Vereadores podem impedir mais vereadores

 

A Câmara Municipal do Taboão da Serra começa a discutir, hoje à noite, se mexe na Lei Orgânica do Município para aumentar de 13 para 21 o número de vereadores, conforme previsto em lei que mudou a Constituição brasileira aprovada pelo Congresso Nacional. O líder do governo, vereador Paulo Félix (PSDB), é contrário a ampliação devagas no legislativo municipal e propõe, incusive, a realização de plebiscito para saber o que a população pensa.

Ouça o que pensa o vereador de Taboão da Serra Paulo Felix (PSDB)

Mesmo com a mudança na lei orgânica do município propondo a ampliação no número de vereadores ou a restrição, é possível que os suplentes que aguardam a abertura de vagas na Câmara Municipal não possam assumir o cargo nesta legislatura. É o que pensa o advogado especialista em Direito Eleitoral Everson Tobaruela que enxerga a possibilidade de o caso voltar à Justiça. O tema esta em discussão em diversas casas legislativas, neste momento, devido a pressão dos suplentes beneficiados pela lei aprovada no Congresso Nacional.

Ouça a opinião do advogado Everson Tobaruela

IRBEM prorroga entrega de questionário

 

A primeira etapa para construção dos Indicadores de Referência de Bem-Estar foi prorrogada por mais uma semana. Com 28 mil questionários entregues até agora e uma demanda que segue crescendo, o Movimento Nossa São Paulo ampliou o prazo para 7 de outubro, quarta-feira. Oportunidade que você terá para responder “O que é importante para a sua qualidade de vida, para o seu bem-estar ?” em 24 temas propostas que vão de educação a meio-ambiente.

Oded Grajew, do Nossa São Paulo, disse que a participação de empresas e das escolas tem sido importante nesta primeira etapa de onde sairá a base para pesquisa que será realizada uma vez por mês para identificar o nível de satisfação do paulistano com a sua cidade.

Ouça a entrevista de Oded Grajew, do Nossa São Paulo

Canto da Cátia: Pra relaxar e gozar

 

Banheira de hidro no lixo

A velha banheira de hidromassagem deve ter sido testemunha de momentos de prazer de um casal apaixonado que juntos relaxaram e trocaram segredos; pode ter sido cenário da relação de amantes que já se deixaram; talvez apenas espaço de descanso de um executivo estressado do cotidiano corporativo. Tantas histórias podem ser contadas a partir das experiências desta “senhora” abandonada na praça Mário Autuori, na zona sul de São Paulo, e econtrada pela repórter Cátia Toffoletto. Pena ter terminado sua vida útil assim, inútil. Símbolo da falta de cidadania.

Estou de volta ao Twitter, agora com @blogdomilton

 

Onze dias depois, volto ao Twitter com outro nome e o mesmo objetivo: “conversar, dividir, ouvir, aprender com você”. O endereço @miltonjung foi raqueado na sexta-feira, dia 18, e desde lá, mesmo com vários contatos com o suporte do Twitter, não tive sucesso em recuperar minha conta e senha. Curioso foi assistir a tudo isso, logo após a extensiva cobertura do Desafio Intermodal no qual estive presente viajando de helicóptero e registrando o passo a passo pelo TwitterBerry. Talvez tenha sido estresse do meu perfil que, revoltado, se desligou.

Em um ano e um mês de “tuitagem”, foram 4.632 seguidores, 2.429 tuitadas e a marca de pioneiro no rádio – coisa que jamais imaginei tendo o veículo mais de 80 anos de vida. Fui dos primeiros, se não o primeiro, a unir rádio e Twitter. Desde lá, muitos colegas e emissoras tem investido na proximidade das duas ferramentas. De alguns aprendo com os acertos, de outros com os erros. Ninguém, porém, me ensinou como ficar imune aos ataques de hackers.

Apesar de ter sido chamado de viciado em Twitter pelo IG e outras coisas mais por publicações especializadas, não deu tremedeira nem suadeira a distância do microblogging. Mas senti dificuldade para escutar grupos de ouvintes-internautas que não conversam mais com a gente por e-mail muito menos se dão o trabalho de publicar comentários no blog. Uma turma que se acostumou com a agilidade em tuitar e não quer saber de compromisso com a programação da rádio. Acessa o site na hora que bem entende ou recorre aos blogs para saber o que estamos dizendo e transmitindo.

Hoje, 29.09.09, começo nova etapa. Literalmente do zero (em número de seguidores), na expectativa de, em breve, reconstruir nossa rede de contatos. O novo endereço é o http://www.twitter.com/blogdomilton. Peço sua ajuda para divulgá-lo, e conto com a colaboração dos colegas de profissão que, neste pouco mais de um ano, publicaram reportagens citando meu endereço anterior. Me deem mais esta colher de chá.

Voltamos a conversar pelo Twitter, assim que alguém aparecer por lá.

Empresa usa tecnologia e faz trólebus mais atraente

Por Adamo Bazani

Trólebus com corrente de tração, flagrado pela coluna no corredor que liga a zona sul de São Paulo ao ABC Paulista, torna modelo mais barato e eficiente.

Trólebus mais eficiente

Uma das grandes desculpas dos órgãos públicos e empresas para não adotar os trólebus, ônibus elétricos com emissão zero de poluentes, é o alto preço do veículo, que pode custar até 4 vezes mais que um ônibus convencional. Esta justificativa está com os dias contados.

Neste domingo, 27 de setembro, na Parada Paraíso, no bairro Paraíso, em Santo André, flagramos o carro prefixo 7301 da Metra, empresa que faz a ligação entre São Matheus, na zona Leste da capital paulista, ao Jabaquara, na zona sul, pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, no ABC Paulista. Aparentemente nenhuma diferença em relação ao trólebus que você está acostumado a ver em algumas cidades. Mas o Busscar Urbanuss Pluss Mercedes Benz fabricado, originalmente, com corrente contínua foi transformado para corrente alternada.

A Eletra – companhia nacional especializada em fabricação de ônibus com tecnologia limpa – está convertendo trólebus antigos com corrente contínua, que necessitavam de eixo de tração importado, em veículo abastecidos por corrente alternada. A diferença entre as duas formas de alimentação elétrica é muito técnica, mas posso garantir-lhe que esta transformação pode significar um grande avanço no setor, principalmente em relação ao barateamento do veículo e ao desempenho.

Continuar lendo →

Obra de praça na Câmara de Vereadores está parada

 

Praça da Câmara Municipal de São PauloFoi a placa de sinalização que chamou atenção do colaborador do Blog, Marcos Paulo Dias. A obra no entorno da Câmara Municipal de São Paulo que custa pouco mais de R$ 890 mil à prefeitura e tem quatro meses para ser concluída está paralisada. E sem manutenção como constatou na conversa com alguns frequentadores.

Francisco Almeida, 31, disse que ninguém cuida da quadra, tem sujeira no local, buracos, ratos e água acumulada: “Sabe este rodo, quando chove puxo a água, mas o ralo está sempre entupido”.

Fábio Xavier, 20, e Diego, 19, estudantes e skatistas, disseram que esperam reforma e ampliação da pista que tem ali. “Com pista recuperada podemos fazer manobras radicais e investir mais no nosso esporte preferido”, disse um deles com o apoio dos demais que assistiam a entrevista.

Antonio Vieira, 52, pega ônibus próximo da praça e se queixa do acúmulo de sujeira, insetos e ratos: “Faz tempo que  passo por aqui e a situação é está  que você está vendo, uma vergonha!”

A visita do Marcos Paulo Dias foi na sexta, 25.09, por volta das oito e meia da noite, sem iluminação elétrica – outro problema reclamado pelos frequentadores da praça. Todos que estavam por lá apoiaram a iniciativa dele: “registra mesmo, pode fotografar !”. Como os vereadores que trabalham bem ao lado não se sensibilizaram até agora, eles acreditam que a denúncia na imprensa possa fazer com que a obra seja entregue mais rapidamente. O povo agradece.

Chalita deixa PSDB e ataca Serra

 

Eleito com mais de 102 mil votos pelo PSDB, onde foi secretário de Educação, o vereador Gabriel Chalita se filia amanhã ao PSB, e deixa o partido reclamando da falta de espaço para discutir temas que considera prioridade no Estado. Chalita criticou o comportamento do governador José Serra que teria desmontado programas criados durante a gestão de Geraldo Alckmin, como o Escola em Tempo Integral e o Escola da Família.

Na entrevista ao CBN SP, o vereador foi além e atacou o governador tucano que estaria usando “o subsolo de suas intenções” para fazer política ao utilizar seus assessores para fazer críticas ao trabalho realizado por Chalita na Educação. Lembrou, ainda, o fato de que Serra em menos de três anos de Governo teve três secretários de educação e que teria implantado uma política de desrespeito aos professores da rede pública.

A divergência entre Chalita e Serra ocorre desde a eleição presidencial (2005) na qual Geraldo Alckmin foi candidato do PSDB contra Lula (PT), que disputava a reeleição. Chalita, ligado a Alckmin, nunca aceitou o comportamento de Serra que teria abandonado o colega de partido na campanha nacional. Dois anos depois, o confronto se acirrou, pois Serra apoiou Gilberto Kassab (DEM) em vez de Geraldo Alckmin na eleição municipal.

Chalita não confirmou, mas admite a possibilidade de ser candidato ao Senado pelo PSB, no ano que vem.

Ouça a entrevista com o vereador Gabriel Chalita (ex-PSDB)


Agora o outro lado

O secretário estadual de Educação Paulo Renato Souza foi escalado pelo Palácio dos Bandeirantes para responder às críticas feitas pelo vereador Gabriel Chalita, no programa CBN SP. Apesar de estar em Araras, interior de São Paulo, e não ter ouvido a entrevista concedida pelo ex-secretário, Paulo Renato usou de informações que lhe foram passadas pela assessoria do Governo e disse que não se justifica a reclamação de que Chalita não teve espaço para debater temas relacionados à educação. Falou que o governador José Serra nunca se negou a conversar com ele, inclusive um dos encontros marcados apenas não ocorreu por causa do próprio vereador que não compareceu a audiência.

Paulo Renato disse que o governo Serra não acabou com os programas de educação defendidos por Chalita, apenas tem outras prioridades no setor.

Ouça a entrevista do secretário de Educacação, Paulo Renato Souza

O PSDB deve pedir a vaga na Câmara Municipal de São Paulo ocupada por Gabriel Chalita, já que a lei eleitoral privilegia os partidos. No entanto, como Chalita não pretende entregá-lo, neste momento, o caso vai parar na Justiça e nenhuma decisão será adotada antes das eleições do ano que vem quando se aposta na possibilidade dele sair candidato ao Senado pelo PSB.

Foto-ouvinte: Nos caminhos de Pinheiros

 

02 Armadilhas na calçada

Veja aqui slideshow sobre os riscos urbanos em Pinheiros

Buracos na calçada, gambiarra no muro, “gato” a gerar energia para camelôs e lixo espalhado nas ruas de Pinheiros são as imagens registradas pelo ouvinte-internauta Willy Graeser Junior. Ele conta que “em qualquer rua que se ande em Pinheiros, se vê não apenas a pobreza cultural das pessoas, mas também o desprezo até de autoridades”. São tantas as imagens de desrespeito que o Blog do Milton Jung, além da foto, montou um slide-show para você assistir e refletir. Na mensagem enviada ao CBN São Paulo, Willy pede licença para mostrar estas cenas. Dispensável o pedido. É direito de todo cidadão denunciar os problemas que atravancam nosso caminho. Assim como é dever da subprefeitura de Pinheiros – e de todas as demais – atentar para as armadilhas urbanas.

Calçada podre: Prefeitura não faz lição de casa

 

Praça da Bandeira São Paulo 1

A Praça da Bandeira fica no centro de São Paulo a caminho da prefeitura. Depois de passar por ali, 100 metros a frente você encontra o edíficio Matarazzo, onde está o gabinete do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A calçada irregular e os buracos mal tapados com madeira são um risco à saúde do pedestre, conforme imagens enviadas por Devanis Amâncio, da ONG EducaSP. Como anda de carro oficial ou helicóptero que parte do topo do prédio, o prefeito nunca deve ter se dado conta do que ocorre no entorno.

Avalanche Tricolor: Um domingo de trabalho

 

Goiás 2 x 1 Grêmio
Brasileiro – Goiânia

 

Trabalhar é preciso. Mesmo que seja em um domingo. O sol de São Paulo foi tentador, mas obrigações profissionais exigiram um esforço extra. Deixei-o entrar pela porta da sala para sentir o calor da rua. Durante boa parte da tarde iluminou a mesa tomada por papéis, livros, anotações e o meu inseparável Macbook Air. Nele assisti a vários vídeos relacionados a comunicação. Gravações em áudio também estavam lá. Além das minhas apresentações construídas cuidadosamente no Keynote, programa que dá de goleada no tradicional Power Point, o preferido da galera.

Encerrei a reunião de trabalho quando a lua tomava conta do céu, mas a temperatura ainda era alta. Com garra e determinação – jargão típico da turma do futebol -, foi produtiva esta tarde-noite de domingo. Com minha parceira de reunião, discutimos assuntos sérios, às vezes com bom humor; dividimos ideias, mais as delas do que as minhas; exploramos o que havia de conhecimento e criatividade, fatores importantes para quem pretende atender a demanda de uma plateia interessada em se comunicar melhor. E terminamos o dia orgulhosos do trabalho realizado até ali.

Havíamos vencido mais uma etapa.

Poucas vezes a vitória chega àqueles que não se esforçam, aos que não demonstram merecimento, não planejam de maneira séria ou não são apaixonados pelo que fazem. Às vezes, ela não chega sequer a estes, pois está reservada a alguns. Mesmo os abençoados pelo olhar divino custam a encontrá-la.

O futebol desta tarde me chegou apenas pelos ouvidos, com gritos e foguetes de torcedores paulistanos comemorando os gols de São Paulo e Corinthians. O estádio do Morumbi é aqui perto de casa. Preferi me afastar da tensão de Goiânia e me limitei a acessar a internet quando a partida estivesse no intervalo e no seu final. Tinha de me concentrar no trabalho.

Do jogo mesmo, soube por telefone quase oito da noite quando minha tarefa se encerrara. E do outro lado da linha, ouvi um torcedor incomodado com algo que jamais poderemos admitir em quem veste a camisa do Imortal Tricolor: a aceitação da derrota. O discurso de que as coisas são assim mesmo, o cansaço atrapalha, estava muito calor, sem contar a qualidade do adversário, não combina com a nossa história.

Neste domingo, começamos a disputar uma espécie de mata-mata particular, contra adversários que estão na briga direta pela Libertadores. Nada mais pode ser justificativa para não alcançarmos nosso objetivo. Nossos competidores podem ser superiores no placar e no futebol jogado, nunca no desejo da conquista. Isto sempre nos diferenciou.

A derrota não me assusta, não me tira o desejo de vencer, menos ainda a esperança de que estaremos na Libertadores, em 2010. Mas quando esta acontecer que o seja de maneira suada, que o adversário tenha tido que nos arrancar o resultado do coração, que saíamos do campo orgulhosos do que fizemos como ensinou o educador Darcy Ribeiro em vida, autor de um dos muitos textos consultados neste domingo de trabalho:

“Fracassei em tudo que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças, não consegui.
Tentei salvar os índios não consegui.
Tentei uma universidade séria, não consegui,
Mas meus fracassos são minhas vitórias.
Detestaria estar no lugar de quem venceu”