Avalanche Tricolor: Lá vem mais um capítulo

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Cruzeiro 3 x 1 Grêmio

Libertadores – Belo Horizonte


O mais antigo e o melhor amigo que tenho é colorado (acredite se quiser). Terça à noite, ele visitou São Paulo e, enquanto dividíamos uma pizza, colocamos a conversa em dia. Falamos muito de futebol, é lógico. Estávamos em lados opostos no campo e na mesa. Não costumamos dar o braço a torcer quanto ao melhor time do mundo no nosso coração, mas às vezes confessamos algumas coisas inconfessáveis diante da grande massa de torcedores.

Uma pequena admiração por um jogador adversário, uma injustiça que a torcida oposta comete com seu craque incompreendido e até aquele jogo que eles foram bem melhores, mas nós ganhamos.

Quase na hora de pagar a conta (e desta vez, ele é que pagaria), veio o maior de todos os reconhecimentos. A esperança dele ser campeão da Copa do Brasil, quarta-feira que vem, está depositada em uma história escrita pelo seu maior adversário: a da Imortalidade. Aquela que fez do Grêmio não apenas um time de futebol, mas uma façanha a ser lembrada para sempre. Que nos permitiu gravar na camisa que visto está noite a frase “Nada Pode Ser Maior”.

Nesta noite, por sinal, lembrei do Paulo – o meu amigo colorado -, aos 33 minutos do segundo tempo, quando vi Souza ajeitando a bola no gramado e um mundo de jogadores se postando diante dele para impedir a visão do gol na cobrança de falta. Souza não precisa enxergar o gol, ele tem o faro apurado e o pé calibrado, tanto quando a língua afiada.

No intervalo, havia chamado atenção para a perda de três gols feitos que resolveriam com facilidade a classificação à final da Libertadores da América: “quem não faz leva”, disse o craque usando de um dos mais famosos lugares-comum do futebol.

Mas por que haveria de ser fácil, Souza?

Foi preciso desperdiçar três gols, levarmos três, perdermos a cabeça, errarmos passes e assistirmos a um juiz trapalhão que acabou substituído por problemas físicos até que a história retomasse seu rumo.

Com o toque sob a bola que a fez superar a barreira gigante e deslizar pela rede da goleira do Cruzeiro até o fundo do poço (sempre com a autorização de seu autor), Souza começa a escrever mais um capítulo da nossa Imortalidade. E com seu sotaque alagoano bem lembrou o ditado gaúcho ao fim da partida: “Não tá morto quem peleia”.

Semana que vem, Paulinho, eu pago a conta aí no Sul !

Ceagesp e prefeitura discutem caixas de plástico

Um Banco de Caixas será criado na Ceagesp para dar início à substituição das caixas de madeira por de plástico, mais resistentes e com vida útil mais longa. A intenção é que os primeiros passos neste sentido sejam dados até o fim deste ano, segundo a subprefeita da Lapa Soninha Francine, na zona oeste de São Paulo.

Durante um ano, são usadas cerca de 65 milhões de caixas de madeira para transportar os produtos comercializados na Ceagesp. Um problema ambiental e tanto em função da forma como é feito o descarte deste material – boa parte abandonada ao redor do centro de distribuição de alimento.

Ouça a entrevista de Soninha Francine, subprefeita da Lapa

Iniciativa Verde vê compensanção na Marginal

A cidade de São Paulo será recompensada pela perda de 1.534 árvores que serão retiradas do entorno do rio Tietê para a ampliação das pistas da Marginal, na opinião da ONG Iniciativa Verde que desenvolve ações para compensar emissões de gases do efeito estufa emitidos por atividades do homem. A opinião do presidente da Organização, Francisco de Aragão Maciel, vem em favor da obra que está sendo realizada em parceria pelo Estado e município de São Paulo.

Além do replantio, a cidade ganhará com a construção do  Parque Linear do Tietê, a plantação de um número ainda maior de árvores e a redução no nível de congestionamento na região, grande gerador de poluição na capital, conforme as palavras do dirigente entrevistado pelo CBN SP.

Ouça a entrevista de Francisco de Aragão Maciel

Procura-se “Auxiliar da Juventude” em São Paulo

“Auxiliar da Juventude” é cargo criado para identificar demandas dos jovens com o objetivo de aproximá-los do poder público, nas 31 subprefeituras da cidade de São Paulo. No entanto, em quatro dias de pesquisa a repórter da CBN Raquel Melo não encontrou estesprofissionais que já foram contratados e estão na folha de pagamento da prefeitura com salário que variam de R$ 800 a R$ 3 mil e poucos, por mês.

Nem o secretário das Subprefeituras Andrea Matarazzo soube explicar bem o motivo destes profissionais serem desconhecidos dentro dos órgãos da administração pública municipal ou estarem atuando em desvio de função. Apesar de ter conversado com a repórter da CBN na terça-feira à tarde, até a manhã desta quarta, a Secretaria das Subprefeituras ainda não tinha informações esclarecedoras.

Ouça a reportagem de Raquel Melo

Quem tiver informações escreva para gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br ou deixe recado aqui no blog.

SPFW: Preconceito na passarela

Por Carlos Magno Gibrail

Recorte de O Estadão mostra Paulo Borges, criador da SPFW, e o filho

A questão racial foi bater na porta de Paulo Borges, personagem ilustre do setor de Moda, tão caro e importante para a Economia brasileira.

Criador e dirigente do SPFW, maior evento da Moda no país, adotou uma criança negra. Era a prova definitiva que não havia preconceito da direção do espetáculo.

A Folha, provavelmente quando publicou em janeiro do ano passado reportagem que originou inquérito do Ministério Público, desconhecia a adoção ou a desconsiderou. Como também não levou em conta que a Direção do SPFW não interfere na escolha das modelos.

O ponto de partida era que em 2008, apenas 8 modelos negros desfilaram contra 344 brancos, 2,3% .

Deborah Kelly Affonso, promotora do grupo de atuação especial de inclusão do Ministério Público e autora da proposição, talvez empolgada com o TAC (Termo de ajustamento de conduta) sobre anorexia e idade mínima de 2007, diz: “O percentual de modelos negros no evento [em torno de 3%] é bem menor que o de brancos. O objetivo da Promotoria é fazer um acordo de inclusão social. Estabelecer um número mínimo de modelos negros a desfilar”. Foi procurar Paulo Borges e resumiu: “Ele disse que não tem controle sobre quem vai desfilar”.

“Em 2007, por causa de problemas de modelos com anorexia, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Promotoria da Saúde Pública e da Juventude se comprometendo a cumprir uma série de exigências, inclusive em relação à idade mínima das modelos [16]. Isso passou a figurar em uma espécie de “manual das grifes” da SPFW. Agora, ele [Borges] diz que não é possível consignar no manual a exigência da cota. No que é diferente das outras?” E, continua citando Paulo Borges : “Há algum tempo ouvi uma entrevista onde ele dizia: Moda não é arte. Moda é serviço, é dinheiro. É um negócio.’ Nesse ponto”, conclui ela, “a gente está de acordo”.

Da Saúde Pública e Juventude ao Preconceito sem discernimento não há equivalência. A não ser a quem negue a Moda como arte. Ou se confunda com questão de ordem de Borges. Arte, serviço, dinheiro, negócio não podem ser vítimas de preconceito. Nem que seja para atacar preconceito.

A estilista Glória Coelho é da opinião que “a cota pode interferir na obra do estilista”. “Nosso trabalho é arte, algo que tem de dar emoção para o nosso grupo, para as pessoas que se identificam com a gente”.

Alexandre Herchcovitch não se opõe. “Pra mim, isso (cota) não é problema. Nunca excluí modelo por causa de cor”. Ele não acha que a cota pode interferir na obra do estilista

O baiano Helder Dias Araújo, proprietário da HDA Models, agência paulista que trabalha exclusivamente com modelos negros. “Claro que existe [preconceito]. É mais social do que racial. Se fosse um Pelé, um Barack Obama, ninguém iria ignorar.”

Ainda assim, Hélder é contra a cota. “O Brasil tem é de tomar vergonha e ver que não é um lugar de raça pura”.

Anderson Santos modelo da HDA :“Nem nas provas de roupas os estilistas querem modelos negros. Eles são claros – não mandem negros. As modelos negras encontram uma abertura maior fora do país. No Brasil, o mercado publicitário é mais flexível que o da moda”. Segundo o último censo do IBGE (de 2007), 49,7 % da população brasileira é composta por negros e pardos. “Nosso país é miscigenado, uma mistura de diversas etnias e todas devem estar representadas. Por que os modelos negros não são convocados?”.

Pelo TAC assinado agora a direção do SPFW orientou as empresas participantes a procurar desfilar com 10% de modelos negras no prazo de 2 anos.

O resultado reflete que o sugerido foi atendido, pois 148 modelos negros desfilaram num total de 1149 modelos, dando um percentual de 12,8%.

A Educafro – Educação e Cidadania de Afro descendentes e Carentes – que realizou manifestação na SPFW deu os parabéns e o frei David falou : “A organização demonstrou sensibilidade com o povo afro-brasileiro”.

Resta posicionar e enfatizar que a Moda, quer arte ou negócio, não pode receber interferência de maiorias ou minorias. É uma atividade de mercado.

À Folha, à Promotoria e ao Frei: Por que não a isonomia? Se a preocupação é levar a proporcionalidade da amostra populacional brasileira para todas as atividades, mãos a obra. Começando pela Folha, pelo Ministério Público e pela Educafro, ou pela Igreja?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Mílton Jung e sempre defendeu a ideia de que o preconceito deve estar sempre fora de moda.

Foto-ouvinte: Museu da Árvore

Enterro simbólico das árvores da MarginalÁrvore cortada na Marginal Tietê

Imagens feitas por ouvintes-internautas do CBN São Paulo no local em que árvores estão sendo removidas ou, simplesmente, cortadas na Marginal do Rio Tietê com o objetivo de ampliar o espaço para a passagem de carros. Na primeira, homenagem feita às 17 árvores que foram retiradas daquele trecho, realizada durante esta madrugada por cicloativistas contrários a obra.

A ampliação no número de pista da Tietê é uma parceria do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo. A derrubada da área verde é feita sob justificativa que a capital terá compensações ambientais.

Para ampliar, clique nas imagem; para ver outras fotos sobre o tema clique aqui.

Fretado questiona uso de combustível limpo em ônibus

A lei que trata das políticas de mudança climática prevê redução em 10%, a cada ano, do uso de combustíveis fósseis pela frota de ônibus do sistema de transporte públicos da capital paulista. Ou seja, até o fim de 2008, cerca de 1.500 ônibus deveriam estar circulando com combustível mais limpo.

Presidente do sindicato que reúne os ônibus de transporte fretado, Jorge Miguel dos Santos, questiona o cumprimento dessa meta pelas concessionárias que exploram o serviço em São Paulo. Entende que os fabricantes não terão condições de atender esta demanda.

Jorge Miguel falou sobre o assunto durante entrevista ao CBN SP quando perguntei a ele se o setor de fretados estaria disposto a assumir compromisso com a cidade de São Paulo e reduzir também o uso de combustíveis fósseis na frota que opera neste serviço.

Disposto, estaria. Mas duvida que haja condições de atender a lei aprovada no mês passado na capital paulista que, diga-se de passagem, na inclui os fretados, pois estes atuam na Região Metropolitana e não há lei estadual neste sentido.

Ouça a entrevista com Jorge Miguel dos Santos, da Transfretur

Educação tenta “blindar” merenda escolar de fraude

Após a série de denúncias envolvendo empresas contratadas para servir merenda escolar na rede municipal de ensino, a prefeitura de São Paulo impôs regras mais rígidas no novo processo de licitação publicado, nesta terça-feira 23.06, no Diário Oficial. A cidade será dividida em 14 lotes e não meias em seis como nos processos anteriores com a expectativa de que maior número de empresas participem da disputa. Além disso, foram reduzidas algumas exigências para permitir que outros grupos se candidatem.

O secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, explicou ao CBN SP as novas regras e como estas podem reduzir o risco de fraudes no serviço de terceirização da merenda escolar. Na conversa, Schneider disse que não há como impedir a participação das empresas que exploram este serviço apesar da suspeita de envolvimento em irregularidades porque até o momento estas não foram condenadas

Ouça a entrevista do secretário da Educação Alexandre Schneider

Leia outras reportagens sobre a fraude na merenda escolar publicadas no Blog do Milton Jung

Ciclistas organizam protesto contra corte na Marginal

O corte de enormes árvores para ampliação da Marginal Tietê será alvo de protesto por parte de cicloativistas, NESTE DOMINGO, em São Paulo. Aproveitando o evento Pedal Verde que se realiza todo mês na capital, no qual ciclistas plantam árvores, os manifestantes vão inverter a ação. Pretendem impedir que árvores sejam mortas como foi registrado por um dos ciclistas, André Pasqualini, na noite de segunda-feira:


Veja mais clicando aqui

A concentração dos ciclistas será na Praça do Ciclista, no fim da avenida Paulista, às 10 da MANHÃ, DESSE DOMINGO. É possível encontrar o grupo, também, sobre a Ponte das Bandeiras.