Transparência nos salários é regra nos Estados Unidos

“Você sabe que é Jeffrey L. Silva?
Não?
Nem eu…
Mas sei que ele é um higienista industrial do Departamento de Trabalho e Crescimento Econômico do Estado de Michigan, EUA, lotado no condado de Kent, e recebeu 66.461,04 dólares de salário anual em 200”

As informações do funcionário público do estado americano estão na internet, assim como de cerca de 54 mil servidores, seus colegas. Foi o ouvinte-internauta Mauro (não fiquei com o sobrenome dele) quem passou a mensagem com o acesso ao site do Lansing State Journal, onde é possível encontrar todos esses dados, além de links para arquivos com informações sobre funcionários de outros estados, cidades e do próprio Governo Federal.

A publicação com a lista e salário dos funcionários públicos da cidade de São Paulo ainda está em discussão na Justiça devido a ações promovidas pelos sindicatos que representam os servidores e não aceitam a “transparência” nos salários, alegando invasão de privacidade e riscos à segurança deles.

O trólebus tem futuro no Brasil

Por Adamo Bazani

Trólebus

O passado do trólebus remonta a histórias de desenvolvimento econômico, época em que a presença deste veículo era sinal de cidade moderna, como ocorreu na capital paulista, há 60 anos.. Nos capítulos anteriores mostramos o romantismo de motoristas e passageiros, a forma como a cidade se relacionava com este meio de transporte. Mas houve mudanças significativas seja pelo crescimento desordenado do ambiente urbano, seja pela falta de cuidado com os trólebus.

Hoje, para boa parte da sociedade, os trólebus são vistos como meios de transportes antigos que atravancam o trânsito, devido as constantes quedas de energia e das alavancas que ligam o veículo à rede aérea (os pantógrafos)

Apesar disso, há um cenário positivo para o trólebus no Brasil, com o desenvolvimento de sistemas mais modernos ao mesmo que tempo que há preocupação com o custo de implementação e a vontade política de autoridades públicas

Em maio, num evento promovido em conjunto pelo Movimento Respira São Paulo, Eletra (fabricante nacional de ônibus com tecnologia limpa), Metra e Viação Himalaia (empresas operadoras), entre outras entidades, além de apaixonados por ônibus, foi possível reunir especialistas e técnicos envolvidos diretamente com o desenvolvimento de pesquisas e fabricação de veículos com tração limpa.

Jorge Françozo, Respira São PauloO presidente do Movimento Respira São Paulo, Jorge Françozo, aponta a forma pela qual foi feita privatização do sistema de trólebus na cidade de São Paulo, que deixou pendências contratuais dos anos 80, como uma das causas do sucateamento de parte do sistema e da redução drástica do número de linhas na cidade. Uma destas pendências, segundo ele, é a forma de tributação da energia elétrica, que traz um ônus muito grande para os operadores do sistema.

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‘Teatro do absurdo’ arrasa com a língua portuguesa

Recorte do site de apresentação da peça de teatro

Clique na imagem e leia o texto de apresentação da peça “Os 3 porquinhos, o Musical”

O texto acima com todas as suas incorreções faz parte do programa de apresentação da peça “Os 3 porquinhos, o Musical”, em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo, e causou espanto no ouvinte-internauta Antonio Carlos Vituriano.“Tamanha sucessão de erros é lamentável, pois evidencia como que o nível de ensino está deteriorado em nosso país”, escreveu. E fecha a mensagem em tom irônico, lembrando que o texto deve ter sido escrito por um jornalista com diploma.

Canto da Cátia: Linha da morte

Acidente de ônibus e caminhão_1

Eram cinco da manhã, quando um ônibus e um caminhão se chocaram nas avenidas Celso Garcia e Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Da violência do acidente resultou a morte de um pedestre que passava no local. Passageiros do ônibus ficaram feridos. As imagens feitas pela Cátia Toffoletto dão a dimensão da força com que os dois veículos bateram no cruzamento. Ninguém sabe precisar quem foi o autor da imprudência que teria causado o acidente.

Ex-pacientes querem salvar Hospital Matarazzo

As irmãs Aldeneide e Luana dos Santos Freitas foram pacientes do antigo Hospital Matarazzo, na Bela Vista. Tinham problemas respiratórios durante toda a infância e ficaram curadas pouco antes da instituição ser fechada. Luana, aliás, nasceu na maternidade Condessa Filomena Matarazzo, em 1984. A mãe delas também frequentava as salas de ortopedia, otorrino e clínica geral.

A intimidade com o local as levou de volta à instituição, curiosas que estavam para descobrir o que iria acontecer com aquela área por enquanto abandonada próximo da avenida Paulista. O que viram foi chocante, segundo elas próprias descrevem. O hospital, marco da história paulistana, em pedaços.
As imagens acima foram feitas por elas, o texto abaixo, também. Como salvar o Hospital Matarazzo, é desafio de quem acredita na preservação da história, em São Paulo:


Havia 16 anos que eu não pisava no Hospital Matarazzo, que eu não tinha mais notícias concretas sobre esta instituição que faz parte das minhas lembranças de infância. Até que no ano passado minha irmã e eu resolvemos fazer pesquisas para saber o que havia acontecido com o hospital e ficamos indignadas com o que descobrimos.

O Hospital Matarazzo, tombado pelo Condephaat e pelo Conpresp em 1986, foi comprado pela PREVI ( Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil ) ainda em 1993, mesmo ano em que foi fechado. A intenção era implementar um empreendimento imobiliário do escritório do arquiteto Júlio Neves. Segundo o projeto, grande parte do hospital seria demolida para a construção de um shopping e flats comerciais.

A PREVI conseguiu que o Hospital Matarazzo fosse destombado pelo Condephaat e conseguiu até alvará da prefeitura, autorizando as demolições. Mas graças a uma Ação Civil Pública movida por associações da Bela Vista o destombamento foi anulado e o projeto foi embargado. A PREVI recorreu e o processo ainda está na justiça.

A partir dessas descobertas quisemos ver com nossos próprios olhos a situação em que se encontrava o hospital. Então, em julho do ano passado, agendamos com a PREVI nossa primeira visita.

A reação que tivemos ao rever o hospital foi de choque, seguido por uma grande tristeza no que se transformou aquele lugar que frequentamos durante nossa infância . Se transformou num espectro, um lugar sem vida , repleto de lembranças de um tempo que não volta mais !

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Inclua o IRBEM na sua comunidade

IRBEMSua empresa, escola, igreja, clube social, time de futebol e grupo de amigos podem colaborar na construção dos Indicadores de Referência de Bem-Estar, na cidade de São Paulo. A intenção é identificar na opinião das pessoas o que é mais importante e valorizado para a qualidade de vida na capital. O IRBEM, promovido pelo Movimento Nossa São Paulo, é composto por 40 perguntas que estão à disposição na internet e tratam de questões nas áreas de cultura, comportamento, educação, transporte, saúde e pessoal, entre outros.

Na semana passada,já foi possível identificar que alguns cidadãos começam a se envolver no debate em defesa de suas ideias. O ouvinte-internauta Alexandre Afonso, incentivador do uso da bicicleta no ambiente urbano, enviou e-mail para seu grupo de relacionamento convidando a todos a responderem o questionário, em especial, a questão de número 29, sobre mobilidade na qual tem, entre as opções ítens como o respeito aos meios de transporte não-motorizados, respeito ao pedestre, ciclovias e prioridade do transporte coletivo no sistema viário.”Vamos pesar a favor dos “mais fracos” no trânsito!”, defende.

O Movimento Nossa São Paulo montou um roteiro de ações que podem ser adotadas em diferentes grupos e instituições:

1) Estimular o preenchimento do questionário online, disponível a partir do dia 15/6 no portal do Movimento Nossa São Paulo – WWW.nossasaopaulo. org.br

2) Realização de enquetes entre funcionários, colaboradores e comunidades com perguntas como “o que é importante para a sua qualidade de vida na cidade?” ou “o que faria você se sentir melhor em São Paulo?”;

3) Reuniões e/ou oficinas para preenchimento conjunto do questionário, com abertura para esclarecimento de dúvidas e contribuições.

4) Estimular reflexões e ações que visem a melhorar a qualidade de vida:

– Promoção de debates/palestras sobre qualidade de vida na cidade, provocando a reflexão sobre o conceito de bem-estar;

– Reportagens sobre qualidade de vida e a importância do IRBEM nos informativos internos e externos, na intranet e nos jornais murais;

– Promoção de concursos de trabalhos artísticos que retratem a São Paulo ideal para a qualidade de vida de cada um;

– incentivo à realização de ações que partam da própria comunidade e dos cidadãos para solucionar problemas pontuais e melhorar a qualidade de vida nos locais onde vivem e trabalham.

– incentivo à criação de comunidades virtuais (blogs, facebook, Orkut, flickr, Youtube ) que possam registrar e compartilhar conteúdo das ações desenvolvidas  relacionadas ao tema.

No buraco do Tatuzão

Mega-tatuzão no Metrô

O repórter Juliano Dipp, da CBN, acompanhou o trabalho realizado pela máquina batizada de Megatatuzão que escava trechos da Linha Amarela do Metrô de São Paulo. Excesso de superlativos à parte, o equipamento desperta muitas curiosidades. Além de fotografar esta operação (clique na foto e vá até o álbum digital do CBN SP, no Flickr), o Juliano aponta alguns detalhes desta obra:

“As obras da Linha Amarela do Metrô de São Paulo entraram na última fase de escavações com a utilização do Shield, popularmente conhecido como Megatatuzão. O trecho final das escavações ligará a estação República à Estação da Luz, no centro de São Paulo. Com extensão de cerca de 1,45 km, o trabalho deverá ser encerrado em cerca de 45 dias, segundo estimativa do Metrô.

O Megatatuzão ficou parado cerca de seis meses na estação República antes de prosseguir. Para que ele pudesse avançar foi necessária a retirada de pilastras em dois pisos da estação. Após a passagem da máquina, novas pilastras serão reconstruídas no local.

O Megatatuzão é um equipamento de 1,8 mil t que perfura o solo e simultaneamente molda os túneis, com placas de concreto de 4 t cada. Com 74 m de comprimento, ele escava em média 15 m diários podendo chegar a cerca de 30 m.

Ao todo, quando o trabalho for concluído, a máquina terá escavado cerca de 7,5 km entre as estações Faria Lima, Fradique Coutinho, Oscar Freire, Paulista, Mackenzie-Higienópolis, República e Luz”

Penna também investe em vereador 2.0

O presidente nacional do PV e vereador por São Paulo, Penna, tem investido na ideia de melhorar o acesso dos cidadãos ao gabinete e projetos propostos por ele através da internet. Em julho, completará um ano de programa online no qual discute, por chat, questões políticas e ambientais. Desde o início do ano inclui temas relacionados ao mandato à medida que assumiu em janeiro o cargo na Câmara Municipal.

De luz e sombra

Por Maria Lucia Solla

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Olá,

Hoje de manhã, passeei com a Valentina pelas ruas do bairro, curtindo a claridade do dia,  parando para um papo aqui, uma curiosada ali,
um xixi discreto na beirada do meio-fio, um cocô recolhido e depositado no lixo…
Sentiu?

E tudo isso fluia, até que me dei conta de que, de novo, ainda não tinha decidido sobre o que escrever, sobre o que falar,
o que contar.

Sim, porque minha paciência para vociferar, contra a bandalheira instalada ao redor, se esgotou.
Secou.

Prefiro falar sobre a possibilidade de calibrar  senvergonhança e  falsidade,  traição,  mesquinhança,  violência e maldade,
maucaratismo, prepotência, medo e egoísmo,
subjugação, ironia peçonhenta,
posse e má-criação barulhenta.

Mas sobre o que vou falar, pensei, e um dos vincos na testa se aprofundou.
Um pouco por causa do sol, outro tanto porque a preocupação me assaltou.

As costas enrijeceram, os músculos do pescoço retesaram, gritando pela minha atenção; e eu parei.
De andar, de pensar; parei.
Simplesmente.

Me percebi nada,
vazia.
Vazia, porque estava cheia demais de mim mesma
Ironia!

Aí me livrei de mim. Me deixei ali na esquina, e segui vazia.
Foi então que fiquei plena.
De tudo, de nada, das folhas da calçada.

Baixei a cabeça, dobrando ainda mais o ego, e vi.
E me emocionei.
Vi as sombras daquilo que brilhava, para me monopolizar a atenção.

Percebi tudo, me senti plena.
Desenho do sonho sonhado,
do desejo realizado.

Saquei meu celular e registrei o que aqui revelo.

Deus não está no céu.
É mentira!

Deus não separa bem de mal, luz de sombra
bom de ruim
você de mim.

Deus é luz e sombra
É tudo e nada,
ou você vai me dizer que nisso eu estou errada?

Pense, ou não, e até a semana que vem.

Maria Lucia Solla é terapeura e professora de língua estrangeira, aos domingos escreve no Blog do Milton Jung e provoca nossa reflexão

Avalanche Tricolor: Quarta, é tudo !

Grêmio 2 x 2 Goiás
Brasileiro – Olímpico Monumental

Foi do banco que partiu o grito; “Bola na área”. Foi lá da intermediária e dos pés de Joílson que ela foi lançada. Foi da cabeça de Maxi Lopez que ela ganhou a direção do gol. E foi deste gol, aos 47 minutos do segundo tempo, que mais uma vez me vei0o a cabeça aquela sensação de como é imortal o tricolor.

Alguém há de lembrar que este jogo era contra o Goiás e dentro de casa. Que o Grêmio não fez, mais uma vez, uma boa partida. Que a defesa errou duas vezes para levar dois gols. Que esquecem de usufruir do talento que há no meio-campo. Que este um ponto que ganhamos mudou pouco nossa condição no Campeonato Brasileiro.

É tudo verdade.

Como é verdade, também, que o gremista enxerga no detalhe o sinal do destino. E, assim como Máxi que acreditou até a última cabeçada, Herrera também não desistiu de lutar pela posse de bola até ser derrubado dentro da área e proporcionar a cobrança de penâlti de Tcheco.

Sinal da imortalidade que haverá de se anunciar novamente na quarta-feira, quando entraremos no Mineirão lotado para enfrentar o Cruzeiro, na luta pela vaga na final da Libertadores da América.