Buracos da Cidade: Coisa de colecionador

 

Buraco na Marginal

”A cidade inteira é um buraco”, diz o ouvinte-internauta Fernando Moraes sobre Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo. Cita em especial a rua Machado de Assis que há três anos está em estado deplorável. Ele garante que as chuvas de julho não tem nada a ver com o cenário que se vê no local.

”As crateras da cidade aumentam, parecem pipocas”, foi a descrição feita pelo ouvinte-internauta Laércio Teodoro ao citar o buraco que está em fase de crescimento na rua Costa Barros, 2103, na Vila Alpina, na capital paulista.

Elza Lima Felipe alerta para os problemas no Jardim Vista Alegre. Segundo ela, não é uma ou outra rua, é a maioria que apresenta buracos e rachaduras no piso. A ouvinte-internauta conta que alguns são fechados, mas a qualidade do serviço é tão ruim que basta uma pequena chuva para as dificuldades retornarem.

Richard Geyer por sua vez reclama que além dos buracos, as ruas e avenidas apresentam problemas de sinalização. Exemplo: no eixo das ruas Domingos de Moraes, Vergueiro, até o início da Paulista, faltam faixas na pista. Na Senna Madureira as faixas estão pintadas mas de maneira irregular, o que atrapalha o tráfego. Pra não dizer que não falou de buracos ele fotografou em diferentes locais:

João Nicolau não se cansa de fotograr os buracos da cidade. Mandou mais alguns exemplares para nossa coleção. O da foto que ilustra o post é na Marinal Pinheiros, pista da direita, no sentido do Cebolão, próximo da estação de trens da Ceagesp.

Faltam funcionários para Tapa-Buraco, diz subprefeitura

 

Problemas na licitação prejudicam o serviço Tapa-Buraco na região do Butantã, zona oeste de São Paulo, segundo justificativa da subprefeitura em resposta às reclamações feitas por ouvintes-internautas na série de reportagens sobre “Os Buracos na Cidade”. O excesso de chuva é outro ponto destacado na nota que explica a buraqueira encontrada nos bairros atendidos pelo órgão.

Reproduzo aqui as informações passadas, por e-mail, à CBN pela Subprefeitura de Butantã:

“Devido ao grande número de reclamações que a Subprefeitura do Butantã tem recebido a respeito dos buracos na região esclarecemos que existem dois fatores relevantes que estão dificultando o serviço de tapa-buracos.

1- Estamos numa época de chuvas atípicas que causam mais deterioração no asfalto, atrasam o serviço de tapa-buracos e criam impossibilidade de realização de diversos trabalhos.

2- Estamos com problema administrativo na contratação de equipes de tapa-buracos. A Subprefeitura Butantã não tem hoje equipe própria devido a problemas na ultima licitação em realização pela Secretaria de Coordenação de Subprefeituras, pois empresas licitantes entraram com recursos e estamos com impedimento de contratação em caráter de emergência.

A SPUA (Superintendência das Usinas de Asfalto) tem nos ajudado na medida do possível com equipes e material, embora não sendo suficiente para suprir toda região do Butantã.

Quanto aos buracos da Avenida Eliseu de Almeida, uma das vias mais reclamadas, vale ressaltar que é uma local onde está sendo executada a obra de canalização do córrego Pirajussara tendo assim um grande tráfego de caminhões pesados e escavadeiras, e ainda é uma via que tem muita infiltração de água. Ao final desta obra, que irá melhorar as enchentes que antes eram freqüentes no local, já está programado o recapeamento de toda a extensão desta avenida não sendo possível fazer agora por causa do ritmo da obra que é executada durante o dia e a noite”

Jornalismo à deriva*

 

Por Carlos Magno Gibrail

Do conhecimento concentrado do passado (Platão, Aristóteles, Descartes, Da Vinci) ao conhecimento especializado de hoje, não há dúvida que a quantidade de informação e de distribuição é intensamente diferente. Entretanto, a possibilidade de usá-lo através da mão de obra especializada, representada pelos profissionais contemporâneos, continua subordinada à estrutura de poder estabelecida. Tal qual no passado, quer pelo Estado, pela Igreja ou pelo poder econômico, travestido em grandes corporações ou até mesmo por forte corporativismo.
Fato incontestável é que, em junho, o STF por oito votos a um, optou pelo fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo e pela desregulamentação da profissão.

Já em abril o plenário do Supremo Tribunal Federal tinha declarado inválida, por sete votos a quatro, a Lei de Imprensa, que criara a profissão de jornalista e seu curso universitário de formação, em 1967.
O oligopólio da comunicação, concentrado em poucas famílias e agora entremeado por entidades religiosas, tal qual no passado, argumenta que a Lei de Imprensa e a profissão de jornalista são testemunhos da ditadura e atentam para a liberdade requerida em nossa Constituição.

Reprodução da capa O EconomistaEsquecida quase sempre, a História, testemunha que em 1918 os jornalistas, reunidos em Congresso no Rio de Janeiro, já defendiam a formação específica em jornalismo para o exercício da profissão. Em 1961, Jânio Quadros publicou decreto regulamentando a profissão. As empresas, no entanto, se mobilizaram e acabaram conseguindo, um ano depois, sob o governo Goulart, a revogação do decreto.

Não é, portanto condizente afirmar, que por ter sido criada pela ditadura tanto a Lei de Imprensa quanto o diploma, sejam obras do mal. Pior é tornar-se um dos raros países do mundo sem Lei de Imprensa, além de desqualificar o jornalista como profissional, deixando sem regulamentação a atividade e a profissão.

Em sua justificativa, Gilmar Mendes, presidente do STF afirmou que a exigência do diploma fere o direito de liberdade de expressão e a atividade não necessita de qualificações profissionais específicas para ser exercida.

É questionável esta questão do direito de liberdade de expressão. Basta uma experiência em qualquer tribunal para quem não é advogado. Você não pode se representar, independentemente de seu preparo. Você é obrigado a contratar um advogado.

O maniqueísmo do poder, não passou despercebido dos profissionais regulamentados, tal a mudança que estas desqualificações poderão acarretar no mercado de trabalho. A partir de OABs seccionais e outras entidades.

“Ora, chama a atenção do Conselho Regional de Economia de São Paulo o argumento de que merecem regulamentação apenas as profissões como disse o ministro, que ‘podem trazer perigo de dano à coletividade ou prejuízos diretos a direitos de terceiros, sem culpa das vítimas, tais como a medicina e demais profissões ligadas a área de saúde, a engenharia, a advocacia e a magistratura, dentre outras várias”. Antonio Luiz de Queiroz Silva, Presidente.

“Ao negar a cientificidade e a seriedade das demais ciências, em especial as humanas, o STF pode estar indicando que não será mais necessário exigir o diploma para História, Língua Portuguesa, Filosofia, Sociologia, Economia e demais áreas cuja cientificidade tenha como base teorias distintas das ciências exatas, aplicadas, naturais e formais”. Fabio Koifman, historiador e advogado.

E o Presidente do Corecon comenta a observação de Koifman:

“Muito bem observado pelo historiador, curiosa e contraditoriamente, tanto o relator como os demais juristas referenciados – não por acaso – não incluíram a profissão de advogado nesse bojo. Sem entrar no debate a respeito do Direito, vale lembrar que a base teórica das jurídicas está fincada nas ciências sociais, o que de imediato, seguindo a mesma lógica do STF, já incluiria a profissão de advogado como uma das que o exercício independeria de diploma. Negar a seriedade de tais profissões é fechar os olhos para o desenvolvimento propiciado pelo trabalho e pesquisas da área. É negar, sobretudo, a relevância de tais ciências. Visto isso, cabe- nos demonstrar solidariedade aos jornalistas que pertencem à sua instituição de classe, atuando com ética e competência.”

O cozinheiro do Ministro pode ser jornalista de cozinhas. Por que não? Desde que seja competente, na cozinha e na palavra .

A valorização do jornalista é vantagem para o público e para os veículos, embora, como os políticos, não os veja dessa forma.

*Título e imagem da reportagem de capa da revista O Economista, do Corecon-SP (Leia mais aqui)

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e usa de seu conhecimento jornalístico para escrever este artigo, às quartas, no Blog do Milton Jung

PSDB briga com PSDB por pichação eleitoral

 

O que o PSDB diz no Diretório Municipal não vota no plenário da Câmara Municipal de São Paulo. É o que se constata na discussão provocada após o pedido de dirigentes do partido na capital para que o prefeito Gilberto kassab (DEM) vete a lei aprovada no parlamento que permitirá a pichação eleitoral, ano que vem. Os vereadores que semana passada votaram a favor da ideia que autorizará o uso de muros e fachadas para a campanha eleitoral dizem que os dirigentes não entenderam nada. Aliás, alguns inclusive disseram que os jornalistas também não entenderam.

O que o cidadão entende sobre o assunto ? Eu, de que ano que vem a sujeira eleitoral (falo do ponto de vista do material de campanha) estará de volta à capital em desrespeito a Lei Cidade Limpa. O prefeito Gilberto Kassab que teve na lei sua maior bandeira eleitoral pode mudar isto com o veto.

Ouça a reportagem de Cristina Coghi sobre a polêmica no PSDB

Deputada diz que carro com propaganda não é dela

 

Dilma e propaganda eleitoralA deputada estadual Beth Sahão (PT) nega que seja dela o carro que circula em São Paulo com o rosto e nome da parlamentar estampados ao lado da ministra Dilma Roussef. A imagem foi enviada ao Blog do Mílton Jung por um ouvinte-internauta que questionava se este comportamento não se caracterizava propaganda eleitoral ou uso indevido de dinheiro público, fato suficiente para causar irritação em gente incapaz de enxergar o mundo sem a viseira ideológica.

A assessoria de comunicação do gabinete da deputada fez contato, por e-mail, no mesmo dia em que a foto foi publicada, teria enviado a justificativa três dias depois, mas somente hoje, em nova mensagem encaminhada à minha caixa de correio, é que registrei a resposta. Portanto, reproduzo o texto na íntegra para você que acompanha este caso desde seu início:

“A deputada estadual Beth Sahão (PT-SP) informa que o veículo adesivado ao qual as notas publicadas neste blog se referem não pertence a ela. Como parlamentar, sabe de sua responsabilidade diante da população no dever de cumprir a lei. Neste caso específico, pode-se perceber pela própria notícia que as regras para classificar como propaganda antecipada ainda não são claras. Assim, não poderia colocar em risco o trabalho sério desenvolvido pela deputada. O carro adesivado visto circulando pelas ruas de São Paulo é um ato isolado de um simpatizante desse trabalho”.

Leia: Dilma ‘desfila em São Paulo e “Dilma no carro é propaganda, mas não é”

Foto-ouvinte: Enroscado

 

Deu rolo

O banner com assinatura da prefeitura de São Bernardo cada dia está mais enroscado nos fios elétricos e cabos de telefonia e televisão, na rua Nicolau Gagliardi, bairro de Noca Petrópolis.  Pelo prejuízo que esta instalação pode causar, o ouvinte-internauta Luis Antonio Iarossi gostaria de ter o respaldo das concessionárias que pagam para usar os postes na reclamação.

Buracos da Cidade: Virou cinema

 

 

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Nossa colega de todos os domingos, Maria Lucia Solla aderiu ao Buracos da Cidade em grande estilo. Preparou uma apresentação especial sobre buraco que teima em abrir levado pela água no caminho de seu passeio diário na Rua Dr. Fonseca Brasil, próximo do Shopping Jardim Sul. Não bastasse o dinheiro público gasto a toa por falta de coordenação do setor público e desrespeito à cidade, restos da obra ainda são deixados no meio-fio como a lembrar o desperdício

Do banco dos tribunais aos do ônibus (II)

 

Por Adamo Bazani

Advogado troca o terno e a gravata pela graxa das garagens de ônibus e se diz realizado, na segunda parte da história sobre o empresário Aroldo de Souza Neto, 32, de Mauá, no ABC Paulista.

Se na época, quando conseguiu comprar o primeiro ônibus, Aroldo pensou que acabara de vencer um grande desafio, não sabia o que o esperava. “Eu sempre gostei de ônibus e meu sonho era esse. Mas na prática, vi que atuar nesse ramo era muito mais difícil”.

Aroldo na garagemA manutenção foi o primeiro susto. Aroldo diz que manter um ônibus é muito caro e trabalhoso. Se num carro de passeio, itens como freio, suspensão, óleo de motor, etc são trocados a cada seis meses ou 15 mil quilômetros, nos ônibus isso deve ser feito praticamente toda a semana. Isso sem contar que os custos destas peças são bem maiores que em veículos convencionais.

“O diferencial, os freios e o preço dos pneus, que chegam a custar cerca de mil reais, quando radiais, me deram um baque, são um absurdo. Mas eu tinha contrariado tudo e a todos por este meu sonho. E por ele, deveria continuar”

Mais uma vez o velho empresário Osvaldo, que agregou o ônibus de Aroldo,  e outro empresário do setor, Carlos Roberto Gritz, dono da locadora GTZ, com o qual trabalhou, passaram outra lição importante: empresa de ônibus tem de ter estrutura de emergência, de manutenção. Existem peças de reposição que não podem faltar numa garagem e até mesmo dentro dos ônibus.

A lição é importante principalmente para pequenos empresários que, normalmente, não tem carros de reserva e compram no varejo, mais caro. Os passageiros, no caso clientes de fretamento, querem chegar ao seu destino, não querem saber de peça de ônibus.

Aroldo lembra de um episódio enfático, que representa bem isso. Em 2006, com seu O 371 R, ex-Firenze, foi fazer um fretamento para um grupo religioso, saindo do ABC para Ibiúna. Chegando lá, um dos pneus traseiro estourou.

“O susto foi grande, o ônibus balançou muito e fez um estrondo enorme”.

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Mais um depósito de ônibus abandonados

 

Depósito de ônibus

Uma antiga área da CMTC na avenida Guido Caloi, na capital paulista, abriga cerca de 600 ônibus em processo de sucateamento. Douglas Nascimento, do site São Paulo Abandonada, diz que é possível identificar trólebus fabricados entre 97 e 98 abandonados na enorme área do Jardim São Luiz, na zona sul. Pesquisando em sites e blogs de busólogos (você acha que só existe o Adamo Bazani) descobri que por lá ficam veículos que eram da companhia municipal ou usados por empresas clandestinas e apreendidos nos anos 90. Há modelos como os O 362, Veneza, Numbus e Condor Urbano. Douglas fez as fotos de alguns dos ônibus que apodrecem a céu aberto. Ao lado há uma garagem de ônibus que estão em operação.

Canto da Cátia: Famílias, fora !

 

Reitegração de posse em São Paulo 

Policias militares foram mobilizados para retirar cerca de 800 famílias que ocupavam terreno na região do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo, conforme decisão da Justiça. Houve resistência, a polícia invadiu o local e barracos foram incendiados, a princípio pelos próprios moradores. A repórter Cátia Toffoletto registrou a ação.

(16:37)

Tem novidade aqui no post: além de outras imagens disponíveis com as famílias retiradas do terreno, você pode ver vídeo gravado pela Cátia Multimedia Toffoletto.