De salas e moradas

Por Maria Lucia Solla

Olá,

“Na casa de meu Pai há muitas moradas”, são palavras atribuídas a Jesus, o Mestre.

Tudo o que foi dito e o que continua a ser dito por Mestres são Mistérios; e Mistérios são desvendados de acordo com o ritmo de cada um, a cada etapa da vida, a cada portinhola aberta na Consciência.
Tua e minha.

E é bom lembrar que não falo da consciência da mente física, aquela do Ministério da Moralidade Terrena. Falo da Consciência Mãe. Falo da Consciência que nos permite ver, sentir, falar, agir além do ego, como Mestres ou como Emissários deles.

É ela que nos permite sentir alegria, sem quê nem porquê.
É ela que nos deixa ver o brilho do Sol, lá no fundo do porão, ao despertar de uma noite de verão.
É ela que nos faz exultar ao ouvir o riso de um filho, no momento em que ele se desarma e se deixa fluir com a vida.
É ela que permite ver no olhar do ser amado, de novo, o brilho do amor que se pensava aprisionado.

E para que serviriam as palavras de um Mestre senão para nos mostrar o caminho da União, da Completude? Um Mestre não leva seus discípulos pela mão, não os aprisiona e nem exige que trilhem, todos, a mesma rota. Um Mestre desenha o mapa do Caminho de Casa.

E por que o faz? Porque essa é a sua Missão? Não; não na minha visão.

O Mestre assim o faz, pela continuidade da Vida; faz por Si.
Não o faz por você, por ser melhor do que eu.
Não o faz pelos bons ou pelos maus, pelos justos ou injustos. Essas qualidades são medidas humanas, para avaliarmos a “pequeneza” do outro e a “grandeza” do nosso ego, com maior precisão.

Não o faz pela mãe porque a maternidade a possa santificar.
Não o faz pelo pai porque o suor do trabalho o possa canonizar.
Faz para que possamos acordar e seguir nosso caminho.
Simples assim.

Se um de nós, um apenas, não tiver chegado ao Corpo do Todo, o Ciclo não se fecha, e não se fechando, um novo não poderá se abrir.

E assim os Mistérios, embriões de luz, são semeados. Pela paz, pela mansidão, pelo riso e a leveza. Não encontram terreno fértil na minha e nem na tua razão, mas  no amor verdadeiro que levamos no coração.

Se é “Assim na Terra como no Céu”, também em nós existem muitas moradas. Temos uma sala especial, uns nos outros. Você tem cuidado da sua sala na morada do outro?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, abre as portas de sua morada no Blog do Milton Jung

Conte Sua História de São Paulo: O Teatro Municipal

Por Pedro D’Alessio
Ouvinte-internauta do CBN SP

Natal no Teatro Municipal

Ouça o texto “Teatro Municipal” de Pedro D’Alessio

Aquela agitada sessão de inauguração do, hoje,  quase centenário  THEATRO  MUNICIPAL DE SÃO PAULO – a ser devidamente lembrada e comemorada, assim esperamos, em 2011, constitui um  fato  histórico que bem exemplifica a opção do paulistano pelo cultivo da “brasilidade”, com a clara intenção de, com isso, expressar sua identidade plural maior :  “São Paulo não é, São Paulo são…”.

A sociedade paulistana resultou da integração de todas as raças e culturas do planeta. Em São Paulo se encontraram migrantes de todas as regiões do Brasil e imigrantes de todas as Nações do mundo. Por isso, a grande diversidade brasileira se expressa melhor em São Paulo, onde se ouviu o grito da Independência.

A cidade guarda, bem viva, a memória dos bandeirantes, que demarcaram e alargaram as fronteiras do Brasil. E, generosa, ainda recebe gente dos quatro cantos do mundo, por dezenas de gerações, há quase cinco séculos. A convivência de origens múltiplas explode na sua diversidade cultural e se identifica com as raízes da própria formação da Nação brasileira.

Em 12 de Setembro de 1911, São Paulo ganhou seu primeiro grande centro de eventos culturais, uma obra imponente e com profundo significado para afirmar a “vocação brasileira”  da cidade: o Theatro Municipal.

Na época, a Comissão Oficial de Inauguração, encarregada de preparar a programação da estréia, decidiu contratar a companhia lírica do famoso barítono Titta Ruffo, que encenava “Hamlet”, de Ambroise Thomas, no teatro Colón de Buenos Aires. Tudo parecia muito adequado… O suntuoso THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO seria aberto com uma ópera inspirada em Shakespeare !!!

Porém, instalou-se uma grande celeuma, travaram-se discussões acirradas junto aos críticos, com protestos de intelectuais na imprensa e fortes pressões da Câmara Municipal : exigia-se dos organizadores que a programação da estréia contemplasse uma obra nacional !!!  São Paulo não poderia inaugurar o “seu” Theatro Municipal com uma obra estrangeira…

A Comissão foi, então, obrigada a ceder diante da polêmica. E a programação foi aberta com a execução, pela orquestra, da protofonia para “O Guarani”, de Carlos Gomes. Com isso, retardou-se a programada apresentação de “Hamlet”, que nem conseguiu chegar ao seu final. Ademais, porque “a praga pegou…”. O espetáculo tinha sido contratado às pressas e os cenários não chegaram a tempo, ficando retidos no porto de Santos. A encenação de Shakespeare acabou ficando mesmo para o dia seguinte.

Era o prenúncio do temperamento “brasilianista” de São Paulo; Shakespeare fica para amanhã…

Assim se afirmava a “brasilidade paulistana”, vocação que se afirmou e intensificou até chegar à metrópole de São Paulo dos tempos atuais, capaz de oferecer aos seus visitantes a sensação mais completa de que, de fato, eles estão no Brasil.

O autor do Conte Sua História de São Paulo é Pedro D’Alessio. A sonorização é de Cláudio Antonio. Você participa, também, enviando seu texto ou arquivo de áudio para contesuahistoria@cbn.com.br.  Conheça mais capítulos da nossa cidade no Blog do Milton Jung. Até lá

A morte de Michael Jackson

Por Janaina Barros
Noite Paulistana

Autógrafo de Michael Jackson

De repente. De repente uma manchete estampava as páginas dos principais veículos de comunicação do mundo todo na noite desta quinta-feira: “Michael Jackson está morto”. As informações desencontradas de uma parada cardíaca e da internação de Michael Jackson em um hospital de Los Angeles entravam em nossas casas pelos programas de TV sem nos permitir um raciocínio lógico, nos paralisando e adiantando uma despedida que já estava marcada para o mês de julho com uma série de 50 shows em Londres. Eu, assim como muitos, fiquei sem reação diante do noticiário tentando digerir a informação inesperada. Nós sabíamos e era evidente a fragilidade estampada no rosto de Michael Jackson, mas a ideia da sua morte precoce não passava nem perto dos meus mais loucos devaneios. Ouvi vários depoimentos hoje e tenho mesmo a sensação de que não vimos tudo que o ídolo tinha para nos mostrar. Parecia claro que teríamos notícias de Michael com 70, 80, 100 anos. Coincidência ou não, já faz alguns dias que um cd ocupa a mesinha de centro da minha sala. “Motown 50 – yesterday, today, forever”, o cd que comemora os 50 anos da gravadora que lançou Michael Jackson e os irmãos dele, o grupo Jackson Five. A gravadora criou um estilo. O som da Motown era feito por artistas negros e representantes da soul music. Entre os astros destacam-se Diana Ross, The Supremes, Marvin Gaye e Stevie Wonder. Todos presentes neste álbum. Eu estava curtindo o disco triplo com os 50 maiores sucessos de todos os tempos da gravadora escolhidos pelo público. A notícia da morte de Michael Jackson antecipou minha conversa com vocês sobre esta obra-prima.

As primeiras músicas do cd1 são emblemáticas e nos proporcionam uma viagem pelas preciosidades da carreira do rei do pop, na época em que ele era um garotinho e roubava a cena do grupo formado por seus irmãos. Um pedacinho de gente que já demonstrava uma energia contagiante que revelaria ao mundo os passos iniciais de um futuro gênio. Polêmico, extravagante, excêntrico, por vezes esquisito e até bizarro. O ídolo marcou época. Chamava atenção a graça, o timbre cristalino do garotinho que ainda ensaiava seus primeiros passos de dança. “I Want You Back”, “I’ll Be There”, “Ben”, “ABC” representam o começo de um legado que influenciaria músicos de todo o mundo. Uma pequena parte do trabalho de Michael Jackson, a construção de sua majestade, da trajetória que lhe renderia o título de rei do pop, de uma das personalidades mais importantes do século XX, de ícone da cultura pop, do maior ídolo de todos os tempos. Há certas pessoas que parecem eternas aos nossos olhos e, por isso mesmo, é difícil acreditar que a cortina se fecha e é chegada a hora do aplauso final. Conversaremos mais sobre a carreira do genial Michael Jackson. Por enquanto, fica a nossa lembrança e homenagem ao astro inovador, ao criador revolucionário, ao exemplo de um artista completo.

Fui aprovado na inspeção veicular

Imagens no centro de inspeção Barra Funda

Cheguei 15 minutos depois do horário agendado, 7h30, na segunda tentativa para fazer a inspeção veicular obrigatória no centro de atendimento na Barra Funda, zona oeste. Na primeira, falhei porque dormi demais e imaginei que se não estivesse na hora marcada perderia o direito à inspeção. Aprendi que o atraso pode ser de até 30 minutos, desde que não atrapalhe o agendamento dos demais. Aprendi, também, que para remarcar não seria necessário pagar nova taxa. Uma surpresa.

Desta vez, mesmo saindo mais cedo, o chuvisco da manhã atrapalhou o caminho, mas havia saído com folga e, assim, minha entra no centro de inspeção deu-se dentro do previsto. Placa do carro confirmada no computador e a cancela se abriu. Orientado pelo funcionário fui a uma das sete filas que não tinham mais de três carros cada uma. Eram 7h50.

Foram nove minutos entre parar na fila e chegar a faixa amarela onde outro funcionário me aguardava. Um menino, ou com cara de menino, mascarado. Pediu para abrir o capô, deixar o carro com a chave e me sentar nas cadeiras ao lado do posto de inspeção. Enquanto esperava meu carro ser levado ao local, outro veículo era inspecionado. O dono tinha olhar curioso e apreenssivo. Acho que todos ficamos assim.

Às 8h07 era minha vez. Fiquei na cadeira fazendo de conta que aquilo era a coisa mais normal do mundo. Mas me sentia como pai que leva filho ao vestibular. Sabe que ele estudou tudo direitinho, toda  a vida se preparou para aquele momento, e o teste que vai fazer nem é dos mais difíceis. Vai que não passa ?

Um olhar por baixo do carro com aqueles espelhos de policial de filme americano que procura bomba; capô escancarado, óleo checado, rotação em baixa, acelerador pisado no fundo, um cabo no motor e uma sonda enfiada no escapamento. Os dois analistas não fazem nenhuma expressão. Nem se sim, nem se não. Homens frios diante daquela angústia.

Tudo não levou mais de três minutos. Isso mesmo, às 8h10, fui chamado por um dos analistas que levou meu carro mais à frente e me entregou uma papeleta azul. Era o boletim de notas. Na hora não consegui prestar atenção se o aluno havia tirado 0 ou 10. Apenas ouvi a recomendação dele para guardar os dados com os documentos, mostrou-me um número que seria útil para fazer o licenciamento e solicitar a devolução da taxa de inspeção no site da prefeitura. “Está perfeito”.

Havia passado com menção honrosa, soube mais tarde ao pedir explicação a um técnico da área sobre os resultados registrados no boletim escolar que eles chamam de “certificado de aprovação”.

São três os índices identificados a partir de duas medições realizadas em marcha lenta e com rotação de 2500 RPM. O índice tolerado de Monóxido de Carbono (CO), resultado da queima do combustível, é de 1%. Marquei 0,10%. Muito bem, meu filho.

A quantidade máxima aceitável de hidrocarboneto, parte do combustível líquido não queimada, é de 700 ppm (partículos por milhão). Tasquei 35 em alta rotação. Boa, meu garoto.

O resultado mínimo do cálculo final para identificar o percentual de diluição – não me pergunte a fórmula usada para chegar a este número porque é muito complicada – é 6%. E não é que bati a casa dos 15%. Mais do que o dobro. Orgulho do pai.

De volta a Barra Funda: Com um agradecimento pela atenção me despedi do funcionário e entrei no carro que comigo sorria orgulhoso da sua performance. Depois de alguns anos de convivência, sempre cuidadoso na manutenção, trabalhando dentro das recomendações de fábrica e gasolina abastecida nos mesmos postos, ele correspondia a todo meu esforço.

Apesar de tudo sei que meu carro, assim como tantos que andam na cidade, mesmo atendendo as especificações previstas em lei, é responsável por parte da poluição na capital paulista. Não me iludo com o resultado da inspeção. Muito menos me envergonho de ter me sentido um cidadão melhor.

Foto-ouvinte: Calçada insegura

Calçada insegura

A obra na cobertura que há na entrada do prédio da Secretaria Estadual de Segurança, na rua Libero Badaró, centro de São Paulo, interrompeu a calçada. E para tornar a situação ainda mais prejudicial ao pedestre, este carro que aparece na foto feita pelo ouvinte-internauta Mário Bonfá está estacionado em local proibido. Na calçada do órgão responsáveis por manter a ordem no Estado, respeitar a lei não é uma regra.

IRBEM: Paulistano fala de mobilidade urbana

Passageiros se espremem para pegar ônibus (Foto: Marcos Paulo Dias)

Uma das questões propostas aos paulistanos para construir os Indicadores de Referência de Bem-Estar relaciona-se à mobilidade urbana.O tema influencia diretamente na qualidade de vida de quem mora, estuda ou trabalha na capital paulista. A repórter Cátia Toffoletto ouviu algumas pessoas para entender quais são as prioridades em relação ao transporte.

Redução no tempo de espera nos pontos de ônibus ou no deslocamento na cidade, ampliação da rede de metrô, soluções para diminuir o trânsito, investimento no sistema de trólebus e ciclovias por toda São Paulo são algumas das opções apresentadas no questionário desenvolvido pelo Movimento Nossa São Paulo. Algumas delas apareceram nesta enquete promovida pelo CBN SP.

Ouça aqui a reportagem de Cátia Toffoletto e aproveite para refletir sobre os indicadores que podem fazer São Paulo uma cidade maior. O questionário pode ser respondido no site do Movimento Nossa São Paulo.

Vandalismo em exposição do Metrô

Vandalismo na poesia

Um vândalo decidiu deixar a marca da sua cultura – ou falta dela – em painéis de exposição no saguão do metrô Santa Cecília em São Paulo. Com uma caneta, riscou de ponta a ponta as placas que apresentam poesias de autores importantes da literatura nacional como Cassiano Ricardo e Guilherme de Andrade e Almeida. As imagens que você vê (clique na foto e veja mais) foram feitas pela repórter da CBN Raquel Mello.

E mais Paulista

Placas na Paulista

A nova sinalização na Avenida Paulista atende a demanda de pedestres que reclamavam da dificuldade para identificar o nome das ruas. A placa ficará nos protetores de ferros colocados nas esquinas, conforme imagem acima. “Aproveitamos e inserimos as primeiras plaquinhas em braile com todos os dados da rua”, explica Regina Monteiro, da Emurb. Segundo ela o projeto é um antigo sonho do órgão que pretende estender à toda cidade de São Paulo

Foto-ouvinte: Mais Paulista

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O acesso deste prédio quase na esquina da avenida Paulista com a Joaquim Eugênio de Lima foi reformado recentemente. A obra não teve o cuidado de preservar o piso da Paulista que ganha, assim, mais uma cicatriz. O ouvinte-internauta André Medeiros sugere que os fiscais da cidade façam uma visita ao local e multem a empresa responsável pelo estrago.

Nota da Secretaria das Subprefeituras (publicado 26.06 – 11h44)

“Com relação à reclamação do ouvinte Rodrigo Meira, o desnível do edifício Paulicéia, localizado no número 960 da Avenida Paulista, não é resultado de má execução de obra, mas da adequação às normas vigentes da legislação de acessibilidade, que determinam que a inclinação constante máxima do passeio deve ser de 2% e 3%. Antes da reforma, a calçada da avenida apresentava inclinações entre 4% e 6%. As legislações precisam ser respeitadas tanto pelos órgãos públicos quanto pelos cidadãos ou entidades particulares. A Prefeitura realizou as adequações, atendendo à legislação, na área pública, mas nas áreas privadas como neste caso, cabe ao próprio condomínio fazer a regularização do acesso para ficar em conformidade com a lei. O representante do Edifício Paulicéia foi orientado pela Prefeitura a procurar um profissional para que elabore a solução técnica de adequação do edifício.

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Dezoito anos depois

Por Abigail Costa

Depois de dezoito anos de empresa, o chefe chama o funcionário e diz:

– Você não tem o perfil da empresa.

Esta frase normalmente vem acompanhada:

– “Você está demitido”!

E fim. Para a empresa o problema está resolvido. Para o ex-empregado o problema começa aí.

Em conversas com diretores de recursos humanos, o “fora do perfil” significa que a pessoa não evoluiu, não acompanhou o crescimento da empresa.

De acordo com esses profissionais do RH também pode ser uma redução de custos.

Sai um velho de casa e de idade que ganha X+Y e entra em seu lugar um novo de profissão e alguns bons anos a menos ganhando – Y.

Seja lá qual tenha sido o motivo é justo que a empresa faça a troca quando achar necessária.

O injusto é não cobrar o funcionário durante anos, é não incentivá-lo a uma reciclagem, é não traçar um plano de carreira.

Claro que qualquer um, demitido depois de tantos anos de serviços prestados a empresa,  tem o direito de pensar que até ontem ele era produtivo, hoje não mais. E ainda, por que ninguém nunca reclamou antes ?

Sinceramente na maioria dos casos penso que o diretor, chefe, seja lá quem esteja mandando, esses, deveriam mudar a frase que tem sido usada como uma muleta.

É humilhante quando alguém conta que foi dispensado assim. É uma sensação de pensar que tudo que foi feito estava errado.

Longe da ingenuidade em achar que a empresa deve funcionar como casas de assistência social. Não é isso.

Mais doloroso que o motivo para cortar as relações trabalhistas entre patrão e empregado depois de dezoito anos de convivência, é a mentira.

A verdade é mais humana.

Abigail Costa é jornalista, escreve no Blog do Mílton Jung às quintas e já sobreviveu a um sem número de chefes, diretores e departamentos de RH