Terceirizar é abdicar

Por Carlos Magno Gibrail

Se você acha que esta informação não o afeta, se prepare para discutir o assunto, pois pode ser o próximo refém ou vitima.

Dia apropriado para o tema, pois o ex-diretor da ANATEL, órgão regulador das empresas de telecomunicações, e hoje Diretor Geral da ANEEL, entidade controladora e fiscalizadora do setor de energia elétrica, Jerson Kelman, está cumprindo o seu mandato.

Um assinante da NET avisou a operadora que estava saindo de casa à caça de um terceirizado para matá-lo, a não ser que ela garantisse que dentro em pouco alguém o atendesse para efetivar um serviço não realizado.

Cliente da ELETROPAULO solicitou religação e a equipe designada não foi, mas relatou que não encontrou ninguém. Farsa dos funcionários da SELT ENGENHARIA a serviço da ELETROPAULO, comprovada pelo vigia e câmera.

“Iniciei minha carreira profissional, como engenheiro eletricista, na Light, década de 60. Herdeira da competência canadense, estruturada para dar conta de todas as atividades necessárias para suprir a cidade de São Paulo de energia elétrica: Planejamento, Projeto, Construção e Operação de Usinas, Linhas de Transmissão, Subestações e Distribuição. Até que em meados dos anos 70 iniciou-se um processo de terceirização dos serviços. Corriam fortes boatos de uma possível estatização da empresa, que era então responsável pelo suprimento de energia elétrica nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Com receio de me tornar um burocrata dentro de minha atividade profissional, decidi, na segunda metade dos anos 70, partir para outros desafios. Hoje, a Eletropaulo, herdeira da antiga Light, praticamente terceiriza tudo aquilo que era de competência da antecessora. E as conseqüências negativas são inúmeras. A principal delas, a meu ver, é a falta de engajamento e de perspectiva profissional do corpo técnico envolvido com as várias atividades ligadas ao suprimento de energia elétrica, uma vez que boa parte é mão de obra de terceiros. E isso certamente afeta a qualidade dos serviços oferecidos.”  Julio César Tannus, em e-mail intitulado  “E eu com a Light?”

Sérgio Werneck, Diretor de Estratégia da Eletropaulo, esclarece definitivamente a questão: “Trabalhamos fortemente para integrar a empresa, para que todos a vejam como ela é: horizontal, e não vertical”.

Cuja Missão é: “Satisfazer a sociedade por meio da prestação de serviços e soluções em energia, atuando de maneira segura e socialmente responsável”.

Confirmando, portanto o divórcio entre a estratégia e a missão contida nela, pois abre mão da principal meta que é a satisfação na prestação de serviços, que é dada a terceiros.

A NOHALL, fornecedora de terceirização opina: “Entre 1980 e 1990 iniciou-se a moderna terceirização na qual as grandes indústrias transferiram parcialmente parte de seu negócio para terceiros, com o objetivo de ganhar mais flexibilidade, velocidade de resposta e agilidade no atendimento … Além de obter: Isenção total da tributação Federal, Estadual e Municipal; isenção de ônus trabalhista, férias indenizatórias, rescisões, afastamentos.”

Em suma, os vilões aparecem, a quantidade exagerada de áreas terceirizadas e a legislação trabalhista.

Armadilha que empresas privadas do varejo, por exemplo, não caíram. Os supermercados começam a verticalizar apresentando marcas próprias. Alguns terceirizaram produção, segurança, mas não abriram mão do atendimento final ao consumidor. Até o serviço de segurança, que se entende terceirizável, pode acarretar problemas. Que o diga a Casas Bahia.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, e toda quarta-feira escreve aqui no blog  texto que, nesta semana, esteve ameacado de não ser enviado porque o serviço de banda larga que serve a casa dele, a NET, estava fora do ar.

Inspeção veicular: Por que pagar taxa se a prefeitura vai devolver ?

Dois dias, uma entrevista e uma nota depois, a prefeitura de São Paulo conseguiu oferecer resposta a pergunta feita pelo CBN SP que está na cabeça de boa parte dos proprietários de veículos obrigados a realizar a inspeção ambiental veicular.

Há algum tempo, donos de carros em São Paulo enviam mensagens ao programa querendo saber por que tem de pagar “taxa” para realizar o serviço se a prefeitura vai devolver o dinheiro ?

Há quem diga que “o dinheiro não será reembolsado”. Outros alegam que o objetivo é “tirar o dinheiro do cidadão”. É a “sanha arrecadatória”, criticam. Ou um argumento bastante comum e simplista quando se trata da relação com o Estado: “É sempre assim”. Esclareço que as frases acima foram reproduzidas de e-mails de ouvintes-internautas

Não acredito nestas possibilidades. O retorno do dinheiro está previsto em decreto de no. 80 da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, comandada por Eduardo Jorge que é dos agentes públicos mais sérios que conheço. Bem verdade que não há prazo determinado para a devolução do dinheiro nem está concluído o site pelo qual o pedido de reembolso será feito. Há uma promessa de que 30 dias após o pedido ser feito pela internet, a “taxa” de pouco mais de R$ 52 será recuperado, dentro de algumas regras como não ter nenhuma dívida com o município ou estar com o IPVA em dia.

O objetivo do CBN SP era apenas entender a lógica que moveu a prefeitura a tomar esta decisão: cobrar e devolver.

Na segunda-feira, a prefeitura de São Paulo foi procurada pela produção do CBN SP. A alegação é que não havia alguém competente disponível para falar. Conversamos com o advogado Raul Haidar, reconhecida fonte na discussão tributária, que fez duras críticas a cobrança da “taxa” e à própria relevância do serviço. Haidar não encontrou na legislação respaldo para a medida adotada pela prefeitura.

Na terça-feira, após nova abordagem da produção do programa, a prefeitura decidiu escalar o secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos, Zenon Marques. Na primeira resposta, o secretário criticou Haidar e disse que este havia “destilado seu fel” e confundido taxa com preço público. Justificável a reação, pois acabará de ouvir uma edição feita pela CBN com as reclamações do advogado.

Na resposta seguinte, porém, não foi capaz de dizer a única coisa que realmente nos interessava: por que cobrar e devolver o dinheiro ? Insisti. E o tema não foi esclarecido. Tentei mais uma e mais outra. Nada. O secretário já parecia impaciente com as perguntas. Desisti. E antes de o progama se encerrar comentei como é frustrante quando se pretende esclarecer assuntos de interesse do cidadão e não se alcança este objetivo.

Naquele momento, a própria prefeitura admitia que a escolha do entrevistado não havia sido feliz e sugeriu nova entrevista nesta quarta-feira. Aleguei que preferia uma nota por escrito.

A nota da prefeitura foi enviada às nove da noite de terça-feira em quatro laudas e com respostas separadas em 11 ítens, dos quais dez eram para respoder ao que a Secretaria de Negócios Jurídicos entende serem equívocos do advogado Raul Haidar. Ao que nos interessava – e imagino que a você cidadão, também – apenas uma resposta que reproduzo a seguir:

“Os motivos de cobrar a taxa e depois restituí-la aos munícipes: Incentivar aos bons proprietários que apresentarem os seus veículos em ordem. Só os veículos que forem aprovados na inspeção é que terão a restituição do valor. Como não é possível identificar previamente os veículos que serão aprovados, não há como dispensar o pagamento prévio”.

Para a prefeitura, portanto, a “taxa” é pedagógica, não bastando a punição ao motorista de ficar impedido de realizar o licenciamento do carro caso não faça a inspeção veicular.

Não entrarei na discussão se a justificativa é válida ou lhe convence. Deixo para que você dê sua opinião. Mas com certeza teria sido mais produtivo e útil para o cidadão – assim como para a própria prefeitura – se desde o primeiro momento tivesse sido feito este esclarecimento.

Consulta Cidadã é exemplo para câmara de vereadores da sua cidade

Processos sobre órgãos e empresas do Estado, investigações das contas da prefeitura e mais um sem-número de dados estão à disposição do cidadão no Portal do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Basta se cadastrar para que você passe a receber no seu e-mail informações atualizadas sobre o tema de seu interesse.

O “Consulta Cidadão” é ferramenta que permite maior controle social sobre a ação do Estado, segundo disse o chefe de gabinete da presidência do TCE-SP, Marcos Renato Bottcher, em entrevista ao CBN São Paulo.

Logo que comecei a conversa  me lembrei de reclamação que foi ao ar no programa no início do ano quando analisamos o trabalho da Câmara Municipal de São Paulo. Na oportunidade, Sônia Barboza da ONG Voto Consciente disse que é muito difícil levantar informações sobre projetos e processos no legislativo paulistano, pois é necessário requerimento que precisa passar pela autorização do presidente da casa, atualmente o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP).

Um programa como o desenvolvido pelo TCE poderia resolver este problema e tornar as decisões e ações dos vereadores paulistanos, assim como das demais casas legislativas no País, mais transparentes.

A propósito,  o ouvinte-internauta Esper Leon se cadastrou no “Consulta Cidadão” interessado em receber informações sobre contratos da prefeitura de São Paulo. Tentativa frustrada. A capital paulista tem Tribunal de Contas próprio que não oferece ao cidadão o mesmo direito que o seu “irmão mais velho”: o TCE-SP.

A nova ferramenta do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo passará a ser usada pelas entidades que integram a Rede A1M, projeto de combate à corrupção criado  pelo Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) em parceria com a ONG Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo). São mais de 88 organizações em todo o País que decidiram adotar um município e fiscalizar o gasto do dinheiro público.

A informação foi repassada a toda a rede após a notícia divulgada no CBN São Paulo.

Foto-ouvinte: Mergulho em Paraty

Enchente em Paraty

Era para serem dias de descanso, mas deu o maior trabalho a tromba d’água que atingiu a cidade de Paraty, litoral sul do Rio. O pátio das pousadas e os quartos foram invadidos. A enchente danificou carros de turistas. Alguns foram estacionar no saguão para escapar do aguaceiro (foto). O estouro da adutora deixou o pessoal sem água potável. A piscina foi reservatório para o banho e banheiro. E tudo foi registrado pela máquina do colaborador do blog Marcos Paulo Dias que deixou Paraty esta semana com um recado aos interessados em voltar para a bela cidade do litoral fluminense: informe-se se a adutora já está funcionando, caso contrário escolha alguma cidade mais próxima para descansar. Clique na imagem acima e veja outras fotos sobre a enchente em Paraty.

Uma pioneira, uma guerreira: A força da mulher nos transportes

Por Adamo Bazani

Pioneira no transporte
Áurea acompanhada do marido e do cunhado

Apesar da situação ter mudado muito nos últimos anos, o ramo de transportes de passageiros ainda possui uma mão de obra predominantemente masculina. Com o desenvolvimento das formas de gestão das empresas de ônibus, com complexos escritórios e setores de comunicação, informática e recursos humanos, várias mulheres têm atuado no setor. Mas na operação dos ônibus, como motoristas, elas ainda são minoria.

Muitas se orgulham em dirigir os atuais ônibus, hidráulicos e eletrônicos, muito confortáveis, mas ainda enfrentam dificuldades, como o preconceito.

Se atualmente, o setor ainda não oferece todas as condições ideais para as mulheres estarem à frente dos brutos, imagine nos anos 70, quando a mentalidade era diferente e as condições de vias e veículos bem piores?

Para dona Áurea Antonio Pinto, de 67 anos, estas dificuldades foram superadas pela garra e paixão aos transportes. Natural de Cambará, no Paraná, e criada em Santa Mariana, no mesmo Estado, Áurea foi uma das primeiras motoristas de ônibus do Brasil. Ela mostrou ao setor o quanto o cuidado e o carinho especial que só as mulheres têm são importantes no relacionamento com os passageiros e no trânsito. Mas foi difícil a sociedade entender isso.

Áurea, sempre com seu jeito imperativo e de se dar o respeito, superou todo o preconceito e todas as dificuldades.

“Como ela tinha cara de brava, o pessoal não falava muita coisa diretamente pra ela, mas, como cobrador, eu ouvia muitas conversinhas, frases e piadinhas desrespeitosas dentro do ônibus a respeito de Áurea” – conta o motorista José Pedro dos Santos Neto, de 50 anos, que hoje é casado com dona Áurea e já foi cobrador das Viações ABC e Cacique (essa última extinta), ambas do mesmo grupo, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Bebê foi criado dentro do ônibus

Dona Áurea começou a trabalhar no ramo em 1977, na Viação ABC. Ela se iniciou como cobradora. “Na época não tinha a caixa do cobrador sobre a catraca, como hoje,. Eu ficava em pé, com uma caixa de sapatos, onde guardava o dinheiro e as fichas das seções percorridas pelos ônibus” – lembra dona Áurea.
Determinada e apaixonada pelo ramo dos transportes, nesta época, Dona Áurea tinha um filho de seis meses, atualmente com 34 anos. Ela saía a pé às duas horas da manhã de casa com a criança, chegava à garagem, pegava a caixinha de sapato, uma cesta de vime e ia com o bebê trabalhar.

Numa jornada de mais de 10 horas de trabalho, Dona Áurea, dentro do ônibus, se dividia entre a função de cobradora e de ser mãe.
“Esse meu filho foi criado dentro do ônibus literalmente”

A mulher mais importante do mundo

Dois anos depois, o proprietário da empresa, José Fernando Medina Braga, vendo a dedicação de dona Áurea, a convidou para ser motorista. Algo na época impensável, mas que revelou o lado visionário do empresário, que morreu em 1988.

E assim foi a primeira vez de Dona Áurea profissionalmente ao volante de um ônibus. Ela se lembra de cada detalhe até hoje. Era um ônibus chassi 1111 da Mercedes Benz, com volante bem duro. A carroceria era um modelo Gabriela da Caio, com embreagem seca. O prefixo do ônibus ela jamais esquece: 65.

Inicialmente, ela deu uma volta na garagem com um ônibus da carroceria Grassi (a primeira encarroçadora de produção em série do Brasil), apelidado de “caixotinho” por ser pequeno e todo quadrado e depois partiu para o Caio Gabriela (modelo que parou de ser produzido nos anos 80).

“Me senti a mulher mais importante do mundo quando saí com o ônibus da garagem. No Paraná, sempre fiz serviço de roça. Depois fiz curso de cabelereira, fui costureira, enfermeira, mas queria profissão de homem na época”

Na primeira esquina, em São Bernardo do Campo, um susto. Ela foi fechada por um carro na entrada de um viaduto próximo do bairro de Ferrazópolis. Mas isso não a fez desanimar. Pelo contrário, todo seu cuidado e carinho pelo ônibus e passageiros afloraram-se. Ela orgulha-se em dizer que nunca bateu o ônibus na vida e tratava o veículo tão bem que qualquer barulhinho diferente avisava os mecânicos.

“Ela tem um ouvido muito aguçado. Ela parava na garagem e falava – Esse ônibus não ta bem, ele ta fazendo um barulho diferente – Dito e feito. O ônibus estava com problemas” – lembra Eliziário Bonfim dos Santos, chefe de manutenção da Viação ABC e que trabalha na empresa há mais de 40 anos. Ele explicou que o Caio Gabriela dirigido por Dona Áurea, era um dos mais conservados da empresa.
“Enquanto tínhamos de trocar o sistema de embreagem de mês em mês dos outros ônibus, o 65 (prefixo do Gabriela de Dona Áurea) só precisava de reparos a cada 3 meses” – explica Eliziário.

Tanto carinho e dedicação fizeram com que a motorista pioneira do Grande ABC ganhasse a amizade e a confiança dos donos da empresa. “Quantas vezes a família do Fernando Medina Braga (dono da empresa) ficava aos meus cuidados quando havia alguém doente. Quantas vezes eu cuidava do seu João Antônio e da Maria Beatriz (hoje proprietários do Grupo ABC de transportes), ainda eles pequenos. Hoje os considero como família” – emociona-se Áurea.

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Restaurantes brasileiros para levar os amigos e esquecer da hora

Acompanhe as sugestões da Ailin Aleixo, no Época SP na CBN:

Barra Baiana

O talento culinário da baiana Vanilda Barreto de Moraes, mais conhecida como Vanda, é indiscutível. Ela prepara quitutes de sua terra com maestria e sabe servi-los de um jeito que agrada até o mais exigente dos paulistanos – a porção de pequenos acarajés, por exemplo, chega à mesa com todos os recheios separados, um capricho só. Os pratos, fartos em leite de coco e azeite de dendê, são deliciosos e misteriosamente mais leves do que de praxe. Pena que Vanda não demonstre tanto talento como administradora. O salão é um forno. A opção do bufê, que também inclui receitas baianas às sextas, sábados e domingos, não exibe o mesmo cuidado dos (caros) pedidos à la carte. E o serviço, de tão atrapalhado, frequentemente vira tema de piada sobre os baianos. A quem quiser fazer o teste, dois conselhos: vá sem pressa e escolha um dia de temperatura amena. 

R. Traipu, 156 – Perdizes – São Paulo – SP tel.: 3666-5565

Sabor do Picuí

O restaurante que abriu há duas semanas fica numa agradável e arejada casa de esquina, com mesinhas ao ar livre, perfeita para levar os amigos e ficar até o sol baixar. O atendimento– feitos por garçons vestidos de Lampião– é super atencioso e simpático. O carro chefe é a carne de sol. O pedaço saboroso de carne vem coberta com queijo coalho e vários acompanhamentos: farofa d´agua, feijão caipira, pirão de queijo, vinagrete, uma deliciosa e crocante macaxeira frita, paçoca de carne e arroz. Aporção é imensa. A meia dá tranquilamente para duas, até três pessoas, e custa só 37 reais. Para quem quiser algo mais típico ainda, há a buchada de bode (36 reais para duas pessoas).

Av. Pompéia,1477, tel.: 3862-5564

Opinião de Ouvinte: Calçadas são “roubadas” por bares e restaurantes

José Luiz Pinto da Fonseca
Ouvinte-internauta do CBN SP

“Ouvi com muita atenção a sua matéria com a procuradora Dra. Cláudia Maria a respeito da situação das “calçadas” na nossa cidade de São Paulo, pois como munícipe atento também estou engajado nisso desde 2.003, quando proliferaram de maneira enorme bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes e até açougues nos bairros de Perdizes, Pompéia, Vila Romana e Lapa, que estão fazendo as nossas calçadas de segurança como seus  salões de refeições e bebidas.Fiz inúmeras denúncias à subprefeitura da Lapa nesse período, inclusive através dos jornais de bairro, nos quais houve muitas reclamações de outros moradores indignados como eu com os abusos cometidos constantemente.

A lei 12.202 de 1.996, da autoria do então vereador Said Murad (hoje deputado estadual) e promulgada pelo então prefeito Paulo Maluf, nefasta para a nossa Cidade na minha opinião, não é cumprida quanto aos seus tópicos de aplicação como deveriam, e a fiscalização embora recolha mesas e cadeiras, não faz com que os estabelecimentos que apresentaram seus projetos de uso do espaço público para aprovação passem a cumprir o que determina essa lei.

Exemplos disso, são as elevações/patamares em alvenaria feitos para “aplainar” as calçadas (geralmente deixando espaço exíguo de menos de 1 metro para a passagem dos pedestres), colocação de toldos quase até a beirada afixados no chão por ganchos chumbados e que ficam à mostra no piso e que podem provocar tropeções e quedas, especialmente em idosos, grades chumbadas na parede do estabelecimento para “enquadrar” os espaços ocupados, cadeiras e mesas colocados junto a equipamentos públicos como postes, orelhões, caixas de correio e árvores (alguns até retiram as árvores para obter mais espaço), churrasqueiras/fornos de todos os tamanhos até a beirada da calçada exalando fumaça até a noite (gostem ou não de carne os vizinhos), além, é claro, dos equipamentos dos tais valets (guarda-sóis, bancada e bancos), inclusive no meio fio da calçada, e do barulho noturno a céu aberto feito pelos frequentadores, pois depois da 3a. cerveja “ninguém é de ninguém”, como diz o título e a letra de uma famosa música brasileira. Inclusive, depois das mesas ocupadas, as pessoas ficam em pé nas calçadas com seus copos nas mãos, tomando totalmente o espaço destinado para que os pedestres circulem, e aí o jeito é passar pelo meio das ruas junto ao trânsito de carros, arriscando-se a um atropelamento.

Caro jornalista Milton, além de todas essas coisas praticadas fora do texto da lei, existe o fato concreto do péssimo exemplo que está sendo dado às crianças e jovens adolescentes quanto ao consumo de bebida alcoólica, pois o que está sendo feito em público nesses estabelecimentos que usam as nossas calçadas de circulação em segurança, é uma indução direta para que também frequentem esses locais, já que a fiscalização quanto a venda de bebibas é muito precária e não cobre toda a Cidade.

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Prefeitura tem que se organizar para atualizar cadastro do IPTU

 

A opinião é da Associação dos Registradores Imobiliários do Estado de São Paulo. A entidade informa que os cartórios de registros de imóveis encaminham à prefeitura todos os dados necessários para que os cadastros sejam mantidos em dia. O presidente da Arisp Flauzilino Araújo dos Santos questiona assim o comportamento da Secretaria Municipal da Fazenda que impõe aos dono dos imóveis a responsabilidade pela atualização cadastral.

Se o cadastro não estiver em dia, o proprietário corre o risco de não receber a notificação de cobrança do IPTU que se inicia no dia 1o de fevereiro. Flauzilino diz que as informações dos cartórios de registro são enviadas a cada 30 dias para a administração municipal. E ressalta que a falta de organização da prefeitura no registro dos dados gera custos ao cidadão.

Foto-ouvinte 2: Bacalhau à moda

Bacalhau à moda 1

Um Centro de Processamento de Bacalhau funciona em calçadas  das ruas Mendes Caldeira e Monsenhor Andrade, no bairro do Brás. Conforme a descrição feita pelo ouvinte-internauta Fábio Frencl Loureiro, autor da sequência de fotos que você acompanha clicando na imagem acima, rapazes recolhem sobras de bacalhau no comércio da região e aproveitam o espaço na calçada para desfiar e embalar o produto.

“Nem é preciso citar as condições de higiene. Fosse para consumo próprio, vá lá! O problema é que a ‘mercadoria’ é embalada e vendida aos montes. O ‘saudável’ bacalhau é re-embalado e vendido, provavelmente aos bares, restaurantes e bancas de comida que oferecem em seu cardápio os tradicionais Bolinhos de Bacalhau”.

Carro sem selo da inspeção veicular não roda, na Alemanha

A inspeção ambiental veicular ainda é uma novidade em São Paulo e provoca ampla discussão seja pela necessidade do serviço prestado seja pela qualidade. A capital paulista é pioneira na implantação deste sistema de análise para combater a poluição do ar, no Brasil. Países da Europa, principalmente, já estão bem mais avançados.

Acompanhando a CBN pela internet, o ouvinte-internauta Marcelo Capelari vive na Alemanha desde 2004 e, motivado pelo debate realizado sobre o tema no CBN São Paulo, enviou algumas informações sobre como funciona a inspeção veicular por lá.

Reproduzo aqui trecho do e-mail que ele nos enviou:

“Na Alemanha, os veículos zero quilômetro estão isentos de inspeção nos três primeiros anos.  A partir do terceiro é preciso realizar o serviço a cada dois anos.  São feitas      duas verificações: das condições gerais do veículo (HU) e da emissão de gases (AU).

Uma vez que as emissões de poluentes são mais rígidas hoje do que dez anos atrás, a emissão de gases leva em consideração quais eram os padrões à época da fabricação do carro, que estão registrados em um Certificado de Conformidade que acompanha o veículo.

Caso seu carro seja aprovado, receberá um selo que será colocado junto a placa de identificação e onde estará indicada a data da próxima inspeção.

Caso não seja aprovado, deverá ser reparado.

Não é necessário dizer que sem o selo, nada de carro nas ruas.  Talvez por isso quase nunca se vê carros quebrados nas ruas da Alemanha, e olha que também existem carros velhos por aqui.

Outro aspecto que gostaria de mencionar é com relação ao licenciamento: nada de despachantes, o documento fica pronto em cinco minutos e a taxa é debitada diretamente de sua conta corrente. Ah, sem seguro nada de documento; por isso é preciso apresentar um comprovante emitido pela seguradora que o veículo em questão já está segurado. Talvez isso fosse uma boa idéia para o Brasil.”