Avalanche Tricolor: Noves fora

Entra de uma vez, deve pensar Makelele (Foto: Grêmio.net)

Grêmio 2 x 0 São Luis
Olímpico – Gaúcho

Segunda-feira, 7 e meia da noite. Arquibancada quase vazia, via-se muito mais faixas e bandeiras do que torcedores. O barulho que sempre toma conta do Olímpico era quase um ruído por trás da transmissão do PFC – que voltou a apresentar problemas no sinal, por três ou quatro vezes. Os loucos da Geral estavam lá porque sempre estão. O Grêmio também estava porque é obrigado a dividir a saga da Libertadores com jogos pelo Campeonato Gaúcho.

Foi, aliás, o primeiro jogo de uma série de quatro que serão disputados em apenas nove dias. Desses, um para garantir presença entre os classificados à próxima fase (já foi), outro para se manter em primeiro lugar no grupo (será quinta à tarde), o terceiro válido pelas quartas-de-final do Estadual (no domingo). Para fechar a sequência, dois dias depois da disputa de uma das partidas eliminatórias do Gaúcho, pega o Aurora pela Libertadores (na terça).

Mal tratado pelos cartolas, ao Grêmio resta encarar este desafio e provar a todo jogo que é capaz. Hoje, foi com os titulares e mostrou o que os comentaristas gostam de chamar de “volume de jogo” excepcional. Pouco deixou o adversário fazer em campo. Vitor, sério, praticamente não sujou o uniforme. Mesmo assim, a bola parece ainda ser um obstáculo a ser vencido. Apesar de bem cuidada, tocada com carinho, deslocada para que se apresente diante do gol, teima em não entrar.

É certo que entrou duas vezes, hoje, pelos pés de Makelele, o simpático coringa, e de Reinaldo, talvez o último dos atacantes na lista de preferência do torcedor (a propósito, bonito gol fez Reinaldo).  Assim como também é certo que a bola entrou no gol adversário sempre que mais precisamos: na Libertadores. Mas bem que poderia ser um pouco mais generosa nem que fosse por gratidão ao time que tantas vezes estará em campo na semana que apenas começa.

Fiscalização incomoda vereador Apolinário, em São Paulo

Adote um VereadorO parlamentar brasileiro não está acostumado a ser fiscalizado. Parece se sentir ameaçado pelo olhar apurado do cidadão. Por isso, alguns reagem de maneira negativa como ocorreu com o vereador Carlos Apolinário (DEM), de São Paulo.

Ao receber mensagem de Alessandro Temperini que decidiu adotá-lo, mostrou inconformidade com o trabalho deste jornalista e da ONG Voto Consciente, sobre a qual disse “não tem legitimidade para acompanhar o trabalho de quem tem mandato popular”. Explica que enviou um questionário para obter informações sobre a entidade e poder avaliar (dar nota) a ONG, mas não teria recebido resposta.

A informação não está correta. O Movimento Voto Consciente encaminhou por e-mail a resposta ao vereador Apolinário que talvez não tenha identificado a resposta em sua caixa de correio. Sendo assim, aproveito este espaço para reproduzir as perguntas do vereador Apolinário e as respostas da ONG Voto Consciente:

C.A –  Quem são seus diretores (nome completo)?
V.C – Os nomes estão disponíveis no site do Movimento Voto Consciente (www.votoconsciente.org.br)

C.A –  Qual o salário de cada diretor?
V.C –  O trabalho dos membros é VOLUNTÁRIO. Desde sua fundação, em 21 anos de trabalho, nunca houve e não há qualquer remuneração financeira de qualquer membro da Diretoria.

C.A – Quantos funcionários tem a ONG e qual o valor da folha de pagamento?
V.C – O Movimento Voto Consciente conta com o trabalho estritamente voluntário de conselheiros, associados e colaboradores. Consta da folha de pagamento do Movimento Voto Consciente uma única funcionária, que exerce seus préstimos profissionais (em meio período diário), devidamente registrada conforme as leis trabalhistas vigentes.

C.A – Quanto a ONG gasta por ano e no quê?
V.C – Os recursos do Movimento Voto Consciente são angariados através de anuidades dos voluntários contribuintes, doações e colaborações. Estes são direcionados aos trabalhos Movimento Voto Consciente. No site http://www.votoconsciente.org.br estão descritos as propostas,as metas e os trabalhos realizados.

C.A – Qual a filiação partidária de cada membro da diretoria?
V.C – O Movimento Voto Consciente é uma entidade cívica,totalmente APARTIDÁRIA, onde todos os voluntários (diretoria, inclusive) não apresentam filiação partidária. A filiação partidária de qualquer membro do Movimento Voto Consciente incorre em seu desligamento da entidade.

C.A – Os senhores concordam em colocar suas declarações de bens na Internet, como fazem os vereadores?
V.C – Os vereadores são FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS eleitos pelo cidadão, de onde provêm os recursos para seu trabalho. A resposta seria Sim, se a lei assim exigisse de cada cidadão da sociedade civil. O Movimento Voto Consciente tem por finalidade conscientizar os cidadãos sobre a importância do direito ao voto no exercício da cidadania e valorizar a postura ética e transparente dos representantes políticos eleitos, ou por estes nomeados. Cobrar a atuação do parlamentar para colaborar no aprimoramento de mecanismos que garantam maior participação da sociedade civil, contribuindo com valores democráticos.

As conclusões são minhas:

O vereador Apolinário confunde suas obrigações de homem público com o direito do cidadão de fiscalizar.

Critica a forma como é fiscalizado pois diz ter mandato popular, legitimado pelo povo. Ou seja, entende que eleito tem direito a fazer o que bem entender e dar explicação a quem quiser.

A ONG Voto Consciente tem todo o meu respeito, mas não faço parte da organização.

Aguarda-se, ansiosamente, a nota que o vereador Apolinário dará à ONG após ler as respostas aos seus questionamentos.

O Adote um Vereador não tem dono, nem mesmo apoio oficial de qualquer entidade, pelo menos em São Paulo. No entanto, tem recebido o incentivo (moral, vereador, apenas moral) de grupos que defendem a participação do cidadão no parlamento, inclusive de alguns vereadores.

A campanha é resultado de uma ideia levada ao ar no CBN SP e aceita por dezenas de cidadãos. Hoje, uma rede social aberta organiza as informações na internet, mas há muitas pessoas que, motivadas pelo programa, decidiram acompanhar o trabalho do parlamentar por conta própria. Um direito do cidadão, apesar de muita gente ainda não entender desta maneira.

40 mil já bloquearam ligações dos tele-chatos

O consumidor já pode cadastrar números de telefones fixo ou móvel, do Estado de São Paulo, que ficarão bloqueados para o recebimento de ligação de empresas de telemarketing. O Procon paulista abriu um canal em seu site para que o cidadão ou empresa registre as linhas que estejam em seu nome, sem nenhum custo.

No mesmo espaço, além de pedir o bloqueio ou o desbloqueio, será possível registrar reclamações contra quem desrespeitar a lei 13.226/08.

As empresas de telemarketing de outros estados também ficam proibidas de efetuar ligações para os números bloqueados, em São Paulo.

De acordo com informações do assessor chefe do Procon de São Paulo Carlos Coscarelli, desde sexta-feira, cerca de 40 mil linhas telefônicas foram cadastradas.

(novas informações publicadas às 11 horas, 30.04)

De enchente

Por Maria Lucia Solla

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E então: até quando?Sempre sonhei em me unir à turma do Greenpeace, seja lá onde fosse. Eles me passam uma imagem de gente que está do lado do respeito, e eu iria longe para lutar por ele. Até uma certa idade, me deixaria amarrar na proa do navio, ou nos trilhos da linha férrea.

Agora, longe dessa possibilidade, faço o que posso. Pelo respeito a tudo e a todos. Indiscriminadamente.

Tem gente que acha babaca falar “dessas coisas” feito respeito, consciência, amor, dor, amizade, disciplina, objetivo, admiração. E por aí vai. Mas todo mundo fala: já notou? Fala, mas fala a boca pequena. Em off. Na surdina, para não dar pinta de Nova-Era, Tiozinho-Paz-e-Amor, ou Natureba.

E a gente vai se disfarçando, se blindando, se moldando, encaixando aqui, encaixando ali, cortando o dedão do pé para caber no sapatinho de Cinderela, e vai perdendo o rumo. Vai perdendo a noção. Desloca a perspectiva e se afasta da própria essência. Da alma.

Num fim de semana, um amigo sugeriu que fizéssemos duas listas. Uma de “in” – na moda- e outra de “out” – fora dela.

Depois de falar bobagem até dizer chega, chegamos à conclusão de que o campeão da lista dos “out” era fazer lista de “in” e “out”.

Assista ao slide show acima e perceba como é fácil. Não é preciso ir longe e nem correr riscos para defender o respeito. Enquanto não o ressuscitarmos, tudo fica invertido. As baleias morrem, os pássaros encaixotados são privados de seu vôo, e a água, cantada em verso e prosa, madrinha da vida, passa de salvadora a vilã.

Por onde começar?

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça “De Enchente” na voz da autora. Música: As Quatro Estações, de Vivaldi

Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos escreve neste blog, demonstra indignação, reclama, mas sempre com o maior respeito.

Até a pé nós iremos

Após ler “Cidade tem de estar comprometida com mudanças”, publicado neste blog na terça 24, o ouvinte-internauta Zizzo Bettega enviou a mensagem que você lê a seguir. Ressalto que ao  falar de diferenças geográficas, entre São Paulo, capital, e Estocolmo, apenas pretendia levar para o texto justificativa que se ouve frequentemente na cidade. Concordo com ele que a principal mudança tem de ser prioridade. Mas vamos ao textoque já me conquistou pelo título (refrão do hino do Imortal Tricolor):

Em tese a vantagem de Estocolmo sobre São Paulo para o ciclismo está somente em que a cidade nórdica não requer obrigatoriamente bicicletas com câmbio, como fica claro ao observar a topografia e a respectiva frota local.

Se não deixamos de priorizar o automóvel aqui, lógico nunca teremos os índices da cidade nórdica e por conseqüência um ar minimamente respirável. O que por si só incentivaria a adesão espontânea de novos ciclistas.

O fato de São Paulo requerer uma bicicleta com câmbio; como as mountain-bikes; preferencialmente não afeta em muito aquela sustentável fórmula básica do ciclista em comparação com o pedestre que é válida para as duas cidades, grosso modo:

  • 10 vezes mais rápido
  • 10 vezes mais longe
  • 10 vezes menos esforço

Mesmo quando se fala nas nossas subidas e descidas metropolitanas, requerendo tão somente o mínimo de técnica e intimidade com o câmbio moderno que acredito é o maior obstáculo para uma gama mais abrangente de novos ciclistas no nosso caso. Não em vão o câmbio moderno foi inventado nos Alpes italianos pelo atleta Campagnolo, Algo até certo ponto desnecessário para o ciclismo em cidades insulares como é o caso de Estocolmo.

Já os dados para a “apressada” São Paulo quanto à velocidade média como era de se esperar continuam praticamente os mesmos: 22km/h para os carros cerca de 25km/h de média para as bicicletas. Imaginem houvessem aqui verdadeiros eixos cicloviários!

O que muda drasticamente em relação às duas cidades; creio eu; é que o custo para uma vaga de estacionamento na zona urbana de Estocolmo deve ser proibitiva, enquanto que em São Paulo; o paraíso do homo motorisadus;  esta mesma vaga é quase que subsidiada indiretamente pelas municipalidades metropolitanas em prol dos impostos que lhes rendem a indústria automobilística que mata e sufoca lentamente o cidadão e acidifica rapidamente nossos oceanos que são quem verdadeiramente produz o oxigênio que respiramos e que é filtrado pelas florestas remanescentes.

Há tempo de reverter esta lógica perversa ainda?

Enquanto a letárgica maioria motorizada aproveita a lentidão da via para sonhar com sua solução na forma de um panorâmico jeep urbano ledo desejo de superioridade por sobre os demais. Nós Desnudos Quixotes Vitruvianos marchamos contra os nada imaginários moinhos de gente da cidade insana.

Saudações cíclicas,

Zizzo Bettega”

Erros políticos tiram Maria Helena da Educação, em SP

Há três meses, discutia-se internamente no Palácio dos Bandeirantes a saída de Maria Helena Guimarães da Secretaria Estadual de Educação, confirmada, nesta manhã, com exclusividade, pelo CBN São Paulo. No cargo desde julho de 2007, quando substituiu Maria Lúcia Vasconcelos, a socióloga entrou em choque com o magistério. Logo que assumiu, em entrevista à revista Veja, falou da mediocridade dos professores; em seguida, passou a ser acusada de diminuir o espaço para o diálogo. Foi, porém, nos últimos tempos que a situação se complicou.

Ao divulgar dados da prova a qual foram submetidos 214 profissionais da área de educação vendeu a ideia do “Professor Nota Zero”. De acordo com as informações transmitidas pela própria secretária, 3 mil professores não haviam acertado uma só questão no teste. Na realidade, boa parte destes havia entregue a prova em branco por discordar do tipo de avaliação que estava sendo realizada.

Nos últimos dias, houve duas intervenções do Palácio por determinação do governador Serra. Primeiro, quando a secretária disse que as apostilas de geografia que apresentavam erros no mapa da América do Sul seriam mantidas nas mãos dos alunos, pois os professores estariam avisados da correção necessária. Imediatamente, o governo mandou recolher o material.

Depois, Maria Helena anunciou que a concessão de bônus para os servidores, baseada no desempenho do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), beneficiaria apenas professores e funcionários de instituições que atingiram a meta estabelecida. Teve de voltar atrás e determinar o pagamento para todas as escolas que estão entre as 10% melhores mesmo que não tenham atingido o resultado proposto no Idesp.

Ontem, ficou acertado que ela pediria afastamento do cargo sob a alegação de que “motivos estritamente pessoais” a impediam de permanecer na Secretaria de Educação. Eram pessoais, sim, mas parece que com o governador Serra.

O novo secretário, Paulo Renato Souza,terá pouco tempo para desenvolver projetos próprios, pois a administração Serra terá apenas mais um ano e oito meses, sem levar em consideração que no meio do caminho tem eleição para a Presidência da República e Governo do Estado. A proximidade dele com as ideias de Maria Helena, com quem trabalho na época em que foi ministro da Educação de FHC, sinalizam que ele dará continuidade ao sistema de avaliação, apenas com mais traquejo político.

Paulo Renato ganha, também, oportunidade de voltar ao noticiário que foi desperdiçada quando perdeu para José Aníbal, homem de confiança do governador José Serra, a disputa interna  no PSDB pelo cargo de líder da bancada na Câmara dos Deputados.

Canto da Cátia: Incêndio em Diadema

Incêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaIncêndio em DiademaFogo em Diadema

O fogo acordou o noticiário nesta sexta 27, em Diadema, cidade que fica na Região Metropolitana de São Paulo. Quem seguia pelo rodovia Imigrantes, em direção ao litoral, assustou-se com o tamanho das chamas e a grossa fumaça preta que tomava conta do céu, logo cedo. No início falou-se em indústria química, mas o olhar mais apurado, quando a fumaça baixou, revela um depósito que armazenava produtos químicos sob o título microempresa Diall Química Distribuição, Comercialização e Importação de Produtos Químicos de Limpeza Ltda.A Cátia antes mesmo de chegar ao local disparou sua máquina de fotografia e registrou para os ouvintes-internautas do CBN SP as cenas que tanto susto causaram. O fogo à distância, a fumaça escura, as casas e carros que foram atingidos, nada escapou do olhar dela.Do helicóptero a Pétria Chaves, em terra, ao lado da Cátia, a Luciana Marinho e do estúdio a turma da redação se envolveram na cobertura para descobrir o que teria provocado o incêndio e, principalmente, se o material estava armazenado de maneira correta.Aguarda-se novidades para saber por que os moradores da região, entre eles alunos de duas escolas públicas, estavam expostos a este risco.

Netinho ameaçou publicar contas mesmo sem acordo

Adote um VereadorUm e-mail enviado, uma resposta oferecida, um post publicado, um comentário no ar, e a Câmara Municipal deu um passo em favor da transparência. Foi mais ou menos este o roteiro que levou os líderes dos partidos no legislativo a aceitarem a ideia de publicarem a prestação de contas detalhada.

Desde que o debate sobre a necessidade de os parlamentares apresentarem as notas fiscais e declararem o nome das empresas e prestadores de serviços contratados com a verba indenizatória se iniciou na Câmara dos Deputados, após pressão da opinião pública, passamos a olhar, também, para a situação da Câmara de Vereadores.

O jornal o Estado de São Paulo publicou na sexta 13 que a Câmara, na capital paulista, tinha cerca de R$ 3,2 mi de gastos ocultos com verbas indenizatórias.  A turma do Adote um Vereador decidiu disparar e-mails cobrando posição dos parlamentares sobre o tema. Donato (PT) já divulgava os dados. Floriano Pesaro (PSDB) decidiu abrir os números, em seguida. Os demais ou diziam que apoiavam mas não faziam ou nada falavam.

Nesta semana, o ouvinte-internauta Clóvis que fiscaliza o trabalho do verador José Police Neto (PSDB), também conhecido por Netinho, líder do Governo, recebeu informação da assessoria de comunicação dele que os parlamentares tinham compromisso de apenas divulgar a prestação de contas detalhada se houvesse entendimento em conjunto pelas lideranças e Mesa Diretora (leia nota aqui).

Publiquei a informação no blog e levei o caso ao CBN SP, desta terça-feira, afinal o tal compromisso mais parecia um “acordão” para ninguém divulgar nada. Lembrei da postura sempre séria do vereador tucano e da posição de líder dentro da Casa.

A sequência de fatos, levou o vereador José Police Neto a reclamar dos líderes e integrantes da Mesa Diretora uma postura da Câmara em favor da publicação de todas as contas dos gabinetes. Chegou a ameaçar de fazê-la individualmente mesmo que os demais não assumissem esta postura, pois não queria ficar com o carimbo de “sonegador de informações”.  Com o líder do Governo favorável a medida, o restante dos vereadores foram levados a aceitar a ideia.

Mais um sinal de que o movimento social pode influenciar nas ações do legislativo.

Faltam 4 dias para Plano de Metas, em São Paulo

Observatório Cidadão

Termina terça-feira 31, semana que vem, o prazo para a prefeitura de São Paulo apresentar o Programa de Metas para a gestão 2009-2012. O alerta é do Movimento Nossa São Paulo idealizador do projeto aprovado pela Câmara Municipal, no ano passado, após obter o apoio de cerca de 580 organizações. É a primeira vez na história da administração pública brasileira que o prefeito eleito divulgará metas detalhadas para cada uma das secretarias. No caso da capital paulista, a obrigação se estende às 31 subprefeituras e 96 distritos da cidade.

Após a apresentação do Plano de Metas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), a lei orgânica do Município prevê que nos 30 dias seguintes sejam organizadas audiências públicas gerais, temáticas e regionais. De acordo com nota divulgada pelo Nossa São Paulo “a população poderá tomar conhecimento das metas de gestão e dos indicadores das diversas áreas da administração municipal para sua região e para a cidade como um todo”.  A cada semestre, a prefeitura terá de prestar contas à sociedade  – por meio da divulgação de indicadores de desempenho.

No dia 10 de março, o Movimento Nossa São Paulo entregou ao secretário de Participação e Parcerias, Ricardo Montoro, uma publicação com 158 metas de referências para subsidiar o Programa de Metas da Prefeitura da capital.

O secretário municipal de Planejamento Manuelito Magalhães falou sobre a elaboração do plano, ao CBN São Paulo, no dia 11 de março. Leia e ouça aqui.