Celular é símbolo de inclusão digital

Celular está em 76% das casasCom 67% brasileiro tendo usado um aparelho nos últimos três meses, o telefone celular confirma sua importância como principal elemento da inclusão digital. Nas cidades, este índice chega a 70%, enquanto na área rural 67% das pessoas tiveram acesso a telefonia móvel.

Estes são dados da pesquisa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br), realizada em 21,5 domicílios brasileiros.

A televisão está presente em 98% dos lares brasileiros, seguido pelo rádio (87%) e do telefone celular, com 76% dos votos.

Leia mais sobre o estudo que mostra o comportamento do brasileiro em relação as tecnologias de informação e de comunicação acessando o TOP BLOG do Milton Jung.

Foto-ouvinte: A cara do outono

Outono em São Paulo

“A beleza do sol vindo da zona leste e invadindo a cidade faz até esquecer que a Marginal é poluída, que o trânsito é caótico e que eu levantei às cinco da manhã para ir a Guarulhos”, escreveu o ouvinte-internauta Léo Pinheiro, inspirado com o primeiro amanhecer do Outono na capital paulista.

Mostra fotográfica tem o ‘Ponto de Vista’ de São Caetano

ABCClickSão Caetano do Sul do “Ponto de Vista” de seus fotógrafos aparece em exposição aberta esta semana, na associação comercial da cidade do ABC Paulista. São dezenas de imagens de lugares comuns, mas de ângulos inusitados, reunidas pelo Fotoclube ABCCLick, que tem entre seus fundadores o nosso ouvinte-internauta e frequentador deste blog, Ailton Tenorio. “Com a exposição ‘Ponto de Vista’ esses fotógrafos, depois de apresentarem a cidade ao mundo, vão agora reapresentar a cidade aos seus cidadãos’, escreveu. Neste sábado, haverá encontro dos autores das imagens, às 10 da manhã, na Associação Comercial de São Caetano do Sul, na Rua Amazonas, 318, centro.

Canto da Cátia: Obra destrói calçada

Sujeira com a calçada

Empreiteiras desrespeitam a cidade e o cidadão ao destruírem a calçada durante as obras. A situação foi flagrada pela repórter Cátia Toffoletto em áreas próximas do Itaim Bibi, nesta manhã. A sujeira se transforma em barro e prejudica a passagem das pessoas. Pedestres são obrigados a andar no meio da rua devido as condições das calçadas. Cátia conversou com o funcionário de uma das obras que afirmou haver limpeza frequente no local. Não foi necessário muito tempo para ela identificar que o cuidado era apenas da boca para fora.

Ouça a reportagem de Cátia Toffoletto

Câmara não vota mais nome de rua, em SP

Adote um VereadorA Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo, além de aprovar a prestação de contas detalhadas dos vereadores, decidiu também que não levará mais ao plenário projetos de lei para batismo de rua e acabará com as votações “em baciada”. É comum, pelo menos uma vez por semestre, a Câmara aprovar uma série de projetos, sem discussão, apenas para atender o pedido dos vereadores, muitos dos quais são inconstitucionais ou tem importância irrelevante.

O vice-presidente da Casa, Dalton Silvano (PSDB-SP), disse que, a partir de abril, todos os vereadores serão obrigados a publicar no site da Câmara as notas fiscais que justificam a restituição da verba indenizatória de cerca de R$ 14 mil por mês para cada um deles.

Ouça a entrevista do vereador Dalton Silvano (PSDB-SP) no CBN SP

Plano não será ‘vale-tudo’ para vereador do PSDB

A revisão do Plano Diretor de São Paulo, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, não permitirá a superlotação de bairros que estão saturados, segundo o vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB-SP). Para ele, “é uma bobagem” a crítica do PT de que a proposta da prefeitura vai se transformar em um “vale-tudo”, conforme afirmação feita pelo arquiteto Nabil Bonduki, ao CBN São Paulo, desta quarta-feira (ouça a entrevista).

O vereador tucano chegou a falar que a revisão é necessária porque a cidade é dinâmica, além desta estar prevista em lei, mas nega que haja a ideia de modificar a base central do Plano Diretor.

Ouça a entrevista do vereador Carlos Alberto Bezerra (PSDB-SP) ao CBN SP

Mulheres no banheiro

Abigail Costa

Mulheres…. banheiro…. e devaneios eróticos.

Pode parar. Não é nada do que está pensando.

A cena é a seguinte: algumas mulheres se encontram já na saída do banheiro. Uma se olha no espelho, a outra lava as mãos,  tem aquela que acompanha a situação, enquanto há uma que precisa desabafar.

– Você não acredita o que o meu marido me disse ontem?
– Mentira!!!!  
-Isso sem contar que que “essa observação” veio depois de um dia inteiro de trabalho,  de buscar filho na escola,  de preparar o jantar.  

A outra:
-Isso não me espanta. Semana passada o meu comentou que…. 

Era quase uma sessão de terapia, sem nenhuma ponderação. Parecia uma partida de vôlei. Uma levantava e a outra cortava. Foram dez, quinze minutos de conversa. Uma história contada com personagens diferentes, num só enredo. Ali, nenhum dos homens em questão mantinha laços de amizade, mas tinham uma afinidade: a falta de sensibilidade.  

Moços, por favor não me queiram mal. Meu universo de convivência é  masculino, mas elas tinham razão. Não pude defendê-los.  Talvez porque somos de Vênus.

O certo é:  se na maioria das vezes as observações, os questionamentos, fossem ditos diante do espelho, estes não seriam repetidos às mulheres. 

Por quê ? 

Puro constrangimento. Talvez você não saiba, mas falta de sensibilidade gera constrangimento. No mínimo para quem ainda tem. 

Abigail Costa é jornalista e toda quinta manda recado pelo blog

Avalanche Tricolor: Por linhas tortas

Aurora 1 x 2 Grêmio
Libertadores – Bolívia

Foi Ele quem empurrou esta bola

Começamos com uma bola no travessão que explodiu na grama, antes da linha do gol; seguimos com um chute cruzado no poste; na mesma jogada os pés  do zagueiro salvaram os bolivianos. Teve ainda o ataque parado pelos braços longos do goleiro adversário. O Grêmio e seus incríveis gols perdidos estavam de volta aos campos da Libertadores, nesta noite de quarta-feira.

Dominou na defesa, avançou pelas laterais, foi criativo no meio-campo e se movimentou  muito no ataque. As chances de gols apareciam a todo momento, fruto do bom futebol. O comentarista chegou a dizer que o Grêmio jogava como se estivesse em casa, mas a bola não entrava. Na cabeça do torcedor a imagem do drama das últimas partidas se reproduzia.

“Papai do céu, olhai por nós”, ouvi minha fé cristã sussurar quase que envergonhada pela heresia de misturar futebol e religião. Não é que ele olhou e deu a Jonas, o nosso “pior e idolatrado atacante do mundo”, a oportunidade de apagar a distorcida imagem forjada pela imprensa estrangeira desde sua última aparição na Libertadores. Com o dedão, a ponta da chuteira, ele fez seu oitavo gol desde que voltou a vestir o manto tricolor. Ele merecia.

Já tendo desperdiçado alguns gols a mais e com o segundo tempo se iniciado, Alex Mineiro foi displicente ao usar o calcanhar quando deveria dar preferência ao dedão de Jonas, e permitiu o contra-ataque que resultou – com toda justiça posso dizer isso – no  injusto empate boliviano.

Não dá para querer justiça divina dentro das quatro linhas. E, afinal, por que facilitar se podemos sofrer ?

A camisa com o espírito do RenatoA  camisa sete, que já vestiu Renato Gaúcho, parece ter transferido a Jonas as múltiplas facetas do atacante que nos levou a conquista do Mundial. Quando mais precisávamos de seus gols perdidos, foi expulso. A bola não nos queria mais, o adversário passou a acreditar na vitória, nossa linha de impedimento quase matava o torcedor do coração, e nosso ataque deixou de existir.

Na televisão, o locutor já falava em tom de consolo que “empate fora de casa não é tão ruim assim” ou “dá prá garantir a classificação no Olímpico”. Devia ter torcedor falando mal do Celso Roth.  Havia um, em Porto Alegre, que pediu as bençãos de Padre Reus.

Mas, você sabe, era o Grêmio que estava em campo. E quando o Grêmio joga não podemos esperar que as coisas se resolvam de maneira lógica. Damos preferência as linhas tortas que, desta vez, confundiram as mãos do bom goleiro adversário.

Gol de Tcheco, disse a televisão. Gol do padroeiro, disse o fiel lá no Rio Grande do Sul. Gol do Papai do Céu que estava vendo tudo lá de cima e com os dedos a coçar o queixo pensava com seus anjos: este time merece ser líder da Libertadores.

Pergunte ao presidente, mas só para o Barack

Capa do Ask The President

Explorar a internet é marca do governo Obama desde os tempos de candidato, e as novidades digitais tem surgido a todo momento. Duas estratégias muito semelhantes já estão no ar com a intenção de aproximar o presidente do cidadão ou o cidadão do presidente. “Pergunte ao presidente” é a ideia central do programa lançado no site da Casa Branca e do projeto bancado pelos The Nation, The Washington Times e Personal Democracy Forum.

Leia mais sobre estes dois programas no Top Blog do Milton Jung

Vereadores pedem transparência da prefeitura de SP

Adote um VereadorDo outro lado do balcão, os vereadores paulistanos da Comissão de Finanças da Câmara Municipal de São Paulo enviaram 14 requerimentos solicitando esclarecimentos, informações detalhadas e relatórios de gastos da prefeitura. A ação deixa evidente a falta de transparência das contas públicas mesmo para os parlamentares que costumam ter acesso facilitado aos dados e assessorias técnicas para analisar os arquivos públicos.

Dois exemplos:

Aurélio Miguel (PR) quer saber onde estão aparelhos hospitalares que custaram R$ 166 mi já pagos e mais R$ 76 mi que passaram a integrar o contrato renegociado. E por que a prefeitura gastará R$ 325 mi para informatizar um setor da administração dos quais R$ 260 mi em viagem e apenas R$ 65 mi em treinamento.

Adilson Amadeu (PTB) quer saber como está a situacão da “Conta Sistema” que recebe bilhões de reais das passagens de ônibus, mas há dois meses não é repassado às empresas que ameaçam com paralisação no serviço.

O conselheiro do Movimento Voto Consciente Willian Roberto Porto comenta que “com  a internet acessível é inacreditável que ainda tenhamos congestionamento de requerimentos, feitos de papel e entregues em mãos para diferentes órgãos municipais”.

Pode parecer irônico, os vereadores reclamarem da falta de informação no mesmo momento em que são alvos desta crítica por parte da sociedade, haja vista se negarem a publicação da prestação de contas detalhadas do uso da verba indenizatória de cerca de R$ 14 mil. Mas ao cobrarem da prefeitura exercem uma das funções do parlamentar que é fiscalizar o uso do dinheiro da Cidade.

Porto sugere que os vereadores pressionem a prefeitura não pelo discurso, mas pelo exemplo: “O Voto Consciente já solicitou relatório detalhado das despesas para que pudesse tornar pública as informações e avaliar qualitativamente. O pedido foi negado”.

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço parece ser o lema da Câmara.