Avalanche Tricolor: O Melhor

Souza marcou dois e um foi um golaço

Grêmio 3 x 0 Boyacá Chicó

Libertadores – Olímpico

De três dedos, com a bola em velocidade, na entrada da área, cabeça erguida, olhos em busca dos companheiros e atento no movimento dos adversários. Souza marcou um dos mais belos gols desta Libertadores ao encobrir o goleiro do Boyacá aos 12 minutos do primeiro tempo. Lance que completava um série fulminante de ataques iniciados assim que o árbitro deu o apito inicial.

Em campo, estava o Grêmio da Libertadores. E o sobrenome se faz necessário, porque o Imortal quando entra para disputar a competição que realmente nos interessa é o Tricolor que queremos e conhecemos. É o time que leva e é levado pela sua torcida. Que mesmo sem ter, ainda, seu técnico-titular , mantém a personalidade.

Foi assim durante toda esta primeira fase. Mesmo quando as bolas não entraram, lá estava o Grêmio defendendo como sempre, atacando como nunca. Levando o goleiro adversário ao seu esforço máximo para evitar a goleada, exagerando nos chutes que encontravam o poste ou o travessão, no caminho do gol.

A goleada desta noite apenas confirmou esta personalidade. Fez do Grêmio a melhor campanha da Libertadores até aqui com 16 pontos ganhos.

Com apenas um gol tem a  defesa menos vazada. E a defesa de um pênalti por Vítor, comemorado pelos companheiros como poucas vezes vi, simboliza este desempenho lá atrás.

Com 11, tem o ataque mais eficiente. Ainda haverá alguém a nos chamar de retranqueiro ? Limitado ? Que nosso ataque é mediano para não chamá-lo de medíocre ? Com certeza.

Nunca disputamos a Libertadores como favoritos. Não será diferente neste ano. Por isso, é hora de descansar, treinar, concentrar e se preparar para a etapa mais difícil desta caminhada rumo ao terceiro título sul-americano.

E claro, festejar (com comedimento), pois contra todos os prognósticos o Grêmio é o Melhor.

Filha de FHC pede demissão. E o presidente …

Ontem, 27 de abril de 2009, quase um mês após a denúncia, LUCIANA CARDOSO, filha do presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, demitiu-se do gabinete do senador HERÁCLITO FORTES (DEM-PI). Em todo o processo, e diante das graves suspeitas de “troca de chumbo” o ex-presidente manteve-se calado. Ao optar pelo silêncio, decepcionou fortemente parcela expressiva de seus admiradores. Com o fim do mandato, na medida que honrarias, direitos e remuneração permanecem, também não cessam as obrigações.

Post publicado no Blog do Madia, escrito por Francisco Madia, Consultor de Marketing dos mais reconhecidos no País

Secretário aceita plebiscito para discutir Pacaembu

A proposta de realização de um plebiscito para discutir o processo de concessão pública do estádio do Pacaembu, em São Paulo, para o Corinthians, foi bem-vinda pelo secretário municipal de Esportes Walter Feldmann, que tem patrocinado o debate sobre o tema. Feldmann se esforça para convencer o público de que não pretende influenciar a decisão da cidade, pois entende que a palavra final tem de ser do cidadão, mas fica evidente que a ideia da concessão é defendida por ele, também.

No CBN São Paulo, o secretário de Esportes explicou como seria feita a concessão, quais as restrições que seriam impostas ao Corinthians e os riscos ao patrimônio público caso o negócio não seja realizado.

Ouça a entrevista com o secretário Walter Feldmann ao CBN SP

Leia outras opiniões sobre o assunto clicando aqui.

Foto-ouvinte: Lixão da Dona Amélia

Caminho impedido

Um aterro clandestino é o que está se transformando a rua Dona Amélia Rufina, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. De acordo com o ouvinte-internauta José Ricardo a situação se complica a cada dia com os pedestres já tendo sido expulsos do local pela falta de calçada e com os carros estrangulados pelo lixo. Como ações da prefeitura não foram suficientes para impedir este desrespeito, ele propõe a colocação de câmeras para flagrar as irregularidades, espécie de radar contra Sujismundo. Clique na foto e visite o álbum no Flickr com mais imagens do local.

Conte Sua História de SP: A enchente

Enchente em São Paulo

Foi na temporada das chuvas que o ouvinte-internauta Cláudio Vieira desembarcou em São Paulo e não precisou mais de uma semana para constatar boa parte daquilo que seus conterrâneos o alertavam sobre os riscos na grande cidade. Alagado, com muito esforço, otimista, ele encarou a capital paulista e se apaixou como é possível descobrir no texto enviado ao Conte Sua História de São Paulo:

Ouça o texto “Enchente” de Cláudio Vieira

Conte mais um capítulo da cidade de São Paulo enviando texto ou arquivo em áudio para contesuahistoria@cbn.com.br.

Veja outras fotos de Marcos Paulo Dias no álbum de imagens do Flickr

Uma nova família no transporte de passageiros (2a Parte)

Por Adamo Bazani

Leia a primeira parte deste texto clicando aqui

Depois de largar as empresas de ônibus nas quais trabalhou, José Pereira se dedicou exclusivamente ao transporte de cargas e jamais imaginara retornar aos ônibus  mudando a tradição da família, identificada com os caminhoneiros.

Mas o que é o destino (para os que acreditam nele) ? Mas o que são as oportunidades (para os mais céticos) ?

José Pereira começou a atuar mais na região da Grande São Paulo, depois de rodar Brasil a dentro, com a ampliação da atividade fabril nos anos 80. Época em que os trabalhadores faziam muitas greves, corriam o risco de ser demitido, mas sabiam que, bastava não estar listado pelo Regime Militar, tinham emprego no dia seguinte em outra indústria.

Foi para  uma dessas indústrias que José Pereira prestou serviço de transportes. Na realidade, trabalhou para a empreiteira contratada pela Solvay, fábrica do setor químico, com sede em Rio Grande da Serra, que ampliava seu parque industrial construindo uma espécie de cidade particular com moradias, praças, galpões, hospital e linhas de ônibus.

O dono da empreiteira perguntou a José Pereira se ele não teria ônibus para transportar os operários, sem que a empresa dependesse do horário restrito das empresas que faziam o transporte urbano. Muitos trabalhadores começavam o turno cedo demais, antes mesmo de os “ônibus correrem a linha”, outros iam até de madrugada, quando o sistema não funcionava mais.  Assim que ouviu quanto o empreiteiro pretendia pagar, ele não teve a menor dúvida em encarar o negócio.

Em 1983, iniciava, com um velho monobloco O 362, o transporte de operários. O ônibus fabricado em 1971 era bem rodado, mas dava conta do recado.

A era de transportadores de carga dava lugar aos poucos para a dos transportes de passageiros. “Quando se planeja obras, industrias, residências, se pensa em tudo, menos no operário. Ninguém tinha se dado conta que o pessoal precisava voltar pra casa, mesmo que fosse perto do local da construção”.

Em 1985, José já tinha 13 ônibus, para os operários das obras da indústria Solvay, e outras obras, também. Começava a operar a empresa Zezinho Turismo, apelido de José até hoje. Anos mais tarde, foi rebatizada Zetur Fretamento.
Naquela época, a Refinaria de Cubatão, no litoral, também se expandia e os ônibus de José operaram nas obras da refinaria.

José posa ao lado de um modelo Caio

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Pacaembu ‘corinthiano’: Plebiscito, sim e não

Ouvir o paulistano em plebiscito para saber se a prefeitura deve promover a concessão do estádio do Pacaembu para o Corinthians foi a proposta do economista e atual presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, um dos entrevistados sobre o tema no CBN São Paulo.

O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, claro, defendeu o negócio e aceita explorar apenas o estádio de futebol, deixando o Museu e o clube esportivo por conta da cidade ou qualquer outras solução que apresentem.

Já Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu, segue firme no discurso contrário a exploração pelo Corinthians. A entidade luta há muito tempo para impedir a ampliação das atividades futebolísticas, culturais e religiosas no estádio, devido ao transtorno que estes eventos geram à vizinhança.

Nessa terça-feira, voltaremos ao tema com o secretário municipal de Esportes Walter Feldmann

Ouça as entrevistas de hoje e deixe a sua opinião:

Entrevista de Ienedes Benfatti, da Associação Viva Pacaembu (SOU CONTRA)

Entrevista de Luiz Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians (SOU A FAVOR)

Entrevista de Luiz Gonzaga Beluzzo, presidente do Palmeiras (MUITO ANTES PELO CONTRÁRIO)

Site cria Observatório de Prefeitos

Símbolo do Mayor Monitor“Quanto é bom o seu prefeito ?” pergunta em inglês o site CityMayor.com que agrega informações sobre o ambiente urbano de várias cidades pelo mundo. A opinião dos moradores é ouvida pela internet e passa a fazer parte de um espécie de Observatório do Prefeito (Mayor Monitor) que classifica os administradores municipais de acordo com a performance de cada um deles.

O internauta escolhe o prefeito e dá uma nota de 1 a 10, na qual a mais baixa significa que o administrador tem desempenho muito fraco e a mais alta é concedida aquele que tem ação notável no município. Deve, também, justificar sua avalição descrevendo qual as melhores e piores ações do prefeito. A opinião é feita por escrito com o objetivo de restringir a possibilidade de fraude.

Na classificação atual, é a prefeita de Mississauga (Canadá), Hazel McCallion, com 9,03, que tem a melhor avaliação. Chamada de visionária e coinsiderada “um tigre”, recebe elogios pela recuperação da região central e por ter equilibrado financeiramente as contas públicas.

O prefeito de Berlim (Alemanha), Klauz Wowereit, está bem na foto. Tem média 8,9, é visto como dos melhores representantes da nova geração de berlinenses, recuperou a imagem da cidade “onde todos são bem-vindos”, e encorajou os gays a defenderem seus direitos. Na áreas das críticas: “ninguém é perfeito”, disse um dos internautas.

Quem não anda nada bem, na avaliação, é o prefeito de Nova Iorque (EUA), Michael Bloomberg (4,68). A restrição aos direitos das pessoas foi apontada pelos internautas como dos seus maiores erros. Além disso, é criticado pela falta de transparência dos seus negócios.

Arrisque no seu inglês e passe a monitorar, também, o prefeito da sua cidade aqui no Brasil.

Canto da Cátia: Cidade que para

Construção civil faz protesto

Logo cedo trabalhadores caminharam pela Marginal Pinheiros para chamar atenção das demissões e dificuldades para obter reajuste salarial. Este foi um dos focos de congestionamento na cidade que atingiu a marca de 120 quilômetros nesta manhã de garoa. A Cátia Toffoletto acompanha a passeata que partiu do Shopping Cidade Jardim, novo templo do luxo na capital, onde complexo residencial e comercial está em fase de conclusão. Por incrível que pareça, porém, foram acidentes com ônibus, carros e motos, além de veículos quebrados em diferentes pontos que elevaram a encrenca no trânsito paulistano.

Palco da final faz aniversário e pode ser ‘vendido’

Estádio do Pacaembu fotografado por Andre di Lucca, no Flickr

“A inauguração oficial do Estádio Municipal de São Paulo, que se realizou na tarde morna e luminosa de ontem, constituiu um espetáculo de inédita beleza e sadio entusiasmo, enchendo de alegria e legítimo orgulho os olhos e o espírito de toda a multidão ali presente às cerimônias de abertura da majestosa praça que lhe dá a primazia na América do Sul, em mais esse setor.”

Com este texto, o jornal O Estado de São Paulo abriu a reportagem sobre a inauguração do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, apelidado Pacaembu, devido ao nome do bairro onde foi construído e inaugurado, em 27 de abril de 1940. O futebol só chegou ao gramado no dia seguinte, pois à festa de abertura reservou-se cerimônias oficiais com desfile de 10 mil atletas, entoar de hinos e discursos, com destaque a fala de Getúlio Vargas, presidente da época, e pouco querido na terra dos bandeirantes.

O aniversariante da semana voltará a sediar uma final de Campeonato Paulista de Futebol, domingo que vem, na qual o Corinthians, que não apenas jogou na inauguração como foi o time que mais vezes disputou partidas por lá, tem ampla vantagem sobre o Santos.

Não é desta final, porém, que pretendo escrever agora. Mas do Pacaembu, transformado em uma espécie de segunda casa (ou seria a primeira ?) do Corinthians ao não ter um estádio próprio capaz de receber partidas de futebol. Há 69 anos tem sido assim. E por uma dessas desavenças da administração não-profissional do futebol brasileiro, o será mais uma vez no fim de semana. Os 40 mil lugares serão poucos para abrigar o entusiasmo corinthiano embalado pela presença de Ronaldo com a camisa 9 e a proximidade do título estadual.
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