Dê nome ao novo programa de esportes do CBN SP

Você está convidado a nos ajudar a batizar o quadro de esportes do CBN São Paulo que, desde a semana passada, reúne narradores, comentaristas e repórteres da rádio para debater os principais assuntos do dia. De segunda à sexta, logo após às 11 e meia, eu e mais dois colegas da equipe de esportes conversamos sobre as coisas do futebol na nossa cidade. Claro, você não estará livre, de me ouvir puxando a sardinha para o Grêmio, afinal paixão não se discute. Mas o foco está nos times paulistas que chegam a final do estadual e disputam as principais competições do país e do continente. A pauta também estará aberta as demais modalidades esportivas porque nem tudo se resume a um chute na canela e outro na bola.

Solte sua criatividade e registre aqui a sua sugestão.

De consciência em coma

Por Maria Lucia Solla

Tem salvaçãoOlá,

Você leu a notícia de que a torcida sãopaulina atacou o ônibus do Corinthians, na chegada ao Morumbi?
Eu não gosto de andar de ônibus, mas adoro andar de trem, e fico sonhando em deixar o carro na estação e ir para onde eu quiser. Para Minas Gerais, para o Rio Grande do Sul, sem o estresse e o sufoco do trânsito que já entope as vias dos bairros mais longínquos.

Sonho em não ter que entrar no corpo-a-corpo com o perigo, incorporando rugas por dentro e por fora do meu corpo,  a cada quilômetro rodado. Tenho horror a poluir o ar de quem está quieto e de ter que engolir sapo empanado na fumaça negra de quem não está nem aí para nada que não seja o próprio umbigo. Me imagino embalada pelo encontro da máquina com os trilhos, lendo um livro, comendo chocolate, ouvindo música, curtindo a paisagem pela janela… Mas é melhor voltar para a linha do assunto principal.

O que será que o predador sente? Ele fica à espreita, de tocaia, arquitetando o ataque, afiando o bico e as garras. Será que dá barato? Porque me parece que vicia e que é tremendamente contagioso. “Melhor nem experimentar”, sabiamente diria a minha avó.

Já está mais do que provado que dinheiro não dá garantia de felicidade, e que cultura, educação e estudos também não dão. Se a terceirização da sua vida não está trazendo os resultados prometidos, só coheço uma saída. Despertar a consciência.

Quem sabe saída não recolheu o assento, que, acreditávamos fosse cativo, para a gente não sentar e dormir. Para que possamos nos dar conta dela e descobrirmos um mundo cada dia melhor. Como ? Arregaçando as mangas e mandando às favas o medo, a preguiça, a procrastinação, que é, sim, um baita palavrão. Só mesmo desinstalando o software de birra de criança mimada, no qual fomos treinados, é que podemos fazer alguma coisa.

Será que dá para parar de destruir o brinquedo dos amiguinhos ? Dá para parar de brincar de queimada com bomba e tiro de metralhadora ? Dá para parar de espernear e bater o pezinho toda vez que alguma coisa não sai do jeito que você tinha planejado ?

Dá para parar com os crimes de todo tipo e tamanho, contra tudo e contra todos ? A maioria dos crimes são filhos da consciência que dorme a sono solto. Arruaça é filha da consciência em coma. Dá para parar de querer ter razão ? Até porque o único que sempre tem a última palavra é o eco.

Então me diga, por favor: pelo time e pelo partido, vale tudo ? Pelo poder, pelo dinheiro, pela vaidade, vale tudo ?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De consciência em coma” na voz da autora.

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos está sempre por aqui para mostrar que, apesar dos pesares, existe uma saída.

Um porta-aviões em São Paulo

Estou de joelhos no milho, com o olhar voltado para a parede, mas duvido que o perdão me seja oferecido. Por motivo que não saberei jamais explicar, em lugar de dar autoria para o real autor do texto abaixo, o sempre atento e frequente ouvinte-internauta Armando Italo grafei nome de outro ouvinte-internauta de nossa programação. Somente agora à noite, deste sábado confuso, identifiquei o erro imperdoável. Minhas desculpas a quem sempre foi fiel a este espaço e jornalista. 

Por Armando Italo

Imagem área do Aeroporto de Congonhas em São Paulo

Assim é considerado o Aeroporto de Congonhas pelos moradores da cidade que mais cresce na América do Sul  e num paradoxo, não tem mais para onde crescer.

Antes do início das operações do aeroporto de Congonhas na década de 30, pousos e decolagens, eram feitas no Campo de Marte. Já naquela época, as cheias do rio Tietê, causavam um grande transtorno para os moradores do bairro de Santana, passageiros e tripulantes. Todo aquela área ficava inundada.

Devido aos transtornos causados pelas cheias do Tietê, foi inaugurado em 1936, o atual Aeroporto de Congonhas,  na antiga Vila Congonhas, de propriedade do Visconde de Congonhas do Campo, que foi presidente da província de São Paulo no período imperial. Uma aeronave da VASP, o trimotor Junker, realizou então o primeiro vôo para a cidade do Rio de Janeiro.

Após a inauguração do Aeroporto de Congonhas, ao longo dos anos, a cidade foi crescendo, se expandindo de forma desordenada, trazendo novos moradores ao redor deste importante aeródromo.

Culpar e responsabilizar a quem por Congonhas ser apelidado, atualmente, Porta-aviões de São Paulo? Os ex e atuais gestores  da cidade ? Os moradores sabedores da existência de um aeroporto “barulhento e perigoso” bem nos quintais de suas residências e varandas das janelas  dos seus apartamentos situados nos bairros do Campo Belo, Moema e Vila Olímpia? As construtoras e incorporadoras que construíram as suas “belas e grandiosas torres” com permissão das prefeituras passadas e “dentro da lei”?

E agora José?

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Vereadores aprovam 31 vagas, sem concurso, no TCM

Em tempos de enxugamento e grana curta, a Câmara Municipal de São Paulo decide ser generosa com o Tribunal de Contas do Município, órgão que fiscaliza as contas da prefeitura e do próprio Legislativo. Aprovou, nesta semana, a criação de 31 vagas sem necessidade de concurso público com salários que começam em R$ 3,5 mil e podem passar de R$ 7 mil por mês.

Ouça a reportagem de Cristina Coghi sobre as contratações do TCM autorizadas pela Câmara

Deputado paulista barra proibição de motos entre carros

Um recurso do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) emperra na Câmara proposta para proibir a circulação de motos entre os carros, segundo informa em nota a Associação Brasileira de Motociclistas que se apresenta como representante nacional dos condutores de motocicleta. Aqui no Blog do Milton Jung você ouve uma série de opiniões a respeito da medida que visa a reduzir o número de acidentes e mortes no trânsito. A Abram põe em dúvida as estatíticas ao afirmar que não há estudos que comprovem que este hábito, comum em grandes cidades como São Paulo, seja motivo de mortes.

Leia a nota da Associação e deixe sua opinião:


A ABRAM – Associação Brasileira de Motociclistas, vem a público manifestar-se contrária ao Projeto de Lei nº 2.650, de 2003, que torna proibido aos condutores de motocicleta, motoneta e ciclomotores, o tráfego entre veículos em filas adjacentes (corredores) de autoria do deputado Federal Marcelo Guimarães Filho do (PFL-BA) que teve como relator o deputado Federal Hugo Leal (PSC-RJ).O referido PL foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara Federal e seguiria para análise do Senado Federal e, depois para a sansão do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, se não fosse barrado por um recurso do deputado Federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) com assinatura de outros parlamentares.

O presidente da ABRAM, Sr. Lucas Pimentel, recebeu por fax o comunicado do Deputado Federal Arnaldo Faria de Sá, informando sobre a entrada do recurso 255/09 e por telefone o próprio deputado esclareceu que tal ação teve como objetivo levar a discussão a plenário, agora temos que aguardar a apreciação do recurso.

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Roupas ao vento, vida no centro

Por Devanir Amâncio (texto e imagem)

Roupas ao vento

“Sexta-feira, dezessete de abril de 2009, 13hs. Centro de São Paulo. Sem-teto secam roupas em tubo de ventilação no Largo São Francisco, após lavá-las na Praça da Sé. Para alguns, o local é popularmente chamado de ‘ fantasmão’. Em vinte minutos as peças estão prontas para serem vestidas. Num momento de distração,um dos sem-teto teve a sua calça levada pelo vento, impressionando dezenas de curiosos. Desesperado,o homem que dizia ser morador de rua temporário, conseguiu recuperá-la minutos depois, nas arcadas da Faculdade de Direito. Era a única que tinha”.Devanir Amâncio dirige a ONG Educa São Paulo

Lugar de criança é no aprendizado, diz Patrícia Medrado

Dedicada a preparação de novos jogadores, a ex-tenista Patrícia Medrado publicou comentário sobre o tema discutido e assinado por Carlos Magno Gibrail (O remédio que cura, mata), na quarta-feira, no Blog do Milton Jung. Para aqueles que não costumam vasculhar na área dos comentários, destaco o texto escrito pela, hoje, empresária que mantém o Programa Tênis na Escola:

Vejo como avanço a regulamentação do ofício de pegador de bolas, uma vez que agora todos os que oficialmente forem selecionados para tal estarão inseridos na Lei da Aprendizagem. Os clubes que visitei recentemente como o Paulistano, Pinheiros e Harmonia tem uma gama enorme desses aprendizes de 14 a 16 anos, todos uniformizados, com horários a cumprir, carteiras de trabalho assinadas, direito a férias e 13º salário garantidos por lei. Seguramente um passo rumo a um futuro melhor, seja através desse ofício ou de outras opções que sairão desse meio social.

Quanto aos menores de 14 anos, temos que pensar a melhor forma para que vivam uma infância digna, com educação, saúde, prazer e lazer. A inserção dessas crianças no meio esportivo pode se dar de outras formas que não a do trabalho remunerado. Pelo menos em São Paulo, a Secretaria de Esportes Lazer e Recreação do município, tem programas gratuitos com muitas opções de esportes, espalhados em diversas unidades (Programa Clube Escola), ainda com muita disponibilidade de vagas.

O crescimento do terceiro setor vem oferecendo inúmeras oportunidades de inserção através do esporte seja nos núcleos esportivos em comunidades carentes, parques ou de outras iniciativas do gênero.

Quanto às Academias de Tênis, com o intuito de inclusão poderiam oferecer em horários ociosos programas de aulas gratuitas para as crianças menores, porém como ato de responsabilidade social e não em troca de serviços remunerados. Dessa forma, além do ato cidadão, estariam dando a sua contribuição para a continuidade dessa cadeia formativa de atletas.

“Trabalho infantil é um soco no estômago”, diz Pesaro

O vereador de São Paulo e ex-secretário  municipal de Assistência e Desenvolvimento Social Floriano Pesaro publica artigo no jornal Folha de São Paulo em resposta ao secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, vereador-licenciado Marcos Cintra, que deu origem ao comentário de Carlos Magno Gibrail, no Blog do Milton Jung, nessa quarta. Para que você tenha mais argumentos para debater e opinar sobre o tema, reproduzo aqui a opinião de Pesaro:

TRABALHO infantil é proibido. É proibido não por decisão de alguma autoridade de plantão, mas pelo ECA (Estatuto de Criança e do Adolescente) e pela Constituição Federal, a Carta Magna da nação. Crianças em trabalho infantil e nas ruas mostram o grau de nosso atraso.

Por isso, causou-me surpresa o artigo do secretário municipal de São Paulo Marcos Cintra (Trabalho e Desenvolvimento Econômico), publicado neste jornal no dia 10/4, no qual ele considera um “equívoco” a decisão de retirar do trabalho infantil crianças que, numa academia de tênis, trabalhavam como pegadores de bola (“Um soco no estômago”, “Tendências/Debates”). Em seu artigo, o secretário diz: “Um dia, as autoridades baixaram no recinto e proibiram, sob alegação de trabalho infantil, que esses jovens continuassem naquelas condições”.

Ora, “as autoridades” a que ele se refere eram o então secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Ou seja, eu. Sim, fui eu quem “baixou” na academia e “proibiu”, em parceria com o Ministério Público do Trabalho da 2ª Região, o trabalho infantil que ali se praticava.

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Pauta para o Congresso Nacional

A dificuldade que deputados e senadores tem de reformar suas práticas no Congresso Nacional motivou o ouvinte-internauta Luiz Brandão a relacionar mudanças que deveriam ser adotadas no parlamento. São dez medidas moralizadoras, segundo ele. Deixo-as relacionadas aqui para que você acrescente suas ideias, também. Por favor, não vale pedir para fechar a Casa, pois disto já provamos e reprovamos.

1. Vender os apartamentos funcionais e o dinheiro volta ao tesouro para pagar a divida publica, muito mais barato ficar em hotel principalmente por que eles não ficam em Brasília a semana toda.

2. Os cargos relacionados com a administração desse patrimônio poderiam ser extintos.

3. Os carros deveriam ser vendidos também, eles podem andar de taxi ou carro alugado, fica mais barato, já que eles só usam 3 dias por semana.

4. Os cargos relacionados com a administração da frota de veículos poderiam ser extintos.

5. Todos os funcionários deveriam ser concursados, cada parlamentare teria direito a no máximo um funcionário de confiança sem concurso e sem relação de parentesco.

6. Os suplentes que não estão no cargo não teriam direito a nada.

7. Deputados e Senadores que forem assumir cargo político deveriam renunciar ao mandato e perder qualquer benefício.

8. O cargo de suplente deveria ser extinto, qualquer substituto deveria ser fruto de uma nova eleição.

9. Deputado e Senado pego fazendo algo errado deveria ser sumariamente suspenso sem salário até julgamento.

10. Todos os gastos do Congresso deveria estar disponíveis para fiscalização, nada pode ser bloqueado.