Diga o que você achou da entrevista com Kassab (DEM)

Diga o que você achou da entrevista com Kassab (DEM)


Kassab no estúdio do CBN SP nesta quarta

Repetindo sua adversária, o candidato Gilberto Kassab (DEM) disse que não vai divulgar o nome dos financiadores de campanha antes da eleição. Apesar de ter dito que é a favor da transparência, o prefeitto que disputa à reeleição alegou que tem de respeitar a decisão dos financiadores que fizeram a doação com base na lei em vigor que prevê a divulgação apenas na prestação de contas finais.

No mais, Gilberto Dimenstein e eu falamos com o candidato sobre educação – investimento ou falta dele nos Ceus -, transporte, orçamento e administração pública. Deixe sua opinião sobre a entrevista neste post. Mais tarde você terá à disposição o áudio da entrevista de Gilberto Kassab ao CBN SP.

A Batalha das Profissões

Por Carlos Magno Gibrail

Cirurgiões e instrumentistas têm suas divergências nos centros cirúrgicos. “O conflito instala–se entre médico e enfermeiro quando os médicos desvalorizam a atitude do enfermeiro”, diz G. Carapinheiro. Entretanto até hoje não tivemos nenhuma batalha de bisturis ou de estetoscópios em centros cirúrgicos.

Arquitetos e engenheiros têm atribuições sobrepostas em algumas atividades. Considera-se aos arquitetos mais plástica e formas, aos engenheiros mais racionalidade. Nenhum registro de briga de pranchetas e réguas T entre eventuais agressivos profissionais da área.

Dentistas e protéticos, uma relação cotidiana e até aqui nenhuma ação guerreira atirando moldes e dentaduras uns ao outros; a não ser discussões acirradas com pacientes sobre preços.

Jornalistas e assessores de imprensa discutem até se estes devem ser considerados jornalistas, mas aqueles saem mesmo do sério quando são deixados de lado por alguma informação exclusiva dada ao concorrente. Nada, entretanto leva a microfones ou gravadores arremessados uns aos outros.

E muitas outras atividades que se complementam e resolvem suas diferenças sem atritos maiores.

Até quinta feira (16 /10/08), quando em SP/Capital, no entorno do Palácio dos Bandeirantes, área proibida para manifestações, profissionais da Policia Civil, ao serem obstruídos em seu intuito de falar com seu Chefe por elementos da Policia Militar, entraram em combate real. Usaram seus apetrechos de trabalho, isto é, armas e munições destinadas ao combate de criminosos.

As Policias Civil e Militar, atribuídas das atividades de polícia judiciária e de apuração das infrações penais e da policia ostensiva, respectivamente, estavam fazendo o que deveriam impedir que se fizesse.

O Governador projetou a culpa em terceiros, esquecendo-se que não importa a causa, a função de chefia é a autoridade competente para a solução do conflito.

“Está de pé, mais do que nunca, o problema do convívio profissional das duas polícias. E, vai sem dizer, o imperativo de apagar o estopim da crise. Resta saber se o Palácio dos Bandeirantes terá a necessária lucidez para tanto”. Estadão, N&I.

Mas de quem é a culpa?

Segundo o cineasta José Padilha e o sociólogo e ex-BOPE Rodrigo Pimentel “o fracasso da policia é dos políticos”, referindo-se ao episódio de Sto. André mas com os mesmos protagonistas.

E continuam: “o GATE com uma microcâmera de fibra ótica saberia que o sequestrador tinha encostado um armário na porta de entrada e que os reféns não estavam na sala, mas no quarto e que uma invasão pela frente perderia preciosos segundos, dando tempo para ele atirar nas reféns”.

“Mas o GATE não tinha nem escada adequada, muito menos a câmera e perdeu preciosos segundos”

Cineasta e Sociólogo-Capitão, concluem: “Parafraseando Nietzche, é preciso defender os nossos policiais dos nossos políticos!”.

Carlos Magno Gibrail não é jornalista, é doutor em marketing de moda, e escreve toda quarta-feira aqui no blog sem jamais ter sido ameaçado por algum dos meus colegas com o diploma em riste.

Prefeito-candidato Kassab no CBN SP

Kassab na CBN
Kassab em entrevista realizada pelo CBN SP no 2o turno

Líder nas pesquisas de intenção de voto, neste segundo turno, o prefeito-candidato do DEM Gilberto Kassab será o entrevistado desta quarta-feira, no CBN São Paulo. Assim como ocorreu com a candidata e ex-prefeita Marta Suplicy, Kassab responderá a perguntas do jornalista Gilberto Dimenstein e minhas das 11 da manhã às 11 e 30. Além disso, uma das perguntas deixadas na área destinada aos comentários deste post será feita a ele, também.

Você poderá, ainda, assistir à entrevista, ao vivo, pelas câmeras que estão no estúdio da Rádio CBN.

Marta no perguntômetro do CBN SP

Financiamento de campanha, orçamento, transporte, e educação foram temas da entrevista com a candidata a prefeito de São Paulo, Marta Suplicy (PT), na manhã desta terça-feira. Boa parte dos assuntos foi abordada, também, nas mensagens enviadas por ouvintes-internautas ao blog e ao e-mail do CBN São Paulo. Algumas dessas você acompanha acessando a área reservada aos comentários nos posts abaixo.

Quanto a lista com o nome dos doadores de campanha, pedido que temos feito a todos os candidatos que entrevistamos neste 2o turno de eleição, Marta disse que não vai divulgar: “meu adversário não divulga”.

Repetindo o que havíamos feito no primeiro turno quando conversamos, ao vivo, com os 11 candidatos à prefeitura de São Paulo, além de abrir espaço para as perguntas, convidamos os ouvintes-internautas a darem, democraticamente, opinião sobre a qualidade da entrevista realizada e o desempenho da candidata nas questões consideradas prioritárias para a melhoria da qualidade de vida do cidadão.

E, ainda, divulgamos o ¿Perguntômetro¿ no qual calculamos o número de perguntas, comentários e críticas feitas pelos ouvintes-internautas. No caso de Marta Suplicy foram enviadas 36 mensagens ao e-mail e tivemos 47 registros no blog.

Amanhã, será a vez de Gilberto Kassab, do DEM, ser entrevistado das 11 às 11 e meia da manhã.

Ouça aqui a entrevista com Marta Suplicy

Internet Grátis: análise foi jornalística e técnica, diz CBN

Ouvintes-internautas enviaram mensagens ao blog e ao meu e-mail sobre comentário feito pela candidata do PT Marta Suplicy de que a rádio CBN não teria lhe oferecido direito de resposta a uma entrevista concedida pelo jornalista especializado em tecnologia Ethevaldo Siqueira ao programa CBN Brasil, apresentado por Carlos Alberto Sardenberg. Conversei com a diretora-executiva de jornalismo da CBN Mariza Tavares que me deu a seguinte informação:

“Não havia qualquer justificativa para o direito de resposta. A candidata havia divulgado seu programa de levar internet grátis para toda a cidade e, jornalisticamente, buscamos um especialista no assunto para avaliar a viabilidade da proposta. Foi exatamente o que Ethevaldo Siqueira, que escreve há 40 anos sobre o assunto, fez. A análise de Ethevaldo foi técnica, apontando a dificuldade de implantação do projeto como a candidata apregoava.”

Mariza Tavares, diretora-executiva da CBN

Diga o que você achou da entrevista com Marta

Foram 30 minutos de entrevista com perguntas do Gilberto Dimensteisn e minhas, além de uma feita por ouvinte-internauta que registrou a questão aqui no blog. A pergunta que escolhi foi de Selma Haak sobre a intenção da candidata de permitir que o bilhete único seja carregado na catraca.

Três destaques na fala de Marta Suplicy:

“Crise econômica não prejudicará investimentos em São Paulo”, ao comentar a possibilidade de redução da arredação municipal.

“Não vamos usar esta mulher na campanha”, respondeu Marta sobre depoimento de Nicéia Ex-Pitta, segundo a Folha de SP, que relacionaria Gilberto Kassab, do DEM, e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta

“O DEM terá um suspiro em São Paulo”, em ato falho da candidata ao dizer que o DEM é o ex-PFL que estaria sendo derrotado em várias partes do Brasil.

Deixe sua opinião sobre a entrevista. Em breve colocaremos à sua disposição a gravação completa.

Restaurantes que resistem a modismos

As duas dicas deste terça-feira são de grandes restaurantes que continuam incríveis de acordo com o sabor de Ailin Aleixo, do Época SP na CBN

Cantaloup

O chef Renato Carioni, que já passou por restaurantes na França e na Itália, é a razão para a casa estar sempre repleta, mesmo pertencendo a categoria dos restaurantes caros de São Paulo. O público- empresários, políticos e famílias tradicionais- espalha-se pelo salão amplo, com mesas afastadas umas das outras, o que garante boa privacidade. Entre das delícias do cardápio, o Ovo ”molet” com ragout de aspargos e cogumelos ao molho de parmesão destaca-se como entrada. Nas ótimas opções de pratos principais– que contemplam massas, risotos, carnes e peixes– a lasanha de pato foi um acerto completo. A carne desfiada e finamente temperada vem entremeada por levíssima massa com espinafre que, em sua última camada, ganha foie grass selado. A Avestruz com purê de cará ao molho de jabuticaba é tenra e adocicada na dose correta. Entre as sobremesas, destaque para o crocantíssimo canoli de com pedacinhos de goiaba caramelizada acopanhado de sorvetes de queijo e goiaba.

R. Manuel Guedes, 474 – Itaim-Bibi – São Paulo – SP 3078-3445, acessibilidade

Carlota

No almoço de sábado, a casa estava tranqüila e o atendimento, atencioso. As duas entradas pedidas– crostinis de polenta grelhada (com bacalhau desfiado, brie derretido e cogumelos) e maciíssimo bolinho de mandioca com camarão cremoso– estavam impecáveis. Entre os pratos principais, o risoto de brie com camarão que acompanha o calamari grelhado estava ligeiramente salgado, mas o molusco perfeito e no ponto. O mesmo se pode dizer do alto e tenro filé mignon com crosta crocante, molho blue cheese e gateau de batata. Não saia do Carlota sem provar o que o cardápio tem de mais saboroso: as sobremesas. O bolinho quente e cremoso de banana com sorvete de canela

R. Sergipe, 753 – Higienópolis – São Paulo – SP 3661-8670, acessibilidade

Pergunte para Marta Suplicy, no CBN SP

Marta Suplicy no CBN SP
Clique na imagem e veja o álbum do CBN SP com os candidatos de SP

A candidata do PT Marta Suplicy que disputa o 2o turno em São Paulo participará de entrevista no CBN SP, ao vivo, nesta terça-feira, entre 11 e 11 e meia da manhã. O comentarista do quadro Mais São Paulo Gilberto Dimenstein estará ao meu lado no estúdio para conversar com a petista. Você poderá assistir a esta entrevista na internet com imagens das câmeras do estúdio da CBN.

Faça uma pergunta para a ex-prefeita de São Paulo aqui no blog. E eu irei escolher uma delas para reproduzir no ar, além disso deixarei à disposição da campanha da candidata espaço no blog para responder as demais questões.

Logo após a entrevista você também poderá deixar sua opinião sobre a entrevista que acompanhou na CBN.

Amanhã, quarta-feira, o CBN São Paulo entrevistará o prefeito-candidato Gilberto Kassab do DEM. E a semana se completará com entrevistas, ao vivo, dos candidatos à vice: Alda Marcoantonio (PSDB), vice de Kassab, na quinta; e Aldo Rebelo (PC do B), vice de Marta, na sexta. Todas as entrevistas serão das 11 às 11 e meia da manhã.

A história do ônibus na emoção de Seu Duda

Duda do ônibus

Aos 74 anos, Seu Duda se emociona ao ver a coleção de miniaturas do nosso colega Adamo Bazani. E Adamo Bazani garante que o olho de Seu Duda se encheu d’água quando reconheceu no livro veículo que usou durante os anos de trabalho, em Santo André. Apesar da diferença de idade

Apesar da diferença de idade dos dois, uma paixão os une: os ônibus. Se Adamo sempre curtiu ser passageiro, Duda se orgulha de ter trabalhado neles. Foi funcionário da pioneira EAOSA – Empresa Auto Ônibus de Santo André -, fundada em 1931 e uma das primeiras a ligar a Região Metropolitana de São Paulo à capital.

A conversa dos dois, semana passada, foi transcrita por e-mail pelo próprio Adamo e entre uma confissão e outra ficou muito claro que para nosso repórter ouvir as histórias do seu Duda era como estar diante de um ídolo.

José Eduardo – Duda – da Costa tinha apenas 13 anos quando foi trabalhar no pátio da EAOSA como auxiliar de oficina. Havia ele e os amigos Paulo, Antuil e Aurélio exercendo profissão perigosa para qualquer profissional, principalmente sendo estes crianças ainda.

“Uma das suas primeiras funções era “dopar” os motores a diesel das jardineiras, com éter puro, embebido num pano, que era passado na bomba de combustão, enquanto outro garoto dava partida no ônibus e acelerava. O cheiro era terrível. OUTRO PERIGO era que os adolescentes trabalhadores tinham de preparar uma solução para as baterias da parte elétrica dos ônibus em tonéis de água e ácido sulfúrico puro. Havia um tonel de ácido, onde a bateria era colocada por um pequeno tempo. Em seguida, ela ficava uma semana num tonel de água para fazer a solução. Tudo isso, segundo Duda, tanto o contato com o ácido como com o éter, era feito sem luvas, máscaras, óculos ou qualquer tipo de proteção” – escreveu Adamo.

Foi um forte jato de água jorrado contra o corpo de Duda que impediu um acidente grave resultado de queimadura por ácido mal-manipulado por um dos garotos. O uniforme dele se esfarelou, mas graças a ação rápida de um colega experiente o menino escapou ileso.

Além de “brincar” com as miniaturas que Adamo mantém na prateleira de casa, Duda teve a curiosidade atiçada pela biblioteca mantida pelo jornalista. E foi ao folhear um dos livros com a história de ônibus que o funcionário aposentado da EAOSA reencontrou-se com o Coaches GM, modelo americano que revolucionou o transporte urbano de passageiros, hidramático, hidráulico, sensores para impedir que a porta surpreendesse um passageiro, com pisca-pisca elétrico (ensina-me Adamo que os modelos que haviam no mercado no fim dos anos 40 tinham seta de madeira para indicar para que lado iriam virar:

“Hoje em dia, mesmo com o desenvolvimento da indústria automobilística, não se vê ônibus urbano que se equipare ao conforto dos Coaches. Hoje se economiza peças e muitos ônibus saem novos, caros e desconfortáveis das linhas de produção” – opinou Duda.

Na garagem e ainda menino, Duda aprendeu a dirigir os ônibus. Precisava ficar em pé para alcançar os pedais. Quando foi promovido a cobrador, mais “velho”, continuou em pé, pois não havia roleta nem banco para sentar. Nas viagens entre Santo André e São Paulo chegava a ficar mais de uma hora caminhando dentro do ônibus para cobrar a passagem que era paga por seção.

“Na linha, por exemplo, havia 5 seções entre Santo André – São Caetano e São Paulo. Eram elas: 1ª Praça do Ipiranguinha, em Santo André até Estação de trem Santo André / 2º Estação de Santo André até os limites entre os municípios de Santo André e São Caetano / 3º Limite de Municípios até a Estação de trem de São Caetano / 4º Estação de São Caetano até o Sacomã, na Capital Paulista, perto do subidão da Rua Bom Pastor / 5º entre o Sacomã até o Parque Dom Pedro II.
Duda conta que não eram raras as vezes que passageiros que pagavam a seção mais barata, fingiam dormir para passar do ponto e ir mais além. Havia até brigas dentro dos ônibus, mas Duda disse que sempre procurou ser educado com os passageiros, mesmo sabendo que alguns faziam de propósito”- escreveu Adamo.

Duda não fez toda sua vida na empresa, saiu de lá ainda nos anos 50. Mas deixo nas palavras de Adamo o fim desta conversa:

“Duda recorda com carinho uma época dura e feliz. Dura pelo trabalho, feliz, pela simplicidade. Rotineira, mas desafiadora. Rotineira, pois o serviço era o mesmo todos os dias. Desafiadora, pois os ônibus tinham de enfrentar ruas de terra, lama e também porque, no início, ninguém acreditava que a empresa onde Duda trabalhou sobreviveria sequer alguns anos, por causa da ligação bem mais antiga por trens entre o ABC e São Paulo.

Diz a música de Geraldo Vandré, que o “mundo foi rodando nas patas do meu cavalo”. Duda que é fã de música de várias épocas, diz que “São Paulo foi mudando nas rodas de veículos com mais de 200 cavalos”. Ele conta que pela janela do ônibus viu estradinhas de terra no ABC e na Capital se tornarem ruas de paralelepípedos, asfalto, grandes avenidas. Viu fábricas crescendo, vilas se formando. Viu o matagal que separava uma parte do ABC e São Paulo se transformar em bairros, centros industriais, até não se notar a diferença entre os limites de municípios. Viu pequenos comerciantes se tornarem empresários, operários, comprarem suas casas. Viu do verde das grande chácaras do ABC ao cinza das indústrias da região. Pelas janelas dos Coaches da EAOSA, viu o bairro do Ipiranga, por exemplo, se tornar um dos mais importantes industrialmente na Capital.

E de que o velho cobrador tem saudade ? Da simplicidade das pessoas da época. Ah sim, e do ronco do motor dos Coaches.

Hoje a empresa, que possui linhas de Mauá a Capital Paulista é considerada uma das grandes do setor, mas ela não chegaria a esse posto, sem os Dudas e tantos outros que sujaram as mãos de graxa, cheiravam óleo diesel e outros produtos químicos e dedicaram suas vidas e juventude a um trabalho pesado”.