Avalanche Tricolor: Os números não mentem


Clique na imagem e vá ao Blag do Mauro

Nessa segunda no bate-papo com o colega Daniel Piza chamei atenção para a ausência de mensagens na minha caixa de correio de ouvintes-internautas solidários a este jornalista por ter sido “roubado” em campo, no domingo. Ao contrário de outras oportunidades em que o Grêmio teria sido beneficiado pelos árbitros, desta vez ninguém escreveu para falar do penâlti não assinalado em favor do Imortal contra o Atlético Paranaense.

Choro de torcedor, devem ter pensados muitos. Inclusive meu amigo Piza.

Nesta quarta, encontrei no Blag do Mauro, do jornalista Mauro Beting, palmeirense de coração e analista esportivo pela razão, a informação que faltava para justificar minha insatisfação. De acordo com levantamento feito em todos os jogos disputados até aqui no Campeonato Brasileiro, Mauro Beting prova que o Grêmio foi o clube mais prejudicado pelos árbitros na competição. Perdeu seis pontos graças aos erros dos juízes (os de futebol). O levantamento completo você lê na coluna dele. Clique na imagem acima e vá até lá para ver se o seu time está na lista dos que foram prejudicados, beneficiados ou tico-tico-no-fubá.

Em tempo 1: o Palmeiras ganhou dois pontos neste campeonato com a ajuda do “apito amigo”.

Em tempo 2: mais do que má-fé, o que a estatística prova é que boa parte dos árbitros é muito ruim.

Candidatos são convidados a declarar doadores, em SP

O financiamento de campanha é um dos temas mais complicados do processo eleitoral. Partidos e candidatos costumam não falar do assunto. A legislação aperta o cerco, mas tem deixado buracos na cerca. Apesar de serem obrigados a fazer declarações particiais do dinheiro que receberam de empresas e pessoas fisicas, o nome dos doares somente será conhecido após a eleição.

A pressão da opinião pública tem mudado o comportamento em alguns locais. No Rio, conforme publicado na edição de hoje do jornal Valor Econômico, todos os candidatos a prefeito declaram o nome dos doadores e a quantia doada. Em Curitiba, o eleitor já pode saber quem financia a campanha, apesar de candidatos e partidos ainda não divulgarem quanto cada um doou.

Em São Paulo, ninguém sabe, ninguém viu. E mesmo candidatos mais a esquerda que denunciam o abuso do poder econômico falam que declarar antes da eleição o nome do financiador vai constrager doador.

Nessa terça-feira, o CBN São Paulo enviou aos candidatos que ocupam os seis primeiros lugares nas pesquisas eleitorais mensagem solicitando o nome de quem financia a campanha deles. Estas informações serão divulgadas no programa e aqui no blog, assim que forem enviadas à CBN.

O consultor da ONG Contas Abertas Gil Castelo Branco falou sobre a iniciativa e a importância para o eleitor saber quem financia a campanha do seu candidato:

Na mesa da tradição

Três dos mais antigos restaurantes de São Paulo estão no roteiro de hoje da Ailin Aleixo, do “Época São Paulo na CBN”:

La Tambouille

Há 37 anos o resturante de Giancarlo Bolla é um dos mais chiques da cidade. O ambiente é formalíssimo, com direito a piano até na hora do almoço e atendimento de primeiríssima, ao mesmo tempo educado e simpático. Prepare-se para pagar por isso. O couvert sai por R$ 17 no almoço e R$ 23 no jantar (é bem verdade que, variadíssimo e caprichado, é quase uma refeição completa). E mesmo o menu executivo, que lá se chama menu leggero, custa R$ 69 por pessoa. Inclui entrada e um prato principal, que podem ser escolhidos dentro de uma lista bem variada, mais uma sugestão do chef a cada dia: tem cassoulet de pato às terças, picadinho as quartas e bolito misto às quintas. À noite, Bolla oferece seu cardápio franco-italiano, no qual figuram pratos como polvo ao molho de escargots, fantasia de pasta recheada e marreco de leite com risoto de pimenta-jamaica.
Av. Nove de Julho, 5925 – Bela Vista – 3079-6277

Fasano

Comecemos pela comida: as criações do italiano Salvatore Loi proporcionam uma experiência gastronômica inesquecível. Com técnica precisa, o chef trabalha ingredientes de primeira em receitas aparentemente simples, sem misturas desnecessárias, o que dá o merecido destaque a cada sabor. Há detalhes primorosos. Na salada de camarão e vieiras ao forno, a casquinha crocante e rosada que cobre o crustáceo não lembra em nada qualquer tipo de empanado já visto ou provado. Já na polenta com fonduta de gorgonzola, a singeleza da entrada faz a gente lembrar de almoço de mãe. Como nem tudo é perfeito, nem mesmo a cozinha do Fasano, o molho de vinho branco que cobria a perdiz com polenta estava um ponto acima no sal – o risoto de faraona com cogumelos esponjosos, em compensação, estava impecável. Quanto ao ambiente, é de fato elegantérrimo. Mas, como todo bom restaurante de hotel, tem de tudo, até turista de tênis bebendo caipirinha. O serviço, sem deslizes, acompanha o ritmo: freqüentadores mais descontraídos recebem sorrisos fartos, inclusive do famoso sommelier Manoel Beato. Prepare-se para pagar muito por isso. Só o couvert, que tem apenas pão, manteiga e grissinis, custa astronômicos R$ 24 por pessoa.
R. Vitório Fasano, 88 – Jardins – 3062-4000 / 3896-4000

Rodeio

Uma das casas de carne mais tradicionais – e antigas, já que foi aberta em 1958 -da cidade, o Rodeio resistiu à pressão do sistema de rodízio e continua servindo suas saborosas carnes à la carte. O couvert, farto (e caro: R$ 18,50 por pessoa), encarece um pouco o total gasto por pessoa, mas compensa por incluir diversas opções de pães e uma salada grande à escolha do cliente. O ambiente, dividido em pequenas salas, lembra uma casa de campo e possui ”estações de finalização” para garantir o ponto certo da carne, que chega fumegante à mesa. Não deixe de pedir o arroz Rodeio (conhecido em outros lugares como Biro-Biro, a receita original vem da Rodeio). O clima aconchegante e intimista também caiu nas graças de famosos e grandes empresários, que podem ser vistos com freqüência por lá.
R. Haddock Lobo, 1498 – Jardins – 3474-1333

Sustentabilidade: “Interdependência ou morte”

Por Carlos Magno Gibrail

De D.João V a Oded Grajew, de Ray Anderson a Ricardo Guimarães (autor da frase acima), de Al Gore a Jens Stoltenberg, criatividade às ameaças é o que não falta.

A Sustentabilidade acompanha permanente e indefinidamente a todos. É da alçada de dirigentes e dirigidos independentemente de dimensões, poder e hierarquia.

Do levantar da cama até a volta para dormir estaremos diante de ações que podem ajudar ou piorar o relacionamento com a natureza ou com outras pessoas. Se usufruirmos e não devolvermos, não sustentaremos o planeta para as futuras gerações ou as nossas relações pessoais.

Em 1728 ficou pronta a obra que D.João V mandou construir com a preocupação da conservação dos 4 mi livros em pergaminho: a Biblioteca Joanina, na Universidade de Coimbra. Até hoje todas as obras estão impecáveis, graças as paredes de 2,11 m , as madeiras que absorvem a humidade e, principalmente, a colônia de morcegos incumbida de exterminar traças e baratas. O trabalho adicional consiste em forrar piso e estantes com um tapete de couro à noite e retirá-lo na manhã seguinte. Similar ao que fazem os ingleses em Wimbledon.

Ray Anderson da Interface Flor não vende mais carpetes, presta serviços de forração de pisos. Substitui quando desgastado, reciclando com parte do mesmo material e estima que, até 2020, não mais extrairá elementos da natureza pois fechará o ciclo com impacto zero ao meio ambiente.

Paulo Itacarambi ressalta que com isso a matriz de produção não entrará em colapso, como é comum quando o ritmo é só de crescimento. Extrair, produzir, descartar. Efetivando a obsolescência programada ou percebida.

Casas Bahia e Brastemp estão com a logística reversa, isto é, na entrega dos móveis retornam no mesmo veículo para o depósito onde são separados, plástico, isopor, papelão e o sofá velho, que é desmontado e as partes doadas para quem as aproveita. O mesmo acontece com os eletrodomésticos nas compras pela Internet.

A Companhia Industrial de Vidros do Nordeste, tem a operação “Papa Vidro” para recolher garrafas que serão reutilizadas.

O Instituto Ethos , fundado por Grajew , com 1357 empresas associadas, correspondendo a 35% do PIB nacional, propõe a Responsabilidade Social Empresarial e está á disposição.

Em pesquisa de 2007, o Instituto Akatu, entidade destinada a orientação e apoio do consumidor nas questões de RSE, detectou que existe uma visível distância entre as aspirações e a realidade na relação dos consumidores com as empresas e suas responsabilidades sócio-ambientais. Isto, entretanto não se reflete em ações concretas por parte dos consumidores no momento da compra.

O Movimento Nossa São Paulo cobra, antecipadamente, dos candidatos à Prefeitura e à Câmara, o compromisso com a responsabilidade social. A partir desta gestão , teremos indicadores a cada 6 meses , tais como número de alunos por sala, evasão escolar, acidentes de trânsito, índice de congestionamento, etc

Jens Stoltenberg, da Noruega, recém materializou o Fundo Amazônia com US$ 20 milhões para por em seguida mais US$ 120 milhões, de acordo com a taxa de desmatamento. Previsão de US$ 1 bilhão até 2015 na conta de 2006, quando menos 5.500 km2 do limite de 19.500 km2 de desmatamento foram atingidos.

No Brasil, já são mais de 5 milhões de hectares de florestas certificadas pelo selo internacional FSC. Atualmente, 207 empresas possuem a certificação para a cadeia de produção e comercialização dos artigos de madeira (cadeia de custódia).

O FSC emite dois tipos de selo para os produtos, um que atesta que o material é 100% certificado, e outro, chamado selo misto, que garante que no mínimo 70% do material utilizado na fabricação tem o certificado.
Fundador da ONG Amigos da Terra, o ambientalista Roberto Smeraldi, convenceu os bancos a só liberar financiamentos a companhias que têm responsabilidade ambiental.
Se a Rosana Jatobá fica no máximo 15 minutos no banho, com toda aquela “extensão territorial”, é hora de repensarmos o nosso chuveiro.

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e, toda quarta-feira, escreve textos sustentáveis aqui no blog. Não declara no Imposto de Renda Social o tempo que fica no banho, mas se esforça para mudar hábitos.

Use a cartilha para saber se tem corrupto na área

O be-a-bá da improbidade administrativa, da compra de votos e da corrupção eleitoral está na cartilha editada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo que tem como objetivo informar o cidadão sobre irregularidades que possam estar sendo realizadas durante a campanha. De acordo com a promotora de Justiça da Cidadania Adriana Moraes a lei de iniciativa popular aprovada em 1997 tem permitido que candidatos que atuem de maneira irregular sejam punidos mesmo após a eleição.

As denúncias podem ser encaminhadas para o endereço eletrônico eleitorais@mp.sp.gov.br e a cartilha está à disposição no site do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Ouça a entrevista da promotora Adriana Moraes ao CBN SP e fiscalize:

As regras para você ter uma calçada limpa


Imagem enviada pelo ouvinte-internauta Daniel Aveiro

“É difícil ser pedestre”, disse a diretora da Emurb Regina Monteiro ao comentar as normas que regulamentam a construção de calçadas na cidade de São Paulo. O pensamento dela vai ao encontro do que afirmou, durante debate promovido pelo CBN SP, no sábado, a professora Asuncion Blanco, que se transformou em uma ativista dos pedestres. Ela havia chamado atenção para algo que muitos de nós já sentimos nos pés, não apenas na capital paulista: as calçadas não são feitas para as pessoas.

Um dos problemas apontados para tanto desrespeito seria o da desinformação e, por isso, resolvemos conversar com Regina Monteiro que, além de ser dirigente da empresa de urbanização da cidade de São Paulo, é outra batalhadora na busca de calçadas limpas (leia-se, sem obstáculos).

Assim, se você quer saber se a sua calçada está em ordem, antes mesmo de tirar a lixeira de grade da frente, ouça esta entrevista:

Tem coisa nova na cidade

E exótica, também, como indica, nesta terça-feira, Ailin Aleixo, do “Época São Paulo na CBN”:

Mulligan

O recém-inaugurado Mulligan tem ambiente gostoso, luz baixa, cadeiras confortáveis boas para bater um papo demorado – diferente de qualquer pub, estabelecimento imediatamente associado à Irlanda. Lá, o foco não são as bebidas, e sim a gastronomia daquele país. Nem por isso a carta de cervejas poderia ser tão fraca – no dia da visita, havia apenas dois rótulos de cerveja escura (além do chope Guinness) e pouquíssimos internacionais. Um defeito a ser corrigido rapidamente para não frustar os freqüentadores. Até lá, é melhor escolher um dos bons vinhos da carta enxuta feita em parceria com a importadora Grand Cru. No menu, pratos executados corretamente, como o camarão grelhado com gengibre acompanhado de panquecas de batata típicas da Irlanda (chamada de boxty), shiitake com gruyère gratinado e o encorpardo e saboroso Beef e Guinness Casserole, cozido de carne, minicebolas, bacon e cerveja. Na sobremesa, o bolo de chocolate com uísque poderia ser mais molhadinho e a torta de maçã com chantilly, apesar de saborosa, veio com massa grossa demais para a quantidade de recheio.
Rua Bela Cintra, 1579, Jardins, 3892.1284

Anna Prem

Aberto em julho, o restaurante tem à frente uma equipe que leva a sério a alimentação. Para começar, os proprietários, todos vegetarianos, escolheram uma casa de 400 m², linda, construída em frente ao parque da Aclimação. Arejado, o sobrado tem jardim interno e várias salas, uma delas com varanda e outra com mesas baixas, para comer descalço e sentado no chão. Kaksmi Kanta Devidasi, a chef de cozinha formada em culinária ayurvedica na Índia, é monja há mais de vinte anos. Anuncia que sua comida é equilibrada, sem fritura nem açúcar e livre de agrotóxicos. Nas panelas não entra alho e cebola, mas nem por isso o resultado deixa de ser saboroso. O bobó de shiitake com brócolis, sugestão dos domingos, leva leite de coco e azeite-de-dendê. Às quartas e sábados tem feijoada com tofu e ricota defumados, bardana, paio de vegetais, coco e legumes, acompanhada de farofa de gérmen de trigo, couve orgânica, mandioca cozida, arroz integral, salada verde e laranja. Outra especialidade é o thousa, uma espécie de panqueca de farinha de grão-de-bico, de lentilha ou de ervilha. São sempre quatro opções por dia – uma delas vegan, sem proteína animal. Como é de lei nos restaurantes vegetarianos, no piso inferior funciona uma loja de produtos naturais e uma lanchonete com algumas receitas da chamada culinária viva: nenhum dos ingredientes passa pelo processo de cozimento. Nessa linha há shakes, sucos e doces como o mangolícia, gostosa mistura de manga com coco seco, pasta de tâmara e cardamomo.
Rua Muniz de Souza, 1170, Aclimação, 3208-7552

Sindicato dos taxistas é usado para campanha de ex-vereador

Dois candidatos a vereador disputam um segmento importante do eleitorado: o dos taxistas. São mais de 35 mil, sem contar os clandestinos, que transportam mais um tanto de pessoas na cidade. Durante muitos anos, se disse aqui em São Paulo que eram os “motoristas da praça” os principais cabos eleitorais de Paulo Maluf. Nesta campanha a opinião deles está dividida em relação ao seu representante na prefeitura.

A briga se dá na vaga para a Câmara Municipal: Natalício Bezerra, ex-vereador e presidente do Sindicato dos Taxistas, e Salomão Pereira, proprietário da Folha do Taxista, se apresentam como representantes dos motoristas e usam suas armas. Simão explora o jornal de sua propriedade para divulgar seu trabalho, enquanto Natalício se aproveita da estrutura do sindicato.

Na edição de “O Taxista”, jornal da entidade, deste mês, o presidente licenciado assina o expediente, aparece em quatro fotografias e tem nome citado cinco vezes. Além disso, o jornal publica editorial no qual compara os dois candidatos sem citar nomes: “Você prefere depositar seu voto e sua confiança em um candidato que dedicou sua vida às causas dos taxistas e em solucionar os seus problemas, ou prefere aquele que possui apenas interesse em expandir seus negócios, alavancados à custa da própria categoria ?”, pergunta.

Se em uma reportagem Natalício aparece como o responsável pela conquista do direito de os taxistas usarem o corredor de ônibus, em outra Salomão é apontado como defensor dos motoristas irregulares.

Mesmo no “Espaço do Leitor”, os editores não perderam a oportunidade de publicar uma carta que defende – e aí, sim, com o nome – Natalício Bezerra e crítica o opositor com texto muito semelhante ao do editorial.

Natalício Bezerra já foi vereador em São Paulo, mas tem encontrado dificuldades de voltar ao legislativo municipal desde que perdeu a vaga há duas eleições. Foi duramente criticado quando, recentemente, decidiu vender a tabela de reajuste dos táxis aos motoristas não sindicalizados apesar desta ter sido impressa pela prefeitura.


Procuradoria vai investigar candidato

(notícia publicada no dia 24/09)

“Senhor Milton Jung,

Após tomar conhecimento da notícia intitulada “” veiculada em seu blog e na Rádio CBN, esta Procuradoria Regional Eleitoral, por seu Procurador Substituto, adotou as providências pertinentes ao caso, encaminhando expediente à Promotoria de Justiça da 1a Zona Eleitoral de São Paulo, órgão com atribuição para proceder as investigações.

Atenciosamente,

Santiago André Schunck
Assessor Jurídico”

Um ônibus vale por um quarteirão de carro

Uma campanha publicitária da década de 90 comparou a capacidade de transportar passageiros dos ônibus e dos carros. Considerando que a lotação de um ônibus é de 70 pessoas e os carros não costumam levar mais do que duas por viagem, os organizadores mostraram o espaço que cada um destes modos de transporte ocupa em uma cidade. Para levar o grupo, o ônibus toma algo em torno de 13 metros, enquanto os carros precisam de um quarteirão inteiro.

O material que fazia parte de campanha para incentivar o transporte coletivo foi garimpado pelo repórter Ádamo Bazani em suas pesquisas busólogas. Sim, além de todos os méritos, o cara ainda é apaixonado por ônibus e sobre isso ainda vamos conversar aqui no blog.

Italianos com ótimo custo-benefício

São as dicas da Ailin Aleixo, do “Época São Paulo na CBN”, neste começo de semana.

La Rita Allósteria Dei Venitucci

Quem conheceu o antigo restaurante de Vincenzo Venitucci, a Casa Venitucci, em Perdizes, lembra que o proprietário ficou famoso pela ótima comida, pelos preços altos e pelo indomável mau humor. Após um tempo fora de cena, ele agora está à frente de uma casa beeem diferente. Seu temperamento se mantém o mesmo, o talento na cozinha também, mas a ambientação e o cardápio, sobretudo a coluna da direita, são bem diferentes. Instalada dentro de um galpão no Piqueri, com a cozinha aberta na parte dos fundos, a casa não oferece qualquer sofisticação – e os preços são condizentes com a simplicidade do lugar. Prepare-se para comer bem. Vincenzo prepara receitas de sua terra natal, aquelas típicas da nonna, nem sempre fáceis de encontrar em São Paulo, como frango capão cozido com legumes, azeite e vinho ou coelho ao molho de tomates, especiarias e ervas. Há ainda boas massas artesanais, como o tagliatelle com manteiga e raspas de tartufo (em porção simbólica, o que permite o preço baixo). É bom ter paciência com o serviço. O vinho tinto chegou geladíssimo à mesa e faltavam vários itens do cardápio no dia da visita.

Av. General Edgar Facó, 1.127 – Piqueri – 3976-0130

Nello´s

Bonita camisa, Fernandinho. Se você tem mais de 30 anos, com certeza vai se lembrar dessa frase que caiu na boca do povo por volta de 1984. Pois bem, o astro da campanha publicitária é Nello de Rossi, dono da cantina, que antes de pisar em solo brasileiro foi ator na Itália, com filmes produzidos nos estúdios do Cinecittà, em Roma. Suas lembranças estão estampadas nas paredes do restaurante, com cartazes de cinema e fotos antigas. Hoje, o sucesso do lugar são as massas caseiras para combinar com molhos à escolha, como o capelete à romanesca e o espaguete à puttanesca, servidos em porções individuais. Uma das receitas mais pedidas é o nhoque à Rina (nome da esposa do dono), que na verdade são umas bolotas de ricota e espinafre com molho de tomate e orégano. Entre as carnes, o saltimbocca alla romana chegou à mesa salgado e acompanhado de talharim (trocado a pedidos) com molho um pouco aguado. De sobremesa, faz uma gostosa pastiera de grano (torta de ricota com frutas secas).

R. Antonio Bicudo, 97 – Pinheiros – 3082-4365

Il Cacciatore

Casinha simples, simpática, antiga, pintada de cor-de-rosa, cravada no Bixiga há 56 anos. O restaurante se destaca no pedaço não só pela construção, mas também pela qualidade da comida – preparada sem os exageros comuns das cantinas. Os donos, o casal Gianfranco Caccia e Maria Rita, vão para a cozinha e fazem tudo artesanalmente, massas, tortas e sobremesa. A especialidade são as receitas típicas da Lombardia. As carnes de coelho, javali, perdiz, cordeiro e vitela aparecem em preparos vigorosos, à base de vinho, acompanhados de polenta ou risotos. Se for tempo de alcachofra, não tenha dúvidas, peça a deliciosa torta. Entre os pratos principais, o cotechino chega à mesa com um delicioso refogado de lentilhas. O escalope ao olive é um filé ao molho de azeitonas pretas servido com delicado ravióli de abóbora.

R. Santo Antônio, 855 – Bela Vista – 3120-5119