Marta não vai declarar doadores antes da eleição

Resposta da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo da candidata Marta Suplicy ao pedido feito pelo CBN SP: A Sra. é favorável à divulgação dos nomes dos doadores da campanha – pessoas físicas e jurídicas – antes das eleições ? Quem financia sua campanha ?

Os dados sobre arrecadação de valores da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo são regularmente enviados ao Tribunal Regional Eleitoral . A relação dos doadores constará da prestação final de contas da campanha e será disponibilizada pelo TRE, conforme determina a legislação.

Assessoria de Imprensa
Campanha Marta Prefeita

Horário eleitoral: ruim o que se vê, pior o que não se vê

Assistir à campanha dos vereadores no rádio e na TV pode revelar situações constrangedoras, mas nada que se assemelhe com aquilo que nós não vemos. Os critérios para decidir a participação no espaço reservado aos que buscam vaga na Câmara são, geralmente, anti-democráticos, pouco transparentes e, muitas vezes, influenciados pelo poder econômico.

Em alguns pequenos partidos, por exemplo, o espaço é loteado para aqueles que compram o direito de explorar a legenda e conseguem financiar a gravação do programa de TV – dos produtos mais caros em uma campanha. Ou que outro motivo haveria para tal candidato aparecer muito mais do que todos os demais ? Tá bom, quando o cidadão é bastante conhecido é visto como puxador de votos e, além de ter mais possibilidades de se eleger, ainda pode levar alguém da legenda de carona para a Câmara. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o deputado federal Clodovil, há dois anos. Não nega, porém, a afirmação inicial de que este também é o único capaz de bancar a campanha na televisão.

Partidos grandes, como o PSDB, DEM e PT, impõem aos candidatos um discurso e quem não seguir o roteiro fica fora do ar. Houve tucanos que faziam parte do governo Kassab que tiveram de falar contra a área que atuaram. Outros ficaram de fora, mas por um motivo razoável: fazem campanha contra o candidato a prefeito.

Em outros partidos, o cacique toma o tempo reservado aos demais candidatos. Foi assim no Prona que consagrou o nome do falecido Enéas Carneiro e conseguiu criar outros “Eneazinhos” nos legislativos estadual e municipal.

No PV, neste momento, alguns militantes se dizem constrangidos com o monopólio de José Luiz Penna no horário eleitoral destinado aos candidatos a vereador. Apesar de o partido ter 83 concorrentes à vaga na Câmara Municipal, apenas o presidente do PV paulista, o candidato Penna, é quem aparece na campanha.

Voto Consciente alerta para baixo nível dos candidatos

Chama atenção, também, a profusão de candidatos desqualificados que transformam o horário eleitoral em um programa cômico de deixar o eleitor de mau humor. “É impressionante como os partidos políticos não aprendem a selecionar melhor seus candidatos. O povo tem a impressão de que ali estão pessoas que encerraram suas carreiras artísticas, esportivas, ou mesmo quem já se deu por fracassado profissionalmente e resolveu tentar uma carreira política para ver se dá jeito na vida pessoal”, diz Sônia Barboza, coordenadora do Movimento Voto Consciente na Câmara Municipal de São Paulo.

Sônia chama atenção para a falta de propostas consistentes. “Se nem o candidato a vereador sabe o que tem a propor para melhorar São Paulo, como é que se candidata? E, pior, como é que o partido permite uma coisa dessas? As propostas vazias são tantas, que blocos inteiros de vereadores repetem o mesmo discurso na TV, como se todos tivessem o mesmo propósito e a mesma capacidade para tocar adiante tais projetos”.

Nanicos começam a se definir na eleição

Pode apostar. A medida que se aproxima a data da eleição, os candidatos nanicos à prefeitura mostram a que vieram. E a quem prestam serviço. Ciro Moura, do PTC, assumiu o discurso crítico contra o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Já havia usado da mesma estratégia no início do mês quando fez ataques diretos a candidata do PT, Marta Suplicy. Outro que inclui os tucanos de maneira gratuita no discurso é Levi Fidelix.

A crítica de aluguel é prática comum no cenário político brasileiro e justifica, na maioria dos casos, a insistência de alguns candidatos em se apresentarem para a disputa em todas as eleições mesmo que não tenham nenhuma perspectiva de vitória. Um belo negócio.

Coitado dos vereadores de Rio Claro

Ao acompanhar entrevista sobre os vereadores de São Paulo que tiveram como principal função nesta gestão aprovar nomes de ruas, o ouvinte-internauta Francisco Brianezi lembrou que na cidade em que mora no interior paulista, Rio Claro, as ruas tem apenas números, com exceção de algumas grandes avenidas. O mesmo sistema, aliás, funciona e muito bem na ilha de Manhatan, em Nova Iorque.

Olha-se o mapa de Rio Claro e se fica imaginando como os vereadores ocupam o tempo deles na Câmara.

Vereador gosta mesmo é de batizar rua

O desempenho da Câmara dos Vereadores de São Paulo foi muito restrito, segundo levantamento feito pela ONG Transparência Brasil. Dos projetos aprovados nesta gestão, 91% foram considerados sem relevância pública. A maioria se referia a batismo de rua e homenagem a moradores da cidade.

No Rio de Janeiro, mesmo levantamento da Transparência Brasil mostrou que 93% dos projetos de lei analisados eram irrelevantes.

Ouça a entrevista com o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil Cláudio Weber Abramo ao CBN SP sobre este tema:

ONG defende ajuda de pequenos doadores a partidos

Os principais financiadores dos partidos políticos no Brasil são as grandes empresas e executivos. O número de pessoas físicas na lista dos doadores é reduzido. A Transparência Brasil defende que se implante no país sistema semelhante ao dos Estados Unidos no qual a lei de financiamento de campanhas leva os partidos a incentivarem a presença dos pequenos doadores. Para cada quantia depositada na conta do partido, o poder público é obrigado a repassar um determinado valor para a campanha.

A falta de transparência dos partidos em relação as contas de campanha ainda é um dos principais problemas na disputa eleitoral. Estes não são obrigados a declarar, antes da eleição, quem financia a campanha e isso retira do eleitor o direito a uma informação importante para decidir quem será seu candidato.

Ouça a entrevista do diretor-executivo da ONG Transparência Brasil Cláudio Weber Abramo ao CBN SP:

Os dois sites divulgados por Cláudio W. Abramo durante a entrevista são os do Excelências e o As Claras.

O CBN SP convidou os candidatos à prefeitura de São Paulo a divulgarem o nome e quantia de cada um dos doadores de sua campanha, através de mensagem eletrônica e telefonema, na terça-feira. Os partidos têm até sexta-feira para encaminharem estas informações.

Leia, também, entrevista com o pessoal do Contas Abertas publicada nessa quarta, dia 24 de setembro, aqui no blog

Lei paulista não restringe avanço em represas, diz ISA

O projeto de lei do Governo de São Paulo que regulariza lotes e ocupações no entorno da Represa Billings, na zona sul da capital, não é suficiente para impedir a degradação das áreas ainda preservadas. A opinião é coordenadora do Programa Mananciais do Instituto Socioambiental, Marússia Whately.

Ouça a entrevista da ambientalista no CBN SP:

Acesse mais informações no site www.mananciais.org.br

Terrenos às margens da Billings serão regularizados

Conter as invasões, diminuir a degração do meio ambiente e permitir ações de saneamento são os objetivos do projeto de lei do Governo de São Paulo que prevê a regularização dos lotes e casas construídas ilegalmente às margens da represa Billings. No local vivem cerca de 900 mil pessoas e, conforme o secretário estadual do Meio Ambiente, Francisco Graziano , sem a aprovação desta lei não é possível, por exemplo, a Sabesp realizar o trabalho de tratamento do esgoto, motivo da intensa poluição deste “reservatório de água” da região metropolitana.

Ouça a entrevista do secretário Francisco Graziano ao CBN São Paulo:

Prá começar bem o dia

Ailin Aleixo nos leva aos cafés da cidade no “Época São Paulo na CBN”.

Oscar Café

O ambiente harmoniza com a atmosfera fashion das redondezas. A clientela, sempre muito chique, pode escolher entre cinco menus de café-da-manhã. O mais simples traz bebida quente, suco, fruta, cesta de torradas, geléia, manteiga e mel. O top de linha ganha o reforço de cream cheese, salmão defumado e pain perdu. Fora dos cardápios fechados, a vitrine oferta pão de queijo, brioches, croissants, muffins e bolos. Mas quem acorda cedo tem que esperar: as portas são abertas apenas às 10h. Preço: de R$ 19,70 a R$ 29,60 por pessoa. Horário: sáb. e dom., 10h/13h.
R. Oscar Freire, 727, Jardim Paulista, tel.: 3063-5209

Boutique Bar Nespresso

Chique, é para quem quer começar o dia com estilo – e não se importa de pagar por isso. O café-da-manhã, servido no jardim ou no interior da loja, vem num pacote fechado: uma fruta, um suco, uma bebida quente e uma seleção de pãezinhos doces e salgados, que chegam à mesa em uma linda bandeja de vários andares. O serviço, embora atencioso, é bastante enrolado e requer uma certa paciência. Portanto, vá sem pressa. Preço: R$ 34 por pessoa. Horário: sáb. e dom., a partir das 9h.
R. Padre João Manuel, 1164, Jardim Paulista, tel.: 3064-9974

Le Vin Patisserie

Bem ao lado do bistrô funciona uma simpática doceria, que vende os incríveis doces e pães do chef pâtissier Henri Schaeffer. São apenas duas mesinhas dentro da loja, mas há várias delas na calçada, onde é possível tomar café-da-manhã diariamente, a qualquer hora. Há quatro menus petit déjeuner à escolha. O mais barato traz cestinha de pães, manteiga e geléia, suco de laranja natural e uma bebida quente. O mais caro vem com mamão, bebida quente, suco, sanduíche de queijo brie e uma torta média. À parte, ainda é possível pedir ovos quentes ou mexidos. Preço: de R$ 12 a R$ 28 por pessoa. Horário: diariamente, a partir das 8h.
Al. Tietê, 178, Jardim Paulista, tel.: 3063-1094

Feira Moderna

Nos fundos de uma loja moderninha, com foco no artesanato brasileiro, funciona um café com a mesma pegada. Da cozinha saem três menus de café-da-manh㠖 o no 3, mais caprichado, vem com pão, manteiga, geléia, café com leite, broinha de milho, ovos mexidos e pão de queijo. À parte, é possível pedir tapiocas salgadas e doces, bolo de rolo e de banana, rabanada e outras delícias regionais, como sucos naturais de cupuaçu, tamarindo e graviola. Só não serve para madrugadores. Embora o café-da-manhã esteja disponível diariamente, a casa só abre às 10h. Preço: de R$ 6 a R$ 14 por pessoa. Horário: diariamente, a partir das 10h.
R. Fradique Coutinho, 1248, Vila Madalena, tel.: 3032-2253