Sobre a inexplicável beleza da inexistência da verdade



Por Paulo Baroukh
Documentarista, diretor e produtor de vídeo

A busca é uma constante se é pela verdade,
apesar da consciência de sua inexistência.
Que motor é esse? Que combustível?
Que queima e causa dor
e que trás escuridão no caminho pela busca da luz?

Mas de repente surge um vaga-lume,
uma luz que vaga sem explicação:
não deixa nada mais claro do que estava,
mas inebria os sentidos cansados de busca,
distrai das angústias pela beleza inexplicável: está vivo!

E voa, e pisca, e roda e rodopia e some e reaparece,
efêmero na fragilidade da sua força.
E assim tudo é três: a fragilidade, a força e a beleza.
primeiro o susto, depois a tentativa e por “não-último” o foco,
pois que se torna novo susto e faz andar a velha roda.

Então, andamos? Pra chegar aonde?
Se a flecha deixou para trás o arco e o arqueiro,
com a consciência de que chegar ao alvo é o fim dos seus dias,
o que pode ela, senão se deixar fluir e viver o caminho?
Ah, supremo e surpreendente e belo caminho…

E por fim, sobre a utilidade de se questionar a verdade…
Esse é o feto do conhecimento, que deve ser gerado a cada momento,
e quando nascido, alimentado e acalentado,
pra que um dia possa usar seus olhos de criança,
e nos mostrar e ensinar tudo quanto é belo.

Poeticamente belo…

Não fazer nada exige muito esforço

“Liberte-se da tecnologia”. É a frase que encerra o livro “Para Compreender o Mundo Digital”, do jornalista Ethevaldo Siqueira. Duzentas e três páginas após nos mostrar os avanços que têm mudado o comportamento de pessoas e corporações, nosso colega da CBN e colunista do Estadão se esforça para me convencer de que é possível escapar das tentações provocadas por computadores potentes, televisores de alta qualidade, mini-aparelhos com capacidade de reproduzir os sons mais puros e uma dezena de outras traquitanas que temos em nossa volta e nos conecta com o mundo.

Ethevaldo sugere disciplina e planejamento, fórmula que o levou a mudar radicalmente os hábitos de “workaholic digital”. O fascínio pelos equipamentos eletrônicos na realidade esconde outra anomalia da sociedade moderna: a dificuldade de não se fazer nada. Parecemos sempre prontos para alguma coisa. Somos treinados a fazer – seja lá o que for. O ócio é visto de canto de olho, vem sempre acompanhado de um certo ar de desconfiança.

Desde que decidi trabalhar em apenas uma redação – coisa incomum na vida da maioria dos meus colegas jornalistas – não me canso de ouvir: “Você só trabalha na CBN ?”. Não é verdade. Sou responsável por este blog, preparo palestras na área da comunicação, apoio iniciativas de estudantes de comunicação, cuido da educação de dois filhos – tarefa que divido com minha mulher -, e, também, trabalho na CBN. Um trabalho, aliás, que não se resume as duas horas e meia em que estou no ar.

Acompanhe comigo: as pautas do CBN SP são discutidas com antecedência; os temas são avaliados a partir de leitura prévia em jornais, revistas e todo o tipo de publicação; pesquiso na internet, leio e respondo cerca de 300 e-mails por dia; envio mensagens pelo Twitter; entre outras tarefas relacionadas ao programa.

Sem contar a necessidade de responder as maledicências do meu companheiro Heródoto Barbeiro. Mas esta tarefa não incluo na lista de trabalho. É diversão.

Penso e escrevo sobre isso no meu quarto dia de folga de Natal. Fiquei em São Paulo. Foram dias de chuva ou céu nublado. Saí pouco de casa. No pouco que saí foi para ir ao cinema. Ainda ontem assisti à estréia de “Marley e Eu”. Brinquei com os meninos. Quem mandou dar “Lego” de presente. No vídeo game iniciamos a disputa do Campeonato Brasileiro de Futebol Digital no qual exerço o papel de administrador do Grêmio, é lógico. Ganhamos o Gre-Nal, óbvio.

Entre uma tarefa e outra surgia o desejo de sentar diante do computador e atualizar posts no blog, responder e-mails, organizar biblioteca musical, limpar pastas, etc, etc , etc. Confesso. Não me contive. Postei, respondi, organizei e limpei. E aí o esforço era o de não perder muito tempo com essas atividades. Fui mais fiel a esta meta.

Em uma dessas recaídas, comecei a escrever este texto que publico no início da noite desta sexta-feira, acompanhado de seis dicas do psiquiatra Edward Hallowell que podem ser úteis para aqueles que como eu têm dificuldade de não fazer nada:

* Separe um tempo para trabalhar offline antes de checar seu email, correio convencional ou voice mail, antes de permitir ao mundo agir como intruso em seu estado mental matinal fresco e focado.

* Não permita que o mundo tenha acesso a você 24 horas por dia, sete dias por semana. Desligue seu smartphone e celular. Faça uns alongamentos ou bata um papinho despretensioso por cinco minutos. Quando você se sentar novamente no batente, perceberá que estará mais focalizado.

* É crucial estabelecer prioridades. Se não o fizer, ficará tão assoberbado que só conseguirá se libertar alguns poucos dias no ano para ver e curtir seus amigos de verdade .

* Permita-se encerrar definitivamente relacionamentos e projetos que drenem sua energia.

* Faça apenas aquilo em que você é fera e delegue o resto. Isso é importante, pois quando nos dedicamos àquilo que é nosso talento, o trabalho se transforma em prazer.

* Tenha em mente que alguns de seus melhores pensamentos brotam quando você não está fazendo nada. O ócio está se tornando uma arte esquecida.

Pense nisso e não faça nada ! (Se conseguir, me avise como)

PIB, IDH, FIB, IFF, você sente e pressente

Por Carlos Magno Gibrail

Siglas variadas para buscar única sensação, a do bem estar.

PIB, Produto Interno Bruto, representa a soma em valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos num determindo período.

O Brasil está em 9º lugar no ranking do PIB mundial.

Como sabemos, índices gerais não mostram condições específicas, que as escondem, quanto maior a concentração da riqueza.

Para considerar saúde, renda e educação, criou-se o IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, que além de calcular a renda per capita, leva em conta a expectativa de vida ao nascer para definir as condições de saúde. Para a educação inclui-se o percentual de adultos alfabetizados e a taxa bruta de matrícula, medida pela razão entre o total de estudantes nos ensino fundamental, médio e superior e a população em idade escolar.

O Brasil ocupa o 70º posto na classificação geral do IDH.

“O PIB foi elaborado na década de 1950 e está defasado há muito como indicador de desenvolvimento de um país. O FIB, Felicidade Interna Bruta, complementa os indicadores de qualidade de vida, juntamente com o IDH”, afirma o economista Ladislau Dowbor, da PUC SP.

“A idéia do FIB é incorporar a felicidade, medida por critérios técnicos”, explica Susan Andrews, psicóloga e antropóloga de Harvard, e coordenadora do FIB no Brasil. Para medir o FIB, a percepção dos cidadãos em relação a sua felicidade é analisada em nove dimensões: padrão de vida econômica, critérios de governança, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico.

Pela pesquisa World Values Survey, deste ano, que envolveu 350 mil pessoas em 97 países e territórios, a Dinamarca lidera, Rússia e Iraque estão entre os dez menos felizes e o Zimbábue, na África, ficou em último lugar. O país mais rico, os Estados Unidos, ocupou o 16º lugar na lista.

O Brasil é o 30º país no ranking do FIB.

Um protótipo do FIB foi colocado em prática em abril, em Angatuba, São Paulo. Na capital paulista, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, propõe, a partir de 2009, iniciar pesquisas de medição do FIB em subprefeituras.

O IFF, Índice de Felicidade Futura, foi concebido e pesquisado para o BID pela FGV. Foram 150 mil entrevistados pelo Gallup World Poll, em uma amostra de 132 países. A pesquisa mostra a satisfação prospectiva de um cidadão do mundo com a vida. A perspectiva de felicidade futura cai com a idade do indivíduo, de 7,41 aos 15 anos até 5,45 para aqueles com mais de 80 anos, quando a felicidade presente e futura se equivalem.

A juventude é um estado de espírito não determinado pela idade em si, mas pela postura da pessoa diante do seu futuro. O jovem acredita que o melhor da vida ainda está por vir.
No Brasil, é particularmente alta a expectativa em relação ao futuro – na escala de 0 a 10, nossa nota média é 8, 78, mais do que qualquer um dos 132 países pesquisados.

O Brasil é número 1 no IFF do mundo.

“Em estudo da FGV, sobre a classe média – O brasileiro é aquele que apresenta a maior expectativa de felicidade futura, superando inclusive os EUA, 9º do ranking, e Dinamarca, líder mundial de felicidade presente, mas 3ª do ranking de felicidade futura”. Marcelo Néri, FGV.
PIB 9º, IDH 70º, FIB 30°, FIF 1° demonstra acentuada concentração de renda e que somos efetivamente um país do futuro. Condição, que bem trabalhada pode nos levar mais rápido a presente próspero e mais justo. Ou não?

Dê a sua opinião.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e toda semana escreve neste espaço para a felicidade geral da nação (do blog, com certeza).

O transporte no Brasil durante a 2a. Guerra Mundial

Por Ádamo Bazani

ônibus à gasogênio
Ônibus a gasogênio adaptado pela metalúrgica Irmãos Platzer. Acervo: Adamo Bazani

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945), trouxe transformações econômicas, políticas, sociais e humanas que causaram grandes feridas, muitas não curadas até hoje. Desde milhares de vida que foram consumidas na guerra, não somente pelas armas e bombas, mas pelo egoísmo e sede desenfreada pelo poder, até pequenos detalhes, como o fato de não se poder acender a luz após às oito da noite devido a escassez de energia e a inocência de brasileiros que temiam ver o Brasil ser bombardeado. O período revelou muita tristeza, dor, mudou costumes, mas mostrou como o ser humano busca na criatividade o caminho para se adaptar aos mais difíceis momentos.

Pelo relato de quem trabalhou no transporte coletivo durante aquela época é possível identificar como o conflito mundial influenciou comportamentos e levou a novos hábitos.

O ex-motorista de ônibus da Viação Curuçá, de Santo André, e ex-metalúrgico da Platzer S.A, Geraldo Atanas, de 75 anos, lembra-se como era difícil trabalhar em transportes naquela época. “Simplesmente, o diesel e a gasolina (até os anos 40, muitos ônibus ainda funcionavam a gasolina) tinham acabado. Sem exagero, pra encher o tanque de um ônibus, era quase um quarto do valor do veículo, dependendo do ano e do modelo”.

O consumo dos veículos era muito maior que os dos atuais. Além da tecnologia pouco desenvolvida, as subidas íngremes das cidades da Grande São Paulo, sem asfalto, eram montanhas a serem escaladas por aqueles carros de grande porte. “Quantas vezes tinha de colocar correntes em pneus para os ônibus conseguirem pegar subidas, como da rua Bom Pastor, no Sacomã, zona sul da Capital paulista, ou da avenida Itamaraty, no Parque Erasmo Assunção, em Santo André”

Em 1942, Geraldo Atanas, começou a trabalhar na metalúrgica dos Irmãos Platzer, de Santo André. A empresa fabricava balcões de refrigeração, mas, com a Segunda Guerra, teve de diversificar o negócio e partiu para a adaptação dos motores convencionais para a tração à gasogênio, um gás pobre obtido pela queima de carvão e lenha. Foi a saída para que os transportes de passageiros no Brasil não tivessem um colapso total. Além da crise de combustível, obviamente, havia a econômica. A gasolina e o diesel eram caros, e a renda ficou apertada para os trabalhadores de todo o mundo. Se o preço dass passagens aumentasse, ninguém andaria mais de ônibus.

Geraldo se lembra que na metalúrgica, mecânicos tinham de virar carvoeiros. Além do motor adaptado, eram colocadas nas traseiras das carrocerias dos ônibus ou em reboques enormes câmaras de combustão, que, internamente, eram revestidas com lama e barro úmido, e dentro o carvão e a lenha eram consumidos.

“O trabalho que já era pesado, ficou quase insuportável. Sofremos muito por causa da Segunda Guerra. Eu tinha de fazer as adaptações e ajudar na construção e preparo das câmaras. Era horrível. A sujeira do carvão, da fumaça – tínhamos de testar os motores- , impregnavam no corpo da gente por causa da graxa da mecânica convencional. Chegava em casa, tomava banho e a sujeira não saía.” Geraldo lembra também do ambiente abafado dentro das oficinas da metalúrgica que preparavam os ônibus. “Era um fumaceiro só. Por mais que tivessem janelas e saídas de ar, não se dava conta de tanta queima de carvão e sujeira. Muita gente ficou doente trabalhando nessa época”.

Ônibus à gasogênio
Ônibus à gasogênio, da Viação Garcia, restaurado pela empresa do sul do País

Se dentro das fábricas de adaptações a situação não era fácil, na operação dos ônibus também havia dificuldade.

Romeo Pio, de 73 anos, foi na época mecânico da EAOSA – Empresa Auto ônibus Santo André e explica as dificuldades. “Foi tudo muito de repente. O brasileiro mostrou a criatividade no improviso. Os motoristas não sabiam direito o funcionamento dos ônibus. A potência dos veículos, antes diesel ou gasolina, caía muito com o gasogênio. Então, eles forçavam muito os ônibus e as quebras eram constantes.”

Dura era a vida também dos passageiros e moradores das cidades onde os ônibus adaptados rodavam. Eram muito mais barulhentos e soltavam uma fumaça, incrivelmente, escura. “As donas de casa que moravam nos trajetos dos ônibus a gasogênio ficavam loucas de nervosas. Elas estendiam as roupas pela manhã, à tarde já estavam pretas, só de ficar no varal”. Sem contar o barulho do motor e da câmara de combustão. De longe já se sabia quando vinham os ônibus.

Romeo Pio explica que não foram apenas a falta de dinheiro no bolso do trabalhador e de combustível no tanque que prejudicaram empresas, funcionários e passageiros, durante a Segunda Guerra Mundial. Havia um esforço maior para dirigir os ônibus, desconforto para o cobrador, vários quebra-cabeças para mecânicos e, também, queda de qualidade nos serviços de manutenção.

Essa queda de qualidade, recorda Pio, se deu por dois motivos principais. Primeiro, tudo ficou muito caro, as empresas gastavam mais e ganhavam menos, então, o investimento em manutenção preventiva era quase zero, o que afetava diretamente o passageiro, que andava em ônibus mal conservados que quebravam a toda a hora. O segundo é que a maioria da mecânica desses ônibus era importada. As carrocerias, como Grassi, Carbrasa, Metropolitana (que hoje já nem existem mais) já eram nacionais, mas motores, eixos, sistemas de embreagem, freios, etc eram importadas.

“Simplesmente não havia peça de reposição”. Romeo conta que muitas vezes, tinha de arrancar a peça de um ônibus bom, criar um molde e forjar as peças nas próprias garagens. O trabalho era artesanal, portanto, caro, demorado, nem sempre tinha a mesma qualidade. Pequenas metalúrgicas surgiram na região do ABC Paulista e na Capital naquela época.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, os reflexos ainda puderam ser sentidos durante bom tempo. O combustível se tornou acessível aos poucos, e aos poucos também as quentes , barulhentas e perigosas máquinas de gasogênio deixavam as ruas das cidades.

Romeo lembra com tristeza que muitos ônibus bons, mesmo depois da Segunda Guerra, viravam sucata ou eram completamente desmontados. A retomada da fabricação de peças para estes modelos foi lenta e isto fez com que alguns ficassem obsoletos, não havendo interesse ou condição para retomar a produção.

“Me saía lágrima dos olhos quando via alguns GM da EAOSA, empresa onde trabalhei até o início dos anos 60, serem desmontados como um brinquedo de criança, só porque faltava um componente do motor, que não se achava mais ou que era impossível fazer um similar nacional”- diz Romeo.

Geraldo Atanas que assistiu e foi protagonista da era do gasogênio, afinal trabalhou na metalurgia, dirigiu ônibus, atuou nas oficiais e ainda foi passageiro, não consegue deixar a comparação de lado: “Hoje, vemos ônibus eletrônicos que são manobrados com um dedo só, veículos com um padrão de conforto muito bom, e o usuário destrói, picha, rasga bancos, quebra luminárias. Na época da Segunda Guerra, os passageiros tinham de ajudar a empurrar os ônibus e sentiram na pele a falta que este serviço faz.”

Se o transporte coletivo por ônibus no Brasil percorreu o longo período da Grande Guerra foi porque Geraldos e Romeos se sujaram de graxa, óleo e carvão, se machucaram e colocaram a vida em risco. Foi, também, porque muitos empresários enfrentaram a crise, venderam suas casas, moraram nas garagens e conseguiram fazer com que cidade e o cidadão não parassem pela falta de ônibus.

Ádamo Bazano é repórter da rádio CBN e busólogo. Toda terça-feira, registra aqui no blog mais um capítulo da história do transporte de passageiros e de carga, no Brasil.

Enchentes: São Paulo é 100%, no verão

Dois dias de verão. Dois dias de temporal. Dois dias de Marginal Pinheiros alagada. Dois dias de transtorno para o paulistano. Começou muito mal o programa de combate as enchentes da prefeitura de São Paulo, neste verão.

Logo cedo, a repórter Cátia Toffoletto chamava atenção para o excesso de lixo na região do Brás. Quem passou próximo do estádio do Morumbi também conseguia identificar as marcas deixadas pelo público que assistiu ao show de Madonna na noite anterior. Com a chuva forte, prevista – importante lembrar -, não havia por onde a água escoar e as avenidas se transformaram em lagoas, conforme registrou Danilo Augusto Ferreira que mantém o blog “Cenas da Cidade”, no qual divulga fotografias da capital paulista.

Nesta imagem você vê a avenida Luis Carlos Berrini, um dos mais novos centros empresariais da cidade, que concentra as principais empresas de tecnologia do mundo, mas incapaz de resolver problemas mundanos como o temporal da tarde desta segunda-feira.

Enchente na Berrini
Clique AQUI e veja fotos da enchente no blog “Cenas da Cidade”

Áreas mais carentes da cidade também sofreram muito, como é o caso da Favela de Paraisópolis, ao lado do chique Morumbi de Madonna, zona sul. Segundo o líder comunitário Gilson Rodrigues pelo menos 30 famílias estão desabrigadas devido a forte chuva. O aeroporto de Congonhas fechou por mais de uma hora e o ouvinte-internauta Armando Italo fotografou da janela do apartamento a dificuldade de pilotos para se aproximar da capital no instante em que o temporal se formava.

Temporal em São Paulo
Clique na imagem e vá até o álbum de fotos do CBN São Paulo, no Flickr

Caso você tenha sido um dos paulistanos obrigados a encarar os efeitos do temporal na tarde desta segunda-feira, não se perturbe. Há duas semanas, no CBN São Paulo, discutimos os investimentos da cidade no combate as enchentes e fomos informados pela prefeitura que está tudo sob controle. Qualquer informação no sentido contrário, não aceite, diga que é intriga da oposição e, por favor, bata braço bem forte para fugir da correnteza.

Piora a qualidade do transporte em São Paulo, diz ANTP

O que o cidadão sente quando pega ônibus, usa a lotação ou embarca no metrô ficou muito claro nos números anunciados, hoje, pela Associação Nacional do Trasnporte Público que mediu o índice de satisfação dos passageiros na região metropolitana de São Paulo. Apenas os usuários dos ônibus da EMTU, que fazem o transporte no corredor que cruza o ABCD Paulista, tiveram avaliação melhor em relação ao ano passado.

Os ônibus que andam nos corredores de São Paulo sofreram queda acentuada de qualidade na opinião dos paulistanos, principalmente devido ao efeito do trânsito congestionado no deslocamento na cidade.

Ouça a entrevista do superintendente da ANTP Marcos Bicalho: