Por Armando Italo
Junho, mês das alegres e descontraídas festas caipiras, do quentão, da pipoca, da batata doce assada na fogueira, do pinhão, da quadrilha embalada pelas músicas sertanejas. Olha a chuvaaaaa!!!!
Cantam “cai-cai balão, cai-cai balão , cai aqui na minha mão…”
Quem está aqui embaixo se divertindo, não imagina o que pode acontecer lá em cima com quem pilota uma aeronave, não importa o tamanho. São vidas que estão transportando.
No começo do mês, encontrei um amigo também piloto que trabalha com aeronaves de pequeno porte transportando malotes para instituições bancárias (maloteiro) e correspondências. Pilota, ainda, táxi-aéreo e aeromédica, na qual transporta pessoas doentes, órgãos, recém-operados e pacientes em situação de emergência que só chegariam a tempo no hospital de avião.
Na chegada do Aeroporto de Marte, vindo do interior do Estado com quatro passageiros a bordo, deparou-se na proa com um enorme balão, no setor onde são realizados os procedimentos para pouso. Justamente nesta fase do voo em que o piloto tem de estar mais atento, pois o risco de cometer erros é considerável caso haja distração no procedimento.
Meu amigo, pilotando uma aeronave turboélice veloz, um King Air C90, teve que fazer uma rápida manobra evasiva para poder se livrar do enorme balão.
Se por acaso a aeronave atingisse o balão sobre a Serra da Cantareira, próximo ao setor do NDB PERUS, a queda do King Air seria inevitável e mais uma catástrofe aérea causada por irresponsáveis, infantis e criminosos: os fabricantes dos balões.
Soltar balões é crime, é lei!
A história acima, amigos, trata-se somente de mais um exemplo do descaso, da irresponsabilidade de quem solta balões.
No ano passado um enorme caiu no aeroporto de Guarulhos, no páteo, a poucos metros de uma aeronave da TAM em abastecimento de combustível (veja o vídeo).
NÃO SOLTEM BALÕES!!!!
Armando Ítalo Nardi comandante e colaborador para assuntos aéreos – e outras viagens – do Blog do Milton Jung




