Canto da Cátia: Ela não vestiu a camisa do Corinthians

Cátia é premiada na Suécia

A verdade, nada mais do que a verdade, e somente a verdade é o que este blog busca ao publicar informações aos ouvintes-internautas. Duela a quem duela, como diria aquele presidente que saiu corrido do Palácio do Planalto

Por isso, começamos a semana com um “furo de reportagem”.

Apesar de ter anunciado aos quatro cantos do Parque São Jorge de que levou para Estocolmo, na Suécia, a camisa do Corinthians, nossa colega e titular deste “Canto”, Cátia Toffoletto, aparece na imagem obtida com exclusividade pelo Blog do Milton Jung vestindo um belo e elegante conjunto marrom encoberto por um manto rosa. O flagrante ocorreu durante a entrega do The Wash Media Awards, prêmio internacional que lhe foi concedido pela série de reportagens sobre o desperdício de água em São Paulo.

Dizem os palmeirenses, invejosos desta conquista corintiana, que a carga de camisas não teria passado na alfândega. Se passou, não sei. Mas que a Cátia subiu ao palco elegantérrima, isto tenha certeza.

De Valentina dos Mil Encantos

Por Maria Lucia Solla

Olá,

Nome lindo, não é? Pois é assim que chamo o filhote de Shih Tzu que acabo de adotar. Acabo é modo de dizer. Já estamos dividindo alguns espaços e compartilhando outros, há dezessete dias. E tem sido um período intenso de descoberta, aprendizado, erro e acerto. Aos montes. Dos dois lados.

Às Valentinas humanas que se sentirem ofendidas pelo empréstimo do nome, peço que me perdoem, mas penso que deveriam se sentir envaidecidas. É um dos nomes mais fortes que conheço. Ele alia a força masculina (yang) à sedução feminina (yin). É assim que espero que ela seja. Completa. Equilibrada.

Hoje, minha pequena Valentina completa três meses de vida. Noventa e dois dias. É linda – corujice à parte. Tem o olho esquerdo ligeiramente de esguelha, observando o leste, enquanto o direito fica firme no sul. Com isso, ela consegue observar quase todas as coordenadas aqui de casa, por onde posso me movimentar e quem sabe desaparecer. Mesmo que eu pise macio, de meias ou descalça, tentando não chamar a atenção, ela percebe o movimento e se põe alerta. Difícil não pisar numa de suas patas ou no rabinho. Quando me dou conta de que ela não está ao alcance dos meus olhos, busco e… Cadê? Nada. Dou um passo e quase piso de cheio nela. E ela? Nem se abala. Corre pelo jardim, desvenda mistérios, cheira aqui, cheira ali, pega uma folha do chão, dá piruetas, corre e derrapa, e volta correndo para mim, para mostrar que vai tudo bem.

Antes que eu me esqueça de dizer; o apelido dela é Buda-Ninja.

Valentina não fala a minha língua, e nem eu a dela. Vamos aprendendo, aos poucos, o significado de gestos e movimentos. Gestos e movimentos têm cor, têm som. Isso eu vejo melhor, agora. E ainda faço reverência cada vez mais respeitosa à Comunicação. Se eu disser a ela, não faça isso, Valentina, que eu não gosto, e isso não é para você, ela acha que estou cantando para ela e fica toda satisfeita. Eu de dedo em riste e ela pulando para vir no meu colo. É capaz de repetir o que gerou a bronca, só para ouvir de novo a melodia.

Ninguém pensou em nada, não é? Não soou nenhum sininho…

Aprendi que um – que linda! -, acompanhado de um sorriso, a faz entender que o que fez foi bom. Um não, firme, com voz dura e o olhar no mesmo tom, resolve melhor do que um compêndio inteiro de psicologia canina. Sou nova nesse campo, mas entrei de cabeça. O que estou aprendendo, não está à venda, não! Portanto, a tudo que puder me trazer um sabor amargo na boca, NÃO, com uma baita careta. A tudo o que puder me trazer alegria, SIM, com um enorme e doce sorriso.

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

Ouça este texto na voz da autora:

Esta gravação foi possível graças ao trabalho do Luiz e da Saiang, no Estúdio LP

Maria Lucia Solla é professora de inglês e terapeuta, escreveu o livro “De bem com a vida mesmo que doa”, publicado pela Libratrês, nos acompanha todo domingo aqui no blog e conversa com todos que deixarem mensagem para ela

Avalanche Tricolor: Chama o Adamo Bazani


Grêmio 1 x 2 Goiás

Brasileiro – Olímpico

É dos melhores repórteres policiais que conheço apesar de jovem. Como a maioria dos novatos começou na madrugada. Em pouco tempo mostrou seu valor, e ganhou espaço na redação. Sempre disposto a buscar a verdade e com a agenda cheia de boas fontes, é capaz de levantar aquela informação que ninguém ainda tem e todos querem. Adamo Bazani faz falta lá na redação nestes tempos em que anda de molho se recuperando de uma cirurgia. E se eu tivesse chance entregaria a ele a coluna neste sábado.

Depois de tentarem prender nosso técnico Celso Roth em uma, não por acaso, operação batizada Ouro Verde e de o árbitro Celso Amorin não ter punido uma tentativa de homicídio contra Souza em campo, que resultou no segundo gol do Goiás, melhor deixar a palavra para um especialista. O caso é de polícia.

Como meu negócio é futebol vou assistir ao “Loucos” daqui a pouco na ESPN Brasil com a certeza de que aconteça o que acontecer neste fim de semana, o Grêmio seguirá líder do Campeonato Brasileiro.

Avalanche Tricolor: Loucos por futebol

Loucos por futebol
Clique na foto e veja outras imagens da gravação do programa na ESPN

O cenário é uma loucura. Penduricalhos de todo tipo espalhados na mesa central, na mesinha lateral, na geladeira, na arara, e nos quadros de acrílico. Os apresentadores aparentam ser normais. Mas não é normal dominar tantas informações de futebol como eles dominam. O tema, sim. Sem segredo: tudo e qualquer coisa que fale de … futebol. Até mesmo um suco de tomate que leva o nome de um jogador e foi comprado na prateleira de um supermercado na Espanha.

Marcelo Duarte, Paulo Vinícius Coelho e Celso Unzelte, que estão no palco, Karen Barbosa, Marcella Novaes e Augusto Alves, nos bastidores, fazem “Loucos Por Futebol”, da ESPN Brasil. E fazem de maneira muito divertida. Nessa quinta-feira, tive a oportunidade de acompanhá-los na gravação do programa que vai ao ar, sábado (13/09), às nove da noite. E claro, se eu estava lá é porque o assunto seria o Grêmio.

Uma entrevista com André Catimba, o herói do Campeonato Gaúcho de 1977, os gols da final da Libertadores de 1983, a escalação e posicionamento do time que venceu a primeira Copa do Brasil em 1989, e os gols da final da Copa do Brasil de 1991. Histórias contadas durante o programa que me fizeram lembrar momentos incríveis do futebol gremista.

Nada superou, porém, a emoção de ouvir a narração do meu pai Milton Ferretti Jung na conquista do primeiro título sulamericano, seguida da minha na última vitória nacional do Grêmio. Foi a primeira vez que tive esta oortunidade. E mesmo que perca na comparação – o velho era insuperável e eu, para alguns, insuportável – acompanhar estes dois momentos foi, sem dúvida, uma loucura e tanto.

À turma do “Loucos”, como diriam lá no sul, foi tri-louco estar com vocês !

Meio ambiente: O clima que criamos

A interferência do ser humano nas mudanças climáticas é o tema da última reportagem da série sobre a relação da cidade de São Paulo com o meio ambiente.

Ouça a reportagem de Luciana Marinho:

Mais abaixo você tem acesso as demais reportagens que fazem parte desta série. Na semana que vem, vamos falar sobre educação.

Proibido estacionar. “E daí, velho?”

Proibido estacionar. “E daí, velho?”

Por Fernanda Campagnucci

A casa de Ladislau fica bem em frente à Universidade Paulista (Unip). Ou melhor: a Unip é que fica em frente à casa do alfaiate de 85 anos e meio, que mora ali há 58.

De um lado da casa, um bar. Do outro, uma reforma – um futuro bar, também, dizem. Parece uma ilha, como observou D. Isabel, esposa de Ladislau.

Quando cheguei à Rua Antônio de Macedo, D. Isabel esperava o marido no portão da casa, com uma bengala na mão. Ele tinha ido comprar pão. Mas, nos últimos dois anos, pelo menos, a rotina dos dois tem sido assim: depois que anoitece, após um dia inteiro de trabalho em casa, Ladislau fica do lado de fora vigiando o portão (para que ninguém estacione em frente à sua casa). Quando a janta fica pronta, D. Isabel é quem cuida da garagem, apesar de sua dificuldade em andar.

O barulho da música e das conversas altas que ouvi nem é o que mais incomoda o casal. Eles já se acostumaram. O que incomoda, entre outras coisas, são as respostas absurdas que ele ouve quando pede aos garotos e garotas que respeitem a garagem de sua casa, a placa “proibido estacionar” e a guia rebaixada. Seu filho chega cansado do trabalho, depois de três horas de trânsito, e não tem como entrar.

Filhos de imigrantes húngaros – na verdade, Ladislau nasceu na Hungria e chegou com três meses e três dias ao Brasil – o alfaiate e D. Isabel conviveram com figuras importantes da política e das artes, por conta desse trabalho. Pelas mãos de Ladislau e de seu pai, foram feitos ternos e fraques para o conde Matarazzo, Antônio Ermírio de Moraes (“gente boníssima”), Adhemar de Barros, General Emílio Garrastazu Médici – que conheceu em Bagé em 1943, quando este era ainda capitão – Romeu Tuma. Ele vai e volta no tempo. Saía com o playboy Baby Pignatari. Encontrou o violinista francês Georges Boulanger – que lhe deu o calote, mas, segundo Ladislau, “ele podia”. Ele se lembra do conde Matarazzo, que às vezes dizia que seu pai cobrava pouco:

– Mas como! (Ladislau imita o sotaque italiano) Você vive de brisa? Tem que cobrar o tempo que trabalha, rapaz!

Ladislau conta tudo com seu jeito jovem e esperto, mas está cansado. Ele trabalha bastante ainda, mas só faz consertos – coloca zíper, faz barra. Confecção, mesmo, ele não faz mais. Na época em que ele tinha uma alfaiataria na Penha (de 1964 a 1986), “era uma média de 95% de roupa nova, 5% de conserto”. Agora o número se inverteu.

– A gente se chateia porque percebe que não é dono de nada. Estamos cercados numa ilha, xingados por todos os lados.

Depois das 19 horas, alguns alunos (e até professores, garante Ladislau) tentam estacionar em frente à sua casa. Se a pessoa insiste em ficar, ele pede que, pelo menos, deixe o lugar onde está, para que ele possa avisá-lo.

– Não, velho, a rua é pública!

Ladislau interrompeu nossa conversa duas vezes. Enquanto falava, ficava atento ao barulho dos carros no lado de fora – afinal, teve que sair de seu posto para conversar comigo (sua visita) na sala.

– Sou obrigado a ficar lá fora todas as noites e…. olha aí! Alguém vai parar! Vou lá ver.

Depois de alguns minutos, alguém o chama à porta. Era a CET. Queriam avisá-lo que, a partir de agora, um agente da Companhia fiscalizaria a rua com especial atenção.

Cético, Ladislau me contou, sem entusiasmo, o que os funcionários da CET falaram. Depois, voltou à rua, desta vez para abrir o portão para seu filho.

– Ah, mas você deve vir aqui na quinta ou sexta-feira! É muito pior! Isso daí não é nada – disse o filho de 56 anos, exaltado – Para você passar na calçada já é difícil, eles ficam todos sentados aqui. Quando minha mãe sai, ninguém dá passagem. Deixam as garrafas no chão, chamam meu pai de velho babaca, para não dizer pior.

O filho deles já sugeriu aos pais que vendam a casa, saiam dali. Que eles, os mais velhos da rua, seriam expulsos. Olhei para seu Ladislau e D. Isabel para ver se concordavam, mas só vi o olhar vazio, de quem não sabe o que fazer.

O convite ficou para que eu voltasse numa quinta-feira, mas tive a certeza de não precisava ver para crer. Tirei fotos da placa “Proibido Estacionar”, do portão. Se ela estivesse ali ou não, não importava. A resposta é sempre: e daí, velho?

Fernanda Campagnucci é quase-jornalista e estagiária da CBN. Visitou Ladislau depois da denúncia que um ouvinte enviou à rádio.

Quinta é dia de feijoada, sim senhora !

Pelo menos no bate-papo da Ailin Aleixo, no “Época SP na CBN”:

Feijoada da Bia

Bia Braga age mesmo como uma boa mineira: há três anos, sem muito alarde, abre seu bufê somente aos sábados para uma concorrida feijoada com chorinho ao vivo. Sem tabuleta na porta, num canto obscuro entre a Barra Funda e Santa Cecília, o lugar vive cheio. Não chega a ser barato, mas os R$ 42 por pessoa dão direito a caldinho de feijão, porção de mandioca frita e feijão com carnes separadas, à escolha do freguês – tudo com reposição à vontade. Para quem não gosta de feijão, a opção é o bobó de camarão (mas esse vem empratado). A carta de cachaças é das melhores, com ênfase nos rótulos mineiros, mas o menu de sobremesas ainda requer atenção: os doces brasileiros não estão à altura do feijão.

Rua Lopes Chaves, 105 – Barra Funda – São Paulo – SP
3663-0433

Feijoada da Lana

Há doze anos a russa Lana Nowikow transformou a feijoada que preparava para os amigos em um bom negócio, hoje administrado pela filha Luísa. Durante a semana, a casa até serve uma opção de prato do dia a R$ 16: pode ser picadinho, moqueca de cação ou abóbora com carne seca, entre outros. Mas o grande atrativo é mesmo o feijão, sem gordura em excesso, servido de segunda a segunda. O tempero é sempre um primor – pena que o caldo não estava cremoso como de praxe no dia da visita. Nos fins de semana e feriados, o bufê custa R$ 44 e inclui petiscos, sobremesas caseiras, batida de limão e cachaças artesanais à vontade. Nos outros dias, sai pela metade, mas todos os extras são cobrados à parte.

R. Aspicuelta, 421 – Vila Madalena – São Paulo – SP
3814-9191

Em Londres, de moto mas com prudência

Andar de motos entre os carros não é privilégio de motoboy brasileiro, conforme relato do ouvinte-internauta Cláudio Soriano que tem atualizado as informações deste blog com curiosidades registradas em Londres, na Inglaterra, onde mora. Motociclista, ele diz que não adotaria carro nem metrô. Este apesar de extenso tem velocidade baixa e conforme o clima, relata, não é muito pontual (“Pontualidade britânica, somente nos romances de Sherlock Holmes). Pegar o automóvel é idéia abandonada há algum tempo devido aos congestionamento.

Apesar da permissão para circular no corredor entre os carros, existem restrições com a intenção de impedir o crescimento no número de pessoas mortas no trânsito. As motocicletas devem andar em baixa velocidade quando os carros estão parados ou se movendo abaixo de 20 milhas por hora, caso contrário devem circular na faixa dos carros em fila indiana.

Outra medida prudente é a qualidade dos cursos ministrados pela polícia para os condutores de moto. Para conhecer um pouco mais do trabalho realizado com os motociclistas acesse o link da Bikesafe.

“Excesso de velocidade por aqui também resulta em multas pesadas, perda do direito de dirigir e banição para o resto da vida em certos casos”, concluiu Soriano.