Canto da Cátia: Árvore decepada, culpa de quem ?

Árvore decepada

“A senhora não vai multar, vai ?”. Esta era a preocupação do cidadão que decepou a árvore em frente a casa dele no bairro de Cangaíba, em São Paulo, ao ver a repórter Cátia Toffoletto se aproximando para registrar o caso.

O flagrante da Cátia abre espaço para um debate sobre o serviço de manutenção das árvores da capital pela prefeitura. O proprietário do imóvel disse que cortou a árvore porque esta estaria com os galhos caindo e já havia sido feita a solicitação que não foi atendida.

São Paulo: Non Ducor Duco

Por Carlos Magno Gibrail

Terra dos espigões

Kassab, engenheiro e economista, certamente têm ciência que “Não sou conduzido, conduzo” é o lema da cidade de São Paulo. Lema e advertência.

A incerteza é se efetivamente o comando está no poder constituído.

A Diretora Técnica do Movimento Defenda São Paulo, Lucila Lacreta afirma que a decisão de onde construir não tem sido da Prefeitura nem do Prefeito. As incorporadoras, construtoras e imobiliárias é que tem comandado esta ocupação. Bem diferente de cidades cosmopolitas de países não periféricos.

Além disso, esta indústria da construção pode ultrapassar a relação original de 1  área de terreno para 1 área de construção em muito,  desde que pague.

Outorga onerosa e operação urbana, sistemas diferentes para atingir a idêntica meta de arrecadar. Mimos do PT para as construtoras quando governo, criticado pelo PSDB quando oposição.  Adotado quando governo.

Trocas de posição e de lado, não há ética, a situação objetiva a arrecadação, a oposição mira a obstrução, que só não é eficaz porque é minoria.

Mas, motivos não faltam, pois a outorga onerosa não corresponde na relação custo benefício a vantagem ao município, enquanto que as operações urbanas, além disso, estão em sua maioria em áreas de várzea cujo subsolo não pode permitir adensamentos. A ONU através de recente relatório sobre o aquecimento global chama atenção para a questão da permeabilidade do solo e sua relação com o clima. Como sabemos, existe na capital diferença significativa  de temperatura entre bairros, o que espelha a mão do homem neste desequilíbrio.

Na semana passada, o PSDB e o DEM tiveram a oportunidade de executar as críticas feitas no governo Marta ao PLANO DIRETOR, quando foi votado na Comissão de Constituição e Justiça. Entretanto, mudaram de idéia. Retiraram a parte social e mantiveram a questão da ocupação do solo, dando margem a severas avaliações quanto a futura possibilidade de mudanças, permitindo adensamento urbano e verticalização acentuada.

O placar da votação da Comissão, técnica por formação, foi político por vocação. 7×2, correspondendo exatamente a configuração partidária.

É a preocupação principal das 145 entidades representativas de moradores e técnicos que se manifestaram contrariamente a este resultado. E que valeu da Carta Capital editorial sob o título de “Cidade sufocada de prédio”.

Conduzidos assim, seremos uma “República dos Edifícios”, digo eu.

Deixo aqui uma questão ao líder do governo na Câmara de SP, vereador José Police Neto (PSDB):
O sistema político evidencia um problema inicial para o candidato vitorioso, na medida em que já entra compromissado com os financiadores da campanha. Além disso, busca-se primeiramente o aumento da arrecadação, o que faz dispor aos investidores  vantagens que nem sempre priorizam o melhor em termos, por exemplo, de sustentabilidade.

Como agir eticamente?

O PT criou a OUTORGA ONEROSA e as OPERAÇÕES URBANAS. O PSDB na oposição votou contra. Agora, governo, usufrui deste sistema.

É correto?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda quarta-feira, aqui no blog, conduz seu raciocínio em favor do cidadão.

Para facilitar a leitura do abaixo-assinado contra a revisão do Plano Diretor Estratégico, citado nos comentários deste post, clique neste link (Postado em 02.04, 20h33)

Vereadores de Diadema perdem 13º e vale-refeição

Adote um VereadorO Ministério Público conseguiu liminar que suspende o pagamento de 13º salário e a concessão de vale-refeição aos vereadores de Diadema, benefícios aprovados por eles próprios no início dos trabalhos legislativos deste ano. Um dos argumentos usados pelo promotor público Jairo Edward De Luca é que a fixação do valor do subsídio somente valeria para o ano seguinte a aprovação.

O presidente da Câmara Municipal de Diadema, Manoel Eduardo Marinho (PT-SP), na época em que os projetos estavam em discussão, justificou a mobilização dos colegas dizendo, ao CBN São Paulo, que “vereador é trabalhador”.  O pagamento do 13º salário e do vale-refeição custaria ao cidadão de Diadema quase R$ 208 mil.

Por ser liminar, fique atento, pois pode ser derrubada a qualquer momento.

Vereador vê ‘gordura’ na Câmara de São Paulo

Adote um VereadorA reforma administrativa realizada na Câmara Municipal entre 2003 e 2004 teria economizado cerca de R$ 30 milhões do Orçamento Público com o corte de serviços e cargos, segundo o vereador Cláudio Fonseca (PPS) que coordenou o projeto que extinguiu barbearia, parte da gráfica, funções de assessores da mesa diretora e dos gabinetes, entre outras ações.

Fonseca disse que na reforma proposta haveria, por exemplo, o fim do departamento médico o que ainda não ocorreu, segundo pode-se constatar na entrevista do presidente da Câmara Antonio Carlos Rodrigues (PR) à Cristina Coghi que você ouve dois posts abaixo.

De acordo com o vereador do PPS que retornou à Câmara Municipal neste ano, o legislativo teria realizado a “reforma da reforma”. No programa apresentado em 2003, a Câmara teria estrutura mais enxuta do que a existente hoje.

Ouça a entrevista do vereador Cláudio Fonseca (PPS), ao CBN SP

Excesso de cargos é para indicação política, diz professor

Adote um Vereador

A existência de 56 cargos de supervisor na Câmara, mais de 60 diretores na Assembleia e 180 no Senado tem um motivo em comum: a criação de vagas para atender indicações políticas de parlamentares. A constatação é do professor de economia da FGV e PUC/SP Nelson Marconi, especialista em setor público e desenvolvimento, entrevistado no CBN SP.

Marconi entende que há diferenças entre a administração pública e privada, mas não se justifica que o número de diretores no legislativo seja muito maior do que aquele mantido nas empresas privadas. Nem mesmo a ideia de que os cargos são criados com o objetivo de melhorar o salário do servidor é aceita por ele.

Ouça a entrevista do professor Cláudio Marconi ao CBN SP

Câmara gasta mais com supervisor do que Assembléia com diretor

Adote um VereadorA Câmara Municipal de São Paulo gasta R$ 4 milhões 774 mil em salário para manter 56 funcionários no cargo de supervisor – média de pouco mais de um supervisor por vereador. O custo é maior do que os R$ 4 milhões que a Assembléia Legislativa desembolsa para sustentar 67 diretores, fato que causou escândalo semana passada.

O levantamento na Câmara de Vereadores foi feito pela repórter Cristina Coghi que constatou que na estrutura da casa existem duas secretarias gerais, oito diretorias e os tais 56 supervisores. O cenário atual é um retrocesso a reforma administrativa que havia sido realizada em 2004 na qual uma série de funções foram extintas. Na época, o anúncio dos cortes foi comemorado pelos vereadores que tentavam comprovar o cuidado que tinham com o dinheiro público.

De acordo com reportagem que vai ao ar no Jornal da CBN e no CBN São Paulo desta terça 31, o inchaço da Câmara foi retomado em 2007. O presidente atual da casa, vereador Antônio Carlos Rodriguez (PR), prometeu que pedirá novo estudo para revisão dos cargos.

Ouça a reportagem completa de Cristina Coghi

Foto-ouvinte: O velho e a criança

A criança e o velho

O avô – ou seria o pai ? – todos os dias leva duas crianças para a esquina da rua Paula Souza e Florêncio de Abreu, centro de São Paulo. E lá deixa sua equipe de plantão a pedir esmola quando o sinal fecha. Eles ficam ali “onde todos veem mas ninguém enxerga”, escreveu o ouvinte-internauta Samuel Oliveira que está indignado com a situação encontrada a 200 metros da sede da Fundação Casa e bem próximo do Palácio da Polícia.

Da semente do café nasce uma empresa de ônibus

Por Adamo Bazani

ônibus da Parque das Nações

Fundada em primeiro de agosto de 1956, a empresa Transportes Coletivos Parque das Nações, é uma das mais antigas do ABC Paulista, ainda em operação. Sempre teve a mesma garagem, na Praça Chile, onde,  havia brejos e ruas de terra, sinais de que a região pouco se desenvolveria. Não para quem era visionário. E otimista.

Apesar de a empresa ter sido criada em Santo André e ter sua história ligada ao crescimento do ABC e da capital paulista, a viação começa mesmo em Laranjal Paulista, interior, em uma lavoura de café. Os irmãos Antônio Sófio e Eunízio Sófio davam duro na plantação, desde as cinco da manhã até o cair da tarde. De família italiana, os dois eram obstinados pelo crescimento e não se conformavam com pouco.

No período pós-Segunda Guerra Mundial, a crise econômica afetava todos os setores. A indústria do café não era mais a mesma. No entanto, o fluxo de imigrantes para as plantações não parava. Os irmãos, que já eram casados e tinham família para sustentar, não tiveram dúvida: é na cidade que vai dar pra fazer a vida.

Depois de obter informações sobre as cidades que cercavam a capital com os próprios vendedores de café, viram que, apesar da crise, um setor não iria parar: o de transportes. As pessoas precisavam se locomover, enquanto a indústria dava sinais de que seria a solução nacional para uma economia que sucumbiria no pós-guerra, se continuasse majoritariamente agrária.

Foram 16 anos de luta: entregando leite em caminhões Ford surrados, levando operários por conta própria em peruas velhas, até que, “raspando todas as economias da família até o osso”, os irmãos conseguiram fundar a empresa de ônibus.

Continuar lendo →

Prefeitura anuncia hoje Plano de Metas

A prefeitura de São Paulo anuncia nesta terça 31 o Plano de Metas para os próximos quatro anos da gestão Kassab. O programa está previsto na Lei Orgânica do Município, modificada no ano passado, por iniciativa popular. Uma das novidades será a criação do Observatório do Cidadão no qual poderá ser feito o monitoramento do trabalho realizado pela administração municipal no sentido de atingir até 2012 os resultados apresentados no Plano. O Óbservatório estará acessível na internet a partir de amanhã, quarta 01.04, no endereço www.prefeitura.sp.gov.br/agenda2012.

Na área de educação, por exemplo, um dos pontos previstos pela prefeitura é o de oferecer vagas em creches suficientes para atender toda a demanda de crianças com até quatro anos, indo ao encontro do programa de governo que elegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM). No meio ambiente, a pespectiva é de se plantar até 800 mil árvores em quatro anos. As metas vão muito além, pois tratam de todas as secretarias municipais e mais as 31 subprefeituras.

O secretário municipal do Planejamento, Manuelito Magalhães, chamou atenção para a criação de metas internas na própria prefeitura para que a gestão do serviço prestado tenha melhores resultados.

Ouça a entrevista do secretário Manuelito Magalhães, ao CBN SP

Ouça o que disse Oded Grajew, do Nossa São Paulo, sobre o Plano de Metas da prefeitura