“Heliópolis” fotografa Heliópolis

Heliópolis, o livro
Clique na foto veja outras imagens do livro de Renata Castello Branco

Conheci como favela. Hoje, chamam de comunidade. O nome e a realidade são os mesmos: Heliópolis. Lá moram 120 mil pessoas. E na falta de espaço, as casas sobem, assim como os bairros ricos de São Paulo. Ações sociais e coloridas têm sido realizadas na favela graças ao poder da comunidade de se mobilizar. Esta história aparece em 180 fotografias feitas pela paulistana Renata Castello Branco que estão no livro “Heliópolis” que será lançado dia 10 de dezembro, às oito da noite, no Centro Cultural São Paulo. O trabalho tem intervenção plástica e projeto gráfico do designer Sylvain Barré.

Árvores de Natal recicláveis ganham ruas de São Paulo



Clique na imagem e veja as outras árvores de Natal assinadas por Eduardo Srur

A cidade de São Paulo vai acordar neste sábado com dez árvores de Natal produzidas com material reciclado e reciclável criadas pelo artista plástico Eduardo Srur que tem promovido uma série de intervenções na capital. É dele, por exemplo, a idéia de colocar coletes salva-vidas em estátuas paulistanas.

As árvores são produzidas com PET reciclado de garrafas de refrigerantes e alumínio de latinhas. Cada árvore terá 12 metros de altura. A iluminação será feita a partir de energia solar, captada ao longo do dia por um sistema de fotocélulas que vai acionar os leds distribuídos pelas folhas das árvores. As árvores fazem parte da campanha de publicidade da Natura.

Agora o outro lado: Bispo Atílio diz que é mentira

A assessoria do vereador Atílio Francisco enviou a seguinte resposta:

“Em resposta ao nosso contato realizado na manhã de hoje, após conversar com o vereador e seu advogado, obtive a seguinte resposta: “As informações prestadas pelo Jornal da Tarde, edição de hoje (05/12/08) não são verídicas, pois, até o presente momento, as contas estão sendo apreciadas pelo Juiz Eleitoral”.

Agora o outro lado: Tatto responde ao TRE

O vereador Arselino Tatto (PT) que também não teve suas contas aprovadas pelo TRE encaminhou a nota abaixo ao CBN São Paulo:

“Em relação a matéria “Malha Fina pega 4 vereadores” publicada pelo Jornal da Tarde em cinco de dezembro de 2008, que aponta supostas irregularidades na prestação de contas de campanha eleitoral do Vereador Arselino Tatto (PT) ao Tribunal Regional Eleitoral – TRE, temos a esclarecer que todos os questionamentos levantados pelos técnicos da 1ª Zona Eleitoral foram respondidos e comprovados mediante apresentação de documentos.
O prazo para manifestação sobre os pareceres técnicos do Setor de Análise de Contas encerrou-se ontem e foi cumprido pelos responsáveis pela prestação de contas do Vereador Arselino Tatto.”

Bastidor: A assessoria de imprensa do vereador soube da decisão do TRE pelo CBN São Paulo. E o vereador em conversa informal disse que a única coisa errada nesta semana foi a vitória do Inter na Copa Sul-Americana (ele é gremista, sim !).

Pedágio no Rodoanel vai aumentar trânsito em São Paulo

A constatação é do Sindicato das Empresas do Transporte de Cargas de São Paulo que teme o desvio dos carros que utilizam o sistema viário para as Marginais, onde não haverá cobrança de pedágio – pelo menos, por enquanto.

A cobrança no trecho oeste do Rodoanel deve se iniciar ainda neste mês, segundo previsão da Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). As praças de pedágio já estão prontas e a concessionária das rodovias federais Régis Bittencourt e Fernão Dias, que ligam a capital à Região Sul do País e a Minas Gerais, respectivamente, foram autorizadas a cobrar tarifas entre o fim de 2008 e o início de 2009. No Rodoanel a cobrança será de R$ 1,20.

Nota do sindicato alerta que “atualmente, o Rodoanel é utilizado em grande escala pelos moradores de Osasco, Carapicuíba, Barueri e entornos (incluindo Alphaville) para fugir do trânsito das marginais. Além disto, boa parte dos caminhões oriundos do Sul do Brasil, com destino ao interior do estado e Norte do país (e vice-versa), passou a ter uma excelente opção para contornar o trânsito de São Paulo com a abertura do trecho oeste. Com o início da cobrança no Rodoanel, parte desses veículos voltará a circular pelas marginais para evitar a cobrança. Em particular, os caminhoneiros autônomos, sobretudo quando trafegarem no caminho de volta sem carga. Esses caminhoneiros representam aproximadamente 50% da frota de caminhões no Brasil e, certamente, optarão por evitar o pedágio pelo fato de que o frete em geral não inclui o reembolso do pedágio no trecho de volta”.

Segundo fontes da Secretaria dos Transportes Metropolitano, 30% da frota de caminhões passaram a utilizar o Rodoanel desde a conclusão do trecho oeste, deixando de circular dentro da cidade. “Vale a pena ressaltar que nas grandes metrópoles internacionais que contam com o mesmo anel viário não é cobrado pedágio, justamente por desincentivar o trânsito de caminhões”, lembra o sindicato.

Quatro dos 10 deputados do Conselho de Ética têm “ficha suja”

O levantamento foi pelo pela ONG Transparência Brasil com base nas informações do projeto Excelências e mostra que dos dez deputados que absolveram Paulinho da Força, eleito por São Paulo, quatro respondem a algum processo na Justiça, foram punidos por Tribunais de Contas ou constam como devedores do INSS.

Acompanhe a informação divulgada pela Transparência Brasil:

Os 10 deputados federais que votaram no Conselho de Ética pela não-abertura do processo de cassação de Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), quatro respondem a algum processo na Justiça, foram punidos por Tribunais de Contas ou constam como devedores do INSS, de acordo com informações do projeto Excelências (www.excelencias.org.br), da Transparência Brasil.

Acusado pela Polícia Federal de participar de esquema de desvio de verbas do BNDES, Paulo Pereira da Silva foi beneficiado por seus pares nesta quarta-feira, quando dez parlamentares votaram contra o parecer do relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que recomendava a cassação.

Os quatro deputados que beneficiaram Paulo Pereira da Silva e que têm ocorrência na Justiça, em Tribunal de Contas ou no INSS são (ao clicar sobre o nome você vai à página do parlamentar no projeto Excelências, de onde podem ser acessados os processos nos sítios de Internet dos Tribunais ou da Previdência Social):

Abelardo Camarinha (PSB-SP), Dagoberto (PDT-MS), Rômulo Gouveia (PSDB-PB), Marcelo Ortiz (PV-SP)

Também votaram pela absolvição de Paulo Pereira da Silva os seguintes deputados:

Fernando Melo (PT-AC), Leonardo Monteiro (PT-MG), Sandes Júnior (PP-GO), Wladimir Costa (PMDB-PA), Efraim Filho (DEM-PB), e José Carlos Araújo (PR-BA).

Agora o outro lado: Mara Gabrilli responde a dúvida do TRE

Mensagem enviada pela vereadora Mara Gabrilli, do PSDB, ao parecer do TRE-SP em relação a prestação de contas da campanha dela:

“Sobre o que saiu hoje sobre a minha prestação de contas, é importante que se retrate algumas informações. Primeiro, que os eventos realizados durante a minha campanha, e que constam da minha prestação de contas, foram devidamente documentados com contrato de doação, recibo eleitoral e nota fiscal de doação. Eu fiz além, porque essas reuniões não foram de arrecadação – e que obrigatoriamente têm de ser notificados ao TRE – e mesmo assim eu notifiquei ao cartório eleitoral. E mais: foram organizadas por particulares (amigos) que me prestaram uma homeagem. Isso não configura compra de voto, até porque mais da metade das pessoas que participaram foram amigos, familiares e colaboradores.

Agora, Milton, o que me preocupa é que essas declarações foram feitas por analistas técnicos judiciários que tiraram um juízo de valor da minha prestação de contas. Eles apenas tem obrigação de fazer a análise técnico contábil e não de emitir opinião, inclusive sugerir que eu tenha feito uso de caixa 2 de campanha, isso é muito grave.

Tanto que, sobre a gasolina, Milton, nada mais é do que o abastecimento regular do carro oficial do gabiente e que, por entrar na prestação de contas da Câmara Municipal de São Paulo, sob minha responsabilidade, estão com o meu CPF. Agora, o TRE confunde CPF com CNPJ de campanha e ainda sugere que, já que eu não declarei como campanha, é uso de caixa 2? Eu tenho toda a comprovação aqui, na prestação de contas da CMSP, onde ficam essas Notas Fiscais e cupons fiscais de abastecimento, que além do mais, também tem regras rígidas para que eu seja reembolsada.

Fico muito triste em ver informações não verdadeiras serem veiculadas. E eu lidei com essa campanha com toda a transparência que é possível: avisando dos eventos, notificando todos eles na minha prestação de contas e ainda sou alvo de insinuações que não correspondem com a verdade.

Mara Gabrilli”

Campanhas milionárias e vereadores na mira da justiça

Os jornais paulistas trazem uma série de novidades sobre o financiamento da campanha eleitoral, desde o quanto todos os candidatos gastaram para se eleger – e para perder – às irregularidades encontradas nas contas de quatro vereadores de São Paulo:

Por partes:

1) A empreiteira Camargo Corrêa fez a maior doação individual identificada para um candidato eleito prefeito em uma capital, neste ano. Foram R$ 3 milhões depositados na conta de Gilberto Kassab (a de campanha, é lógico). O valor representa quase 10% do que arrecadou o candidato do DEM. O jornal Valor lembra que a Camargo Corrêa, sempre esteve entre as maiores doadoras do País. Em 2004, investiu R$ 1 milhão e pouco na chapa Serra/Kassab, em São Paulo. Aliás, a empreiteira não gosta de por dinheiro fora. Só doou para o prefeito que venceu.

2) O mesmo Valor já informou na edição de ontem que as campanhas de Kassab, Marta e Alckmin tiveram 13 doadores em comum. Exceção a Bracol Holding que colocou mais grana na campanha do tucano e Carioca Christiani Nielsen que pôs mais na da petista, as demais ou dividiram o dinheiro em valores iguais para os três ou apostaram mais alto na reeleição de Kassab.

2) A campanha à reeleição de Gilberto Kassab gastou muito mais do que a de Serra, há quatro anos : R$ 29,8 milhões – aumento de 65% diz a Folha

3) No mesmo levantamento feito pela Folha se descobre que ficou bem mais caro se eleger este ano nas capitais. O valor total gasto pelos candidatos que se elegeram em outubro para as prefeituras das capitais cresceu 70% em relação a 2004. Ao todo, em 2008, as campanhas vitoriosas nas 26 capitais brasileiras gastaram R$ 115,8 milhões. Em 2004, foram R$ 67,8 milhões, valor já corrigido pela inflação registrada no período pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo).

4) Os quase 380 mil candidatos a prefeitos e vereadores gastaram cerca de R$ 2,2 bilhões nas eleições deste ano, segundo o TSE. Foram R$ 17 por eleitor

5) Os vereadores Arselino Tatto (PT), Mara Gabrilli (PSDB), Atílio Francisco (PRB) e Adolfo Quintas (PSDB), de São Paulo, caíram na “malha fina” do Tribunal Regional Eleitoral, diz o Jornal da Tarde. Foram encontradas irregularidades que vão desde omissão de doações e gastos até suposto uso de “caixa 2” e notas frias na declaração de despesas. A conclusão do TREvai agora para o Ministério Público. O jornal apresenta a justificativa de Mara Gabrilli que nega irregularidades, mas os demais vereadores ou não foram encontrados ou não quiseram falar.

Vereadora do Rio pede: Adote um Vereador

Em artigo publicado no jornal O Globo que somente agora caiu em minhas mãos, a vereadora do PSDB Andréa Gouvêa Vieira usou a mesma lógica da campanha Adote um Vereador lançada aqui no CBN São Paulo Quem chamou atenção para o texto foi o ouvinte-internauta Joildo Santos que participa do Adote um Vereador acompanhando o trabalho de Antonio Carlos Rodrigues.

Leia o texto da vereadora:

Vereadores trabalham muito ou pouco? Depende. Uma cidade como o Rio tem cerca de quatro mil leis. Precisa de mais? Em 2005, início da atual legislatura, que agora se encerra, tramitavam pela Câmara cerca de 3.100 projetos dos vereadores. Em um ano a cidade correu o risco de duplicar o número de leis. Talvez por terem trabalhado pouco, para quem avalia o desempenho de uma Câmara com a ótica quantitativa, vereadores mandaram para a sanção do prefeito “apenas” 367 leis. Uma por dia! Será pouco? Sancionadas ou promulgadas pela Câmara, as leis foram ou são ignoradas pelo Executivo e/ou desconhecidas da população. Como tantas outras de nossa babel legislativa.

Nos anos seguintes, os vereadores apresentaram menos projetos. Cerca de 200 por ano, fazendo com que o Diário da Câmara, antes robusto e pesado, passasse a circular bem mais leve. Uma queda enorme na produtividade dos vereadores! Foi ruim? Não, foi ótimo.

Que leis os vereadores faziam e deixaram de fazer? Eram as chamadas autorizativas.

Algo assim: autorizo o prefeito a fazer uma escola na comunidade tal, a asfaltar a rua tal, a abrir os postos de saúde nos fins de semana, a tratar os diabéticos dessa ou de outra forma e por aí vai. A maioria dessas leis atendia à necessidade ou era de interesse da população. Eram projetos meritórios, portanto. Fariam diferença na vida das pessoas. No entanto, atropelavam a prerrogativa do prefeito de decidir como organizar a prefeitura e criavam despesas fora do Orçamento. Eram portanto ilegais, inconstitucionais e inócuas. Nos últimos 15 anos os projetos autorizativos viraram uma praga na Câmara Municipal, entre outras razões, porque o Executivo, enquanto vetava e argüia a inconstitucionalidade de uma lei, sancionava lei idêntica quando queria agradar a um vereador. A partir de meados de 2006, proibiu-se a tramitação de novos projetos autorizativos. A redução na produtividade significou um ganho enorme na qualidade legislativa, menos desperdício de recursos, alívio para o Judiciário com a redução das ações de inconstitucionalidade, mais transparência na relação entre o eleitor e o cidadão. Valorizou-se a atividade legislativa. Mas a lei mais estratégica para a cidade, o Plano Diretor, não foi aprovada. Ou seja, trabalhou-se “menos”, o que foi bom, mas trabalhouse mal, o que é ruim.

Afinal, para que serve o vereador? Essa, sim, é a pergunta que precisa de um entendimento amplo, para que o cidadão possa cobrar, analisar e decidir se valeu a pena sua escolha, acompanhando a atuação do vereador na sua totalidade. Ao vereador cabe legislar, fiscalizar o Executivo e mediar conflitos entre a sociedade e o poder público.

Mas o vereador não tem a iniciativa de propor leis que interfiram na administração pública. E essa é, em geral, a expectativa maior do eleitor. Daí a frustração, a sensação de que “o vereador não fez nada”. Em compensação o prefeito, para governar, precisa pedir à Câmara aprovação para quase tudo. A mais importante das leis encaminhadas é a orçamentária.

Além de discutir o orçamento, emendá-lo, entender onde, para quem, e como serão usados os recursos dos cidadãos, o vereador tem a obrigação de fiscalizar o cumprimento do orçamento que aprovou, fazer audiências com os secretários, garantir a participação popular na proposta orçamentária.

Ao vereador é concedido o direito de propor leis sobre temas como ocupação do solo urbano e normas gerais de funcionamento da cidade, o que já lhe dá um poder e responsabilidade enormes; pode requerer todo tipo de informação sobre a prefeitura, instalar Comissões de Inquérito para apurar suspeitas de irregularidades, criar comissões temáticas, denunciar ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, debater e propor medidas que o prefeito aceita ou não.

Mas o vereador não substitui o Executivo, nem faz aquilo que é dever e competência da prefeitura. Já existem movimentos da sociedade dispostos a olhar com lupa seu trabalho. Isso é muito bom. Com razão a sociedade está insatisfeita, com a predominância dada à concessão de medalhas, nomes de rua e com o noticiário sobre os fichas sujas.

Adote um vereador. E essa adoção é necessária porque, dos 4,5 milhões de eleitores, apenas pouco mais de um milhão elegeu alguém entre os 1,3 mil candidatos. Dois milhões de eleitores não votaram, votaram na legenda do partido, ou optaram pelo voto em branco ou nulo. Por medo de errar, por desencanto ou porque não se sabe bem para que serve um vereador.

Abrinq oferece idéias para crianças e adolescentes

Todo o conteúdo apresentado durante o Congresso Brasileiro da Criança e Adolescente está à disposição para consulta no site da Fundação Abrinq.

Dados da PNAD 2006 mostram que das 21 milhões de crianças de até seis anos que vivem no Pais, 56% estão abaixo da linha da pobreza. São filhos e filhas de famílias com renda mensal per capita abaixo de meio salário mínimo. Se as crianças nestas condições são 12 milhões, o numero de adolescentes chega a 18 milhões.

“Após 18 anos da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a realidade para milhões de crianças e adolescentes continua dramática. Houve avanços, não podemos negar. Mas os indicadores ainda são cruéis”. A afirmação é do presidente da Fundação Abrinq, Synésio Batista da Costa, na abertura do Congresso Brasileiro dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizado nos dias 23 e 24 de outubro, em São Paulo.

Clique AQUI e navegue no programa do Congresso para selecionar os trabalhos e discussões que contaram com a participação de 700 pessoas.