Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó
Libertadores – Olímpico
De três dedos, com a bola em velocidade, na entrada da área, cabeça erguida, olhos em busca dos companheiros e atento no movimento dos adversários. Souza marcou um dos mais belos gols desta Libertadores ao encobrir o goleiro do Boyacá aos 12 minutos do primeiro tempo. Lance que completava um série fulminante de ataques iniciados assim que o árbitro deu o apito inicial.
Em campo, estava o Grêmio da Libertadores. E o sobrenome se faz necessário, porque o Imortal quando entra para disputar a competição que realmente nos interessa é o Tricolor que queremos e conhecemos. É o time que leva e é levado pela sua torcida. Que mesmo sem ter, ainda, seu técnico-titular , mantém a personalidade.
Foi assim durante toda esta primeira fase. Mesmo quando as bolas não entraram, lá estava o Grêmio defendendo como sempre, atacando como nunca. Levando o goleiro adversário ao seu esforço máximo para evitar a goleada, exagerando nos chutes que encontravam o poste ou o travessão, no caminho do gol.
A goleada desta noite apenas confirmou esta personalidade. Fez do Grêmio a melhor campanha da Libertadores até aqui com 16 pontos ganhos.
Com apenas um gol tem a defesa menos vazada. E a defesa de um pênalti por Vítor, comemorado pelos companheiros como poucas vezes vi, simboliza este desempenho lá atrás.
Com 11, tem o ataque mais eficiente. Ainda haverá alguém a nos chamar de retranqueiro ? Limitado ? Que nosso ataque é mediano para não chamá-lo de medíocre ? Com certeza.
Nunca disputamos a Libertadores como favoritos. Não será diferente neste ano. Por isso, é hora de descansar, treinar, concentrar e se preparar para a etapa mais difícil desta caminhada rumo ao terceiro título sul-americano.
E claro, festejar (com comedimento), pois contra todos os prognósticos o Grêmio é o Melhor.






