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Os candidatos que disputam o 2o. turno em sete cidades paulistas não divulgam o nome dos financiadores de suas campanhas, mesmo aqueles que, publicamente, prometeram apresentar a lista dos doadores. Em duas semanas, a CBN entrevistou os 14 candidatos e a todos perguntou sobre a importância e o interesse de mostrarem a seus eleitores o nome das pessoas e empresas que investem na candidatura deles.
Até sexta-feira, a co-produtora do CBN São Paulo Fernanda Campagnucci conversou com os assessores dos candidatos que se comprometeram a divulgar os dados. O resultado foi frustrante e revelador. Não há interesse dos candidatos nesta informação.
A lei eleitoral exige a divulgação dos dados apenas na prestação de contas após a eleição, mas os candidatos podem fazer esta declaração se entenderem que a informação torna mais transparente o processo eleitoral.
No primeiro turno, o CBN São Paulo fez esta proposta aos seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais na capital. Apenas dois, Ivan Valente (PSOL) e Soninha Francine (PPS), apresentaram o nome e o valor doado pelos financiadores. Os dados estão publicados no blog.
No Rio de Janeiro, todos os candidatos que disputaram a prefeitura declararam estes dados e o eleitor no momento em que foi votar sabia de onde vinha o dinheiro que sustentava as ações do seu candidato.
No Estado de São Paulo, transparência não parece ser o objetivo dos candidatos à prefeitura.
O que os candidatos escondem em suas prestações de conta ?
Por que têm vergonha de declarar o nome dos financiadores ?
O dinheiro doado ao candidato influencia nas decisões dele se eleito ?
Candidato que não é transparente na campanha, será transparente na prefeitura ?
Veja o levantamento feito pelo CBN São Paulo:
SÃO PAULO
Gilberto Kassab (DEM) – Disse que não vai declarar porque a lei não exige,
Marta Suplicy (PT) – Disse que não vai declarar porque a lei não exige
SÃO BERNARDO DO CAMPO
Luiz Marinho (PT) – No ar disse que esta informação não interessa ao eleitor.
Orlando Morando (PSDB) – Prometeu divulgar porque não tinha nada a esconder, mas não divulgou. A assessoria dele ficou de ver. E segue vendo.
SANTO ANDRÉ
Vanderlei Siraque (PT) – Prometeu no ar que divulgaria. Não divulgou. A assessoria dele disse que fez o pedido ao Comitê Financeiro e até agora não recebeu a informação.
Aidan Ravin (PTB) – Prometeu e não cumpriu. Um dos assessores disse que pediu ao Comitê Financeiro mas eles estão me enrolando.
GUARULHOS
Sebastião Almeida (PT) – Depois de promete no ar, voltou atrás e informou que o departamento jurídico não deixou.
Carlos Roberto (PSDB) – Prometeu no ar e não cumpriu. A assessoria prometeu oferecer os dados em 10 minutos. Também não cumpriu.
MAUÁ
Oswaldo Dias (PT) – Na entrevista, disse que vai apenas cumprir a lei, ou seja, divulgar os dados após a eleição.
Francisco Carneiro (PSB) – Prometeu e não cumpriu. A assessoria desinformada disse que os dados estavam no TRE. Não estão porque só devem ser declarados, oficialmente, após a eleição.
BAURU
Caio Coube (PSDB) – Disse que não vai declarar antes da eleição,
Rodrigo Agostinho (PMDB) – Prometeu mas não cumpriu.
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Valdomiro Lopes Júnior (PSB) – Disse, na entrevista, que não declara.
João Paulo Rillo (PT) – Prometeu, na entrevista, e não cumpriu.