadão, publicada no caderno Metrópole, de 30.09.09, que afirma:

“Vereadores de São Paulo continuam a exercer influência nas subprefeituras. São cerca de 1.600 cargos de confiança espalhados pelas 31 subs da cidade, cujos titulares podem mudar conforme a administração municipal. Essa ampla fatia de empregos vinculados a indicações políticas, mais o prestígio que as subprefeituras destinam a certas lideranças locais, favorecem a ascendência que membros do Legislativo têm em diferentes regiões da cidade”(leia mais aqui)

Na reportagem a informação estava com aspas a sinalizar que a frase foi dita pelo secretário:

“Existem vereadores distritais, com larga votação em bairros específicos, que conhecem bem a região e nada mais justo que indiquem funcionários para ajudar”,

Na entrevista ao CBN SP, ele disse que não disse, ou não disse exatamente isso, ou disse mas em outro contexto. Pensando bem, melhor você ouvir a entrevista e depois contar pra gente o que entendeu: os vereadores influenciam ou não as subprefeituras ?

Ouça a entrevista do secretário Antonio Carlos Malufe ao CBN SP

Uma viagem nos trens da CPTM

 

Viagem de Trem e Metrô

O repórter Juliano Dip da CBN acompanhou as dificuldades enfrentadas pelos passageiros que utilizam os trens da CPTM em São Paulo e, além de descrever a viagem desses paulistas de casa para o trabalho, também registrou imagens em foto e vídeo para compartilhar com os ouvintes-internautas.

Ouça aqui a reportagem de Juliano Dip, da CBN


Assista aqui ao slideshow com imagens desta reportagem

O Ficha Limpa e a presunção da culpa

Gustavo Ferroni
Ouvinte-internauta

Achei muito pertinente abordarem a Campanha Ficha Limpa hoje (segunda-feira) pela manhã, porém creio que o assunto não foi aprofundado da maneira adequada.

A questão que esta por trás da Ficha Limpa não é apenas conseguirmos melhores candidatos e políticos eleitos, mas sim algo mais amplo que é a distorção da justiça brasileira com relação ao princípio da presunção da inocência. Ora, se alguém já foi condenado pelo Estado, em primeira instância, então não deveria ser presumidamente inocente apenas porque está apelando da sentença. Após a primeira condenação, a presunção deveria ser de que o processo funcionou corretamente, logo o réu é culpado.

Desta forma o réu seria considerado culpado durante todo o resto do processo (em instâncias superiores) e teria o ônus de provar que na verdade é inocente. Se o fizer será inocentado e merecerá uma reparação caso tenha cumprido pena ou pago multa. Se não conseguir continuará sendo culpado, cumprindo a sentença estabelecida.

É um absurdo um país se considerar uma democracia sendo que temos que esperar 20 nos para saber se alguém é culpado ou não. Neste caso esse “alguém” provavelmente terá vastos recursos financeiros e poder político, já que a população normal não consegue ter acesso devido ao judiciário. Ao gozarem deste status indevido de inocência, estes “alguéms” que agem livremente são exatamente aqueles que reúnem as maiores condições de lesar seriamente a sociedade brasileira. Neste caso encontram-se exatamente os principais políticos de nosso país.

A campanha Ficha Limpa é importante, mas mesmo que a projeto de lei venha a ser aprovado, seria apenas uma mudança restrita e não a solução estrutural que precisamos para diminuir com a impunidade no nosso país, isto é, uma reforma processual da justiça brasileira. Abaixo indico o excelente artigo escrito pelo Ministro Jorge Hage e publicado na Folha de São Paulo no dia 03 de julho deste ano. (clique aqui para ler o texto recomendado pelo ouvinte-internauta)

Lei antifumo: Ciro x Serra

 

DEPUTADO CIRO GOMES FLAGRADO FUMANDO

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) está disposto a ir para a briga eleitoral com o governador José Serra (PSDB) e mostrar as diferenças políticas entre os dois. Uma delas ficou clara durante a filiação do vereador Gabriel Chalita no partido, nesta terça-feira, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Mesmo cercado pelos repórteres, não soltou o cigarro. A cena deve ter deixado Serra de cabelo em pé. O flagrante é do fotógrafo William Volcov (Ag News Free), colaborador do Blog do Mílton Jung

Comunique-se: um prêmio para o rádio

 

Prêmio Comunique-se 2009

Seis anos finalista do Prêmio Comunique-se, desta vez coube a mim o título de “Melhor âncora do rádio brasileiro”, tendo dois colegas da CBN, Lucia Hipolito e Carlos Alberto Sardenberg, também sido indicados para a disputa na edição 2009. Não tenho a pretensão de ser nem a ilusão de que sou o melhor âncora, mesmo tendo a preferência dos cerca de 113 mil jornalistas e estudantes de jornalismo que votaram pelo site do Comunique-se. Mas sou, com certeza, muito grato pela escolha para um lugar já ocupado nas edições anteriores por Heródoto Barbeiro, Ricardo Boechat e o próprio Sardenberg.

Falei durante a festa e repito que considero o prêmio a valorização dos profissionais de rádio, pois é a primeira vez que entre os concorrentes vence um jornalista que se dedica apenas ao veículo e as ferramentas da mídia digital que estão em seu entorno. Para mim, receber o Comunique-se foi a oportunidade de lembrar a história de meu pai que há 54 anos – se não errei nas contas – é jornalista de rádio. Tempo este lembrado na fala do empresário Jayme Sirostsky, da RBS, maior grupo de comunicação do sul do País, de quem recebi cumprimentos ao fim da festa: “Ninguém fala em rádio no Rio Grande do Sul sem citar o nome de Milton Ferretti Jung”.

Além de premiado, tive oportunidade de entregar o prêmio aos melhores repórteres , a mais importante função do jornalismo: Ernesto Paglia, mídia eletrônica, Elvira Lobato, mídia impressa, e Evandro Teixeira, repórter fotográfico.

A CBN esteve presente em outras premiações na noite do Comunique-se demonstrando a força e qualidade de seu time: Juca Kfouri ficou com o título na categoria “comentarista de esporte – mídia impressa”; Sardenberg, “comentarista de economia – mídia impressa”; Lúcia Hipolito, “comentarista de economia – mídia eletrônica”; Arthur Xexéo, “jornalista de cultura – mídia impressa”; André Trigueiro, “jornalista de sustentabilidade”; e Daniela Braum, “jornalista de tecnologia”.

Aproveito para registrar publicamente meu agradecimento ao carinho de ouvintes-internautas e profissionais de jornalismo que tem escrito para a CBN desde ontem à noite quando o resultado foi divulgado. Obrigado a todos !

Veja aqui a lista dos vencedores do prêmio Comunique-se 2009

E aqui veja as fotos da festa

Emurb diz que árvores atrasaram obra na Câmara

 

Praça da Câmara Municipal de São Paulo

Árvores frutíferas que exigiram cuidados especiais foram a justificativa da Emurb para o atraso nas obras de “requalificação paisagística no entorno da Câmara Municipal”. O gerente de obras da Emurb Norbeto Duran não foi capaz de explicar, porém, o motivo de o projeto de compensação ambiental não ter sido estudado antes da assinatura de contrato para execução da obra. Na entrevista ao CBN SP, ele disse que a responsabilidade pelo trabalho de compensação é da Subprefeitura da Sé que não teria feito a parte dela.

A denúncia sobre a falta de manutenção do local e da paralisação da obra de mais de R$ 800 mil foi feita pelo colaborador do Blog do Milton Jung, Marcos Paulo Dias, em post publicado nessa terça-feira. Apesar do dinheiro que está sendo investido pela prefeitura, a praça poderá sofrer novas modificações assim que o projeto de renovação do prédio da Câmara Municipal for autorizado.

Ouça as explicações de Norberto Duran, da Emurb

Embolou o meio de campo: rua fechada, pedestre e carro

 

Por Carlos Magno Gibrail

A Câmara Municipal de São Paulo aprova projeto que regulariza o fechamento de ruas, consolidando projetos anteriores e possivelmente contribuindo para resolver os mais de 200 casos que o Ministério Público interpôs questionamentos. Entretanto acrescenta o “traffic calm” que é uma proposta para impedir que volume pesado de trânsito adentre a áreas residenciais não preparadas para absorver tal impacto.

Assunto indigesto, pois adiciona à questão do fechamento de ruas, que por si só aglutina aspecto urbanístico, social e comportamental, o tema do trânsito onde mais uma vez o destaque é o automóvel. Tirano absoluto diante da demagogia escancarada de Prefeito e Governador, submissos à seu reinado com medo de perder votos, de uma população refém da própria desinformação. Desconhecem que para uma população de 11 milhões de pessoas, há 6 milhões de carros, além de terem esquecido a lei de Lavoisier, que previne: “Dois corpos não ocupam simultaneamente o mesmo lugar no espaço”

Do caos de hoje vamos ao que a história da cidade conta há 107 anos , quando uma empresa inglesa decidiu efetuar uma experiência pioneira no mundo e simultaneamente em duas cidades, Londres e São Paulo :


“Em 1912, instalava-se na capital paulista com o nome de City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Ltda. A “Cia. City”, como a empresa ficou conhecida, iniciou suas operações comprando milhares de metros quadrados de terras que hoje estão entre os melhores bairros da cidade, tais como Jardim América, Pacaembu, Alto de Pinheiros e Alto da Lapa.

A visão de futuro da empresa não se revelou apenas na escolha dos terrenos. Desde o início, sua atividade comercial foi associada ao desenvolvimento urbano de São Paulo. Nas áreas que urbanizava a Cia. City implantava todas as benfeitorias indispensáveis à qualidade de vida do morador: pavimentação das ruas, arborização das áreas comuns, implantação de sistema de água e esgoto, gás encanado, bem como fartos espaços públicos, praças e parques para promover a convivência entre os moradores. Assim a Cia City abraçava responsabilidades muito além de seus projetos privados.  Além dessas ações, como parte de sua estratégia de urbanização, a empresa promovia junto ao poder público o fornecimento de serviços complementares essenciais: iluminação e transporte.  Quem não ouviu falar na “Light” dos velhos tempos e dos bondes circulando pela elegante Rua Colômbia?

Com isto, a empresa estabeleceu critérios urbanísticos que influenciaram não só a ocupação de seus terrenos como também os padrões que no futuro vieram reger as Leis de Zoneamento Urbano.
Além disso, a Cia. City contratou os arquitetos ingleses Barry Parker e Raymond Unwin. O objetivo era construir em São Paulo o Jardim América, primeiro bairro a seguir os moldes da cidade-jardim, conceito urbanístico que se opunha à cidade caótica e desregrada e que começava a ser implementado na Inglaterra.

Em sub-centros, harmonizando os diversos usos, trabalhando de maneira suave a transição entre o urbano e o rural. Desta forma, a cidade-jardim rompia com os modelos propostos durante as revoluções industriais, caracterizados por um único centro ao redor do qual iam se agregando bairros periféricos, com traçados de ruas estanques e sujeitos a todo tipo de descaracterização, principalmente as advindas do adensamento populacional”.

Ou seja, a Cia. City mostrou ao mundo há 107 anos que Londres e São Paulo propunham um novo urbanismo para áreas residenciais, onde moradores, flora e carros viveriam prazerosamente. As ruas sinuosas eram essenciais para não prevalecer o tráfico de veículos e não descaracterizar a convivência urbana de casas em ruas abertas, jamais fechadas.

O cluster é o bairro e não a rua.

O processo gradativo e anômalo de fechamento e isolamento a título de premissas apressadas, como segurança, segmentação e estilo de vida, que nada mais é do que uma demonstração de autoritarismo e egoísmo refletido escandalosamente nas Câmaras, Assembléias, Congresso Nacional, poderes Executivo e Legislativo.

Tal qual no Senado das medidas secretas, iremos fechar ruas, que irão beneficiar uns poucos ao mesmo tempo em que se contrabandeia para a mesma pauta legislativa a “traffic calm” que irá beneficiar todo um bairro .

Lembremos que o direito de ir e vir é como pedestre, não de automóvel, e o direito de dormir é como morador. Fato consumado, não há necessidade de fechamento de rua, além de evitar a criação de um cidadão que não mais respeitará o que estiver fora de seu cluster.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Milton Jung e quer garantir o direito de andar na cidade.

Foto-ouvinte: Calçada para o “lazer”

 

Calçada ocupada

Usar as ruas para o lazer é das boas coisas em uma cidade. Mas não para benefício particular. As mesas e cadeiras deste bar, na avenida Faria Lima, ocupam a calçada na esquina com a Rua Chilon, na Vila Olímpia, conforme fotos enviadas pelo ouvinte-internauta Edivaldo Ferreira. Mesmo que haja autorização da prefeitura – o que ocorre em alguns casos na cidade – não se justifica que ao pedestre reste apenas um corredor.

Saiba como mudar o local da prova do Enem

 

Alunos que estudam em São Paulo, capital, escalados para fazer a prova do Enem, no Guarujá. Estudantes que moram na zona sul com exames marcados em Guarulhos. Todos eles erraram ao se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio que se realizará sábado e domingo próximos. É o que diz o Ministério da Educação a propósito do grande número de reclamações de inscritos que terão de “viajar” para realizar o Enem. Seja o Ministro Fernando Haddad, entrevistado pelo Carlos Alberto Sardenberg, seja o presidente do INEP, Reinaldo Fernandes, entrevistado por mim, não admitem que a falha possa ter sido do instituto que organiza o exame.

Em relação aos estudantes de São Paulo que terão de atravessar a cidade, pois apesar de terem sido inscritos como moradores de uma região foram escalados para outra bem distante, Fernandes explica que o problema deve ter ocorrido pela falta de vagas no bairro.

Nos dois casos, a única saída é enviar pedido de mudança de endereço para o e-mail faleconosco@indep.gov.br e esperar que a troca de local seja autorizada.

Ouça as explicações e orientações de Reinaldo Fernandes, do Inep

Cerca de 4 milhões e meio de estudantes se inscreveram para o Enem em todo o Brasil. O telefone de informações do Inep é o 0800 616161

Vereadores podem impedir mais vereadores

 

A Câmara Municipal do Taboão da Serra começa a discutir, hoje à noite, se mexe na Lei Orgânica do Município para aumentar de 13 para 21 o número de vereadores, conforme previsto em lei que mudou a Constituição brasileira aprovada pelo Congresso Nacional. O líder do governo, vereador Paulo Félix (PSDB), é contrário a ampliação devagas no legislativo municipal e propõe, incusive, a realização de plebiscito para saber o que a população pensa.

Ouça o que pensa o vereador de Taboão da Serra Paulo Felix (PSDB)

Mesmo com a mudança na lei orgânica do município propondo a ampliação no número de vereadores ou a restrição, é possível que os suplentes que aguardam a abertura de vagas na Câmara Municipal não possam assumir o cargo nesta legislatura. É o que pensa o advogado especialista em Direito Eleitoral Everson Tobaruela que enxerga a possibilidade de o caso voltar à Justiça. O tema esta em discussão em diversas casas legislativas, neste momento, devido a pressão dos suplentes beneficiados pela lei aprovada no Congresso Nacional.

Ouça a opinião do advogado Everson Tobaruela